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YHWH Nailgun
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Cacofonia regrada, com a bateria de Sam Pickard a conduzir a síntese, as reverberações instrumentais e a voz de Zack Borzone nestas vinhetas sonoras que, raramente, ultrapassam o minuto e meio. "Ballerina", por exemplo, apresenta bateria em bicos de pés sobre guitarras tímidas e as reverberações pitch-shifted e com delays, construindo uma atmosfera misteriosa sobre voz arranhada, um delírio musical. O tema-título é também um pandemónio sónico, com síntese pontilhista sobre bateria tribal, sempre num crescendo em espiral, sem nunca chegar a um clímax - o tema é abruptamente cortado, sem sequer chegar aos 40 segundos. Desafiando a lógica do que um álbum pode ou deve ser, YHWH Nailgun constroem 11 minutos de puro mistério musical, titubeando entre vinhetas sonoras e apanhados musicais que tanto intrigam como filosofam num ensaio sobre música. Um disco que, pela sua natureza fugaz, exige múltiplas audições para se compreender, afinal, o que aqui se passa, neste rock matemático que se cruza com o legado da música industrial e de toda a experimentação e arrojo No Wave próprio de Nova Iorque, a cidade da banda. Impossível apontar falta de arrojo e originalidade a este grupo.