Sábado, 24 Junho, 2017

LUÍS JOSÉ MARTINS Tentos – Invenções E Encantamentos CD

€ 10,95 CD Shhpuma


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Quinta-feira, 29 Dezembro, 2016

JOANA GAMA / LUIS FERNANDES / RICARDO JACINTO Harmonies CD

€ 9,95 CD Shhpuma

Os primeiros sinais tinham sido dados com “Quest”, o primeiro trabalho em conjunto de Joana Gama e Luís Fernandes – ficou, para nós, se bem se recordam destes textos, como um dos discos preferidos de 2014, que tanto nos arrebatou pelo resultado como pela surpresa de ouvirmos música deste calibre, feita dentro de portas. Não fomos os únicos a gostar de “Quest” – a imprensa atribuiu-lhe o valor que merecia e os nossos clientes aceitaram a nossa sugestão. Portanto, o regresso de Joana Gama e Luís Fernandes aos discos encheu-nos de curiosidade, mais ainda por ter como terceiro vértice Ricardo Jacinto, figura relevante para um sem-número de estéticas musicais que constroem a nossa cena actual. Jacinto também é artista plástico, o que para o disco pouco importará mas para quem tem visto os concertos de “Harmonies” percebe onde colocou o seu dedo. O disco, esse, é fabuloso e prolonga algumas das ideias electroacústicas que já conhecíamos de “Quest”, abrindo-as, como seria natural esperar, com a inclusão do violoncelo (e do seu subtil processamento) de Ricardo Jacinto. Profundamente inspirado em Erik Satie – na sua música mas sobretudo nas suas ideias, discursos e humor -, o trio não se aventura a fazer releituras mas sim a pensar em Satie 100 anos depois das suas obras – celebrando o 150.º aniversário do seu nascimento -, fazendo proposta de tangência milagrosa, onde novos cosmos são criados por entre neblinas de sintetizadores modulares, cordas electrificadas e um piano que enche o disco com muito amor a um compositor adorado. Possivelmente, dentro do mundo clássico, haverá uma prateleira cheia de homenagens a Satie, mas poucas – ou, arriscamos, nenhuma! – será tão rica, subversiva e original como esta. De certo modo, tal como Satie quereria de uma homenagem a si próprio. Um disco aberto que abrirá muitas cabeças. Excelente.

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Sexta-feira, 9 Dezembro, 2016

BLACK BOMBAIM & PETER BRÖTZMANN CD / LP

€ 10,95 CD Lovers & Lollypops / Shhpuma

€ 19,95 LP Lovers & Lollypops / Shhpuma

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Provavelmente um dos encontros mais felizes entre Portugal e Alemanha nos últimos anos. Black Bombaim de um lado, Peter Brötzmann do outro, juntos num jogo de complementaridade que não lhes é estranho. Os Black Bombaim já puderam contar com saxofone noutros momentos (Rodrigo Amado e Steve Mackay), e para Brötzmann isto é como circular numa autoestrada vazia. Há uma fluência extremamente pacífica entre as duas linguagens e a produção está no ponto para não permitir que em algum momento alguma voz se sinta mais forte do que a outra. Esse equilíbrio, ou equidade, contribui para que o disco seja uma coisa escorreita e potente do início ao fim. O encontro não multiplica o poder de cada x 2, mas cria uma mantra cósmica de jazz-rock que é maravilhosa ao longo de 45 minutos.

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Quinta-feira, 3 Março, 2016

ANDRÉ GONÇALVES Currents & Riptides CD

€ 9,95 CD Shhpuma

De acordo com os registos, “Currents & Riptides” é o primeiro álbum em nome próprio de André Gonçalves em 10 anos. É, portanto, um acontecimento que se deve saudar, mas também é uma meia-verdade. Este álbum, agora editado na Shhpuma, oculta o seu verdadeiro regresso a solo que aconteceu no ano passado, não em disco mas numa aplicação exclusiva para os formatos móveis da Apple – procurem-na na AppStore. É dentro de um iPhone ou iPad ou iPod que podemos ouvir “Música Eterna”, uma maratona quase-infinita de blocos sonoros que se vão encaixando numa partitura-puzzle que nos deixa em estado de contemplação permanente. Embora “Currents & Riptides” procure outras composições, André Gonçalves continua aqui a propor soluções ambientais para os seus sintetizadores modulares, como se tivessem uma vida orgânica, autosustentável, dentro deles, como se aquelas máquinas tivessem pequenos corações que nunca param de bater, criando música com as suas arritmias. Há algo de profundamente poético em ouvirmos todas estas partículas electrónicas – muitas delas erráticas e acidentais – a arrumarem-se numa maravilhosa grelha sonora, que tanto parece inderrubável como algo incrivelmente frágil, lembrando certas reverberações de Nobuzaku Takemura ou Markus Popp. A diferença – e talvez por isso sintamos este tremendo conforto que nos custa largar – é percepcionarmos ali o nosso mundo, real e palpável, no meio destas correntes que nos arrastam para zonas sem pé. Por isso, só um conselho: deixem-se ir.

