{"title":"Flur 2021","description":"","products":[{"product_id":"black-country-new-road-for-the-first-time-zen269","title":"For the First Time","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/ZENCD269-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/ZENCD269-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/ZENCD269-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/ZENCD269-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/ZENCD269-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003ePela primeira vez. Há uma grande máquina britânica de comunicação, criando hypes musculados antes - sequer - de haver qualquer justificação por via da audiência. Há o facto da história da \"next big thing\" já não convencer ninguém. Há toda uma série de experiência do passado para desacreditar que o álbum de estreia de Black Country, New Road é a next big thing. Bem, não é. Porque está aqui. Mas vale a pena meter as coisas assim: é a melhor estreia de uma banda em anos. E é editado pela Ninja Tune, que não tem qualquer álbum assim no seu catálogo de trinta anos. Nada. Nada assim tão rock, tão crente no rock. Não é uma mudança de paradigma: é o efeito Black Country, New Road como refresco do rock presente. Visão, portanto. Começaram como miúdos - agora têm pouco mais de vinte - e são uma formação grande liderados por Isaac Wood, um vocalista convencidíssimo que poderá estar em breve entre os grandes. Fazer história. Não têm a arrogância (sabemos que parece contradição, mas essa é parte do fascínio de Isaac Wood) de bandas do mas têm um álbum, com seis temas apenas, que é uma homenagem inatacável a todas as variantes do rock dos 1990s, desde os Slint (\"Spiderland\" comemora trinta anos em 2021) até aos Mogwai, passando por Godspeed You Black Emperor, Mercury Rev e Radiohead. \"For The First Time\" não está convencido do quão bom é - e é uma das suas grandes qualidades - e faz as canções acontecerem com uma naturalidade maravilhosa, copiando aqui e ali momentos significativos do indie rock dos últimos 40 anos. A cópia encaixa no contexto tão bem que se esquece que isso está realmente a acontecer. São as letras de Isaac Wood? Numa brilhante insegurança\/arrogância que contextualiza tão bem as nuances da vida britânica da actualidade e com uma qualidade notável de contar uma narrativa sem o ouvinte perder o fio à meada - e sem deslocar a orientação de que o que está a ouvir é realmente poderoso. Seja quando está invencível com os seus \"Sunglasses\" ou na incrível tomada de posse do lugar de James Chance \u0026amp; The Contortions em \"Science Fair\". Andamos a ouvir este disco há vários meses e sabemos o quão descarada a inspiração nos clássicos é. É abusadíssimo. Mas é tão bem feito, perfeito na sua assimilação e comunicação para 2021. Os Black Country, New Road são a definição de banda que se gostaria de ouvir na adolescência, a banda que se gostaria de ter. Está tudo lá, em novelas rock de seis, oito e dez minutos, onde a explosão é uma mera consequência da história que Isaac Wood conta. Uma viagem que é também um escape para os tempos de hoje, um diálogo de memória e uma carta aberta a dizer que o rock para as massas no século XXI não precisa de ser uma seca, ter \"electrónica\" ou ajoelhar-se para as playlist do Spotify. Também é feito de canções inesquecíveis, bombas para um próximo futuro. Hype? Bah. São a melhor coisa agora. It's black country out there.\u003c\/p\u003e\u003cp\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Ninja Tune","offers":[{"title":"LP","offer_id":38134586179763,"sku":"ZEN269","price":26.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/black_20country_20new_20road_368f941b-06a4-4756-8a49-06f4236cb687.jpg?v=1746036660"},{"product_id":"black-country-new-road-for-the-first-time-zencd269","title":"For the First Time","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/ZENCD269-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/ZENCD269-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/ZENCD269-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/ZENCD269-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/ZENCD269-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003ePela primeira vez. 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Não têm a arrogância (sabemos que parece contradição, mas essa é parte do fascínio de Isaac Wood) de bandas do mas têm um álbum, com seis temas apenas, que é uma homenagem inatacável a todas as variantes do rock dos 1990s, desde os Slint (\"Spiderland\" comemora trinta anos em 2021) até aos Mogwai, passando por Godspeed You Black Emperor, Mercury Rev e Radiohead. \"For The First Time\" não está convencido do quão bom é - e é uma das suas grandes qualidades - e faz as canções acontecerem com uma naturalidade maravilhosa, copiando aqui e ali momentos significativos do indie rock dos últimos 40 anos. A cópia encaixa no contexto tão bem que se esquece que isso está realmente a acontecer. São as letras de Isaac Wood? Numa brilhante insegurança\/arrogância que contextualiza tão bem as nuances da vida britânica da actualidade e com uma qualidade notável de contar uma narrativa sem o ouvinte perder o fio à meada - e sem deslocar a orientação de que o que está a ouvir é realmente poderoso. Seja quando está invencível com os seus \"Sunglasses\" ou na incrível tomada de posse do lugar de James Chance \u0026amp; The Contortions em \"Science Fair\". Andamos a ouvir este disco há vários meses e sabemos o quão descarada a inspiração nos clássicos é. É abusadíssimo. Mas é tão bem feito, perfeito na sua assimilação e comunicação para 2021. Os Black Country, New Road são a definição de banda que se gostaria de ouvir na adolescência, a banda que se gostaria de ter. Está tudo lá, em novelas rock de seis, oito e dez minutos, onde a explosão é uma mera consequência da história que Isaac Wood conta. Uma viagem que é também um escape para os tempos de hoje, um diálogo de memória e uma carta aberta a dizer que o rock para as massas no século XXI não precisa de ser uma seca, ter \"electrónica\" ou ajoelhar-se para as playlist do Spotify. Também é feito de canções inesquecíveis, bombas para um próximo futuro. Hype? Bah. São a melhor coisa agora. 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Reanimou-nos o espírito e mostrou um caminho real para o “spiritual jazz” no século XXI. “Live” regista o primeiro concerto de Angel Bat Dawid e da sua banda, Tha Brothahood, da sua primeira digressão europeia, também em 2019. Gravado a 1 de novembro de 2019, em Berlim, no JazzFest Berlin, “Live” é um registo demasiado real sobre música transcendental. Um concerto em que Angel Bat Dawid \u0026amp; co. descarregaram raiva depois da sua chegada à Europa – e os dias de descanso – não terem corrido bem, com sucessivos ataques racistas. Um álbum ao vivo que é também um evento, um registo que transforma e consolida o som de um dos mais importantes nomes a surgirem no jazz nos últimos anos. A música salva, transforma, destrói e reconstrói o mundo. “Live” vive no corpo e mente.\u003c\/p\u003e","brand":"International Anthem","offers":[{"title":"CD \/ digipak","offer_id":39358211653811,"sku":"IMRC0037CD","price":11.5,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/angel_20bat_20dawid_20live_c701cd66-4fa2-4c6b-ae51-23bbd0a43746.jpg?v=1761851052"},{"product_id":"angel-bat-dawid-tha-brothahood-live-imrc0037lp","title":"LIVE","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/IMRC0037-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/IMRC0037-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/IMRC0037-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/IMRC0037-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/IMRC0037-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003e“The Oracle” foi um documento poderoso, vivo, do jazz em 2019. 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Pensar \"Promises\" na divisão dos seus movimentos é, para alguns, uma traição ao sopro contínuo desta colaboração entre Floating Points, Pharoah Sanders e a London Symphony Orchestra. Os cinco anos que levaram a concretizar esta obra ajudam a explicar porque é que ultrapassa o vínculo de obra colaborativa - a tal coisa do \"melhor de dois mundos\" - e ouve-se como algo em constante expansão, celestial e em vertigem de emoções. \"Promises\" tem uma luz própria, um movimento que conduz o ouvinte por cenários imparáveis e que deixa a pele em constante arrepio. Ouve-se em bicos de pé, sempre em (boa) tensão e no maravilhamento de ver coisas a acontecer. Um espectáculo sensorial, que se ouve, mas ultrapassa esses limites e cresce, muito, com o tempo. Um daqueles discos que acontecem de tempos a tempos, não por uma questão de ser \"melhor música\" - ou sequer agregar consenso entre vários partidos -, mas porque é raro as colaborações transcenderem as já altas expectativas. A luz que se precisava depois de um ano tão escuro. É para estar nos discos do ano, mas é do melhor ouvi-lo agora.\u003c\/p\u003e","brand":"Luaka Bop","offers":[{"title":"CD \/ gatefold","offer_id":39565661438131,"sku":"LB0097CD","price":12.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/floating_20points_20promises_74aa7fb3-3d1e-4f14-8ad5-80b0d2d6694b.jpg?v=1733602182"},{"product_id":"henry-franklin-the-skipper-rgm-1191","title":"The Skipper","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/RGM-1191-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/RGM-1191-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/RGM-1191-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/RGM-1191-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/RGM-1191-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eLogo a abrir, “Outbreak” não deixa margem para dúvidas. “The Skipper” é de outro calibre. O primeiro de dois álbuns de Henry “The Skipper” Franklin na Black Jazz Records é feérico, elegante, lindo. A palavra-chave é “elegante”, num panorama tão novo e revolucionário como o da Black Jazz, o álbum de Franklin segue uma linha muito tradicional, com temas abertos e de encher o ouvido. Basta ouvi-lo uma vez para ficar rendido, se o movimento frenético de “Outbreak” chama logo a atenção para a brilhante confluência de sons, harmonizados, detalhados e encaixados, mais à frente “Theme For Jojo” revela todo o lado esculpido de “The Skipper”, onde calma rima com delicadeza e superação. Contudo, é no tema a seguir que os diferentes mundos de “The Skipper” se encontram, “Beauty And The Electric Hub” abre com uma dança lenta que depressa se prende no contrabaixo frenético de Franklin. E é por aí que se fica preso. Uma daquelas obras a que se volta muitas vezes.