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Untilted

Autechre

Warp

Regular price €12,95

Tax included.

Near Mint. Original 2005 release /// Há muito que a dupla Booth/Brown saiu de zonas conhecidas e cada novo disco avança na exploração: o grupo afirma que não existe o disco perfeito de Autechre. A abstracção é conduzida a mais um extremo em «Untilted». O ritmo tem uma importância vital na personalidade do álbum, talvez como nunca teve nos anteriores. Desta vez é que é! A carreira de Autechre, desde «Incunabula» em 1993, assemelha-se a uma lenta e gradual interferência granular numa emissão a princípio clara e distinta. De disco para disco o botão de sintonia fica um pouco mais para o lado, descentrado do posto, e a aventura prossegue. Há que dizê-lo: «Untilted» escuta-se do princípio ao fim com a sensação permanente de que nada está certo, os ritmos estão mal construídos e/ou são totalmente aleatórios, Autechre são indiferentes à melodia, etc. Tudo certo e também tudo errado. Os ritmos afinal são criteriosamente compostos e, tal como o título do álbum sugere uma palavra identificável mas não é bem, a cadência está quase sempre fora de tempo, obrigando a um esforço suplementar de processamento de informação no cérebro de quem escuta. Só possível de apreciar por quem se interessa por som e não apenas música, «Untilted» soa a Autechre clássico só porque Autechre é sempre clássico e as suas referências são clássicas: hip hop, electro bodypopping («Sublimit» tem um twist fantástico depois dos 3 minutos) mas, sobretudo, e aqui o factor nerd dispara alto, grafitti. Os tags cada vez mais complexos à medida que um artista evolui são a grande inspiração para o som de Autechre, segundo os próprios A tentativa de encriptar um nome sob formas cada vez mais elaboradas é o equivalente visual para esta música que deixa tudo evidente, em cima da mesa, mas sob forma codificada. Se repararem, não conseguimos com este texto dizer nada de absoluto nem sequer defender um disco que achamos importante, apesar de o termos ouvido várias vezes (é verdade). Agora, se não tivermos que descrever nada e ficarmos calados, o disco cresce e torna-se imenso, ditatorial, violento e vital. A alternativa é: não ouvir.