Quinta-feira, 29 Novembro, 2018

JIBÓIA OOOO LP

€ 14,95 LP Discrepant

Quando Óscar Silva apresentou Jibóia no início desta década tornou bem claro que a sua música iria beber a diferentes trópicos deste mundo, procurando uma conexão entre climas e ritmos que não obedeceriam estritamente a regras de tempo e espaço. Procurar influências na sua música é um exercício imperfeito, porque ela se abre de forma cósmica, sem barreiras, à procura de novos sons ao invés de reflectir sons que se têm presentes. A partilha é um elemento crucial na criação da música de Jibóia. Nos seus três lançamento anteriores procurou colaboradores que ajudassem a criar a dinâmica que queria no seu som. No passado trabalhou com Makoto Yagyu (If Lucy Fell, Riding Pânico e Paus), Sequin, Xinobi, Jonathan Saldanha e Ricardo Martins. Para OOOO contou novamente com Ricardo Martins (Lobster, Pop Dell’Arte, BRUXAS/COBRAS, entre outros) e do seu habitual colaborador André Pinto (aka Mestre André, Notwan e O Morto). A viagem de OOOO é mais partilhada do que nas anteriores. Os três músicos partiram à experiência para criar música através de um conceito, pegando em Musica Universalis, de Pythagoras, que relaciona o movimento dos planetas e a frequência (onda) que eles produzem, com uma harmonia interespacial que essas frequências somadas produzem. Como os músicos descrevem, “é uma relação matemática, algo religiosa até, já que essa musica é inaudível. Uma espécie de conceito poético que designa, ao fim e ao cabo, o som do universo em movimento.” Bem redondinho, é música de cosmos, e não é exagero pensar em Sun Ra como inspiração, dado o diálogo rico, fluente e aberto que acontece entre os músicos ao longo dos quatro temas de OOOO. Os primeiros três temas são referências às 3 principais relações entre as frequências propostas no conceito de Musica Universalis e em cada um deles há um ênfase nos instrumentos de cada um dos músicos: nos de Óscar Silva em Diapason, nos de Ricardo Martins em Diapente e nos de André Pinto em Diatesseron. Esta forma de criar revela uma expansão sonora no som de Jibóia. A sua música flui de um modo livre, mas rigoroso, e circular, trabalhando em constância uma ideia de movimento. É inevitável associar o movimento a viagem, uma que tanto se estende ao cosmos como reforça as convicções de Jibóia/Óscar Silva em trabalhar nas não-convenções do rock e do jazz. O último tema, Topos, reserva para si uma espécie de resultado desta experiência entre os três músicos. Mais do que uma conclusão, Topos é aquilo que existe para lá da partida: uma viagem sem ponto de chegada em percurso elíptico. Não poderia ser de outra forma, música tão aberta, clara e livre é impossível de encaixar na lógica de uma narrativa normal. No fim abre-se um novo início, um ciclo fresco que começa com a certeza de que o caminho será sempre gratificante.

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Quarta-feira, 28 Novembro, 2018

EP-4 Lingua Franca 1 CD / LP

€ 12,50 CD (2018 reissue) WRWTFWW

€ 24,95 LP (2018 reissue) WRWTFWW

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Produto daquela era de magnífica descoberta em que os grooves se misturavam com ruído e o que era pós-punk também era mutant disco. EP-4 aparecem como A Certain Ratio e Liquid Liquid colados a um só nome, praticando funk descarnado, anónimo, com a voz quase sempre lá atrás, mera presença sónica. Sobre “Coconut” apetece dizer que se trata de um fabrico japonês de Kid Creole x Yello, cruzando os caminhos de ferro em que as secções de carril são mais ou menos marcadas pela bateria. Enorme invenção de groove, do outro lado da pop, “Lingua Franca” força o significado da expressão como “linguagem comum”. Entendida como espaço de neutralidade, suspensa entre géneros, a expressão faz grande sentido. Se desejarmos uma interpretação literal, óbvio que este não é um álbum para toda a gente, logo porque não é “comum”.

