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Olímpia

Pedro Magina

Holuzam

Regular price €9,95

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CD incorporado em livro de 16 páginas, 15x22 cm em papel Olyn 150 gr. Impressão em Offset.

Pedro Magina faz parte de uma geração que cresceu durante os 1980 e os 1990 e começou a instalar as suas memórias pintadas por sintetizadores, VHS e Cristóvão Colombo a chegar à América ao som de Vangelis (até o PS se apropriar e dar nova vida a esse épico), primeiro no curso alternativo e, posteriomente, na pop. Esteve lá quando a Not Not Fun se colocava na linha da frente dessa missão (o seu “Nineteen Hundred And Eighty Five” faz nove anos neste Fevereiro) ou até antes, quando nos surpreendeu, em 2010, com o belíssimo “Nazca Lines”. Pedro Magina. Se ainda não decoraram este nome, decorem agora. “Olímpia” é o seu primeiro lançamento numa editora portuguesa, depois de aventuras pela norte-americana Not Not Fun, a suíça Mental Groove ou nas editoras irmãs da importantíssima Ruralfaune. Actualmente a residir em Barcelona, Pedro Magina continua a fazer música e a guardar as suas ideias bem perto do coração. Anda-se às vezes na luta para descobrir música bonita e que interessa e ela surge do modo mais inesperado possível. Apesar de Pedro Magina ser um romântico incontrolável de uma ilha balear por descobrir - que provavelmente terá sotaque nortenho, sendo ele a colonizá-la -, quer-se que a músicafale ao coração através de palavras e de amores impossíveis que os outros contam. Pedro Magina não canta, conta histórias pelos seus sintetizadores (Korg R3 e UNO synth), baixo, guitarra e alguns samples (ele avisa que são bem tramados de se descobrirem). Não diz isso por ser um digger, mas porque provavelmente a sample provém de uma malha muito cheesy que ninguém está interessado em ouvir. “Olímpia” ficou com o nome da sua avó mas os beats, as praias imaginadas de cocktails bem doces, são sentimentos que saem de Pedro Magina em direcção a todas as mulheres que o tornaram no homem que é hoje. É ele que o diz na dedicatória deste álbum. Di-lo porque não tem vergonha, tal como a música que compôs para “Olímpia”. É mel para todos os dias, um romance que ficou por escrever, por viver. Mas um disco que faz chorar de alegria. E de amor.