See Mi Yah
Rhythm & Sound
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Compilação das faixas vocais dos inúmeros 7" lançados por Rhythm and Sound em Janeiro de 2005, em simultâneo, See Mi Yah é revelador. Mantendo uma postura minimalista na abordagem ao som - apenas linha de baixo gorda, grossa, os skanks sempre presentes e uma percussão levada apenas pelo necessário - são os Deejays (o equivalente a um MC na gíria jamaicana) destas músicas que as transformam numa outra matéria de som. O tema-título que arranca o disco, com Willi Williams ao microfone, é particularmente impressionante, com voz mística a atenuar o espírito. É o mesmo riddim em todos os temas, com as variações a serem domadas pelos Deejays em cruzamento, como se de um Soundclash se tratasse, tentando provar quem é o melhor ao microfone. São muitos os nomes icónicos a protagonizarem o disco: Sugar Minott, Paul St. Hilaire, Rod of Iron, Jah Cotton, entre outros. Uma ode ao Reggae e ao Dub, à cultura de Soundclash, aos Deejays e a todo um modus operandi jamaicano que, curiosamente, atingiu um dos seus grandes picos na Alemanha. Como é possível que um só riddim, ao longo de cerca de 45 minutos de duração, seja tão constantemente revelador e bonito, transcendente? É a fórmula de Mark Ernestus e Moritz Von Oswald. Uma das melhores duplas de sempre, não só pelo legado de reedições que protagonizaram (as inúmeras reedições Wackies e o trabalho na Dug Out), como pelas criações, de raiz, destes riddims dubby? É bem possível. Disco e legado importantíssimos. Como sempre no que a estes dois diz respeito, é ouvir para crer.