Quarta-feira, 28 Junho, 2017

NÍDIA Nídia É Má, Nídia É Fudida CD / LP

€ 11,95 CD Príncipe

€ 13,50 LP Príncipe

Só Nídia. “Mulher Profissional”. O álbum arranca com essa afirmação forte, e a partir daí julgamos a matéria apresentada no terreno. Nídia continua a não soar como ninguém, e não apenas num qualquer submundo kuduro. Falamos de um contexto global e também falamos, é claro, do espectro que conhecemos. Há um house chamado “Dedo” e, se quiserem, podem convocar uma série de referências à esquerda e à direita, porque os sons parecem familiares. É a composição, no entanto, que prevalece. Então salta-se para o “Puro Tarraxo”, uma marcha industrial oriental com cortes melódicos absolutamente no ponto; o piano e as quebras de percussão em “I Miss My Ghetto”, amor ao Vale da Amoreira, zona do Barreiro, fazem equipa improvável e dissonante. A batida domina, sempre, e Nídia é fudida: convoca um apocalipse em “Arme” e, mesmo quando dedica uma malha ao sobrinho (“Shane Noah”, bónus no CD), é a sua visão que passa e nenhuma versão amansada para a comunidade. Grande. E três faixas extra no CD tornam-na ainda maior.

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Quinta-feira, 25 Maio, 2017

FIRMA DO TXIGA Firma Do Txiga 3×7″

€ 16,50 3×7″ Príncipe

Uma das firmas que conhecemos com maior longevidade, gravando com total autonomia estética e compondo, assim, um património conjunto invejável na qualidade e variedade. Como deveria ser, são três discos entregues, cada um, a K30, DJ Ninoo e Puto Anderson. O convite à proximidade está no nome da firma e na arte da capa, logo. Lá dentro ouvimos uma derivação vanguardista, quase laboratorial, de afro house (K30), extraordinário apuro na melodia e composição (Ninoo) e o esqueleto rude da batida (Puto Anderson), três ofertas muito diferentes para deixar o queixo cair à vontade perante este património que anda a correr à nossa beira. Capas individualmente pintadas à mão.


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A1. K30 – Era Uma Ve(z)
A2. K30 – Hora da Casa
B1. K30 – Sistema
B2. K30 – Melodias do K30
C1. DJ NinOo – Ambientes Leves
D1. DJ NinOo – Saudades do Russel
E1. Puto Anderson – Éh Brincadeira
F1. Puto Anderson – Gritos do Infinito

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Terça-feira, 25 Outubro, 2016

DJ NERVOSO EP 12″

€ 10,95 12″ Príncipe

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Para quem está activo agora na cena musical que gira em torno da Príncipe, DJ Nervoso começou tudo. Foi pouco depois do início do século, e as festas em que tocava tornaram-se lendárias na comunidade, conseguindo ele o privilégio de ser um dos raros DJs a ser requisitado para tocar em diferentes bairros. O nível de intensidade da sua música nem sempre foi bem compreendido, provocando por vezes alguma desordem nas festas. Mas para ele essa música sempre foi uma energia feliz, transbordante. Nervoso adaptou o padrão do kuduro angolano para poder tocar a batida sem alienar as pessoas que não sabiam dançar os passos certos associados ao género. Despiu a estrutura e, como se pode ouvir na sublime “27aca” (quarto clip de som), criou uma espécie de techno com base africana. Ouvimos algumas coisas de, por exemplo, DJ Firmeza e DJ Marfox e percebemos bem melhor o que eles querem dizer quando assumem a influência das batidas do Nervoso. Apesar dos anos e da autoridade, este é o primeiro EP em seu nome. Nervoso foi convidado a entrar na célebre compilação dos DJs Di Gueto em 2006, eles próprios influenciados por ele, juntando-se assim ao seu ídolo, mas a sua abordagem à produção sempre esteve mais ligada às festas em que ia tocar e não tanto ao desejo de reunir música para edições. Ele ri-se e diz que, normalmente, as suas faixas de que as pessoas gostam são as de que ele menos gosta. “Ah Ah” corre a um ritmo mais lento e tem a sua voz, em directo, a acompanhar a batida, parecendo ao mesmo tempo em esforço e alívio. Vão ouvir esta música poderosa feita na nossa terra, achamos que é importante.

