Streetbeat Rhythm - Spellbound / Groov N Rhythm
Duke Strange
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Militância jack, sempre. Grace Jones (?) no lado A e B, a sua voz cortada, pitchada na formação do lead principal dos dois temas deste maxi que apostam num cruzamento de géneros que aglutinam todo o universo musical de Chicago (Industrial, Disco, Pós-Punk, New Wave, New Beat, House). Melvin Oliphant, The Duke ou, como antes era conhecido, Traxx, continua a carregar a tocha da cidade e a prestar homenagem ao modus operandi de nomes como Ron Hardy. O sample de voz, enfatizado e repetido como se fosse tocado numa MPC, com ambos os lados a desenvolverem formalmente uma versão semelhante do mesmo tema e com a guitarra de William Strangeland (assumimos nós) a transcender a música para uma outra dimensão. Não é só jakbeat, nem é só Chicago parafraseada através da linha de baixo, das sequências da caixas de ritmo ou do êxtase proposto pela faixa. Há tantos elementos aqui citados que a sua sampledaelia desnorteia até o ouvido mais treinado. No lado A, mais foco nos downbeats jack, no breakdown que surge a meio, na espécie de beatswitch que se dá quando o tema manda tudo abaixo. No lado B há pads celestiais que, por breves momentos, revelam outros caminhos e abrem portas da percepção que julgaríamos fechadas. Duas faixas reveladoras e que contêm em si universos múltiplos de referências, informação e versomimilhança. Há anos que nos repetimos quando dizemos que não há bem ninguém a fazê-lo como Melvin Oliphant. Mais do que um músico, um historiador.