\u003c\/p\u003e","brand":"Real Gone Music \/ Black Jazz","offers":[{"title":"CD","offer_id":39632957964467,"sku":"RGM-1191","price":15.5,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/henry_20franklin_20skipper.jpg?v=1712626584"},{"product_id":"black-country-new-road-for-the-first-time-zen269x","title":"For The First Time","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/ZENCD269-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/ZENCD269-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/ZENCD269-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/ZENCD269-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/ZENCD269-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003ePela primeira vez. 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Seja quando está invencível com os seus \"Sunglasses\" ou na incrível tomada de posse do lugar de James Chance \u0026amp; The Contortions em \"Science Fair\". Andamos a ouvir este disco há vários meses e sabemos o quão descarada a inspiração nos clássicos é. É abusadíssimo. Mas é tão bem feito, perfeito na sua assimilação e comunicação para 2021. Os Black Country, New Road são a definição de banda que se gostaria de ouvir na adolescência, a banda que se gostaria de ter. Está tudo lá, em novelas rock de seis, oito e dez minutos, onde a explosão é uma mera consequência da história que Isaac Wood conta. Uma viagem que é também um escape para os tempos de hoje, um diálogo de memória e uma carta aberta a dizer que o rock para as massas no século XXI não precisa de ser uma seca, ter \"electrónica\" ou ajoelhar-se para as playlist do Spotify. Também é feito de canções inesquecíveis, bombas para um próximo futuro. Hype? Bah. São a melhor coisa agora. 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Sem género definido (e o termo \"industrial\", aqui, aplica-se apenas por conveniência), o disco cumpre um arco estético bastante perfeito, mesmo incluindo as estranhas faixas \"de dança\". \"Windowpane\", em particular, expande e adapta a batida Soul II Soul para um caleidoscópio drogado sustentado por uma letra de elevação e revelação (\"See the person who once was you\"). O video de \"Windowpane\" reflecte a descoberta e a perdição, mas não tanto como o video de \"Love's Secret Domain\", uma confissão pública (e, se quisermos, de moral questionável) do fascínio pela Tailândia, um destino recorrente nas vidas pessoais de Balance e Christopherson. O álbum desvia também para colaborações com Annie Anxiety (\"Things Happen\") e Marc Almond (\"Titan Arch\"), duas canções tensas e memoráveis, sem época (no seu classicismo, \"Titan Arch\" lembra \"Three Shadows pt. 2\" de Bauhaus). As faixas extra oferecem outras interpretações mas também isolam, ou destacam, certos elementos, como o didgeridoo em \"Further Back \u0026amp; Faster\" - a utilização do instrumento, sim, um sinal do início da década de 1990, quando se reconhecia em culturas ancestrais uma sabedoria que os séculos de industrialização foram esbatendo. No entanto, o verdadeiro testemunho, nesta reedição aumentada, continua a ser o álbum original e as portas fascinantes que abre para a personalidade artística de Coil.\u003c\/p\u003e","brand":"Infinite Fog","offers":[{"title":"3LP \/ trifold","offer_id":39743819350195,"sku":"IF104LP","price":52.5,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/coil_20lsd_202021.jpg?v=1712598587"},{"product_id":"andrew-pekler-tristes-tropiques-faitiche14","title":"Tristes Tropiques","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eOUVIR \/ LISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/FAITICHE14-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/FAITICHE14-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/FAITICHE14-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/FAITICHE14-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/FAITICHE14-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eComo o livro de Claude Lévi-Strauss em que talvez se inspire, “Tristes Tropiques” soa a uma reflexão sobre o encontro com outras culturas e sensibilidades, o efeito das viagens na mente humana, a descoberta de outras possibilidades. Para sermos muito simplistas. O disco vagueia, plácido, entre ambientes exóticos, misteriosos e misteriosamente reconfortantes, apesar da estranheza que sempre provocam novos locais. Reconhecemos parte de um léxico de música electrónica mais intuitiva, menos planeada, uma abordagem mais directa, talvez, motivada por uma forte inspiração que conduz as decisões em relação a que sons usar e como os mover no espectro. Tudo isto soa pouco tangível, é certo, mas é verdade que parecemos contaminados pela ideia de que “Tristes Tropiques” é tanto uma exploração do som como uma exploração da nossa relação com o som. Muito estimulante.\u003c\/p\u003e","brand":"Faitiche","offers":[{"title":"LP \/ mp3","offer_id":39835059323059,"sku":"FAITICHE14","price":17.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/andrew_20pekler_20tristes.jpg?v=1712592957"},{"product_id":"andrew-pekler-sounds-from-phantom-islands-faitiche20","title":"Sounds From Phantom Islands","description":"","brand":"Faitiche","offers":[{"title":"LP","offer_id":39835059388595,"sku":"FAITICHE20","price":17.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/faitiche20.jpg?v=1712592961"},{"product_id":"crass-penis-envy-321984-1","title":"Penis Envy","description":"","brand":"Crass Records","offers":[{"title":"LP \/ fold out poster sleeve","offer_id":39840762888371,"sku":"321984-1","price":22.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/penis_20envy_59784147-2047-428c-97f7-841e08cf38b0.jpg?v=1744221603"},{"product_id":"crass-stations-of-the-crass-521984r","title":"Stations Of The Crass","description":"","brand":"Crass Records","offers":[{"title":"2LP \/ fold out poster sleeve","offer_id":39925297545395,"sku":"521984R","price":27.5,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/stations_20of_20the_20crass.jpg?v=1723054099"},{"product_id":"crass-the-feeding-of-the-5000-the-second-sitting-621984r","title":"The Feeding Of The 5000 (The Second Sitting)","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/621984-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/621984-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/621984-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/621984-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/621984-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eProvavelmente o berço do anarco-punk, o disco que tudo começou levanta também a eterna questão do “life imitates art”, onde a música de Crass é um reflexo do estilo de vida que a banda levava, em comunas\/ocupas à margem da sociedade, sem a necessidade de dependência governamental - \"The Feeding of the 5000\" é um ponto de viragem na música punk inglesa. As letras são ácidas - o título do álbum é uma crítica aberta aos milagres bíblicos de Jesus - e confrontam a sociedade e as mentiras que os diversos sistemas nos tentam incutir. A música? Uma sequela do que foi o fenómeno dos Sex Pistols, que de conteúdo tinha muito pouco. Mom atitude DIY e musicalmente mais bruto, duro, a voz de Steve Ignorant é incansável e não pára de acertar nos alvos. Música como expansão da vida e da filosofia dos membros: antifascistas, anti-religião, anti-guerra (“They’ve Got a Bomb” é simultaneamente um tema anti-guerra e uma ode ao 4’33 de John Cage) e anti-capital (a banda fazia questão de vender os discos o mais barato possível). Punk para punks, punk-livre. A instrumentação é somente um veículo para as descargas líricas e ideológicas, mas fica a promessa de que é impossível acharem “The Feeding of the 5000” menos genuíno que \"Anarchy in the UK”. Essencial.\u003c\/p\u003e","brand":"Crass Records","offers":[{"title":"LP \/ fold out poster sleeve","offer_id":39925299511475,"sku":"621984R","price":23.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/feeding_20the_205000_9be9acb4-0feb-469a-a2fb-273e29775730.jpg?v=1712585096"},{"product_id":"salah-ragab-the-cairo-jazz-band-egyptian-jazz-strut263lprsd","title":"Egyptian Jazz","description":"Record Store Day 2021 \u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/STRUT263LPRSD-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/STRUT263LPRSD-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/STRUT263LPRSD-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/STRUT263LPRSD-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/STRUT263LPRSD-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003e Há pouco mais de uma década, a Kindred Spirits \/ Art Yard, no meio de algumas edições de Sun Ra, colocou um álbum no mercado que era um mistério. Andávamos contagiados com o concerto de Sun Ra no Egipto e as ligações de Salah Ragab à passagem de Sun Ra pelo seu país atiçaram a curiosidade. Depois veio a redenção, sobretudo depois de ouvir a brilhante “Neveen”, um dos seis temas da edição original de “Egyptian Jazz”, de Salah Ragab \u0026amp; Cairo Jazz Band. Essa edição entretanto esgotou e a Strut volta a colocar “Egyptian Jazz” no mercado numa espécie de edição final, no primeiro Record Store Day de 2021, do álbum da primeira big band de jazz egípcia. Curiosidades. Datado de 1973, a ideia para o projecto começou cerca de seis anos antes. Impulsionados pelas bandas de jazz que iam tocar ao Egipto na década de1960\/1970 (desde Randy Weston a Sun Ra), a Cairo Jazz Band nasce pelas mãos de Salah Ragab, baterista, mas também um major das forças armadas que tinha à sua disposição mais de três mil músicos que tocavam no exército: ou seja, um intenso e moroso trabalho de prospecção. Inicialmente editado com o título “Egyptian Jazz” (mais tarde como “Egypt Strut”), é o álbum fundador do jazz no Egipto, sólido na sua arte de juntar modelos clássicos do jazz e do jazz modal a tons da música árabe, sem se prender demasiado a ideias ou fundamentos. Todos os temas de “Egyptian Jazz” soam diferente. O disco extra que acompanha o original – só com seis temas – desta edição oferece uma leitura mais vasta sobre toda a experiência. Os oito tema extra, gravados nas mesmas sessões, expõem a versatilidade e descomprometimento dos músicos a um som. Testam diferentes águas, abordam sonoridades mais cinematográficas e aproximam-se de estruturas mais clássicas. É um extra que ajuda a interiorizar a complexidade de “Egyptian Jazz” e ouvi-lo como uma experiência que deu bons frutos. Ao contrário da edição da Kindred Spirits, esta respeita o artwork original, e faz-se acompanhar de fotos e de boas liner notes.