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Terça-feira, 25 Outubro, 2016

NIAGARA São João Baptista 12″

€ 10,95 12″ Príncipe

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O início de ano fulgurante, por parte dos Niagara, abrandou nos meses de calor, mas unicamente porque há trabalho a fazer. No que se refere apenas à música (e a vida é bem mais que isso), os métodos mudam, há experiências constantemente a ser realizadas, instrumentos diferentes acrescentados ao lote e uma curiosidade enorme por parte dos três Niagara (Alberto, António e Sara). Eles próprios mudam o seu jogo, forçam-se novas questões para serem obrigados a novas soluções, e “São João Baptista” reflecte admiravelmente o que está diferente desde a última vez. A ideia de techno ou house está muito difusa, aqui, e recebe-se com naturalidade uma incorporação que diriamos bem próxima do jazz, tal como, em “Amarelo”, um intensificar do seu enamoramento por um compasso que já levou alguma imprensa a aproximá-los de um cenário pós-punk. O EP avança a estética, prende também mais à terra o ouvinte, com blocos de som bem concretos. A acústica é maravilhosa em “São João Baptista”, muitos deslizes por muitas plataformas e, se o som pode eventualmente soar austero, acreditem que se trata de diversão. Clássico instantâneo, e não o diríamos se não acreditássemos 100%.

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Quinta-feira, 21 Julho, 2016

V/A Mambos Levis D’Outro Mundo CD

€ 10,95 CD Príncipe

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Assim de repente. A Príncipe faz um CD com 23 faixas nunca editadas, um feliz encontro entre nomes já estabelecidos e outros emergentes ou mais ocultos. Uma das coisas que torna este disco tão especial é praticamente contar a história desta cena: a inclusão de DJ Nervoso, reconhecido como o originador do som que se produz hoje por incontáveis produtores de quarto, DJ Marfox, que pegou no testemunho de forma incrivelmente consequente, a geração Piquenos DJs Di Gueto e todos os outros nomes ainda mais recentes, tudo isto faz uma narrativa resumida mas bem certa dos sons que agora já não se pode negar pertencerem a Lisboa. Momentos sentimentais como “Moments” de Cirofox, “Não Queiras Ser” de Puto Márcio ou “Penso Em Ti” de Adifox parecem contrastar com Danifox & Ary ou Puto Adriano, por exemplo, pequenos testemunhos de uma exploração que continua sem nome definido. Quase obrigatoriamente, quando se conta esta história, teria de aparecer “La Party” (Lilocox), na sua qualidade de hino nos sets de CDM e popularidade disparada por destaque na Mixmag. O estatuto icónico desta faixa é fácil de absorver com a mera audição. O título do CD aplica-se na perfeição, ainda que “Levis” sugira algo menos fogoso, mas reparem como a grafia da palavra recontextualiza a realidade. A música, essa então redesenha-a. Conhecendo bem o percurso da Príncipe, são também perfeitas as palavras de Amílcar Cabral que compõem o press release do disco, em entrevista a Cameron Duodo da Radio-Ghana, em 1973:
“As to strategy, we learned in the struggle; some people think that we adopted a foreign method, or something like this. Our principle is that each people have to create its own struggle. Naturally, we have something to learn from the experience that can be adapted to the real situation of the country. But we bettered our struggle in the culture of our people, in the realities of our country, historical, economical, cultural, etc, and we developed the struggle, supported by our people which is the first and main condition: the support of the people.”

