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Pareidolia

Eiko Ishibashi & Jim O'Rourke

Drag City

Preço normal €23,00

Taxas incluídas.

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Uau. Em 2023 Eiko Ishibashi e Jim O’Rourke fizeram uma pequena digressão pela Europa. Dois anos depois surge o resultado dessas performances, em "Pareidolia”, que oferece uma versão condensada dessa experiência, após algum trabalho nessas gravações, sobretudo – achamos nós - na procura entre pontos em comum – sonoros, claro – entre elas. Parece coisa de menos, mas as performances foram um resultado de improvisação e, embora isso não signifique de imediato uma diferença, o que fascina neste álbum é a constante sensação de coesão, particularmente com a ideia de “banda-sonora para uma aterragem na lua”. "Pareidolia” é, sem exageros, o álbum que nunca tivemos dessa experiência. É o som, sim, mas é também o mistério constante destas quatro peças que evoca em constância essa ideia e que, sobretudo, nos deixa calmos enquanto as ouvimos. As imagens surgem naturalmente – bom, se calhar agora já não, uma vez que lançámos a ideia – e outras vão-se sobrepondo num constante movimento que declara uma paixão por esse tipo de electrónica/contemporânea, por esse tipo de viagem que tem, em si – apesar de ser uma chegada, a aterragem – a característica permanente de partida. Porque, apesar, das imagens falarem do objectivo, este tipo de música conquista-nos pela dinâmica ideia de uma relação permanente com o mistério, aquilo que está para vir quando fazemos algo. Os elos em comum que Eiko e Jim encontraram nestas diferentes performances adensam ainda mais o mistério, porque “Pareidolia” ouve-se – deve-se ouvir – como uma peça contínua, apesar da definição dos quatro momentos. Se vive com essa ideia do fascínio pelo desconhecido, o risco, o incómodo pela admiração, “Pareidolia” irá tornar-se num álbum essencial para si. Não é música ambiente, é para lá disso; não é música de cenário, porque as suas cores e dinâmicas tornam-na em música viva, diferente a cada audição; gostamos, queremos que seja, música-mistério. Uma revelação a cada audição, para ser ouvida com um pé sempre pronto a pisar o desafio do fascínio permanente. Sim, é um dos álbuns do ano.