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All Mirrors

Angel Olsen

Jagjaguwar

Regular price €15,50

Tax included.

Assinalável como o tempo passa depressa na nossa vida e na discografia de Angel Olsen, quando colocamos a vida par a par com a sua música. “All Mirrors” é só o seu terceiro disco de originais desde que atingiu a idade adulta com “Burn Your Fire For No Witness” e, já agora, só passaram cinco anos desde esse álbum na Jagjaguwar e três desde o anterior “My Woman”. “My Woman” foi uma explosão, de sentimentos e vivências, colocando conforto na sua música para uma banda, replicando os possíveis e os impossíveis de uns Fleetwood Mac. Singelo e épico conforme as necessidades, e não é de estranhar que a transição para este “All Mirrors” se faça com o tema mais longo do álbum, “Lark”, um colosso sobre a transformação, onde Angel Olsen reformula o seu som e baralha as expectativas com chantagem emocional. Ouvem-se as letras, a fragilidade do som e ela está lá. Mas parece estar a querer dizer outra coisa, como se a elevação de “My Woman” tivesse sido o caminho para uma série de outras fragilidades. Fragilidades que não têm a ver com o facto de Angel ser mulher, mas de experimentar que as suas canções experimentem espaços vazios e, por vezes, invisíveis. Talvez o primeiro impacto com “All Mirrors” transpire a Kate Bush – sobretudo por causa dos dois primeiros singles, que também são os dois primeiros temas, “Lark” e “All Mirrors” – mas à medida que o novelo se desenrola e cada canção se mostra como uma salvação, “All Mirrors” é um voo de Angel a celebrar a sua própria glória: mesmo que a própria tenha timidez a afirmá-lo. Os espelhos projectam uma série de imagens de Angel Olsen, algumas delas estão nas canções de “All Mirrors”. Muitas numa só canção e a mulher, a guitarra e a voz de outrora são agora outra coisa. Uma mais além. E a nossa vida segue com a de Angel Olsen. A sua vida e a discografia. Em ritmos diferentes mas em permanente comunhão.