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Terça-feira, 20 Novembro, 2018

ESG Come Away With ESG CD

€ 11,95 CD (2018 reissue) Fire Records

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Pode já não ser notícia para alguns privilegiados com cópias originais, mas para os restantes de nós a visão de uma edição original da 99 Records é emocionante. Na sequência do recente «Optimo/Cavern» de Liquid Liquid, prossegue o mistério sobre quem é responsável pelas reedições da 100% perfeita editora de Nova Iorque que, na primeira metade dos 80′s, construiu riqueza musical suficiente para valer muito ainda hoje. Enquanto aguardamos a outra das reedições de ESG e depois de termos listado «Dance To The Beat Of Moody», o prazer é todo para «Come Away», o primeiro álbum da mais incrível banda pós-tudo a ser fabricada pela família Scroggins em Nova Iorque. A transformação do Disco não foi pacífica mas, quando se voltou a olhar, o Disco continuava em espírito mas com diferente envólucro. A época de experiências que cruzou Manhattan de uma ponta à outra tem um símbolo poderoso na noite de encerramento do Paradise Garage em 1987, quando precisamente actuaram as ESG. A reedição, tal como as anteriores, respeita na íntegra o original e a visão da capa original provoca uma satisfação que só alguns nerds sabem verdadeiramente compreender. A música, felizmente, é acessível a todos.

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Terça-feira, 20 Novembro, 2018

PEARLS BEFORE SWINE Balaklava CD / LP Drag City

€ a confirmar CD (2018 reissue) Drag City

€ a confirmar LP (2018 reissue) Drag City

EM BREVE / SOON


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Terça-feira, 20 Novembro, 2018

CAVE Allways CD / LP Drag City

€ a confirmar CD Drag City

€ a confirmar LP Drag City

EM BREVE / SOON


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Terça-feira, 20 Novembro, 2018

EIKO ISHIBASHI The Dream My Bones Dream LP Drag City

€ a confirmar LP Drag City

EM BREVE / SOON


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Sexta-feira, 9 Novembro, 2018

SPACEMEN 3 Forged Prescriptions 2CD

€ 13,50 2CD (2018 reissue) Space Age Recordings

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Sexta-feira, 9 Novembro, 2018

SPACEMEN 3 Taking Drugs To Make Music To take Drugs To 2LP

€ 25,50 2LP (2018 reissue) Space Age Recordings

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O título revela todo um programa de intenções que a banda se encarregou de honrar ao longo dos anos. A edição original de 1986 tinha apenas 7 faixas, acrescentadas nesta nova remasterização quase para o dobro, com os habituais “outtakes” e versões diferentes, aproximando-se da imagem que, hoje em dia, o grupo quer dar de si mesmo. O rasto de Spacemen 3 é longo, já data de muito antes de a banda começar, mas o estatuto mítico que ganharam justifica-se pelo poder bruto dos riffs pré-históricos ainda mais amplificados e aplicados a canções monótonas, monocórdicas, icónicas! A tormenta que parece envolver constantemente o som é quebrada junto ao final, com a demo de “Repeater” a simular câmara de descompressão para regressarmos ao mundo real e voltarmos a ouvir outros sons.

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Sexta-feira, 2 Novembro, 2018

CAT POWER Wanderer CD

€ 14,95 CD Domino


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Quinta-feira, 18 Outubro, 2018

