Blasé Saint
Matryoshka
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Disco carregado de fumo e vapor, Matryoshka não é um nome propriamente novo no que à produção diz respeito, já que faz parte dos créditos nos discos de Yungwebster, Nostalgians, DJ Loser, entre outros. Em Blasé Saint, há uma preocupação em desvendar mundos subreptícios - em "Surface Tension", por exemplo, pads revelam cores e sonhos, uma cadência downtempo adiciona ao torpor e à languidez; pelo seu fim, abrem-se as janelas para o paraíso, a percussão adensa-se e sentimo-nos na iminência de um precipício, contemplando uma infinita paisagem onírica, embaciada pelo vapor dos elementos que por aqui vão surgindo. Sempre de cadência desacelerada, "Saint Blasé" é um disco para meter a tocar, fechar os olhos e seguir viagem rumo a locais desconhecidos, os propostos por Matryoshka, depositando nela a confiança de quem nos conduz com segurança, qual trip sitter que nos garante que rumamos a bom porto. Subgraves estonteantes em "Ecstasy Shield" e em "Silk Sheets on Concrete" consolidam-na como uma produtora de eminência, com títulos alusivos a matérias abstractas, subconscientes, surrealistas. Escutem "Blasé Saint" e deixem-se hipnotizar pelas atmosferas gasosas e batidas embalantes. Um dos discos ambientais do ano, não fosse este um lançamento da Sferic.