\u003c\/p\u003e","brand":"Strut","offers":[{"title":"2LP","offer_id":39966852284595,"sku":"STRUT263LPRSD","price":25.5,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/STRUT263LPRSD_5ec38cf4-b4fb-4238-ade6-234943282197.jpg?v=1712633164"},{"product_id":"loraine-james-reflection-hdbcd056","title":"Reflection","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/HDBCD056-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/HDBCD056-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/HDBCD056-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/HDBCD056-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/HDBCD056-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eSe \"For You And I\" foi uma hipótese de se colocar o nome de Loraine James na mente, \"Nothing\" o exercício de fronteira que confirmou que se conseguia renovar de um momento para o outro, \"Reflection\" é o momento para decorarmos o seu nome, colocarmos posters na parede e adorar. \"Reflection\" tem a urgência dos grandes discos, surge num momento único na nossa história - e da do Reino Unido. Os seus beats, ultra-fragmentados, escuros, mas nunca fechados, urgentes e flexíveis a qualquer catalogação, são um grande dedo do meio à mania do apocalipse do futuro que nunca vamos viver. Aos medos das urbes que não vivemos. Aos fantasmas do que está para vir - e que nunca virá. \"Reflection\" é luminosidade escura sobre o presente. É soul que quer existir agora, sem pretensões a mais nada. Soul sem divas, pop sem catalogação (\"On The Lake Outside\" é para emoldurar) e jazz que procura existir (\"Change\"). \"Reflection\" é um disco impossivelmente bonito sobre a ansiedade do presente que olha de sobranceira para a ansiedade do futuro. Real como só os grandes álbuns conseguem ser. Não se esforcem para esquecer Loraine James. Já conquistou o seu lugar. Disco do ano? \"Reflection\" torna fácil a tarefa de escolher.\u003c\/p\u003e","brand":"Hyperdub","offers":[{"title":"CD \/ digipak","offer_id":39983746646195,"sku":"HDBCD056","price":13.5,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/loraine_20james_20reflection_ef2eb0c4-59a7-4b7b-ab68-be427b8c3083.jpg?v=1732992949"},{"product_id":"mario-rui-silva-stories-from-another-time-1982-1988-tc013","title":"Stories From Another Time 1982-1988","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/TC013-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/TC013-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/TC013-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/TC013-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/TC013-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003e Com créditos em álbuns como “Angola 72” (Bonga) ou “Lindeza” (Duo Ouro Negro), Mário Rui Silva foi uma presença na música Angola desde tenra idade, a partir da década de 1970. A Time Capsule – a editora londrina tem um dos nomes mais apropriados para o que faz – decidiu criar uma cápsula no trabalho de Mário Rui Silva para o mostrar ao mundo de uma forma única, focando-se em temas que gravou para os álbuns que editou na década de 1980 (“Sung’Ali” (1982), “Tunapenda Afrika” (1985) e “Koizas Dum Outru Tempu” (1988)), estudos de guitarra que desafiam a sua própria sonoridade e aproximam-se da música de Jon Hassell, Naná Vasconcelos ou Francis Bebey, sem perder a personalidade ou a coesão com o ponto de partida e chegada: a música popular angolana. “Stories From Another Time 1982-1988” é uma compilação brilhante livre do paternalismo da música do mundo ou do instinto de “raízes” com que muitas vezes o mundo ocidental olha para música de fora. Os temas reunidos aqui pela Time Capsule reforçam um trabalho único em tonalidades e técnicas que estimulam a forma do instrumento e como ele se ouve e, também, como se idealiza a guitarra. Sons de um futuro que nunca existiu, de uma electrónica imaginada e de um jazz indisciplinado com as suas tradições. Tem tanto de desafiante quanto magnífico.\u003c\/p\u003e","brand":"Time Capsule","offers":[{"title":"2LP","offer_id":40043667849395,"sku":"TC013","price":24.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/TC013_e6682dab-9b20-4195-a93d-073fca251604.jpg?v=1712635646"},{"product_id":"henry-franklin-the-skipper-rgm-1189","title":"The Skipper","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/RGM-1191-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/RGM-1191-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/RGM-1191-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/RGM-1191-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/RGM-1191-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eLogo a abrir, “Outbreak” não deixa margem para dúvidas. “The Skipper” é de outro calibre. O primeiro de dois álbuns de Henry “The Skipper” Franklin na Black Jazz Records é feérico, elegante, lindo. A palavra-chave é “elegante”, num panorama tão novo e revolucionário como o da Black Jazz, o álbum de Franklin segue uma linha muito tradicional, com temas abertos e de encher o ouvido. Basta ouvi-lo uma vez para ficar rendido, se o movimento frenético de “Outbreak” chama logo a atenção para a brilhante confluência de sons, harmonizados, detalhados e encaixados, mais à frente “Theme For Jojo” revela todo o lado esculpido de “The Skipper”, onde calma rima com delicadeza e superação. Contudo, é no tema a seguir que os diferentes mundos de “The Skipper” se encontram, “Beauty And The Electric Hub” abre com uma dança lenta que depressa se prende no contrabaixo frenético de Franklin. E é por aí que se fica preso. Uma daquelas obras a que se volta muitas vezes.\u003c\/p\u003e","brand":"Real Gone Music \/ Black Jazz","offers":[{"title":"LP","offer_id":40064651886771,"sku":"RGM-1189","price":26.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/the_20skipper.jpg?v=1712626592"},{"product_id":"thomas-koner-aubrite-mp34lp","title":"Aubrite","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eOUVIR \/ LISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/MP34-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/MP34-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/MP34-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/MP34-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - 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Hábito frequente nos seus álbuns e remixes, Foodman cria música frenética, pouco usual, entre a hiperrealidade da dos videojogos dos anos 1990 e as mecânicas de ritmo da geração que criou a hauntology. Sem mais, “Yasuragi Land” ouve-se como um portento de música electrónica, de uma criatividade sensorial, contagiante, que cria jazz com música muito rítmica, mas sem qualquer presença de bass. Ao retirar esse elemento, Foodman condicionou-se mas é através dessa ausência que trilha os caminhos de uma música que está simultaneamente a testar os limites e a ser prazerosa para o ouvinte. A junção de Foodman com a Hyperdub é ouro sobre azul, numa altura em que a editora redefine mais uma vez os territórios da electrónica (com Loraine James no comando). Acresce, Foodman manter o Footwork vivo na sua música através das suas próprias regras. Um maravilhoso álbum sobre a liberdade, explosões e alegria. Com Foodman a dança não soa ao mesmo.\u003c\/p\u003e","brand":"Hyperdub","offers":[{"title":"CD \/ digipak","offer_id":40079273558195,"sku":"HDBCD058","price":14.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/foodman_20yasuragi_20land.jpg?v=1712597618"},{"product_id":"loraine-james-reflection-hdblp056","title":"Reflection","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/HDBCD056-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/HDBCD056-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/HDBCD056-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/HDBCD056-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/HDBCD056-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eSe \"For You And I\" foi uma hipótese de se colocar o nome de Loraine James na mente, \"Nothing\" o exercício de fronteira que confirmou que se conseguia renovar de um momento para o outro, \"Reflection\" é o momento para decorarmos o seu nome, colocarmos posters na parede e adorar. \"Reflection\" tem a urgência dos grandes discos, surge num momento único na nossa história - e da do Reino Unido. Os seus beats, ultra-fragmentados, escuros, mas nunca fechados, urgentes e flexíveis a qualquer catalogação, são um grande dedo do meio à mania do apocalipse do futuro que nunca vamos viver. Aos medos das urbes que não vivemos. Aos fantasmas do que está para vir - e que nunca virá. \"Reflection\" é luminosidade escura sobre o presente. É soul que quer existir agora, sem pretensões a mais nada. Soul sem divas, pop sem catalogação (\"On The Lake Outside\" é para emoldurar) e jazz que procura existir (\"Change\"). \"Reflection\" é um disco impossivelmente bonito sobre a ansiedade do presente que olha de sobranceira para a ansiedade do futuro. Real como só os grandes álbuns conseguem ser. Não se esforcem para esquecer Loraine James. Já conquistou o seu lugar. Disco do ano? \"Reflection\" torna fácil a tarefa de escolher.\u003c\/p\u003e","brand":"Hyperdub","offers":[{"title":"LP","offer_id":40079273754803,"sku":"HDBLP056","price":17.