KURT VILE Bottle It In CD / 2LP

€ 11,95 CD Matador

€ 27,95 2LP (blue vinyl) Matador

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Ouvir Kurt Vile no seu tempo – ou seja, AGORA – é revelador de como nuvens de “indie” ou de cantautorismo por vezes anulam o óbvio. Kurt Vile é um Tom Petty do seu tempo. Sem exagero. Talvez não haja power-rock, potencial para encher estádios, mas o modo como explora a sua América, as suas afinidades, inocências, distrações, momentos da vida, regem-se pela mesma narrativa de Petty. “Bottle It In” é o sétimo álbum a solo de Kurt Vile e chegámos a ele, ou seja, a este número, “sete”, quase sem dar por isso. Parte disso deve-se a um corpo de canções absolutamente sólido, uma narrativa contínua de escrita de canções, uma forma de entregar histórias que se assemelham àquela última narrativa de um singer-songwriter: no fundo, estamos sempre à espera que Kurt Vile falhe, que vá às trevas. Mas não. Talvez vá às trevas, mas não de forma óbvia (“Bassackwards”), ou talvez não e a mesma “Bassackwards” seja uma rota tangente disso: ou até algo distante. Vivemos noutro tempo neste novo lote de músicas de Kurt Vile, mas vivemos dentro do universo de Kurt Vile. Mas oiçam, oiçam com atenção, e vejam se os cores de “One Trick Ponies” não trazem Tom Petty à memória. Não há vergonha nisso. Bem pelo contrário.

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Quarta-feira, 17 Outubro, 2018

JOÃO PAIS FILIPE CD

€ 16,50 CD Lovers & Lollypops

Ouvir João Pais Filipe a solo e a sua capacidade de manter a percussão em ritmos em loops, variando com frequência em timbres, harmonias e até na própria automatização dos ritmos, não causará surpresa a quem já conhece o seu trabalho com os HHY & The Macumbas. A música de João Pais Filipe é só percussão mas não soa a tal, isto é, não se reflecte como o mero exercício de canalizar tudo para o ritmo e saturar as composições por essa vertente. Não, a forma como compõe cria uma componente relacional forte com o ouvinte, quanto mais não seja porque os processos repetitivos retratam os ensinamentos de Steve Reich e a mecânica funcional de como joga com os seus instrumentos constrói música de dança, lembrando os processos minimais-percussivos de Ricardo Villalobos ou o lado escuro do dub encontrado no dubstep de Burial. A escuridão na música de João Pais Filipe talvez falhe no lado apocalíptico-urbano que se encontra na música electrónica, mas ganha na ancestralidade de uma ideia de trevas clássicas: há qualquer coisa de pecaminoso na sua música, talvez do lado carnal, vivo, da sua música e de como recorda os primórdios da música de dança. Primitivo mas correcto, são trinta minutos que se encandeiam num mundo novo da percussão. Já ouviram coisas assim mas nunca ouviram nada assim. Não é exagerado, é novidade. Assombroso.

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Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

JUNGLE For Ever LP

€ 11,95 CD XL Recordings

€ 23,95 LP (vinil colorido) XL Recordings

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EM BREVE / SOON

Ao segundo álbum o duo britânico – que ao vivo se apresenta com muitos mais elementos – entrega-se a Los Angeles, não pelo fascínio da cidade, mas pelo lado da falência profissional e moral. A explosão do primeiro álbum acabou e agora assentam em variantes modernas de R&B, lembrando ocasionalmente a plenitude sensual de Rhye ou a cadência racional de James Blake. “For Ever” é um álbum que começa com uma luz que depressa se vai dissipando na correria das expectativas, mantendo sempre um carácter positivo da falência. Esse é todo um conceito rigoroso ao longo dos temas que pega como um digno sucessor do homónimo de 2014.


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Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

JEAN COHEN-SOLAL Flûtes Libres LP

€ 23,95 LP (2018 reissue) Souffle Continu

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM:
Les Flûtes Libres

Primeiro álbum, editado em 1972, de Jean Cohen-Solal, colaborador ocasional de Bernard Parmegiani mas aqui numa outra trip. Mistura de referências psicadélicas, folk, até de algum prog mais conectado com a Natureza. Atravessando, como era procurado nesses tempos, uma ambiência indiana (em “Raga Du Matin”), Solal sela a conceptualização de um álbum que atinge plena forma na longa meditação que ocupa o lado B: “Quelqu’un”. Aqui ele parece tactear um certo desconhecido, desdobrando a flauta pelo Espaço, modulando cuidadosamente a progressão, conquistando território seguro antes do passo seguinte. Se no lado A o exercício é próximo do rock, em “Quelqu’un” Solal garante para si, e também para quem ouve, uma incrível liberdade de movimentos, baseada na incerteza do que aí vem, mantendo o espírito alerta e cada vez mais receptivo. Óptima experiência.