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Quinta-feira, 26 Novembro, 2015

POWERTRIO Di Lontan CD

€ 15,50 € 12,95 CD Clean Feed / Shhpuma

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A discografia oficial fala num primeiro disco, embora seja pouco conhecido e visível. Assim sendo, “Di Lontan” é o terceiro álbum dos Powertrio, um triângulo equilátero com Joana Sá, Luís José Martins e Eduardo Raon, amigos de longa data que foram adicionando a música às cumplicidades semeadas entre eles. Foi essa proximidade bem íntima que os fez passarem uns dias a compor e a preparar este disco: viveram juntos, partilhando a música mas também a amizade que foi fortalecendo a sua comunicação artística. Não fosse conhecermos a qualidade de cada um, diríamos que a residência foi exemplar e potenciadora das valias de todos eles. Foi, decerto, ambas as coisas: é verdade que são músicos de excepção, mas o rigor que impõem em tudo o fazem levou-os a escrever “Di Lontan” tal como é: um tratado sobre composição moderna, arriscada e experimental, erudita e descomplexada, arrojada e aventureira, deixando muita bagagem para trás e olhando apenas o que de novo há para fazer e descobrir. Intrépidos, os Powertrio são arquitectos com uma visão de futuro, onde o classicismo dos seus instrumentos – piano, guitarra e harpa – é libertado pela audácia de querer romper com as amarras. Depois, esperem força e poder de esmagamento, mas também nuvens de absoluta contemplação, mostrando-nos que Powertrio pode dizer-nos tudo o que precisamos. Alguma da melhor música dos últimos tempos aparece aqui, executada com perfeição assustadora, e gravada com um primor que nem sempre escutamos nos discos. “Di Lontan” é um assombro – dentro e fora do género onde o queiram colocar.

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Quinta-feira, 11 Junho, 2015

OZO A Kind Of Zo CD

€ 11,50 € 9,95 CD Shhpuma

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No início do ano, dois músicos portugueses saltaram sem rede para um mergulho de fé, enchendo um dia inteiro de gravações para que pudessem provar que o 8 de Fevereiro foi um bom dia para a música portuguesa. Pedro Oliveira é designer mas conhecemo-lo como baterista dos peixe:avião, uma banda da zona de Braga que tenta esticar os limites da pop com ideias cada vez mais estranhas ao género. Paulo Mesquita é um pianista de formação clássica com interesses muito para além da escola académica. Em ambiente eclesiástico, por questões acústicas, apenas, juntaram-se para perceber até onde se poderiam entender musicalmente. Abusando sem receios dos seus instrumentos, Pedro e Paulo prepararam a bateria e piano para satisfazerem os seus impulsos electroacústicos, deixando claro em toda a extensão de “A Kind Of Zo” que esse é o caminho que lhes dá maiores frutos e surpresas. E também para nós: sem prepararem qualquer dos temas à priori, os OZO não assumem a improvisação que o jazz estaria pronto para dar a este projecto, porque, primeiro, não são músicos de jazz, e depois porque há um entendimento melódico muito inteligente que os leva a construírem estruturas quase pop sem nunca exercitarem facilitismos automáticos. Parece impossível que “A Kind Of Zo” tenham nascido assim, de modo espontâneo, mas é por todos os elogios que se lhe atiram que temos o meritório disco nas mãos. Para adeptos do jazz, dos Necks, de Nils Frahm, e de outras coisas tão boas quanto isto: uma estreia formidável.