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/loraine_20james_20reflection.jpg?v=1778263769"},{"product_id":"damon-locks-black-monument-ensemble-now-iarc0039cd","title":"Now","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/IARC0039CD-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/IARC0039CD-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/IARC0039CD-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/IARC0039CD-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/IARC0039CD-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003e Consegue-se perceber quando óptimos álbuns são gravados em poucos takes, não é? A emoção invisível, o entusiasmo da comunhão e a força que existe nas explosões de sentimento que ficam registadas sem serem audíveis. Ímpetos do momento. \"Now\" ouve-se com rara sensação\/visão de resistência. Gravado em setembro do ano passado, o colectivo criado por Damon Locks, que reúne gente dos 9 aos 52 anos, e onde se incluem membros como Angel Bat Dawid ou Ben LaMar Gay, existe como uma força, sempre vibrante, explosivo, inesperado, cheio de ternura e alegria. A festa em \"Now\" existe de punho erguido, na explosão de meses de isolamento, de medo de estar nas ruas e da incerteza sobre o que é uma nova realidade. Os excessos de \"Now\" impressionam. Em \"The Body Is Electric\" os cruzamentos entre formas, as sucessivas mudanças, vivem tanto de excesso como de paciência, convidando o ouvinte a juntar-se, a sentir-se vivo ali no meio. Vivo é algo preponderante em \"Now\", é música para se sentir vivo e envolver todas as possibilidades. O importante \"agora\"\/\"Now\" ficou registado naquele presente para agora fazer parte de um presente eterno. \"Now\" ouve-se como uma importante cápsula do tempo para eternizar a resistência enquanto música, a resistência como modo de sobrevivência. O \"Now\" é música do presente, mas acima de tudo, é de presença. \u003c\/p\u003e","brand":"International Anthem","offers":[{"title":"CD \/ digipak","offer_id":40148084555955,"sku":"IARC0039CD","price":12.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/IARC0039CD_71a2cbda-9a57-4334-b8c7-6ffc88b8fc96.jpg?v=1756317533"},{"product_id":"damon-locks-black-monument-ensemble-now-iarc0039lp","title":"Now","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/IARC0039CD-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/IARC0039CD-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/IARC0039CD-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/IARC0039CD-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/IARC0039CD-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003e Consegue-se perceber quando óptimos álbuns são gravados em poucos takes, não é? 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Para quem conhece o som de Thomas Köner (metade de Porter Ricks, com Andy Mellwig), o álbum parece ser gerado a partir da mesma matéria ambiental difusa, sombria e indistinta que, por exemplo, o seu álbum \"Nuuk\", mas o rumo segue diferente, com a pulsação techno a dirigir a marcha e a inventar novas passagens para o outro lado da pista de dança, robustas na evocação dub. Um clássico seguro para os tempos modernos, na confluência de esquemas experimentais para a cabeça e padrões inusitados para o clube. Difícil seguir o groove em \"Port of Nuba\", por exemplo, mas uma vez adquirido o movimento certo passa a ser difícil admitir, sim, uma estrutura 4x4 que seja simples e directa. Motivos náuticos acompanham todo o álbum, ouvindo-se a mesma profundidade de campo que se conhece dos discos de Thomas Köner. Obrigatório? Sim.\u003c\/p\u003e","brand":"Mille Plateaux","offers":[{"title":"2LP","offer_id":40260667441331,"sku":"MP26","price":30.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/porter_20ricks_20biokinetics_202021.jpg?v=1712618189"},{"product_id":"porter-ricks-biokinetics-25th-anniversary-mp26cd","title":"Biokinetics (25th anniversary)","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/MP26-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/MP26-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/MP26-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/MP26-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/MP26-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003e\"Biokinetics\" saiu em 1996 pela mítica Chain Reaction (continuação da editora Basic Channel) e já em 2012 havia sido reeditado pela Type. Para quem conhece o som de Thomas Köner (metade de Porter Ricks, com Andy Mellwig), o álbum parece ser gerado a partir da mesma matéria ambiental difusa, sombria e indistinta que, por exemplo, o seu álbum \"Nuuk\", mas o rumo segue diferente, com a pulsação techno a dirigir a marcha e a inventar novas passagens para o outro lado da pista de dança, robustas na evocação dub. Um clássico seguro para os tempos modernos, na confluência de esquemas experimentais para a cabeça e padrões inusitados para o clube. Difícil seguir o groove em \"Port of Nuba\", por exemplo, mas uma vez adquirido o movimento certo passa a ser difícil admitir, sim, uma estrutura 4x4 que seja simples e directa. Motivos náuticos acompanham todo o álbum, ouvindo-se a mesma profundidade de campo que se conhece dos discos de Thomas Köner. Obrigatório? 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As faixas apareceram originalmente na compilação \"Driftworks\" em 1997, mais tarde isoladas para álbum em 2004, pela Mille Plateaux, e agora recuperadas pela mesma editora. Magia atmosférica de enorme profundidade, capaz de sugerir ambientes árticos que se imaginam reais: vento, intempérie, deslocação de placas de gelo, escuridão, isolamento. Um tipo de sonoridade catalogada mesmo como Isolationist, em 1994, na resposta ao Ambient entretanto estéril que saía das salas de chill-out nas raves, muito mais adorável, melódico e cristalino. \"Nuuk\", por outro lado, tudo parece fazer para alienar mas, paradoxalmente, acolhe o ouvinte nos seus campos gelados de forma pacificante.\u003c\/p\u003e","brand":"Mille Plateaux","offers":[{"title":"LP","offer_id":40260667703475,"sku":"MP27","price":25.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/thomas_20koner_20nuuk_202021.jpg?v=1712618165"},{"product_id":"thomas-koner-nuuk-mp27cd","title":"Nuuk","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/MP27-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/MP27-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/MP27-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/MP27-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/MP27-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eSimulação de experiência quase táctil do convívio com as neves e gelos permanentes do Ártico, \"Nuuk\" (capital da Gronelândia) estende o seu confortável drone pela extensão de um álbum. 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O espanhol Carlos Casas anda há mais de uma década a criar documentos sonoros via Field Recordings entre a pura documentação, a natureza dos sons e formas de como tornar estes sons acessíveis a uma vasta audiência, enquanto, em simultâneo, contam uma história. Na carta de intenções de \"Kamana\" a mensagem do artista é clara: \"Foi concebido para ser acessível a todos e uma forma de todas as pessoas ouvirem e perceberem esta comunidade.\" Casas refere-se aos Aeta, uma tribo indígena de Zambales, nas Filipinas, que vive da caça de morcegos e porcos selvagens. \"Kamana\" expande-se por vários formatos, a maioria acessíveis a quem compra qualquer uma das edições. Há a versão em vinil, que pega em sons e trabalha-os em função de uma construção musical; há o CD que expande essa ideia em 67 minutos de uma mix lindíssima; um 7\" com uma entrevista a um caçador de morcegos (exclusivo da edição especial); e material digital com as gravações em estado puro (um deleite, muitíssimo bem gravado). A obra total faz-se sentir como um novo mundo, os sons que Casas mostra, a base por onde construiu e o que construiu ouvem-se como algo de essencial - de essência -, de matéria-prima para se partir para uma realidade inteira que apenas podemos sentir pelos ouvidos. Torna-se bravo a forma como reconstrói o que ouviu e viu e processa os sons para um formato canção. \"Pugot Pugot\", o primeiro tema do LP, tem um ritmo avassalador, que cria uma falsa sensação de explosão durante minutos. \"Panilan\" segue os mesmos princípios e constrói techno primal. A ideia de \"construção\" é constante em \"Kamana\", pela forma como se edifica a partir de um ponto de partida - Field Recordings - e acumula sons cheios de imagens e vida, que por mais processados que estejam, reportam à origem. Daí tornar-se essencial, depois de ouvidos o LP e o CD, passar pelo digital - a base - de \"Kamana\" e ouvir parte daquilo que motivou Carlos Casas a criar uma obra belíssima, com um sabor infinito. O próprio descreve tudo como exorcismo sónico. Aproxima-se disso. Uma experiência, que não é para toda a gente, mas é para toda a gente. Absolutamente imperdível. Um dos discos do ano.\u003c\/p\u003e","brand":"Discrepant","offers":[{"title":"LP \/ CD \/ 7\" \/ mp3","offer_id":40483060646067,"sku":"CREP83SP","price":35.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/CREP83.jpg?v=1712587653"},{"product_id":"sarah-davachi-cantus-figures-laurus-lmicdx","title":"Cantus Figures Laurus","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LMICDX-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LMICDX-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LMICDX-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LMICDX-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LMICDX-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eQue Sarah Davachi produz a um grande ritmo, isso não é novidade. O que até agora não se tinha assistido foi a uma clara vontade de mostrar os diferentes processos pelos quais a sua música se desenvolve, sem ser necessariamente num espírito de esqueleto, mas perceber as nuances dos seus estudos e a forma como por vezes oscila em variações menos clássicas e mais pop das suas composições. “Cantus Figures Laurus” é uma edição limitada em caixa dos álbuns que lançou no ano passado na sua editora, a Late Music, “Cantus, Descant”, “Figures In Open Air” e “Laurus”, que até ao momento só estava disponível em cassete. A caixa apropriadamente denominada “Cantus Figures Laurus” faz-se acompanhar por um livreto que contextualiza o trabalho de Davachi com o órgão e as harmonias que procura. O mais surpreendente do que editou no ano passado, mesmo em “Laurus”, que reúne peças mais improvisadas e cruas, que gravou em 2017, é o modo com que se afasta de uma componente mais sacra de edições passadas e reconfigura o som do órgão-Davachi para novas melodias e lugares pelos quais nunca se havia passado na sua música: frequentemente lembra o som clássico da 4AD nos 1980s. Simultaneamente um objecto de colecionismo e uma excelente introdução a quem não conhece a música de uma das mais importantes compositoras a surgir nos últimos dez anos. Um mundo de sonhos cheios de coisas inesperadas e que cresce – musicalmente – a um ritmo estonteante.