FLUR 2001 > 2025



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Preço normal €45,00

Taxas incluídas.
Cópias originais da prensagem de 1984. Capa impecável, discos também, embora aqui e ali exista um pico ocasional. Nada de grave.

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“Surrender darling, surrender to my love” este é o refrão do primeiro tema de “Tumbling Down”, álbum que Race Knower editou em 1984 e que andou nos segredos das private pressings até há pouco tempo. Simples, leve, elementar, mas elementar com o fogo de quem não tem vergonha disso e só quer levar algo para a frente. A história conta-se assim, Race Knower, mudou-se do Ceilão (hoje Sri Lanka) para Londres em 1964. Sempre apaixonado por música, entre 1983/1984 realizou o sonho de gravar um disco. Todo composto por ele, foi gravado no estúdio Rendez-Vous em Londres com arranjos de John Cain e Robert Sheppley. Azar do azares, grande parte da prensagem do disco tinha defeitos, o que tornava a venda comercial impossível. Desiludido, Knower tentou salvar a situação comprando o stock, onde se incluíam as cópias boas. Ficaram na sua garagem até há pouco tempo. Contudo, o músico nunca parou de fazer música e, em 2009, colocou as suas músicas nas plataformas digitais, onde se inclui este álbum. Foi aqui que toda a gente o descobriu? Não. “Tumbling Down” – e o resto da música de Knower” – tem um número residual de audições. A descoberta começou a dar-se dez anos depois, quando Axel Prunier viu este disco no eBay e começou a namorá-lo, a tentar perceber o que era. Não estava listado no Discogs. Nada. Mas estava no Spotify. Ouviu, apaixonou-se, mandou vir. Anos depois, descobriu Knower – que entretanto faleceu – no Facebook. Foi aí que descobriu que o músico ainda tinha as cópias boas, entretanto, todas ouvidas cuidadosamente pela filha e catalogadas por ela, para garantir que eram as que não tinham o defeito de prensagem. A música? A música pertence àquela aura dos 1970/1980s em que funk, soul, boogie e disco se misturavam para dar um som que era tanto mellow como festivo. Pense-se em Doug Hream Blunt – Race Knower é da mesma família -, não só em termos do que soa, mas nas palavras, sempre demasiado descritivas que proporcionam uma boa dose de ingenuidade funcional (há quem lhe chame honestidade). Pontos altos? “The Happiness Trail”, sem dúvidas, pulsante, um comboio boogie em movimento sempre a pensar na frente. Lindo para fazer suar corpos. “Surrender Darling” não lhe fica atrás, e temas como “London Town Blues” e “Tumbling Down” estão na mouche no DIY soul/blues da época. Música universal, no mais puro sentido que podemos pressupor daí. A música que ainda anda por descobrir nessas garagens, caramba. Este é menos um que precisa de ser descoberto. Está aqui.