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Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

GRUPO SAN FRANCISKO DE ASSIS Donde Esta El Camino 7″

€ 6,95 7″ Farsa / Discrepant

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Onde está o caminho? Pergunta-se na faixa título deste 7” da Farsa, editora paralela ao universo Discrepant. Activos no início do século XXI, o Grupo San Francisko de Assis explorou de forma rica o universo punk-cristão que brotava na Colômbia. Os títulos das faixas apontam directamente para esse lado religioso (“Donde Esta El Kamino” e “Rio de Nasaret”) e as letras correspondem, contudo os instrumentais guardam uma energia punk primordial, explorando as possibilidades de quando géneros abrem portas inesperadas. Há todo um charme irónico – ou não – na forma como as canções se mostram e revelam este caminho inesperado da música rock na Colômbia no início do século. Edição única e limitada a 500 exemplares, a partir dos masters originais e seguindo à risca o artwork original.


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Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

MIKE COOPER Tropical Gothic LP

€ 14,95 LP Discrepant

Activo desde finais da década de sessenta e com uma obra musical e visual espantosa, Mike Cooper continua a renovar-se, hoje, quando já vai para lá dos setenta anos. Um viajante pelo mundo real, tem procurado novos sons para reencontrar a sua música e a dos outros, explorando a sua colecção de guitarras da forma mais adequada que encontra. Perante um disco como “Tropical Gothic” é relativamente fácil pensar na sua música actual com a naturalidade das influências da electrónica que outros exploram nas suas viagens: do universo da Touch a Jan Jelinek, passando, claro, pelo trabalho único da Discrepant nesse campo. Os discos que Mike Cooper tem editado na Discrepant são, e não há outra forma de o dizer, essenciais. “New Kiribati” era uma óptima revisitação ao seu trabalho de final dos 1990s, “Reluctant Swimmer” uma viagem infinita da exploração do som da guitarra até ao formato pop (por via de versões de canções de Van Dyke Parks e Fred Neil). Chegamos a “Tropical Gothic” e não há outra forma de ver a sua música senão como folk. Electrónica de lado, field recordings também, o que acontece em “Tropical Gothic” é uma interpretação única de Mike Cooper de como a sua guitarra descobre os sons locais e os reinventa à sua maneira. O folclore vem com a sua própria forma, mas é de folclore / folk que se trata. Música carregada de imagens, momentos, “Tropical Gothic” é um bilhete para uma viagem entre a contemplação, tradição, o terror, o medo (isto não quer dizer que assuste) e a descoberta (quando “Running Nakes” começa a tocar é só sorrisos, caramba!). São os trópicos sem os clichés, o fascínio sem filtros. Isto aos setentas e muitos é obra. Essencial e revelador de um génio que, se se desconhece, urge descobrir. Tudo é raro e transparente no universo de Mike Cooper. Sentimo-nos abençoados pela sua música. Inacreditável como ainda faz música tão jovem, oportuna, original. Só o seu génio se repete.


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Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

LONNIE HOLLEY Mith CD / 2LP

€ 14,95 CD Jagjaguwar

€ 31,95 2LP (vinil colorido) Jagjaguwar

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Foi como um furacão que em 2012 e 2013 recebemos a música de Lonnie Holley, na altura já com mais de sessenta anos, e que de rompante editou dois álbuns maravilhosos, “Just Before Music” e “Keeping A Record Of It”. Cinco anos depois, agora com 68 anos, reaparece com novo álbum, o primeiro na Jagjaguwar, continuando a realidade única da sua música, imparável com as palavras e na sua maneira de cantar e compor. “Mith” começa com “I’m A Suspect” e desde cedo entra a toada de todo este álbum, com a repetição de “I’m A Suspect In America”. As palavras de Lonnie Holley nunca tiveram tanto peso como aqui e desenvolvem-se como poemas de raiva encadeados em melodias únicas. O auge acontece nos dezoito minutos de “I Snuck Off The Slave Ship”, pela duração, sim, mas também porque o peso da forma da música – e é mesmo “forma” – de Lonnie Holley se dispõe a estas mini-narrativas, em que tudo se consolida com uma força e violência raras. “Mith” recupera a originalidade dos dois primeiros discos, a pujança criativa de um dos poucos espíritos livres da música actual. Não há ingenuidade ou inocência na música de Lonnie Holley; é uma força da natureza e temos que o aceitar como tal. O mundo só o descobriu aos sessenta anos, o mundo precisava dele. Ao terceiro disco a sua música continua essencial, urgente, refrescante.


