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Passion

Demdike Stare

Modern Love

Regular price €25,50

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Nos dois álbuns de Burial, “Burial” e “Untrue”, a música electrónica/dança encontrou um cenário futurista que servia as necessidades de um novo século, lançando as bases para a construção e desconstrução que surgiria na década seguinte – até hoje – da música de dança britânica dos anos 1990s. Construir sobre o mesmo, sendo o mesmo um passado que uma geração lembra com saudosismo – ou só está na memória – e que para outra nem sequer fez parte do seu passado, por isso é fruto de fantasia, imaginário. Burial não foi o início e, sim, o catalisador de um processo que dá voltas e voltas a sim mesmo, constrói, desconstrói, e parece regozijar com a ausência de uma cena fresca: como se a rejeição do “já foi tudo feito” fosse trabalhar no mesmo – não se confunda isto com revivalismo, é totalmente diferente. Nesse mundo pós-Burial os Demdike Stare têm sido dos activistas mais viris deste repensar da música de dança, principalmente a partir da série “Testpressing”: antes, curiosamente, pareciam imaginar música do passado que nunca existiu. Ei-los agora, novo álbum, “Passion”, a atacar várias frentes, sem o maravilhamento de outro tempo, ou o ocultismo, mas entregues a uma atitude punk-electrónica de destruição do jungle, d’n’b ou do dancehall. Se até aqui passaram algum tempo a reconstruir os 1990s à sua maneira – “Testpressing” e “Wonderland” –, em “Passion” adivinham o futuro um pouco como Burial fez com os seus dois álbuns. Não há apocalipse, falsa tensão pré-milenar (o que teria a sua graça), mas uma forma funcional de conjugar esses estilos em música que tem tanto de vanguardista como funcional. O que tem o seu quê de bonito: durante uma década anda-se às voltas de soluções de como recriar um estilo que esteve confinado a um tempo, estilo de vida, tornando-o cerebral, quase inacessível à medida que os “testes” avançavam, e agora aparece a solução-translúcida. “Passion”, com o seu frenesim e urgência, é o tesouro que todos andavam à procura. A música dos Demdike Stare já não é passado ou futuro: é fantasia.