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Boy´s Own: The complete fanzines, 1986-92

V/A

DJhistory.com

Regular price €24,95

Tax included.
hard cover, 440 pp, 21,5 x 30,5 cm.

Quando se pensa que tudo começou porque Terry Farley queria fazer alguma coisa inspirada no The End, fanzine de futebol de Liverpool, parece que estamos a passar para o lado errado da vedação. Não é difícil compreender as paixões que o futebol suscita, e se frequentemente isso tem resultados negativos, chocantes e mesmo intoleráveis, não é desconhecida a inspiração que pode motivar jovens rapazes (menos no caso de raparigas) a querer explorar as suas capacidades físicas, disciplina ou, como no caso de Farley, Andrew Weatherall e outros, “sair do armário” com as suas visões de classe operária sobre música, moda e política. É sabido como os hooligans da bola mudaram durante o período dourado da acid house, como adeptos de clubes rivais dançavam juntos na mesma rave. Frank Broughton e Bill Brewster (autores do livro “Last Night A DJ Saved My Life”) escrevem no editorial sobre a nova atitude perante este pessoal que tinha boas drogas e sabia onde arranjar os melhores discos. Farley e Weatherall já eram DJs, mas a cena de clubes, na época, era muito dominada por gente das artes, por um espírito elitista e indumentárias que, ou eram demasiado avant-garde (o Blitz de Steve Strange, por exemplo) ou simplesmente clássicas: entrar de ténis num clube não acontecia. O turbilhão de emoções que conduziu o fanzine durante praticamente seis anos deu também origem à editora Junior Boy’s Own e a muitos dos padrões musicais que viriam a definir a época e o som: produções de Andrew Weatherall, “Ultra Flava” de Heller & Farley, os inevitáveis e influentes Underworld. Os fanzines são reunidos aqui na íntegra com todos os erros de ortografia, alguns comentários agora fora de contexto, gozo e sobranceria próprios de quem fazia a partir de dentro a crónica de costumes de um grupo social marginalizado. Fight The Power.