\u003c\/p\u003e","brand":"Late Music","offers":[{"title":"5CD \/ box","offer_id":40499893633203,"sku":"LMICDX","price":42.5,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/LMICDX.jpg?v=1712614808"},{"product_id":"floating-points-pharoah-sanders-the-london-symphony-orchestra-promises-lb0097lp","title":"Promises","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0097-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0097-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0097-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0097-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0097-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eSão nove movimentos, quarenta e seis minutos. Pensar \"Promises\" na divisão dos seus movimentos é, para alguns, uma traição ao sopro contínuo desta colaboração entre Floating Points, Pharoah Sanders e a London Symphony Orchestra. Os cinco anos que levaram a concretizar esta obra ajudam a explicar porque é que ultrapassa o vínculo de obra colaborativa - a tal coisa do \"melhor de dois mundos\" - e ouve-se como algo em constante expansão, celestial e em vertigem de emoções. \"Promises\" tem uma luz própria, um movimento que conduz o ouvinte por cenários imparáveis e que deixa a pele em constante arrepio. Ouve-se em bicos de pé, sempre em (boa) tensão e no maravilhamento de ver coisas a acontecer. Um espectáculo sensorial, que se ouve, mas ultrapassa esses limites e cresce, muito, com o tempo. Um daqueles discos que acontecem de tempos a tempos, não por uma questão de ser \"melhor música\" - ou sequer agregar consenso entre vários partidos -, mas porque é raro as colaborações transcenderem as já altas expectativas. A luz que se precisava depois de um ano tão escuro. É para estar nos discos do ano, mas é do melhor ouvi-lo agora.\u003c\/p\u003e","brand":"Luaka Bop","offers":[{"title":"LP \/ gatefold \/ die-cut","offer_id":40520731787443,"sku":"LB0097LP","price":26.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/floating_20points_20promises_56fd701f-a9e2-4546-9652-f4cb4545029d.jpg?v=1712615982"},{"product_id":"low-hey-what-sp1435","title":"Hey What","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/SP1435-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/SP1435-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/SP1435-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/SP1435-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/SP1435-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eDesde que BJ Burton colocou as mãos nos Low que se assiste a uma das mais brilhantes transformações de uma banda que anda por aqui há quase três décadas. O segundo momento desse processo, \"Double Negative\", editado em 2018, era o de uma banda entregue por completo às mãos de um produtor, trabalhando um álbum no limite do erro, sem descaracterizar o passado dos Low. O álbum - pesadíssimo - carregado com a desilusão de Alan Sparhawk por ver uma América a tornar-se num local triste, incompreensível, era Low. Era Low de uma forma diferente, electrónico sem o ser, noise, experimental, no limite de pisar o risco. \"Hey What\" é o de uma banda a reencontrar o seu som neste processo. E a melhor forma desse reencontro são as inúmeras indecisões, falhas de som, arranques momentâneos da faixa de abertura \"White Horses\". É uma mensagem que também se faz pelo som - pelo processo - e que confunde o ouvinte, enquanto o integra em pleno nesta complicada e corajosa aventura sonora. Ignore-se o álbum por momentos, pense-se no quão maravilhoso é ver uma banda, de certa forma humilde, entregue a uma complexidade que luta a cada segundo para destruir a sua música, enquanto Alan e Mimi Parker a seguram, apenas com as suas armas de sempre (aquilo que é reconhecível). É um tratado de como sobreviver à idade, à exaustão, procurar novos encontros e existir criando a melhor música das suas vidas. Porque estão a lutar para a criar, porque têm um passado que lhes permite saber como criar. Só o acto de arriscarem isto é qualquer coisa. Fazê-lo criando música que consegue igualmente brilhante e desafiante, que parece estar sempre de joelhos, a suplicar para existir, que puxa e deixa-se ir com a mesma vontade, é algo de luminoso.\u003c\/p\u003e","brand":"Sub Pop","offers":[{"title":"CD \/ gatefold","offer_id":40577024819379,"sku":"SP1435","price":14.5,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/SP1435.jpg?v=1712633395"},{"product_id":"low-hey-what-sp1435lp","title":"Hey What","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/SP1435-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/SP1435-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/SP1435-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/SP1435-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/SP1435-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eDesde que BJ Burton colocou as mãos nos Low que se assiste a uma das mais brilhantes transformações de uma banda que anda por aqui há quase três décadas. O segundo momento desse processo, \"Double Negative\", editado em 2018, era o de uma banda entregue por completo às mãos de um produtor, trabalhando um álbum no limite do erro, sem descaracterizar o passado dos Low. O álbum - pesadíssimo - carregado com a desilusão de Alan Sparhawk por ver uma América a tornar-se num local triste, incompreensível, era Low. Era Low de uma forma diferente, electrónico sem o ser, noise, experimental, no limite de pisar o risco. \"Hey What\" é o de uma banda a reencontrar o seu som neste processo. E a melhor forma desse reencontro são as inúmeras indecisões, falhas de som, arranques momentâneos da faixa de abertura \"White Horses\". É uma mensagem que também se faz pelo som - pelo processo - e que confunde o ouvinte, enquanto o integra em pleno nesta complicada e corajosa aventura sonora. Ignore-se o álbum por momentos, pense-se no quão maravilhoso é ver uma banda, de certa forma humilde, entregue a uma complexidade que luta a cada segundo para destruir a sua música, enquanto Alan e Mimi Parker a seguram, apenas com as suas armas de sempre (aquilo que é reconhecível). É um tratado de como sobreviver à idade, à exaustão, procurar novos encontros e existir criando a melhor música das suas vidas. Porque estão a lutar para a criar, porque têm um passado que lhes permite saber como criar. Só o acto de arriscarem isto é qualquer coisa. Fazê-lo criando música que consegue igualmente brilhante e desafiante, que parece estar sempre de joelhos, a suplicar para existir, que puxa e deixa-se ir com a mesma vontade, é algo de luminoso.\u003c\/p\u003e","brand":"Sub Pop","offers":[{"title":"LP \/ gatefold","offer_id":40577025179827,"sku":"SP1435LP","price":26.5,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/SP1435_5d3675c3-772a-4cbf-b01c-d45031aac3a2.jpg?v=1731368229"},{"product_id":"low-hey-what-sp1435lpx","title":"Hey What","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/SP1435-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/SP1435-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/SP1435-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/SP1435-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/SP1435-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eDesde que BJ Burton colocou as mãos nos Low que se assiste a uma das mais brilhantes transformações de uma banda que anda por aqui há quase três décadas. O segundo momento desse processo, \"Double Negative\", editado em 2018, era o de uma banda entregue por completo às mãos de um produtor, trabalhando um álbum no limite do erro, sem descaracterizar o passado dos Low. O álbum - pesadíssimo - carregado com a desilusão de Alan Sparhawk por ver uma América a tornar-se num local triste, incompreensível, era Low. Era Low de uma forma diferente, electrónico sem o ser, noise, experimental, no limite de pisar o risco. \"Hey What\" é o de uma banda a reencontrar o seu som neste processo. E a melhor forma desse reencontro são as inúmeras indecisões, falhas de som, arranques momentâneos da faixa de abertura \"White Horses\". É uma mensagem que também se faz pelo som - pelo processo - e que confunde o ouvinte, enquanto o integra em pleno nesta complicada e corajosa aventura sonora. Ignore-se o álbum por momentos, pense-se no quão maravilhoso é ver uma banda, de certa forma humilde, entregue a uma complexidade que luta a cada segundo para destruir a sua música, enquanto Alan e Mimi Parker a seguram, apenas com as suas armas de sempre (aquilo que é reconhecível). É um tratado de como sobreviver à idade, à exaustão, procurar novos encontros e existir criando a melhor música das suas vidas. Porque estão a lutar para a criar, porque têm um passado que lhes permite saber como criar. Só o acto de arriscarem isto é qualquer coisa. Fazê-lo criando música que consegue igualmente brilhante e desafiante, que parece estar sempre de joelhos, a suplicar para existir, que puxa e deixa-se ir com a mesma vontade, é algo de luminoso.