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1. DJ Nunex & DJ Famifox – Intro Ludhiana (Indian Music)
2. DJ CiroFox – Moments
3. DJ Lycox – Dor Do Koto
4. DJ Danifox feat Deejay Ary – Dorme Bem
5. DJ TL – Deep House
6. DJ Lilocox – La Party
7. DJ Marfox – Swaramgami
8. DJ Firmeza – Tungada Rija
9. K30 – Hora do FL
10. Niagara – Alexandrino
11. Nídia Minaj – Festive
12. DJ Nigga Fox – Lua
13. DJ Dadifox – What Percusion
14. Babaz Fox & DJ Bebedera – Tarraxei No Box
15. DJ Maboku – Ruba Soldja
16. DJ Safari – Tempo Do Xakazulu
17. Puto Anderson – Domingo De Paz
18. Puto Márcio – Não Queiras Ser
19. DJ NinOo & DJ Wayne – Cabrito
20. Puto Adriano – Estilo Underground
21. DJ Nervoso – Lunga Lunga
22. DJ Adifox – Penso Em Ti
23. Blacksea Não Maya – Melodias Rádicas

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Sexta-feira, 29 Abril, 2016

DJ MARFOX Chapa Quente 12″

€ 10,95 12″ Príncipe

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Que longo caminho desde “Eu Sei Quem Sou” no final de 2011. Mas Marfox sabe ainda perfeitamente quem é, em 2016, talvez ainda melhor. A idade traz conhecimento, primor, as viagens mais perspectiva, a personalidade reforça-se e as influências do seu próprio percurso (que mesmo antes da Príncipe já era bem respeitável) e ambiente tornam-se assumidas de forma cada vez mais natural. Ouvimos um Marfox mais global sem que isso signifique um encosto ao meio da rua “global” que alimenta muitas pistas de dança. “Tarraxo Everyday” enterra a ideia de zouk bass num brilho de kizomba futurista saído de uma mente congelada nos início dos 90s. Lindo. O resto anda pelo bairro todo a absorver melodias e vibrações das comunidades com quem Marfox conviveu, juntando um vislumbre do futuro (melhor: do presente) que ele inventa enquanto anda. No entanto, há toneladas de trabalho e dedicação nessa invenção aparentemente leve. Em loop, ele sabe quem é e dedica tempo a isso.

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Quinta-feira, 10 Dezembro, 2015

NORMAL NADA Transmutação Cerebral 12″

€ 10,50 12″ Príncipe

Normal Nada aparece na Príncipe como um rocket lançado de uma terra de ninguém. A sua visão tecnóide de África cola com formas de trance e techno muito fora do Continente, e o brilho dos pratos + sons mitra do mundo digital lembram um pouquinho certas coisas editadas pela Irdial nos 90s. A batida, neste disco, parece seguir regras diferentes das que encontramos em discos anteriores da Príncipe. “Nubai (Wo lo lol)” tem a vantagem extra da voz íntima de NN junto ao microfone a mandar dicas e a anunciar “eu tou de moca” (podia ser com “k”, se calhar é). As duas partes de “KAKARAK” juntam-se num bolo de samba mecânico, Neubauten em Chicago, qualquer coisa assim. Doido. Salto para a mitologia com “Ritmo Thoth”, um house seco para puxar a divindade mais para perto. Acontecem ainda várias outras coisas, neste EP, mas, no final, “Tarraxinha Da Calopsita” atira um “ai é?” a todos nós com o ritmo meloso mexido a pio numa espécie de quadro digital de pintar nas mãos de um intuitivo. As figuras são todas hiper-artificiais e coloridas, o resultado sugere, vagamente, anos 80, mas talvez de outro século ou, pelo menos, de outra dimensão.

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Quinta-feira, 10 Dezembro, 2015

