Edge Conditions

Jeremiah Chiu

International Anthem

Regular price €29,50

Tax included.
Marble cream vinyl.

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Jeremiah Chiu tornou-se num caso sério nos últimos anos. Temos guardado num cantinho especial do coração o disco em que o conhecemos, música para levar para aquela ilha deserta, “Recordings From The Åland Islands”, com Marta Sofia Honer. Foi o primeiro passo de uma discografia que foi dando passos inconformados, fosse com “Different Rooms”, “Closest Thing To Silence” ou “In Electric Time”. À sua maneira, todos puxam a carroça para a frente, sem estacionar numa ideia de electrónica e, muito menos, abastecendo-se numa ideia de nostalgia ou mímica de um género: e bem o podia ser pela forma como a música referencia um certo ambient, new age ou até as entradas no catálogo da Touch dos 1980s de field recordings. Para lá disto há SML, o supergrupo de jazz, veículo de outras tripes e que serve para muitos de porta de entrada para a carreira a solo de Jeremiah Chiu. Deste lado, sempre achámos, continuamos a achar, que a solo é bem mais interessante. Desafiante. Eis mais uma prova disso, “Edge Conditions”, álbum em nome próprio, com uma série de colaboradores (Marta Sofia Honer, claro, Booker Stardrum, Patrick Shiroishi, Ben Lumdsdaine, Marquis Hill, Will Miller e Takako Minekawa). Aqui vai por outros caminhos, por vezes pensamos no Aphex Twin ambient, nos primórdios de LCD Soundsystem, em devaneios de Yellow Magic Orchestra e muitas, muitas vezes, em Midori Takada. Mas também em Chemical Brothers, Lindstrom & Prins Thomas, Arthur Russell ou Virgo. “Edge Conditions” é música de transe - e não música transe - em várias das suas contemplações. Sem prazer enciclopédico, apenas curiosidade para procurar esse estado que, neste tipo de som, é mais do uma emoção, é uma energia. Ao longo de 11 temas, Jeremiah Chiu cria uma linha narrativa que se desenha pelo som - o que ele nos transmite, expressa - ao invés de uma ideia de consolidação. Desconstrói-se sem se reconstruir, deixa pegadas que seguimos à procura da porta de saída que, afinal, é a de entrada para um novo caminho que nos levará para uma porta de saída. É este processo, entrada/saída de mundos que nos fascina em “Edge Conditions”. Uma luz que nos faz desviar pelos melhores caminhos. E, algures nesta confusão toda, que tanto é música de dança, chill-out, jazz, minimal, que sorrimos e percebemos porque é que ouvimos, descobrimos música. Para ouvir algo assim.