The Ecstatic
Mos Def
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Quarto álbum em estúdio de Mos Def e o mais experimental em toda a sua discografia? É bem possível. "The Ecstatic" é uma caixinha de surpresas, logo a arrancar com "Supermagic", produzida por Oh No (irmão de Madlib), com um sample da turca Selda Bagcan a relocalizar o hip-hop de Mos Def para outros territórios surpreendentes, continuando a sua abordagem política e com sample de Malcolm X a arrancar o tema. Alegadamente muito influenciado pelos Madvillain e o álbum "Madvillainy", ouve-se essa influência através das batidas geniais espalhadas ao longo do disco, como é o caso da supramencionada "Supermagic", a "Auditorium" (com participação do lendário Slick Rick) e produzida por Madlib, com uma linha de baixo incrível a conduzir o tema, ou "Priority" com os seus sopros e piano nostálgicos e um flow de Mos Def cantante, saltitante, consoante a acentuação dos sopros, um pouco à moda de MF DOOM. Um disco que surpreende a cada virar-de-esquina, com músicas como "Quiet Dog Bite Hard" a servirem de exemplo em como este álbum é incrivelmente diferente do hip-hop da sua altura (2009), e que continua a soar à frente de outros contemporâneos seus, longe de alicerces comerciais e com ímpeto e pujança nos flows, nas batidas e num espírito verdadeiramente transgressor. Há ainda "History", com Talib Kweli e produzida por J Dilla, ambiciosa com o seu lick de guitarra e vocal chipmunk, com linha de baixo bem pronunciada e com carácter meloso que derreterá qualquer coração, não fosse este um beat de J Dilla. Álbum, ainda hoje, revelador e anos-luz à frente. Reedição essencial.