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Segunda-feira, 27 Abril, 2015

FRED FRITH & HELEN MIRRA Kwangsi-Quail LP

€ 17,50 LP Shhpuma


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Quinta-feira, 26 Março, 2015

COCLEA Coclea CD

€ 9,95 CD Shhpuma

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Coclea é o projecto clássico de Guilherme Gonçalves, que esteve numa formação anterior de Gala Drop e tocava com Pedro Magina como June. Talvez seja a memória de June, mais do que Gala Drop, que nos aproxima imediatamente deste disco. A tendência house expansiva e simultaneamente calma de June transporta-nos para Coclea, em 2015, mas sem qualquer beat para propulsão. É um trabalho de guitarra, as suas camadas melódicas e rítmicas, os efeitos escolhidos, a oferecerem contemplação. Com a cabeça sempre na busca de pontos de contacto, a vibração pacífica da música neste CD recorda-nos a sensação de ouvir “In The Skies” de Peter Green e achar que se poderia continuar por período indefinido em mergulho de profundidade. É um disco pausado, pouco adornado (isso resulta maravilhosamante), segue a brisa e quem ouve segue junto.

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Quinta-feira, 11 Dezembro, 2014

NORBERTO LOBO E JOÃO LOBO Oba Loba CD

€ 12,50 € 9,95 CD Shhpuma

Ainda andamos submergidos no encantamento de “Fornalha”, o álbum de 2014 de Norberto Lobo saído há pouco tempo, e já temos mais uma razão para nos deliciarmos com este guitarrista que faz mais pela autoestima portuguesa que qualquer vitória desportiva nacional. Se assim não é, devia ser. Porque Norberto parece ter o toque de Midas, e este seu regresso aos discos com o seu velho comparsa João Lobo está carregado de ouro: algumas jóias polidas, reluzentes, mas também música em estado bruto, desafiadora e arrojada. Depois de “Mogul De Jade”, em duo, ambos os Lobos quiseram reunir uma espécie de família com músicos cúmplices das suas recentes aventuras, abrindo as composições a novas vozes, aumentando resultados bem além daquilo que todos esperávamos. Porque o sexteto, que ainda tem mais três músicos extra, funciona em total devoção às composições, não se deixando encurralar pela formação do colectivo: cada tema tem a sua vida própria, funcionando com a instrumentação e vozes estritamente necessárias. E depois há a diversão que é ouvir o percurso de cada arranjo, como se tudo fosse mesmo possível e a cada regra encarada houvesse o objectivo de a quebrar. Em três minutos esperem um mundo de possibilidades. Jazz celestial, pop circular, memórias indie de Chicago, tropicalismo com sotaque europeu, arranjos à Jim O’Rourke, canções de embalar, tudo isto e muito mais, como um milagre, em nove temas que prenunciam vida longa para este grupo de músicos que, convém dizer, inclui o brilhante pianista Giovanni Di Domenico. Uma absoluta e arrebatadora delícia.

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Quinta-feira, 19 Junho, 2014

JOANA GAMA & LUÍS FERNANDES Quest CD

€ 13,95 € 9,95 CD Shhpuma

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A primeira reacção é acharmos que este confronto é moderno, progressista, de ruptura, mas “Quest” apenas reformula o que, por exemplo, já Cage e Tudor tentaram há muito: piano e electrónica. É nesta pesadíssima herança – que no caso deles fará mais sentido que a mera referência histórica – que assentam os princípios desta dupla, encarregue de mostrarem o que tão raro se mostra por cá: electrónica ágil e inteligente em manipulação de subtis composições contemporâneas de piano. Na verdade, o que nos conquista é mesmo este equilíbrio, quase perfeito, entre os dois músicos. Quase se sente que estiveram com igual respeito por esta aventura, avançando com passos seguros e bem dados, sem nunca entrarem por nada que não soubessem descrever-nos. Há momentos lindíssimos, quase oníricos, de suspensão sonora, que soam a clássicos; há alturas em que há um gosto pelo arrojo em explorar os limites dos seus instrumentos, mesmo que isso sacrifique a paz conquistada noutros temas; e ainda há música que transpira intuição, como se navegássemos sem visão. Eles confessam que foi tudo (surpreendentemente) fácil de compor e isso prova que “Quest” é menos a aventura do que sugerem e mais um passeio que também nos convoca. Um bonito e raro passeio por estas paisagens.

