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Going Places

Yellow Swans

Yellow Swans Archive

Regular price €23,00

Tax included.

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O tempo futuro contará uma história magnífica da primeira década deste século. Em termos da música que se reconhece, da reinvenção da nostalgia ou da forma como a música evoluiu e, também, daquela que viveu mesmo nas margens, que foi criada em fundações para ficar algo esquecida para as gerações futuras e marcar quem experienciou e viveu aquela música. Fosse por causa das edições limitadas em CDR, que tinham uma circulação própria, pelas cassetes ou mesmo por edições convencionais que não chegavam aos canais comuns. Os discos eram feitos para serem vendidos na estrada e a música para ser tocada ao vivo, realizar-se, cumprir-se e evoluir ao vivo. Os Yellow Swans começaram a carreira no início do século e só após vários lançamentos, chegaram a editoras mais visíveis (como a Load ou a Mort Aux Vaches) e só no final da carreira lançaram aquele que seria o seu disco mais visível, este “Going Places”, editado originalmente na Type, em 2009. É o primeiro álbum a surgir nesta Yellow Swans Archive, uma editora para celebrar o trabalho único, caprichoso e visionário de Gabriel Soloman e Pete Swanson. “Going Places” move o noise para áreas que iriam inundar a música electrónica na década seguinte – o industrial, a hauntology, o dub, o ambient. Há esse lado visionário que é fácil de ser revisto agora, mas há também o lado lúcido de fazer noise sem barreiras, de criar música comunal que una várias pontas soltas de géneros à margem. Os Yellow Swans experimentaram muito para chegar aqui. Mas mais do que experimentar, viveram a forma de criar música improvisada DIY à 00s, que pedia emprestado fórmulas e formas a outros géneros – incluindo a folk – e corria atrás do risco. Foi sempre música arriscada, de vanguarda para alguns, imperceptível para muitos no sabor dos dias. Revisitar este disco é sentir o culminar de ideias de uma das décadas mais ricas da música noise/improvisada e relembrar como tudo só poderia existir como existiu, constantemente a desmoronar-se e a recriar-se. Revisitar “Going Places” é também ver o futuro. Que estalo.