The Tumbler
John Martyn
LISTEN:
CLIP1 - CLIP2 - CLIP3 - CLIP4 - CLIP5
O segundo álbum de John Martyn caminha na direcção da evolução do som que seria mais característico do músico (sobretudo após "Solid Air", de 1973), contudo, ainda guarda um certo fogo e inocência próprios de quem ainda não teria vinte anos quando compôs estas canções. A folk clássica desaparece, a guitarra está mais rápida e as temáticas menos pessoais e dentro de uma espécie de cancioneiro geral: próprio de quem leu umas coisitas, quis dar um passo em frente. A flauta de Harold McNair em alguns temas é o elemento de "The Tumbler" para perceber para onde Martyn queria ir: mais de encontro ao jazz, mas também a ideias menos lineares que a possibilidade de uma guitarra lhe proporcionava até então. Álbum menos tradicional do que "London Conversation", ainda com uma coragem desmedida sem medo do que estaria pela frente, sem receio daquilo pelo qual a sua música poderia ser julgada. Enquanto álbum é estranhamento pouco coeso (canções como "The Gardeners" ou "Fishin' Blues", ambas interpretações, parecem desligadas do resto e até entre elas), onde passado ("Dusty") e futuro ("Hello Train") se confrontam, com um homem a lutar em constância com os seus demónios. Tudo ainda verde, mas tudo ainda óptimo, cativante, abraçando um qualquer mundo novo que estaria por concretizar. "The Tumbler" é aquele segundo álbum que o tempo só tornou melhor.