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Everywhere At The End Of Time Stages 1-3

Caretaker, The

History Always Favours The Winners

Regular price €27,95

Tax included.

Ao longo do último ano alguns dos momentos mais entusiasmantes passaram pelas notícias do lançamento de um novo capítulo de “Everywhere At The End Of Time”. As razões são diversas, seja pelo carinho que temos por Leyland Kirby / The Caretaker, pelo fascínio que – quem trabalha nesta área – se ganha naturalmente pelo processo de ver/ouvir música/som a ser desconstruído, a paixão inerente por ver qualquer coisa a conquistar uma forma (e isto vai além da música) ou a simples percepção de ver história a acontecer e abraçar o maravilhoso do presente. A compilação que junta os primeiros três (de seis) “Stages” é um documento essencial da música contemporânea. A noção de meio-percurso é irrelevante, estes três capítulos revelam uma forma e matéria com um princípio, meio e fim. O trabalho sobre a memória humana que Leyland Kirby desenvolveu nesta primeira é uma coisa realizada, com cabeça, tempo, onde a obsessão demonstra uma exaustão que se manifesta no som. O meio-percurso só importa porque há ainda mais caminho a percorrer (que será desvendado ao longo do próximo ano), mas a divisão em seis LPs e em duas compilações em CD são pormenores essenciais para perceber e beber este “Everywhere At The End Of Time”. Há uma exigência de tempo, de audições, para entender bem o que se está aqui a passar. Beber os detalhes, usufruir dos “grandes sons” que Kirby trabalha e vê-los a atingir uma decadência ao longo do processo são fundamentais para entender a esquematização e a mensagem da obra. Sobrevivem como objectos separados, três álbuns, mas qualquer um deles só atinge a grande obra quando integrados no todo. O processo do artista passa para o ouvinte, quando este reconhece sons semelhantes em diferentes etapas completamente fustigados pela perda de memória. Ao longo da última década – e até antes – Leyland Kirby sempre mereceu a nossa atenção. Aos poucos percebemos que conquistámos a vossa. A sua editora chama-se “History Always Favours The Winners”, um gesto típico de Kirby, reconhecendo que nunca será um vencedor neste mundo. Mas os vencedores fazem-se também pelo juízo dos que estão de fora. A sua música é demasiado importante para ser ignorada no presente. É injusto a sua beleza ser chutada para um canto pela exigência que pede para ser absorvida. “Everywhere At The End Of Time” é relevantíssimo no presente e será ainda mais no futuro. E é magnífico experienciá-lo enquanto está a acontecer. E percebemos isso ao reler o que escrevemos sobre “Stage 1”, “Stage 2” e o “Stage 3”.