\u003c\/p\u003e","brand":"Sub Pop","offers":[{"title":"LP \/ gatefold \/ colored","offer_id":40577025310899,"sku":"SP1435LPX","price":24.5,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/SP1435_9ec2472a-c4ee-41b6-8500-1c851e5a969c.jpg?v=1712633479"},{"product_id":"sarah-davachi-antiphonals-lmiv","title":"Antiphonals","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LMIV-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LMIV-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LMIV-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LMIV-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LMIV-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eSarah Davachi tem editado a um ritmo alucinante. Muita da música foi gravada pré-pandemia, mas percebe-se que a compositora esteve a trabalhar em material gravado durante a quarentena. Mas o ritmo já existia, nunca como uma extenuante batalha para editar tudo o que cria, mas porque cria muito – com valor -, porque é dotada de talento e vontade para explorar um manancial ideias em diferentes órgãos, instrumentos e procurar tons que concedam uma visão contemporânea de métodos do passado (por vezes medievais). Assim se chega a “Antiphonals”, gravado com Mellotron, sintetizadores, órgãos, piano, numa procura de dar forma – por outros modos – a drones com uma sonoridade medieval. Há qualquer coisa de religioso, de familiar, não na obra em si, mas na relação de empatia com os sons e como eles se alastram, desenvolvem. Torna-se complicado evitar palavras como “cerimónia”, porque é mesmo disso que se trata. Pelos ouvidos somos levados a ondas cerimoniais, a rituais que Davachi cria e que emanam uma paz imensa. São drones que navegam para outro sítio e, simultaneamente, a compositora canadiana nunca gravou algo que soasse tão familiar, tão enraizado nas paletes de sons da cultura ocidental e na sua base cristã. Longe de ser um álbum religioso, “Antiphonals” ouve-se como paz e brandura depois da tempestade. Um desafio à compreensão da beleza e, talvez, o disco mais acessível de Davachi sem aceder ao compromisso. Monumental.\u003c\/p\u003e","brand":"Late Music","offers":[{"title":"CD \/ gatefold","offer_id":40583554859187,"sku":"LMIV","price":13.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/LMIV.jpg?v=1712614785"},{"product_id":"sarah-davachi-antiphonals-lmivlp","title":"Antiphonals","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LMIV-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LMIV-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LMIV-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LMIV-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LMIV-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eSarah Davachi tem editado a um ritmo alucinante. Muita da música foi gravada pré-pandemia, mas percebe-se que a compositora esteve a trabalhar em material gravado durante a quarentena. Mas o ritmo já existia, nunca como uma extenuante batalha para editar tudo o que cria, mas porque cria muito – com valor -, porque é dotada de talento e vontade para explorar um manancial ideias em diferentes órgãos, instrumentos e procurar tons que concedam uma visão contemporânea de métodos do passado (por vezes medievais). Assim se chega a “Antiphonals”, gravado com Mellotron, sintetizadores, órgãos, piano, numa procura de dar forma – por outros modos – a drones com uma sonoridade medieval. Há qualquer coisa de religioso, de familiar, não na obra em si, mas na relação de empatia com os sons e como eles se alastram, desenvolvem. Torna-se complicado evitar palavras como “cerimónia”, porque é mesmo disso que se trata. Pelos ouvidos somos levados a ondas cerimoniais, a rituais que Davachi cria e que emanam uma paz imensa. São drones que navegam para outro sítio e, simultaneamente, a compositora canadiana nunca gravou algo que soasse tão familiar, tão enraizado nas paletes de sons da cultura ocidental e na sua base cristã. Longe de ser um álbum religioso, “Antiphonals” ouve-se como paz e brandura depois da tempestade. Um desafio à compreensão da beleza e, talvez, o disco mais acessível de Davachi sem aceder ao compromisso. 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Outra coisa que sobressai é a banda-sonora de Flying Lotus. Assim ouvida, nestes 26 temas de curta duração, é uma delícia. Uma intensa miscelânea de influências de outras bandas-sonoras (por vezes é como se “Blade Runner” se encontrasse com “Akira”, noutras de Alice Coltrane musicasse um filme de David Lynch). Flying Lotus – que aparece na capa mais como um samurai do futuro – tornou esta banda-sonora numa obsessão sua, trabalhando sons de imaginários que o fascinam e criando uma palete de sons diversificada, constante na sua heterogeneidade e surpreendente nas referências que vai buscando. Há um fascínio tremendo pelos sintetizadores dos 1980s (John Carpenter), mascarado e acelerado pela velocidade dos videojogos. Ao longo de 46 minutos, “Yasuke” é uma viagem temporal por bandas-sonoras dos 1980s até hoje e, também, uma espacial, bebendo força, vigor e ideias de diferentes géneros cinematográficos e suas bandas-sonoras. Tudo isto encaixa na linguagem única e cyberpunk-jazzística de Steven Ellison. Um brilhante conjunto de experiências afinadas até ao limite. Irreverente e carismático de uma ponta à outra. Bom astral.\u003c\/p\u003e","brand":"Warp","offers":[{"title":"CD \/ cardsleeve \/ obi","offer_id":40583577338035,"sku":"WARPCD334","price":14.5,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/WARPCD334_809f59ae-d5b3-482b-8730-4fb4d42bd34e.jpg?v=1742670923"},{"product_id":"flying-lotus-yasuke-warplp334","title":"Yasuke","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/WARPCD334-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/WARPCD334-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/WARPCD334-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/WARPCD334-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/WARPCD334-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eA série estreou na Netflix no final de abril e quem já a viu, certamente ficou surpreendido pela história e visuais de “Yasuke”, uma anime sobre um negro que se tornou samurai no Japão durante o século XVI (a história é baseada num samurai negro, oriundo de Moçambique, cuja existência está documentada durante este período). Outra coisa que sobressai é a banda-sonora de Flying Lotus. Assim ouvida, nestes 26 temas de curta duração, é uma delícia. Uma intensa miscelânea de influências de outras bandas-sonoras (por vezes é como se “Blade Runner” se encontrasse com “Akira”, noutras de Alice Coltrane musicasse um filme de David Lynch). Flying Lotus – que aparece na capa mais como um samurai do futuro – tornou esta banda-sonora numa obsessão sua, trabalhando sons de imaginários que o fascinam e criando uma palete de sons diversificada, constante na sua heterogeneidade e surpreendente nas referências que vai buscando. Há um fascínio tremendo pelos sintetizadores dos 1980s (John Carpenter), mascarado e acelerado pela velocidade dos videojogos. Ao longo de 46 minutos, “Yasuke” é uma viagem temporal por bandas-sonoras dos 1980s até hoje e, também, uma espacial, bebendo força, vigor e ideias de diferentes géneros cinematográficos e suas bandas-sonoras. 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O objecto fala por si e comunica algum do trabalho invisível que existe para chegar à discografia mais normalizada dos Niagara. Eis o acontecimento: uma editora com raízes em Portugal decide explorar o catálogo da música gravada em CDR pelos Niagara, entre 2014 e 2018. É uma prática que o trio de Loures ainda continua e, para quem está a lés disto, são edições muito limitadas (cuja maior parte foi vendida exclusivamente na Flur), cada álbum é uma espécie de prateleira de testes dos Niagara, Não são trabalhos inacabados ou explorações sem direcção, mas composições com princípio, meio e fim que decidiram começar e acabar de forma rápida: daí a opção pelo formato CDR; daí o carácter limitado, para ajudar a encerrar o assunto. “1807 (Músicas Retiradas dos CDRs)” é uma antologia organizada por Gonçalo Cardoso (Sr. Discrepant) e os Niagara, com dezassete temas escolhidos entre quase duas centenas existentes nos CDRs. O que se encontra aqui não são os Niagara da Ascender ou da Príncipe (embora quem adore “Apologia” irá encontrar aqui um bom porto), mas uns que perseguem a exploração sem fim à vista. Se nos seus lançamentos “mais oficiais” existe sempre uma narrativa, nos CDRs foram sempre mais abertos e isso sente-se nesta selecção. Entre o ambiente, a electrónica, synths espectrais e uma proto-qualquer coisa, “1807” é uma antologia que convida a olhar para os Niagara de uma forma totalmente nova. Não se exige ao público que acompanhe tudo e mais alguma coisa – sobrecarregamento de informação, etc. -, por isso, edições como esta são sagradas no panorama da música portuguesa. Uma viagem de sonho.\u003c\/p\u003e","brand":"Discrepant","offers":[{"title":"LP","offer_id":40607196577971,"sku":"CREP86","price":20.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/niagara_201807.jpg?v=1774893928"},{"product_id":"circuit-des-yeux-io-ole1788cd","title":"-IO","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/OLE1788LP-1.mp3\" target=\"_blank\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/OLE1788LP-2.mp3\" target=\"_blank\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/OLE1788LP-3.mp3\" target=\"_blank\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/OLE1788LP-4.mp3\" target=\"_blank\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/OLE1788LP-5.mp3\" target=\"_blank\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003ePela segunda vez, Haley Fohr tem este efeito em nós. Curiosamente, acontece com os últimos dois álbuns, o maravilhoso “Reaching For Indigo”, de 2017, e agora “-io”. Sem qualquer mentira pelo meio, foram obras que não nos convenceram inicialmente. “Reaching For Indigo” levou muitas audições até se ultrapassar a estranheza de algo tão pessoal e que, em simultâneo, lutava contra os tempos das playlists e do consumo da música por excertos: tinha de ser ouvido do início até ao fim para absorver a sua intensidade. Fohr até fazia questão de tocar “Reaching For Indigo” assim ao vivo, de uma ponta à outra, para nenhum detalhe da história se perder. Com “-io” e a mudança de editora – da Drag City para a Matador -, Fohr, enquanto Circuit Des Yeux, quer mudar de liga. Custou a aceitar nesta mudança o excesso nas canções, de orquestração, de uma vontade de preencher, fazer crescer, soltar uma emocional pela intensidade de tudo em redor. Noutros tempos, era a voz – única – de Fohr que carregava isso sozinha e dominava todo o espaço sonoro, agora não. A reacção inicial passou por pensar de que ela estaria a escondê-la, quase num gesto de timidez\/insegurança num momento em que a sua música chegará a uma nova audiência. Com o tempo foi entrando como um elemento que desabrocha e ganha presença ao longo de sucessivas audições. Tal como “Reaching For Indigo”, “-io” conta uma história de uma ponta à outra e funciona como um rito de passagem para este salto na carreira da cantora\/compositora. A que ouvimos em “Vanishing” é diferente de em “The Chase” e uma entidade completamente nova em “Stranger”. Se em “Reaching For Indigo”, Haley Fohr nascia uma segunda vez, em “-io” cresce pelos nossos ouvidos.