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Digital Zandoli

V/A

Heavenly Sweetness

Regular price €13,50

Tax included.

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Não pode ser apenas por enfado com o que se passa nos tradicionais pontos de origem da música de dança que se escuta nos clubes. Parece existir, de facto, uma competição não oficial entre coleccionadores, dealers, melómanos e outras formas de ser relacionadas com divulgação de música, em busca do mais obscuro, mais improvável e até, por vezes, do mais discutível. Em alguns casos reescreve-se a História, noutros apresenta-se a melhor versão, noutros ainda a música fala por si, sem grande contexto para ensinar como escutá-la. “Digital Zandoli” é um produto da actualidade mas também recorda, sendo uma editora francesa, os tempos em que sobretudo na França e na Bélgica se fazia uma miscigenação entre pop ocidental e sons exóticos. Não precisamos de ir mais longe do que Antena ou “Mambo Nassau” de Lizzy Mercier Descloux, editoras como a Crammed ou Les Disques Du Crépuscule. Até na banda desenhada se transmitia uma visão aberta em relação ao mundo pop, misturado em cor e perfume com cenários em África e Antilhas, sobretudo. É esta última região que “Digital Zandoli” apresenta. Aquele som sintético dos 80s moldado para zouk, disco e boogie, vozes em francês, inglês e crioulo, ideias adaptadas das capitais da indústria como Paris, Londres ou Nova Iorque mas sempre inequivocamente de outro local. Pensemos nas produções pop gravadas nas Bahamas, nomeadamente Grace Jones e Tom Tom Club, pensemos em músicos de estúdio influentes e versáteis como Wally Badarou, e começamos a entender porque a música em “Digital Zandoli” não pode ser considerada derivativa mas sim parte da inspiração.