FLUR 2001 > 2026



Morning Star

Kekht Arakh

Sacred Bones

Preço normal €24,00

Taxas incluídas.
Costuma haver uma maneira eficiente e infalível de enfurecer puristas do black metal: seja pelo cruzamento com outros géneros (nomeadamente hip-hop), a adopção de estruturas mais pop, com refrães e outros ganchos melódicos, guitarras que devem mais à linhagem do emo do que ao metal, vocais limpos. Tudo isto consta no novo disco de Këkht Aräkh e é fácil chegar à conclusão que a recepção deste álbum dentro da comunidade do metal não terá sido a melhor. Mas isto não serve para desvirtuar o disco aqui apresentado, serve antes para alertar que há sempre resistência quando certos avanços são dados dentro de um modus operandi estético tão conservador. Këkht Aräkh surpreende várias vezes ao longo de Morning Star: seja na formulação de black metal mais ortodoxo, como em "Wanderer", "Castle" ou "Three Winters Away", com graves gordos e vozes bem altas, lógica de mistura atípica dentro do metal; seja na execução de passagens mais folk como em "Genom sorgen", não muito diferente em qualidade das que ouvimos em discos como Bergtatt, de Ulver; ou no cruzamento estilístico com Bladee a emprestar a sua voz em "Eternal Martyr"; ou em "Morning Star" onde alenta o tempo e constrói uma faixa que podia sair de um qualquer disco da Slowcore dos 90s. Há ainda um Outro com sonoplastia de Varg2TM, provando mesmo as intenções do disco em ir mais longe. Digam mal ou bem, é indiscutível que há aqui vontade de fazer não melhor, não igual, mas diferente. E o diferente, hoje em dia, vai longe.