
Faith
Purelink
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Segundo disco deste power trio de Chicago empenhado em criar ambiências fumarentas na simulação de nuvens à deriva, leves leitos nos céus por onde podemos planar. "Faith" sucede a "Signs" e, ao contrário deste primeiro esforço, Purelink abandonam a maior parte das batidas para enfatizarem mais o relaxamento inerente às faixas. "Looked Me Right in the Eye" é serenidade em forma de música, com um drone que se vai camuflando sobre si mesmo, numa contenção/descarga respiratória própria para relaxamento. "Rookie" conta com a voz de Lorraine James, percussão minimalista, pontilhista, subgraves cantantes, sons de bolhas que se escoam no ar, água a percorrer os três estados de matéria diante dos nossos olhos ao contrário da simples liquefacção dos elementos, tão habitual na música electrónica com influência do Dub. A voz de Lorraine James, nostálgica, segura do seu passado, acompanha emocionalmente o tema e comunica-nos intimidade palpável. "Kite Scene" já abraça o conceito de Dub Techno na íntegra e, por cima de pads que derivam lentamente como se de nuvens se tratassem, faz rolar percussão sintética, processada, soando a vapores contínuos emanados deste pulsar maquínico, onírico. "Yoke" tem um efeito parecido, menos focado na percussão e mais no carácter gasoso das ambiências aqui apresentadas. "First lota" é mais sereno, contemplativo, desprovido de batidas, de tom mais urgente, com laivos cinemáticos e conta com a poesia de Angelina Nonaj, recitada por ela. Segundo esforço dos louváveis Purelink que, de Chicago, criam com sucesso o segundo bálsamo aural na atenuação de stress e das tensões tão próprias do mundo moderno - combatam-nas aqui.