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Quinta-feira, 17 Abril, 2014

THURSTON MOORE / GABRIEL FERRANDINI / PEDRO SOUSA Live At ZDB LP

€ 21,50 LP Shhpuma

Por estes dias, Lisboa já é uma das cidades no mapa de Thurston Moore. O fim, quase silencioso, dos Sonic Youth fez com que os seus membros se fragmentassem por discos, colaborações e geografias várias, e na nossa capital temos tido a sorte da Zé Dos Bois ter conseguido aglutinar algumas dessas peças. Thurston Moore, uma das visitas mais regulares, ofereceu, em 2012, um concerto na celebração dos 18 anos da associação, fruto de uma pequena residência. A liberdade do rock, de quem Moore tem sido também um esteta tímido mas activo, encontrou-se com a energia atómica da bateria de Gabriel Ferrandini e a invenções patenteadas dos sopros de Pedro Sousa. Ao primeiro take, claro, saiu este “Live At ZDB”, como testemunho do encontro e da generosidade dos músicos – para quem assistiu ao vivo e para com eles próprios. Entre a procura dos detalhes e o voo livre assistido do jazz, furioso e aventureiro, este é um documento (limitado a 300 cópias) importante para todos – incluindo a Shhpuma, naturalmente -, mas é um documento muito importante para nós, pelo modo como nos empurra para coisas, todas elas boas e positivas.



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Sexta-feira, 14 Março, 2014

SIMÃO COSTA Piano Pre·cau·tion Per·cu·ssion On Short Circuit CD

€ 13,95€ 12,95 CD Shhpuma

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Mais uns elogios à Shhpuma que, enfim, talvez não veja este investimento como algo que lhe dê uma reforma confortável, mas que, decerto, está a fazer muito pelo nosso Agora nacional. Outro nome incontornável da nossa cena mas que talvez diga ainda pouco a quem se movimenta pelos discos. Simão Costa é, sobretudo, um óptimo pianista, mas que se tem ocupado também pelas electrónicas, cruzando-as com a acústica do seu instrumento principal. Adepto das interactividades e dos graus de liberdade que a tecnologia lhe permite, Simão Costa tem vasta obra em palco, onde vamos descobrindo os diferente mundos que ele vai idealizado, assente numa espécie de utopia contemporânea, onde os intérpretes vão desaparecendo ou se tornam em simples objectos que provocam outros objectos. Mas neste álbum, Simão Costa vira-se totalmente para o piano – nalguns trabalhos temo-lo visto a entregar esse função à Joana Sá – e isso é uma boa notícia, embora esteja em muitos locais artilhado com conveniente preparação. “Perludio” é estonteante, com reverberação free, “Percaution” passa a acção para as cordas, esticando-as no tempo, “Permeable” lembra-nos os ecos de Harry Partch, e “Percution” aumentam a tensão e prepara-nos o “Short”/“Circuit” romântico final. Um óptimo disco de composição contemporânea que rompe, e bem, com as suas definições e abraça, nos momentos mais espontâneos, o lado mais livre do jazz.

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Quinta-feira, 28 Novembro, 2013

ADRIANA SÁ, JOHN KLIMA, TÓ TRIPS Timespine CD

€ 12,95 € 9,95 CD Shhpuma

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Tempos felizes para a pequena editora Shhpuma que vai documentando, estoicamente, parte da realidade musical local – um trabalho essencial tanto no futuro, como no agora, onde cada vez é mais vital oficializar as boas ideias no meio de tudo aquilo que nos distrai a atenção. A edição continua a ser, por isso, uma espécie de unidade de medida para localizarmos no tempo e no espaço a criatividade artística. E por isso, este final de 2013 parece sorrir à Shhpuma e a nós, com Joana Sá e Eduardo Raon a editarem os seus álbuns, fazendo uma companhia perfeita para este novo trio que assim se apresenta a todos. Timespine surge da cumplicidade entre três pessoas muito próximas que, por acasos da vida, adiaram este momento até Janeiro de 2013, quando num único dia e num único golpe, gravaram duas suites em estúdio para a sua estreia. Com direcções claras e precisas, soltaram nesse dia uma espécie de espiritualidade dos seus dedos, deixando que as suas cordas falassem por eles todos, cada um à sua maneira, mas todos juntos numa única voz. Saltério, baixo e dobro são os principais instrumentos que Adriana Sá, John Klima e Tó Trips utilizam; três instrumentos de cordas, muito diferentes entre si, mas unidos num corpo sonoro em espiral que nos eleva a consciência. Tal como os autores anteriormente citados, Timespine não se anicham no terreno da improvisação, pese embora esse seja um dos seus fundamentais motores de prospecção. A curiosidade inata destes músicos leva-os a ir mais longe, e a qualidade da sua música arrasta-nos com eles. Um álbum poderosamente delicado que nos faz lembrar algum do magnetismo espiritual de Alice Coltrane. Um álbum muito bonito! e uma grata surpresa.

