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Die Grüne Reise

A.R. & Machines

Tangram

Sale price €11,00 Regular price €13,95

Tax included.

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Porque é que estamos a falar de uma reedição de 2007 de um disco de 1971? Digamos que este chega à loja por benefício de arrumações de discos em casa de um dos sócios da Flur. Todos fazemos arrumações e nesse processo damos de caras com discos que, por inúmeras razões (nem vale a pena enumerá-las), ficaram pouco ouvidos ou apenas nos lembramos que são muito bons mas não temos ideia porquê. E ao meter “Die Grüne Reise” na aparelhagem fez-se o clique, da maravilha que isto era e que na altura – 2007 ou 2008 – não falámos dele ou não lhe demos o devido destaque porque era caríssimo. E ao olhar para a editora repara-se que é trabalhada por um fornecedor nosso e que talvez agora esteja a melhor preço. E foi isso que aconteceu. Quase dez anos após a reedição desta maravilha estamos aqui para falar dela. Não é tarde. Acreditem. Este disco é uma maravilha. A história é simples, Achim Reichel, na altura membro dos The Ratles, quis experimentar em estúdio algo diferente, afastado da convenção pop a que estava habituado. Este é o seu primeiro disco a solo e entra em linha com muito do rock alemão que se fazia na altura – lembramo-nos logo de Kraftwerk e Neu! -, mas na altura não foi muito bem recebido. Algumas pessoas perceberam-no mas não foi o suficiente para que caísse nalgum esquecimento – a editora renegou-o passado alguns anos – e que as cópias existentes ficassem na mão de colecionadores. Curiosidades, Brian Eno diz que este é o álbum que o inspirou para “Another Green World”, no “Krautrocksampler” de Julian Cope tem alguns elogios, mas ouvi-lo hoje ultrapassa todos os elogios que lhe têm sido feitos. É uma maravilha, o som da percussão estabelece logo um bom contacto com Neu! mas é a guitarra que torna este disco especial. É um cruzamento perfeito entre rock-pop e uma jam session. Há uma liberdade na guitarra que cruza bem o psicadelismo, o rock progressivo e aquilo que se ouvia no rock/krautrock alemão na altura. O que é incrível é que “Die Grüne Reise” não soa a nada que estivesse a ser feito. É uma trip, mas é uma muito específica. E essa especificidade é conquista pela homogeneidade dos temas, o conjunto parece uma longa peça dividida em segmentos. Algo que faz sentido, Achim Reichel imaginou o disco como uma banda-sonora para algo que não aconteceu. nesta reedição surge concretizada num filme – muito tripante –, com imagens que se adequam à experiência de ouvir este álbum. A sério, isto é um doce inesperado. É escusado dizer que estamos sempre a descobrir pérolas deste período. Esta, de facto, já estava descoberta há algum tempo, mas chega agora em condições para todos nós. E é um disco incrível. Não passem ao lado, isto é bomba.