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Ecophony Rinne

Geinoh Yamashirogumi

Time Capsule

Regular price €35,00

Tax included.
12 page boolet.

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Há discos ambiciosos e há discos ambiciosos. Quem reconhece o nome de Geinoh Yamashirogumi e já ouviu a música sabe o quão ambiciosa ela sempre foi. A paragem mais popular é a banda-sonora de "Akira", indispensável ao mundo construído por Katsuhiro Otomo, com o dom de viver sem a imagética do filme. Mas quem experienciou uma coisa e outra, sabe o quão estão interligadas. Se conhece "Akira", haverá pontos que irá reconhecer em "Ecophony Rinne". Eis o pequeno twist narrativo, "Ecophony Rinne" é anterior a "Akira". Editado dois anos antes, 1986 - faz quarenta anos, portanto -, esta obra-prima reúne 200 músicos e foi ela que acordou Otomo para os convidar a fazer a banda-sonora de "Akira". Os Geinoh Yamashirogumi são um colectivo formado por Tsutomu ?hashi, também conhecido por Shoji Yamashiro. A música, desde o portentoso álbum de estreia, "Osorezan / Doh No Kembai", de 1976, sempre procurou o futuro do som a partir de música tradicional ou, se quisermos, música de raiz. Podemos dizer sons puros que criam uma ligação directa com a natureza. E, aqui, nem é tanto os instrumentos - embora, também - mas o efeito provocado. É físico, natural e o impacto que causa em nós vai para lá da percepção normal. É música que transcende o seu próprio efeito, não só é uma experiência psicológica - por via do que conhecemos, associamos, sentimos - mas sobretudo física. Sente-se de forma diferente. Em "Ecophony Rinne" há sons, melhor, ideias que foram depois adaptadas a "Akira". Mas o que aqui acontece é totalmente diferente, conectada com temas fundamentais que atravessam a música de Geinoh Yamashirogumi - e a realidade humana: vida, morte, renascimento. Música de expressão que, na altura, não procurou o que era feito e criou algo novo a partir de bases. Vibra com o movimento terrestre, é coisa que mexe e transcende. Mais do que um objecto musical, é uma peça artística. É arte que muda a forma como entendemos a natureza, tecnologia e a relação entre ambos. Impactante em 1986, mais relevante ainda em 2026. Se alguma vez se perguntam porque é que fazem reedições, esta é a razão. Para descobrirmos discos que mudam vidas quando são ouvidos.