Thomas Moen Hermansen
Prins Thomas
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Mais de 20 anos de carreira divididos entre produção e DJing fazem de Prins Thomas um dos grandes criativos da música de dança Norueguesa, seminal cena que fomentou legados como os de Lindstrom, Bjorn Torske, DJ Sotofett e Fett Burger, Todd Terje ou Erot. Ideia de música de dança electrónica, sim, mas muito ligada a um imaginário Disco, Pop, upbeat, feliz, numa tentativa de soar o mais orgânico possível sem sair da via electrónica. "Thomas Moen Hermansen", disco homónimo ao artista, é uma espécie de retorno às origens, mantendo o ciclo completo em relação ao primeiro disco, também homónimo ao nome artístico. Dividindo-se, então, em dois - o Prins e o Hermansen - ambos mantêm militância por música Disco. É música para pista, sim, mas com sensibilidade Pop, tanto pela catchiness dos hooks, basslines orelhudas que soam a um baixo tocado, real, como pela própria natureza dos sons sintetizados escolhidos, coloridos e com uma ligeireza própria e acessível aos mais neófitos em música de dança (pensem em Todd Terje e no poder de Inspector Norse, por exemplo), com longas composições que se desdobram em várias partes melódicas que se complementam e harmonizam umas às outras, quase sob um formato canção, com direito a psicadélia regrada (o breakdown em 1000ML Del2 é trippy por natureza, com abrir e fechar de filtros a simularem um qualquer contacto com psicotrópicos). Até quando faz soar uma 303 ("Denpasar til Bangkok"), Prins Thomas faz com que esse instrumento, um dos mais perfurantes e incisivos, se transforme numa caixa de melodias que facilmente se colam aos ouvidos. Música Pop sem o ser, música catchy, despretensiosa. O novo disco de Prins Thomas é uma prova de que a música de dança, contrariamente à corrente, não precisa de ser violenta e continua a poder estar colada à Pop. Sem medos.