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The Greatest

Cat Power

Matador

Sale price €6,50 Regular price €11,50

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O seu anterior disco - «Speaking For Trees», CD e DVD - mostrava Cat Power a tocar no meio de um bosque, no meio de árvores, apenas com uma guitarra eléctrica amplificada. Enquanto o dia se ia transformando em noite, Chan Marshall percorria temas de Ellington, Dylan ou M Ward pelo meio das suas próprias canções. Não nos lembramos de um disco tão mal recebido como este e, ao mesmo tempo, nunca Chan Marshall foi tão reveladora e íntima. Diante dos nosso olhos, sem público (como muitas vezes parece gostar), embaraçando-se no fio da guitarra, perdendo o norte face à câmara, Chan Marshall mostrou-nos toda a sua simplicidade desarmante. E mostrou-nos também como as suas canções são erguidas, mantidas em gravidade zero, numa dança mágica que nos hipnotiza. Não há segredo na sua música, não há truques, não há nada escondido; tudo começa e acaba numa explosão de espontaneidade que nunca percebemos, mas que nos fascina e intriga. Poucos acordes e uma voz perdidamente rouca chegam para sustentar o mínimo dos mínimos, mostrando ser o máximo dos máximos. E que ninguém se iluda, se o começo de «The Greatest» (tema homónimo) é uma das canções mais majestosas da sua carreira - com coros, arranjos de cordas e alusões fílmicas a «Moonriver» - também não deixa de ser a Cat Power de «Speaking For Trees», pelo modo como se revela diante de nós e, especialmente, pela maneira como desaparece, tal qual uma Cinderela ou... como Holly Golightly em «Breakfast At Tiffany's» de Truman Capote. Talvez seja preciso esta ubiquidade da sua personalidade (entre a neurose e a genialidade; entre a espontaneidade e a razão; entre a sedução e a rebeldia), para que «The Greatest» consiga nascer e ser um dos mais encantatórios discos de Cat Power. Se Clap Your Hands Say Yeah parece querer seguir o sucesso de Arcade Fire este ano, «The Greatest» poderá ser o «Illinois» de 2006.