\u003c\/p\u003e","brand":"Matador","offers":[{"title":"CD","offer_id":40785762287795,"sku":"OLE1788CD","price":12.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/circuit_20des_20yeux_20io.jpg?v=1743274736"},{"product_id":"circuit-des-yeux-io-ole1788lp","title":"-IO","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/OLE1788LP-1.mp3\" target=\"_blank\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/OLE1788LP-2.mp3\" target=\"_blank\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/OLE1788LP-3.mp3\" target=\"_blank\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/OLE1788LP-4.mp3\" target=\"_blank\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/OLE1788LP-5.mp3\" target=\"_blank\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003ePela segunda vez, Haley Fohr tem este efeito em nós. Curiosamente, acontece com os últimos dois álbuns, o maravilhoso “Reaching For Indigo”, de 2017, e agora “-io”. Sem qualquer mentira pelo meio, foram obras que não nos convenceram inicialmente. “Reaching For Indigo” levou muitas audições até se ultrapassar a estranheza de algo tão pessoal e que, em simultâneo, lutava contra os tempos das playlists e do consumo da música por excertos: tinha de ser ouvido do início até ao fim para absorver a sua intensidade. Fohr até fazia questão de tocar “Reaching For Indigo” assim ao vivo, de uma ponta à outra, para nenhum detalhe da história se perder. Com “-io” e a mudança de editora – da Drag City para a Matador -, Fohr, enquanto Circuit Des Yeux, quer mudar de liga. Custou a aceitar nesta mudança o excesso nas canções, de orquestração, de uma vontade de preencher, fazer crescer, soltar uma emocional pela intensidade de tudo em redor. Noutros tempos, era a voz – única – de Fohr que carregava isso sozinha e dominava todo o espaço sonoro, agora não. A reacção inicial passou por pensar de que ela estaria a escondê-la, quase num gesto de timidez\/insegurança num momento em que a sua música chegará a uma nova audiência. Com o tempo foi entrando como um elemento que desabrocha e ganha presença ao longo de sucessivas audições. Tal como “Reaching For Indigo”, “-io” conta uma história de uma ponta à outra e funciona como um rito de passagem para este salto na carreira da cantora\/compositora. A que ouvimos em “Vanishing” é diferente de em “The Chase” e uma entidade completamente nova em “Stranger”. Se em “Reaching For Indigo”, Haley Fohr nascia uma segunda vez, em “-io” cresce pelos nossos ouvidos.\u003c\/p\u003e","brand":"Matador","offers":[{"title":"LP","offer_id":40785763172531,"sku":"OLE1788LP","price":25.5,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/circuit_20des_20yeux_20io_7700d882-a055-4e49-b66c-b04077b52cb2.jpg?v=1741979447"},{"product_id":"radiohead-kid-a-mnesia-xl1166cd","title":"KID A MNESIA","description":"\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003e Pode pegar-se na narrativa de novo milénio, no esgotamento de uma fórmula de pop\/rock ou de aceitar - mais uma vez - que outros géneros entre na música popular sem que isso faça mossa. Pode-se olhar para os Radiohead como visionários ou pode-se perceber como a banda que estava em melhor posição para o fazer e para que isso fosse aceite. Fosse outra, naquele momento, a narrativa seria outra. A influência-Warp seria negligenciada para o esquisito e nunca glorificada como saber. Mas estar lá e fazê-lo tem os seus méritos. E foram os Radiohead a fazê-lo. É assim que \"Kid A\" faz história (2000), rapidamente seguida por \"Amnesiac\" no ano seguinte. A mudança foi - e ainda é - constante na sua carreira. O salto já tinha sido gigante de \"Pablo Honey\" para \"The Bends\", ainda maior quando se chegou a \"Ok Computer\". Mas com \"Ok Computer\", em 1997, perceberam como a música não tinha de ser uma fórmula e enquanto a praticavam no disco e a esgotavam criaram as rachas para outros caminhos. O álbum de 1997 continua a ser maravilhoso, um dos grandes quebra-cabeças do rock dessa década. \"Kid A\" confirmou-lhes o arrojo fora do normal, a vontade de não repetir e de desejar caminhar pelas linhas tortas na fama: foi com isso que se tornaram famosos, requisitados. \"Kid A\" deixa entrar a electrónica e o jazz. Hoje parece um disco mais rock do que em 2000 (um elogio a que o tempo convida). \"Kid A\" abriu estrada para a normalização de certos sons na música popular. Os cruzamentos já existiam, a sua aceitação tão normalizada nem por isso. No ano seguinte, \"Amnesiac\" traz novas canções com as mesmas armas de \"Kid A\", não como um conjunto de lados B, mas com uma série de músicas da mesma fornada, trabalhadas com mais confiança, afinando o real salto proposto por \"Kid A\". \"Kid A\" é a ideia, \"Amnesiac\" é o corpo, a materialização do salto no rock dos Radiohead. \"Kid A Mnesia\" não reescreve a história, é uma forma de compreender num pacote um período e juntar-lhe uma série de temas do mesmo período - \"Kid Amnesiae\" - que não completam nenhum puzzle, apenas dão mais contexto. Mas mais do que os avanços, da conversão de muitos - e de muitos músicos - a um som \/ abertura de horizontes, tanto \"Kid A\" como \"Amnesiac\" importam pela forma como se ouvem, como discos livres, com uma sensação de liberdade incrível. Mesmo que o salto tenha poucos riscos, é preciso coragem para o fazer. Os Radiohead deram-no no momento certo, da sua carreira, da história da música popular e da mudança de paradigma e a nossa relação com a nostalgia na nova década\/século\/milénio. \u003c\/p\u003e","brand":"XL Recordings","offers":[{"title":"3CD \/ trifold","offer_id":40850533875891,"sku":"XL1166CD","price":19.5,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/radiohead_20kid_20a_20mnesia_f2d5ebdb-7152-4ddf-9c84-ffc5292d66b4.jpg?v=1748628628"},{"product_id":"radiohead-kid-a-mnesia-xl166lpe","title":"KID A MNESIA","description":"\u003cbr\u003e12\" half-speed cut red vinyl pressings of KID A and Amnesiac along with a 12\" of KID AMNESIAE all enclosed in a 3-pocket gatefold artwork package. \u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003e Pode pegar-se na narrativa de novo milénio, no esgotamento de uma fórmula de pop\/rock ou de aceitar - mais uma vez - que outros géneros entre na música popular sem que isso faça mossa. Pode-se olhar para os Radiohead como visionários ou pode-se perceber como a banda que estava em melhor posição para o fazer e para que isso fosse aceite. Fosse outra, naquele momento, a narrativa seria outra. A influência-Warp seria negligenciada para o esquisito e nunca glorificada como saber. Mas estar lá e fazê-lo tem os seus méritos. E foram os Radiohead a fazê-lo. É assim que \"Kid A\" faz história (2000), rapidamente seguida por \"Amnesiac\" no ano seguinte. A mudança foi - e ainda é - constante na sua carreira. O salto já tinha sido gigante de \"Pablo Honey\" para \"The Bends\", ainda maior quando se chegou a \"Ok Computer\". Mas com \"Ok Computer\", em 1997, perceberam como a música não tinha de ser uma fórmula e enquanto a praticavam no disco e a esgotavam criaram as rachas para outros caminhos. O álbum de 1997 continua a ser maravilhoso, um dos grandes quebra-cabeças do rock dessa década. \"Kid A\" confirmou-lhes o arrojo fora do normal, a vontade de não repetir e de desejar caminhar pelas linhas tortas na fama: foi com isso que se tornaram famosos, requisitados. \"Kid A\" deixa entrar a electrónica e o jazz. Hoje parece um disco mais rock do que em 2000 (um elogio a que o tempo convida). \"Kid A\" abriu estrada para a normalização de certos sons na música popular. Os cruzamentos já existiam, a sua aceitação tão normalizada nem por isso. No ano seguinte, \"Amnesiac\" traz novas canções com as mesmas armas de \"Kid A\", não como um conjunto de lados B, mas com uma série de músicas da mesma fornada, trabalhadas com mais confiança, afinando o real salto proposto por \"Kid A\". \"Kid A\" é a ideia, \"Amnesiac\" é o corpo, a materialização do salto no rock dos Radiohead. \"Kid A Mnesia\" não reescreve a história, é uma forma de compreender num pacote um período e juntar-lhe uma série de temas do mesmo período - \"Kid Amnesiae\" - que não completam nenhum puzzle, apenas dão mais contexto. Mas mais do que os avanços, da conversão de muitos - e de muitos músicos - a um som \/ abertura de horizontes, tanto \"Kid A\" como \"Amnesiac\" importam pela forma como se ouvem, como discos livres, com uma sensação de liberdade incrível. Mesmo que o salto tenha poucos riscos, é preciso coragem para o fazer. 