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Kenemglev

Sabaturin

Holuzam

Regular price €18,00

Tax included.

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Sabaturin é um projecto de Charles Émile-Beullac (Galerie Stratique, Canadá) e Simon Crab (Bourbonese Qualk, Reino Unido). À semelhança da troca de som em cassetes por correspondência no auge do circuito underground de mail art (década de 80 e parte da década de 90), esta colaboração fez-se à distância mas beneficiando de toda a facilidade de processos na era digital. "Kenemglev" significa Consenso em Bretão, língua e território neutro que ambos os músicos escolheram como representação do encontro das suas respectivas culturas. Ao método mais detalhado e exaustivo de composição por parte de Beullac, Crab acrescentou a intuição do momento. No resultado ouvimos ambientes delicados, erros controlados e polidos, narrativas em miniatura que pulsam mais quando surgem as grelhas rítmicas que, por vezes, reconhecemos dos Bourbonese Qualk da era "My Government Is My Soul" (1989). Beullac retém alguma da identidade do seu projecto Galerie Stratique, cujo álbum "Nothing Down-To-Earth" ganhou 8.7 na Pitchfork em 2002, virando as cabeças de fãs de Boards Of Canada. "Kenemglev" nunca se define por uma fórmula e então a música mantém-se solta, tanto Mille Plateaux (editora-bandeira na electrónica pré-milenar) como clássica assinatura de sampling de rádio de onda curta (frequentemente usada na cena industrial) ou dub, tudo misturado numa única entidade que dispensa associação a quaisquer dos actuais rótulos de imprensa aplicados à música electrónica.Em vinil, cada lado flui sem interrupção, as faixas encontram-se coladas ou ligeiramente sobrepostas, numa espécie de representação da arte que adorna a capa, gerada por Simon Crab a partir de uma simulação de padrões Chladni.


Sabaturin is Charles-Émile Beullac (Galerie Stratique, Canada) and Simon Crab (Bourbonese Qualk, United Kingdom). In the spirit of old school tape exchanges that resulted in musical collaborations developed over long periods of time, but informed by the infinitely easier processes of the digital age, "Kenemglev" was assembled without the musicians ever meeting. The title "Kenemglev" means "consensus" in Breton, something which quite naturally had to be achieved between both musicians. The other consensus was a sort of virtual middle ground symbolized by the Breton language, particular to a geographical area (Brittany) that both agreed would stand for a neutral meeting point between their respective native languages and, consequently, cultures. All titles are Breton words and the name Sabaturin ("standing on one feet", "to be off-balance") expresses mainly Charles' excitement: "Simon's bold approach has been some kind of a shock therapy for my music". The sleeve was designed by Simon Crab, using a Chladni pattern simulation based on specific pitches. Looking like stained glass, it sort of reflects the way the music is presented: although including 9 titles, the album's tracklist flows uninterrupted on each side of the vinyl, semi-mixed, blended. Detailed electronic ambience, glitches, loops and tiny details are augmented by a sort of signature rhythmic grid we recognize from "My Government Is My Soul"-era Bourbonese Qualk. It never settles into a formula and so the music remains loose, as much Mille Plateaux as classic 80s industrial shortwave-sampling or dub, rolled into one same entity, touching base with the gorgeous glitch dub "Morgouskus". This concludes a gentle and discreet album that doesn't require the validation of being associated with any of the current keywords in the electronic music scene.