BLACKSEA NÃO MAYA Calor No Frioo 12″

€ 10,50 12″ Príncipe

“Batidongoo” já anda por aí há um tempo, não apenas como single de avanço para este EP mas como uma das faixas para nós clássicas de Blacksea Não Maya. Batida feita a sul de Lisboa, com ideias muito próprias e especiais que distinguem a crew de DJs Perigoso, Kolt e Noronha do resto do fogo Príncipe que temos tido o privilégio de mostrar. Perigoso é o seu nome em pessoa, durante todo o tempo de “MacoBayou”, uma batida rápida sempre em avanço. Em “Assabakuse” ele junta-se com Kolt e a viragem mostra uma guitarra cortada essencial para a força melódica disto aqui. Não é o único elemento melódico, mas é – digamos – a voz da música. Bonito. Felicidade mesmo, no entanto, chega com “We Send This” e a família toda reunida em forma de coração para o mundo. Impossível. “Perseguição” mete batucada intensa e cinemática; “Comandante Em Chefe” fecha a apresentação com um dos mais complexos, bizarros e sintéticos jogos melódicos (em forma de “acordeão”) da equipa. Fica no ouvido como qualquer refrão potente que se escuta na rádio.

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Quarta-feira, 28 Outubro, 2015

V/A Cargaa 3 12″

€ 10,50 12″ Warp

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Este fecha a série “Cargaa” no ano de 2015 em que a Príncipe estendeu à Warp o som da Lisboa profunda que, afinal, está nas suas franjas. Arranca com Dotorado a justificar os milhares de plays que as suas músicas conseguem no Soundcloud, num som que pode parecer comercial para quem segue a Príncipe mas que, na Warp, ganha outra dinâmica. Babaz Fox dedica a sua malha a dois – digamos – veteranos (Dadifox e Edifox), uma batida difícil de fixar porque tem no seu ADN a fuga permanente para novas paragens. Outro clássico, mas desta vez mesmo CLÁSSICO, é DJ Nervoso, que representa aqui com o seu techno nervoso e mostra – agora ao mundo – porque é o mais influente DJ e produtor para a geração que agora conhecemos e admiramos. Agora um alerta: a informação no vinil tem o lado B errado, ou seja, as faixas não aparecem identificadas pela ordem em que se ouvem no vinil. Facilita se tentarmos descrever Puto Márcio com o som mais afro house com toques de dub, K30 com os estalidos sintéticos e as escovas no beat que levam a sua música para classificações de – perdoem – vanguarda do guetto; Normal Nada tem o som mais minimalista e talvez distinto do resto, cheio de cortes que acompanham a batida de sentido único e que, por isso mesmo, propulsiona as coisas para uma dimensão meio irreal, neste contexto mas também em qualquer outro. Um capítulo muito importante na história da música portuguesa chega ao seu fim. Ainda há tanto para escrever.

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Quinta-feira, 15 Outubro, 2015

DJ FIRMEZA Alma Do Meu Pai 12″

€ 9,95 12″ Príncipe

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A abertura tem mais de 6 minutos e dá título ao EP. É uma duração bizarra no contexto da batida do gueto que a Príncipe tem ajudado a divulgar e, quando se termina de escutar a faixa, percebe-se claramente a decisão de mostrar esta faixa incrível à frente das outras. “Alma Do Meu Pai” ataca um contexto quase techno com uma felicidade impressionante, criando um movimento hipnótico na repetição das frases rítmicas. Paramos aqui na explicação antes que isto fique ridículo. Durante o EP, Firmeza mantém a ID dos Piquenos DJs Do Gueto e isso vem do coração. Lembramo-nos da junção feliz dos talentos de Liofox, Maboku, Lilocox e Firmeza dos tempos em que a Príncipe começou, mas Firmeza sozinho parece, por um lado, homenagear na faixa de abertura não apenas o seu pai (desaparecido em 2014) mas também DJ Nervoso, o produtor que, no início do século, fez o big bang para, pelo menos, duas gerações posteriores de DJs. No resto do EP manifesta-se uma presença de África que confunde muitas expectativas de como esta música deveria soar, mesmo tendo em conta o que temos vindo a escutar desta tropa de produtores. Observem as quebras rítmicas em “Os PDDG”, as cordas espectrais em “Somos Melão Doce”, a saturação de dub em “Coelho 2025″, a flauta meio perdida em “Suposto”. Não é suposto. Génio. Adoramos.

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Quinta-feira, 25 Junho, 2015

DJ NIGGA FOX Noite E Dia 12″

€ 9,95 12″ Príncipe

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REPRESS, same artwork but not hand-painted!