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Pode-se olhar para os Radiohead como visionários ou pode-se perceber como a banda que estava em melhor posição para o fazer e para que isso fosse aceite. Fosse outra, naquele momento, a narrativa seria outra. A influência-Warp seria negligenciada para o esquisito e nunca glorificada como saber. Mas estar lá e fazê-lo tem os seus méritos. E foram os Radiohead a fazê-lo. É assim que \"Kid A\" faz história (2000), rapidamente seguida por \"Amnesiac\" no ano seguinte. A mudança foi - e ainda é - constante na sua carreira. O salto já tinha sido gigante de \"Pablo Honey\" para \"The Bends\", ainda maior quando se chegou a \"Ok Computer\". Mas com \"Ok Computer\", em 1997, perceberam como a música não tinha de ser uma fórmula e enquanto a praticavam no disco e a esgotavam criaram as rachas para outros caminhos. O álbum de 1997 continua a ser maravilhoso, um dos grandes quebra-cabeças do rock dessa década. \"Kid A\" confirmou-lhes o arrojo fora do normal, a vontade de não repetir e de desejar caminhar pelas linhas tortas na fama: foi com isso que se tornaram famosos, requisitados. \"Kid A\" deixa entrar a electrónica e o jazz. Hoje parece um disco mais rock do que em 2000 (um elogio a que o tempo convida). \"Kid A\" abriu estrada para a normalização de certos sons na música popular. Os cruzamentos já existiam, a sua aceitação tão normalizada nem por isso. No ano seguinte, \"Amnesiac\" traz novas canções com as mesmas armas de \"Kid A\", não como um conjunto de lados B, mas com uma série de músicas da mesma fornada, trabalhadas com mais confiança, afinando o real salto proposto por \"Kid A\". \"Kid A\" é a ideia, \"Amnesiac\" é o corpo, a materialização do salto no rock dos Radiohead. \"Kid A Mnesia\" não reescreve a história, é uma forma de compreender num pacote um período e juntar-lhe uma série de temas do mesmo período - \"Kid Amnesiae\" - que não completam nenhum puzzle, apenas dão mais contexto. Mas mais do que os avanços, da conversão de muitos - e de muitos músicos - a um som \/ abertura de horizontes, tanto \"Kid A\" como \"Amnesiac\" importam pela forma como se ouvem, como discos livres, com uma sensação de liberdade incrível. Mesmo que o salto tenha poucos riscos, é preciso coragem para o fazer. 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Worldwide Sound, como o nome indica, liga os universos musicais de um extremo ao outro do planeta. Crescendos que brincam com expectativas, samples fora de sítio, breakbeats cortados de forma pouco habitual, imprevisível. As estruturas dos temas não cumprem uma lógica funcional para pista de dança, mas antes uma vontade de empurrar estas linguagens noutras direcções, uma veia mais artística, arrojada e experimental. Cerebral, menos direccionado para o movimento físico do ouvinte e mais para o mapeamento de referências e um acumular tanto de novas ideias como de perspectivas ousadas - \"RingRingRiddim\", por exemplo, pega no break do Funky Penguin e usa-o de forma inaudita, numa faixa que não cessa de progredir até ao seu fim onde se reconfigura no que parece ser um beat de hip-hop. Com a astúcia de quem percebe que todos estes mundos se encontram invariavelmente interligados, Worldwide Sound é mais um passo na desconstrução destsa linguagems e seus hábitos - ou clichés - que se nos pedem uma nova formatação.\u003c\/p\u003e","brand":"Diskotopia","offers":[{"title":"LP","offer_id":42033208557810,"sku":"DSK057","price":17.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/dsk057.jpg?v=1714132827"},{"product_id":"floating-points-pharoah-sanders-the-london-symphony-orchestra-promises-lb0097lp180","title":"Promises","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0097-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0097-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0097-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0097-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0097-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eSão nove movimentos, quarenta e seis minutos. Pensar \"Promises\" na divisão dos seus movimentos é, para alguns, uma traição ao sopro contínuo desta colaboração entre Floating Points, Pharoah Sanders e a London Symphony Orchestra. Os cinco anos que levaram a concretizar esta obra ajudam a explicar porque é que ultrapassa o vínculo de obra colaborativa - a tal coisa do \"melhor de dois mundos\" - e ouve-se como algo em constante expansão, celestial e em vertigem de emoções. \"Promises\" tem uma luz própria, um movimento que conduz o ouvinte por cenários imparáveis e que deixa a pele em constante arrepio. Ouve-se em bicos de pé, sempre em (boa) tensão e no maravilhamento de ver coisas a acontecer. Um espectáculo sensorial, que se ouve, mas ultrapassa esses limites e cresce, muito, com o tempo. Um daqueles discos que acontecem de tempos a tempos, não por uma questão de ser \"melhor música\" - ou sequer agregar consenso entre vários partidos -, mas porque é raro as colaborações transcenderem as já altas expectativas. A luz que se precisava depois de um ano tão escuro. É para estar nos discos do ano, mas é do melhor ouvi-lo agora.\u003c\/p\u003e","brand":"Luaka Bop","offers":[{"title":"LP \/ gatefold \/ die-cut \/ 180g","offer_id":42057462546674,"sku":"LB0097LP180","price":24.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/floating_20points_20promises_6035e7b8-c00a-4a43-9427-1c9f3eac44a4.jpg?v=1733602185"},{"product_id":"bremer-mccoy-natten-lb0098cd","title":"Natten","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0098CD-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0098CD-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0098CD-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0098CD-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0098CD-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003e“Natten” ou “A Noite” suga o ouvinte para um jazz demasiado delicado para ser jazz, para uma música demasiado livre para ser neoclássica. O novo álbum do duo dinamarquês composto por Jonathan Bremer e Morten McCoy, editado pela Luaka Bop – que volta, novamente, neste ano a editar um álbum de jazz, depois de “Promises”, que desloca conceitos – transpira liberdade. Tudo o que se ouve foi gravado directamente para fita, para dar pouco tempo para pensar aos músicos e entregar tudo no momento. Bremer, no contrabaixo, e McCoy no piano e manipulações, criam um riquíssimo fresco de melodias, que se ouve em contemplação e deleite. Ao longo de quarenta minutos nunca sai deste tom, como se fosse o maior pôr do sol do mundo. Música para fechar os olhos. Muito, muito bonito.\u003c\/p\u003e","brand":"Luaka Bop","offers":[{"title":"CD \/ digipak","offer_id":42058166829298,"sku":"LB0098CD","price":11.5,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/LB0098CD.jpg?v=1712615988"},{"product_id":"bremer-mccoy-natten-lb0098lp","title":"Natten","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0098CD-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0098CD-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0098CD-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0098CD-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/LB0098CD-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003e“Natten” ou “A Noite” suga o ouvinte para um jazz demasiado delicado para ser jazz, para uma música demasiado livre para ser neoclássica. O novo álbum do duo dinamarquês composto por Jonathan Bremer e Morten McCoy, editado pela Luaka Bop – que volta, novamente, neste ano a editar um álbum de jazz, depois de “Promises”, que desloca conceitos – transpira liberdade. Tudo o que se ouve foi gravado directamente para fita, para dar pouco tempo para pensar aos músicos e entregar tudo no momento. Bremer, no contrabaixo, e McCoy no piano e manipulações, criam um riquíssimo fresco de melodias, que se ouve em contemplação e deleite. Ao longo de quarenta minutos nunca sai deste tom, como se fosse o maior pôr do sol do mundo. Música para fechar os olhos. Muito, muito bonito.\u003c\/p\u003e","brand":"Luaka Bop","offers":[{"title":"LP","offer_id":42058166862066,"sku":"LB0098LP","price":22.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/LB0098CD_a50dbaae-3377-4c7f-b132-37443e7f8132.jpg?v=1712616042"},{"product_id":"salah-ragab-the-cairo-jazz-band-egyptian-jazz-strut263lp","title":"Egyptian Jazz","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eLISTEN:\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/STRUT263LPRSD-1.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP1\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/STRUT263LPRSD-2.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP2\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/STRUT263LPRSD-3.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP3\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/STRUT263LPRSD-4.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP4\u003c\/a\u003e - \u003ca href=\"http:\/\/blog.flur.pt\/mp3\/STRUT263LPRSD-5.mp3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"\u003eCLIP5\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003e Há pouco mais de uma década, a Kindred Spirits \/ Art Yard, no meio de algumas edições de Sun Ra, colocou um álbum no mercado que era um mistério. Andávamos contagiados com o concerto de Sun Ra no Egipto e as ligações de Salah Ragab à passagem de Sun Ra pelo seu país atiçaram a curiosidade. Depois veio a redenção, sobretudo depois de ouvir a brilhante “Neveen”, um dos seis temas da edição original de “Egyptian Jazz”, de Salah Ragab \u0026amp; Cairo Jazz Band. Essa edição entretanto esgotou e a Strut volta a colocar “Egyptian Jazz” no mercado numa espécie de edição final, no primeiro Record Store Day de 2021, do álbum da primeira big band de jazz egípcia. Curiosidades. Datado de 1973, a ideia para o projecto começou cerca de seis anos antes. Impulsionados pelas bandas de jazz que iam tocar ao Egipto na década de1960\/1970 (desde Randy Weston a Sun Ra), a Cairo Jazz Band nasce pelas mãos de Salah Ragab, baterista, mas também um major das forças armadas que tinha à sua disposição mais de três mil músicos que tocavam no exército: ou seja, um intenso e moroso trabalho de prospecção. Inicialmente editado com o título “Egyptian Jazz” (mais tarde como “Egypt Strut”), é o álbum fundador do jazz no Egipto, sólido na sua arte de juntar modelos clássicos do jazz e do jazz modal a tons da música árabe, sem se prender demasiado a ideias ou fundamentos. Todos os temas de “Egyptian Jazz” soam diferente.\u003c\/p\u003e","brand":"Strut","offers":[{"title":"LP","offer_id":42058170597618,"sku":"STRUT263LP","price":21.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/STRUT263LPRSD_f3ffedaa-5ff8-48f3-bfc0-d76eb040c405.jpg?v=1712633182"}],"url":"https:\/\/www.flur.pt\/pt\/collections\/flur-2021.oembed?page=2","provider":"Flur Discos","version":"1.0","type":"link"}