FLUR 2001 > 2022



The Cosmic Jokers

Cosmic Jokers, The

Kosmische Kuriere

Regular price €21,50

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CLIP1 - CLIP2


O estúdio Dierks (de Dieter Dierks, que também participa), marijuana, ácido lisérgico e um conjunto de músicos alemães acostumados a estas andanças - Klaus Schulze, Manuel Göttsching, Harald Großkopf. Psicadélia suprema, convergente num conjunto de guitarras, baixo, sintetizadores, uma bateria e efeitos. Não é rock, nem música ambiental. As faixas planam, como se de éter se tratasse, de percepção diáfana mas carregadas de energia e significado - pelo meio de "Galactic Joke", o flanger é accionado sobre a bateria, acentuando o efeito drogado da música aqui escutada. Improvisações livres mas cuidadas, regradas, cujos pontos altos emulam o tremor de placas tectónicas. As paisagens sónicas sintetizadas acentuam o carácter cósmico da banda, pela cor dos instrumentos, pela maneira como perfuram, na mistura, entre o combo de parafernália "rock", elevando a música a um outro patamar (não tivesse o trabalho de Klaus Schulze em Ash Ra Tempel como currículo - ou cadastro). Reza a lenda que os músicos não sabiam que estavam a ser gravados e que simplesmente foram convidados a improvisar sob o efeito de drogas - o que se sente, apesar de ser de difícil crença essa ideia de não se saber que se estava a ser gravado; ou, porventura, as drogas eram tão fortes que os levaram a uma espécie de amnésia colectiva, um sono profundo que permitiu a passagem para esse outro lado, o do universo que aqui escutamos. Merecendo o selo de aprovação de Nik Pascal ("Do not listen to this album if you are stoned"), "Galactic Joke" é sideral, alucinogénico e, honestamente, bonito - tão bonito que nos leva a interrogar se este disco terá sido mesmo gravado de forma improvisada, ou até se este mito não dá mais força ao disco. Os Cosmic Jokers propõem esta volta ao espaço, encurtando distâncias entre o nosso universo e o deles.