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Electric Lucifer Book II (In Which Lucifer Tempts Jesus Of Nazareth)

Bruce Haack

Telephone Explosion

Regular price €21,95

Tax included.

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A abordagem a um músico como Bruce Haack é fascinante, para amantes de música electrónica. Como vários outros seus contemporâneos, Haack aplicou, em certa fase, a electrónica à educação de crianças. Os sons eram (são) naturalmente cativantes para ouvidos jovens, são pequenas formas de vida às quais é muito possível conferir personalidades ou, até, imaginar cenários a partir delas. A série “Dance, Sing And Listen!”, ainda na década de 60, constitui uma base para o que se viria a conhecer de Bruce Haack na década seguinte. O primeiro “The Electric Lucifer” foi editado em 1970, um álbum conceptual sobre a eterna batalha entre o Céu e o Inferno, Bem/Mal, e só no final dos 70s seria gravada esta espécie de sequela (apesar de apenas ser editada postumamente em 2001). Vocoder fest do princípio ao fim, no contexto de uma obra pop barroca, futurista e alienígena. Todo o peso dos synths antigos mais o som que, em 1979, já era frequente na cena pós-punk e industrial que avançava. Haack parece descido de um outro planeta para actuar em Las Vegas, é impossível não parar um pouco para pensar “de onde é que isto vem?”. Muito dentro dos circuitos das máquinas, de uma forma bem mais intensa e obsessiva que os próprios Kraftwerk, “The Electric Lucifer Book II” ergue-se hoje como testemunho, primeiro, de uma criatividade exótica fora de série e, depois, como álbum de música electrónica que, de facto, não encontra fixação na corrente temporal. Bruce Haack canta, a certa altura, “I’ve got the power to be Man Of The Hour”, registando o seu direito de ser fugaz mas também eterno como a temática que o álbum aborda.