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Quinta-feira, 14 Novembro, 2013

EDUARDO RAON On The Drive For Impulsive Actions CD

€ 12,95 CD Shhpuma

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Parece incrível como alguém que edita um disco destes e tem um currículo extensíssimo apareça pela primeira vez em nome próprio. Não sabemos a razão, mas provavelmente é por ter um currículo invejável em colaborações que o fez só agora apostar na edição de um trabalho que, vagarosamente, tem realizado e aprimorado nos últimos anos. O instrumento é ingrato – para nós, que o associamos a contextos clássicos pouco versáteis -, mas Eduardo Raon sempre conseguiu manuseá-lo e ter ideias pouco comuns para a solenidade que a harpa o exige. E é por isso que acabou sempre por se infiltrar em muitos grupos e projectos que o viram como uma mais-valia sonora, colorindo as composições com tons e dedos fortes. Se conhecem Rhodri Davies ou, melhor comparando, Zeena Parkins, sabem o que as muitas cordas da harpa podem fazer nos dedos certos. “On The Drive For Impulsive Actions” é a narrativa criada para esta composição, debruçando-se sobre os comportamentos inconscientes, estabelecendo uma ponte entre os humanos e os insectos. Dotado de uma dinâmica original, Raon percorre a sua história com um dramatismo invulgar, ampliando os seus gestos e sons com recurso a electrónica em tempo real, sem nunca desvirtuar o foco acústico do seu instrumento principal. Algures entre a escrita contemporânea e o arrojo jazzístico, este disco revela um autor que apetece continuar a escutar. Esperemos que este português a viver na Eslováquia não demore a revelar-nos mais da sua música.

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Quarta-feira, 2 Outubro, 2013

JOANA SÁ Elogio Da Desordem CD

€ 12,95 CD Shhpuma

Há uma natural dificuldade em pegar num disco de Joana Sá e discorrer sobre ele. Porque uma obra de Joana Sá é muito maior do que a música que escutamos, porque um CD acaba por ser uma representação, circunscrita no tempo, a uma ideia que tem por hábito ramificar-se em muitos campos artísticos. Basta termos a sorte de vermos um concerto seu – não por mero acaso, hoje há um, no Maria Matos, estreando este “Elogio” – para testemunharmos como se espraiam estas ideias todas – vídeo, luz, instalações, palavras e um piano (semi-)preparado com um rigor demoníaco. “Elogio Da Desordem” até poderia ironizar esta multiplicidade de recursos e outputs, mas refere-se ao olhar muito pessoal sobre os mundos de Joana Sá – a pianista e compositora chama também a esta obra um “monólogo interior” – e do modo como ela os exterioriza. Tal como “Through This Looking Glass”, esta é uma composição ambiciosa, narrativa, que se vai estendendo como um filme, construindo quadros e situações definidas, vergando à sua maneira as linguagens eruditas submetendo-as aos arbítrios da improvisação e da experimentação. Incorpora excertos de textos de Gonçalo M. Tavares e utiliza uma panóplia impressionante de dispositivos de alarme, sirenes, campainhas que nos despertam a atenção e ampliam o universo sonoro do seu piano artilhado. É verdade que ao vivo podemos ter tudo, mas em disco também temos muito: edição ultra-cuidada, artesanal, que impressiona quando se mede com outros discos numa loja. Mas não impressiona para quem sabe como Joana Sá deixa a sua marca no mundo.


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Quinta-feira, 14 Fevereiro, 2013

PARQUE The Earworm Versions CD

€ 13,95 € 12,95 CD Shhpuma

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Nos últimos anos, Ricardo Jacinto tem aparecido mais como músico do que como artista plástico – mesmo que esta análise esteja incorrecta, hoje encontramo-lo mais vezes num palco do que há alguns anos atrás. O que é uma boa notícia, pois temos notado que em resposta a este empenho, estamos a ouvir um nome fundamental da nova música portuguesa, um violoncelista no perfeito domínio do seu instrumento onde reconhecemos uma assinatura. E este percurso tem sido exemplar e digno de seguir: editou recentemente um álbum como Pinkdraft (um quarteto que partilha com Nuno Torres, Travassos e Nuno Morão), mas é tanto a solo como em duo que tem aparecido em múltiplos concertos, fazendo-nos crer da cuidadosa aprendizagem e descoberta da sua própria música e percurso. E, talvez por isso, esta edição da Shhpuma é essencial, ao dar-nos um possível ponto de partida, apesar de para muitos seja de eloquente chegada: Parque é um ambicioso e raro momento no nosso contexto artístico, propondo-nos numa imponente instalação – Culturgest, 2008 -, a fruição de numerosas soluções sonoras estruturadas pela improvisação, aleatoriedade e interactividade, demasiado grande para se colocar num disco. Contudo, a experiência no vazio é fantástica, dando-nos uma narrativa extra, deixando-nos a adivinhar espaços e acções que oxigenam o cérebro do modo como gostamos. Esta riqueza não é uma surpresa, pois agora percebemos melhor como a música é importante (ou… fundamental!) para a criação artística de Ricardo Jacinto.

