Collide
Leif
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Uma amálgama de sons de guitarra, sintetizadores, reverberações que parecem naturais, sons que depressa encontraríamos em discos de Electrónica Acústica Improvisada e outras manipulações sintéticas. Em "Collide" junta-se tudo isto de forma habilidosa. Nas primeiras "How to Eat An Orange", a paleta de sons mostra-se, desde logo, variada, com suspense palpável e, aquando da segunda parte, evidencia ritmo e cadências quase jazzísticas, afastando-se de outras produções de Leif pelo som mais orgânico e menos electrónico (de inspiração não muito distante da escola musical de Chicago, com direito a crescendo). A guitarra ganha o lugar principal neste "Collide", com layering complexo e diferentes sons a serem extraídos do seu instrumento, a guitarra Aria Pro II que, alegadamente, não era tida como objecto artístico desde criança. "Yes No" apresenta pontilhismo electrónico, minimalista, lembrando alguns esforços mais experimentais da Kompakt e com pads bonitos, ambientais, mostrando resquícios de outros discos de Leif. Um disco original, com sons inauditos e de tom relaxante, incentivando a preguiça e viagens de olhos fechados.