{"product_id":"oren-ambarchi-cooked-dc994cd","title":"Cooked","description":"\u003cbr\u003e\u003cp style=\"text-align: justify;\"\u003eComeça com o piano de Eiko Ishibashi. E, alguns segundos depois, entra uma voz sintética, a de Konrad Sprenger, colaborador regular destas aventuras de Oren Ambarchi e produtor dos seus dois álbuns na Drag City, “Shebang” e agora este. Segue-se a guitarra de Oren Ambarchi, leve, sensual, discreta, no ponto, com Joe Talia na bateria a pontuar as pequenas frases que já se sentem com um tom de êxtase. Entra o contrabaixo, depois os sintetizadores… e vem aquela elevação típica dos grandes discos de Oren Ambarchi, em que aos poucos um sem número de géneros confluem em algo que reconhecemos e que admiramos e que apenas conseguimos nomear como um álbum de Oren Ambarchi. É um estilo por si só. E ao longo de quarenta minutos ouvimos Johan Berthling e Andreas Werliin (com quem tem o trio Ghosted), Will Guthrie, Jim O’Rourke, Michiko Ogawa, Marcus Pal, Fredrik Rastene James Rushford, muito elementos da habitual dream team que o australiano convida para os seus trabalhos. Os habituais nomes de outras dream teams com quem faz um sem número de outros álbuns. Oren é muito produtivo, versátil, isso nunca se reflete na equação da qualidade. Em nome próprio, ao longo dos últimos quinze anos, os álbuns têm ficado melhores e melhores. São, também, uma espécie de sequência, há um padrão evolutivo, uma procura em desbloquear uma fórmula, encaixar novos sons (géneros?) nesta espécie de universo melómano, que se sente sempre com um encanto infantil, inocente, caloroso, mas elaborado com a mão de um mestre. Como uma Arca de Noé dos sons, aplicada à contemporaneidade, via Can, John Fahey e Caetano Veloso. O som é complexo, vive fascinado com a frase seguinte, como se cada segundo fosse um de descoberta. O primeiro tema, “Hidden Tableau”, é de uma luminosidade e leveza raras, sente-se tudo a levitar aos poucos do chão. Tem aquela sensação de pico, sem desfazer a ideia de que ainda não vimos tudo de Oren Ambarchi, estamos longe disso. Contudo, não reflecte uma ideia de obsessão por perfeição, não é isso que Ambarchi procura, mas criar uma música com o próprio código. Jazz infinito, electrónica astral ou o último portal da música de guitarra. O que for, céu na terra. A alma de Oren Ambarchi é uma jam em constante mutação, como se os Can tivessem renascido para existirem no nosso tempo, para os nossos ouvidos.\u003c\/p\u003e","brand":"Drag City","offers":[{"title":"CD","offer_id":58911071600975,"sku":"DC994CD","price":13.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0015\/9393\/3870\/files\/DC994_94b89c99-7971-488d-82c8-d66eea24b4c0.jpg?v=1790692288","url":"https:\/\/www.flur.pt\/products\/oren-ambarchi-cooked-dc994cd","provider":"Flur Discos","version":"1.0","type":"link"}