Jornalistas de música com muitos anos de profissão voltam a dizer que não sabem de onde isto vem. “Noite E Dia” traz Nigga Fox ao outro lado de um ano de 2014 absolutamente incrível. “Um Ano”! Por esta altura reconhecemos melhor algumas partes mecânicas da construção sónica de Rogério Brandão, a sua assinatura, aquilo que faz com que a sua produção, a uma escala global, seja única e reconhecível. O processamento que faz do techno e dos sons africanos que preenchem a sua corrente sanguínea resulta num híbrido que espanta sempre. Música directa, com todos os elementos a trabalharem para o movimento mas também para despertar circuitos cerebrais que possam estar mais relaxados. “Um Ano” e “Apocalipsiii” são clássicos no seu som, transportam o ADN que chegou ao mundo com o EP “O Meu Estilo”, contribuem para uma nova cultura rave que ele inaugurou com esse EP. E “Tio Kiala”, de onde vem? No nosso quadro desenhamos setas, círculos e escrevemos nomes para chegar a um enquadramento histórico onde tem de entrar Aphex Twin da fase “Windowlicker”, Squarepusher, trance de estádio, kuduro, ácido, breakbeat clássico (UK), techno do Omen, e são as coisas que o nosso conhecimento abarca. A malha estende-se por mais de 5 minutos, alegre nas suas variações, no modo como alterna a propulsão irresistível e as quebras. “Será que essas colunas vão aguentar? Se queimar… eu não tenho nada a ver.” Para o fim, “De Leve” nem sequer é leve, desfila uma bateria de samba em câmera-lenta com bombos de grande orquestra; há um fio elástico melancólico que nos vai comunicando como sentir. A certa altura a ressonância é industrial e o mesmo “Oh!” que aparece em “Um Ano” serve aqui para pontuar uma cadência inteiramente diferente. Tudo isto é estranho e tudo isto é nosso, de cá :)

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Quarta-feira, 3 Junho, 2015

NIAGARA Ímpar 12″

€ 9,95 12″ Príncipe

Niagara quase funcionam como um laboratório onde são testadas novas soluções para música de dança e, ao mesmo tempo, comprovadas algumas já bem credibilizadas no passado. No equilíbrio entre o peso da inescapável herança house e disco e a força pesquisadora na natureza dos irmãos Arruda e Sara Eckerson está o som distinto de Niagara. O “groove que nunca pára” entra logo em “Arruda”, a primeira faixa, com um corte vocal que começa por soar como teclado; “Abacaxi Limão” coloca bem à frente um baixo que passa logo a ser Niagara a partir do primeiro acorde; baixo, também, marca o passo em “Legume”, abrindo-se alguns curtos abismos de silêncio para a faixa poder subir para um som de flauta que logo faz magia; “Cheetah” acontece todo o tempo em cascata, provocando a desconcertante mas boa sensação de se estar constantemente a desagregar – e como a música neste EP é, em grande parte, gravada ao vivo, a sensação de realidade é grande aqui; depois chega “Alagarta”, quanto a nós no topo de uma pirâmide de personalidade Niagara. Nesta faixa somos servidos com uma visão absolutamente iluminada de como a música de dança parece ter sido criada com o Universo. “Alagarta” contém tantos nutrientes que quase arriscamos o delírio. Que final.