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Quinta-feira, 7 Fevereiro, 2013

ALMOST A SONG (JOANA SÁ & LUÍS JOSÉ MARTINS) Almost A Song CD

€ 12,95 CD Shhpuma

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Almost A Song é um projecto de Joana Sá e de Luís José Martins, dois terços de Powertrio que, em 2005, formaram com o harpista Eduardo Raon. Com a saída de Raon para o estrangeiro, o projecto foi-se diluíndo e a carreira de Joana e Luís encontrou rumos paralelos: a pianista apostou forte na sua primeira obra – “Through This Looking Glass” é uma obra portentosa para piano preparado que nos agitou há dois anos -, e Luís é um dos elementos dos consagrados Deolinda. Agora, de novo, estão juntos num disco que finalmente oficializa alguns concertos que nos tinham deixado óptimas impressões e com vontade de ouvir muito mais. Almost A Song não nos dá variações pop, como se podia supor, mas sim o contrário: composições contemporâneas e arrojadas que piscam o olho a melodias e refrões sem paternidade. É o “almost” que nos conquista sem retorno, esse terreno formado pela volatilidade e indefinição, e que forma uma obra que parece estar sempre em diversão pelos cânones para os implodir de seguida: “Cantiga Partindo-se” – note-se o título – é um monumental tema de 15 minutos que evolui do silêncio até a uma arrepiante tempestade eléctrica. “Almost A Song” está cheio de ideias, muitas ideias, compatíveis e benignamente incompatíveis, frutos da imaginação e brilhatismo de quem sabe muito bem o que está a fazer. E o que este powerduo está a fazer é deixar o seu nome na história de 2013. Soberbo.

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Sexta-feira, 25 Janeiro, 2013

ALBATRE A Descent Into The Maelstrom CD

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Sexta-feira, 20 Abril, 2012

PÃO Pão CD

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Formado por Pedro Sousa em saxofone tenor, Tiago Sousa em teclados, harmónio e percussão, e Travassos em múltiplos gadgets eléctricos (cassetes, circuitos e objectos amplificados), Pão parece ter a força e determinação que faltam a muitas ideias equivalentes que vão aparecendo no panorama mais experimental português. O drone parece ser de fácil construção, mas Pão investe sobretudo nos acabamentos finais, deixando vislumbrar mundos que habitualmente ficam submersos perante a massa sonora e a lenta velocidade dos acontecimentos – “Dyson Tree” tem, por exemplo, tanto de ambientalismo rico e fractal, como exala um perfume de aroma núbio. E a receita é, por vezes, tão simples como fatal: Tiago Sousa executa a geometria sonora, desdobrando caminhos e percursos; Pedro Sousa é o batedor desse terreno, desmultiplicando-se em múltiplos trajectos; e Travassos responsabiliza-se pela correcta electrificação e manutenção da topografia. E com três letrinhas apenas se escreve um dos projectos mais sólidos cá do burgo.

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Sexta-feira, 20 Abril, 2012

FILIPE FELIZARDO Guitar Soli For The Moa And The Frog CD

filipefelizardo

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Esta é a primeira edição mais oficial de Filipe Felizardo. Depois de dois álbuns a solo em edição própria, este “Guitar Soli For The Moa And The Frog” sai pela Shhpuma, uma sub-editora da Clean Feed. Bastante diferente dos seus outros registos, Felizardo deixa de lado a maior parte dos efeitos que caracterizam o seu som para se dedicar a composições em guitarra. Algo que não será novidade para quem o viu em concerto no último ano, entregou-se a esta nova faceta que introduz um discurso completamente novo no seu trabalho. Maioritariamente em guitarra eléctrica (também tem alguns temas em acústica), “Guitar Soli For The Moa And The Frog” tem um som muito construído, um reflexo de várias referências, sendo a mais curiosa a dos Om (sente-se o seu som grave em muitas das peças).

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