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Venice

Fennesz

Touch

Regular price €12,50

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É impossível pensarmos que depois de “Endless Summer” não haja mais génio e mais ideias de Fennesz, mas a fasquia colocara-se tão elevada que é preciso medir bem os movimentos para que tudo não colapse. Os olhos e ouvidos estavam todos neste regresso – embora ligeiramente falso, pois temos ouvido muito Fennesz por aí, com FennO’Berg, sobretudo – e a pressão às vezes funciona muito bem. Depois de ter sozinho colocado o contagem a zeros, em 2001, com “Endless Summer”, o austríaco volta a cozinhar um lento borbulhar digital cheio de natureza dentro, como se abríssemos uma caixa com um mundo miniatura em paz no seu interior. Nem mesmo as muralhas de som – que ao vivo são mais muralhas que nas audições que fazemos em nossa casa -, em “Circassian”, por exemplo, nos convencem que este não é um disco de pormenor e reconfortante proximidade. Nesse momentos é a guitarra que espoleta o rock que há na música de Fennesz. No restante percurso de “Venice” impera a calma, transitória – a presença de David Sylvian em “Transit”, apenas cunha essa passagem -, contemplativa, mágica. Numa altura em que prolifera a música de computador, quando já conseguimos ligar processos a sons, precisa-se, e muito, das ideias dentro da máquina. Por isso, “Venice” é, arriscamos, tão bom quanto foi “Endless Summer”.