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Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

LOW Double Negative CD / LP

€ 14,50 CD Sub Pop

€ 19,95 LP (vinil colorido) Sub Pop

Ao longo de anos – apesar de se poder falar em “décadas”, é difícil haver à-vontade para tratar os Low assim – a música dos Low foi feita de gentis construções para chegar a um fim. A palavra-chave aqui é construção, havia toda uma ideia poética de caminho, de uma travessia que, por mais dolorosa – ou triste – que fosse, seguia uma narrativa. Nos dois últimos álbuns, “Ones And Sixes” (2015) e este “Double Negative”, parecem negar tudo o que existiu. A música dos Low regrediu
– isto é um elogio. Se nos primeiros álbuns existia uma sensação de esqueleto bem constituído por guitarra-baixo-bateria, e um dos
melhores elogios que se podia fazer aos Low de então era de que como a sua música apesar de soar a um esqueleto, pelo minimalista, era vestida de belas metáforas. No fundo, as palavras eram as roupas das suas canções. Há diversos álbuns em que os Low se concentram no som, apenas no som (até nos anos 90, com “The Curtain Hits The Cast”), mas nenhum é tão relevante como este “Double Negative”: no fundo, eles querem que o ouvinte se abstraia das canções, dos Low, e procure um caminho nas densas massas de som que criaram. É um álbum fascinante para nos perdermos. Para nos perdermos da noção de canções, de faixas, de entrar a fundo na ideia de uma peça longa do início ao fim. É um disco de portas a bater, constantemente a abrirem-se e a fechar, ausente da ansiedade de outros momentos dos Low: talvez com um vazio mais final. É difícil de esperar – nós sabemos – que a atenção ainda esteja focada em bandas como os Low, em 2018. Mas com discos tão bons como estes é crime passarem despercebidos. Arrebatador.

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Sexta-feira, 21 Setembro, 2018

THE FIRST INTERNATIONAL SEX OPERA BAND Anita LP

€ 16,50 LP (2017 reissue) Golden Pavilion

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Sexta-feira, 21 Setembro, 2018

FILIPE FELIZARDO Volume VI: The Sun Rises In Your Tummy And Other Christmas Illuminations LP

€ 15,50 LP Three:Four Records


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Quarta-feira, 12 Setembro, 2018

THE NECKS Body CD

€ 14,50 CD ReR Megacorp

Uma das bandas que mais estimamos ao longo da nossa existência, com um historial de trinta anos e vinte álbuns gravados até hoje. A estima acontece com uma garantia: nunca, mas nunca, tivemos receio de um álbum dos The Necks. O anterior “Unfold”, na Ideologic Organ, foi um dos discos que mais ouvimos nos últimos anos e foi um sucesso de vendas por todo o lado. Serviu para – estas coisas ainda acontecem após trinta anos – muita gente conhecer os Necks, perceber que na música deles não há fronteiras, em que o jazz facilmente se transforma em rock / pós-rock ou em electrónica única que desloca barreiras para criar uma sonoridade única. Mas também acontece o contrário: por vezes tudo conflui para a sua direcção peculiar no jazz. “Body” é um álbum que capta esse lado mágico dos The Necks com uma naturalidade aterrorizante. Tema única de quase uma hora, peça que começa no space jazz e viagem para uma potente e virtuosa orquestração rock onde a percussão galopa ao som da dinâmica das guitarras. Sempre com um olho na repetição, na música cósmica via lições dos Neu! e o lado etílico de Sun Ra. Uma brisa rock, jazz, composição. De música. Tem corpo? “Body” é o corpo.


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