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Terça-feira, 21 Abril, 2015

V/A Cargaa 1 12″

€ 9,95 12″ (+ download code) Warp

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Parecia uma comunicação vinda do Espaço, quando a Warp abordou a Príncipe no sentido de colocar em disco uma colaboração que reflectisse o som da Grande Lisboa que a editora portuguesa tem ajudado a espalhar pelo mundo. Numa série de três EPs, a Warp vai traduzir ainda mais para o exterior o que é que se passa aqui. Quem conhece a história da editora de Sheffield poderá encontrar semelhanças de ética e até de batida (enfim, com todas as distâncias) entre o que aqui se ouve e aqueles primeiros maxis de 1989-90 quando Robert Gordon era engenheiro de som. Em “Cargaa 1″, DJ Marfox abre em modo imperial, com ácido a encontrar batida e a gerar a drenalina que ele gosta de imprimir às suas produções – sem dúvida o mais inglês de todos os sons aqui; Nedwyt-Fox segue perto com alguns blips que tornam extrovertida a batida apanhada de Marfox (não esquecer a importância do -Fox); DJ Nigga Fox continua empenhado no seu próprio caminho, não há mesmo mais nada a soar como isto e é uma sensação internacional – ninguém sabe muito bem de onde vêm estes sons. O sentimento fica mais para o fim, com a sequência dourada de “Afro” (Blacksea Não Maya) e “Good Wine” (DJ Lycox): os primeiros mostram-nos uma faixa incrível de paixão, ambiência, exotismo africano e ácido sentimental; Lycox produz, em “Good Wine”, próximo do incrível “Tempo Da Vida” (está no EP do ano passado da Tia Maria Produções). Cadência mais house, totalmente quebrada por um jogo de percussão vivo, uma espécie de acordeão e banjo sintéticos e a sua assinatura melódica capaz de roubar corações. Oiçam a progressão e a voz que ele escolheu largar em minúsculos (e poucos) momentos. Demasiado bom.

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Terça-feira, 24 Fevereiro, 2015

NIDIA MINAJ Danger 12″

€ 9,50 ESGOTADO / SOLD OUT 12″ Príncipe

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E chega Nidia, a carregar o peso bom da genialidade com que produziu estas faixas aos 17 anos de idade. Com uma edição digital de rajada na Brother Sister (Austrália), Nidia começou nem sequer muito lentamente a ter um perfil elevado. Quem assina a revista Wire já pôde ouvir uma faixa deste disco numa das compilações “Below the Radar” que a revista oferece aos seus subscritores. “Danger” (ler em francês) mostra uma assinatura de autor realmente preciosa, absorve contactos com África (sempre!) mas também com coisas subterrâneas em outras zonas geográficas e também épocas. Na verdade, perdoem a imagem pré-formada, tudo o que ouvimos no disco soa como se fosse feito por um rapaz com uma cabeça problemática e uma boa escola UK. Mas Nidia vive na zona de Bordéus desde os 14 anos e foi lá que começou a produzir a sério, mantendo-se ligada aos sons da zona de Lisboa e a tudo o resto que os seus canais particulares captam. Lindo observar como, de um cenário que parece indicar uma direcção, obtemos uma forte palmada na cabeça para fazer as regras cairem em grupo. “House Kaliente” (com DJ Olifox) concentra tanta substância explosiva magnífica que é quase irreal. Futuro em cima de nós, enquanto ainda consultamos o relógio de pulso para ver que horas são. “Mambos Fudiz” é outra dessas. Sem nos determos no miolo do EP, por falta de f|olego, é no último som (“Sentimentos”) que encontramos algum tempo de contemplação. A malha é uma espécie de tarraxoi atípico cruzado com algo que na Mood Hut ou Future times seria instantaneamente clássico. O jogo por vezes quase incompreensível (de tão complexo) de tarola, palmas e bombo fica totalmente à vontade para ser doido, com a segurança de uma camada só ligeiramente neurótica, mas bonita, de sintetizador, a pacificar o coração. Romance nas esferas (muito altas).

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Terça-feira, 24 Fevereiro, 2015

CDM Malucos De Raiz 12″

€ 9,50 ESGOTADO / SOLD OUT 12″ Príncipe

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Lilocox e Maboku são há muito regulares nas noites Príncipe que acontecem mensalmente no Musicbox. Juntaram-se na CDM (Casa Da Mãe Produções) para produzir em conjunto (já o faziam nos Piquenos DJs Do Guetto) e aprimorar os sets de clube que acontecem cada vez mais vezes. “CDM A Comandar” representa um tipo de som identitário para este tipo de híbrido entre batida e afro-house, forte em marimbas. Mas, na abertura, é um tarraxo quase industrial que dá as boas-vindas: “Safadas Da Noite” bate mesmo lento mas muito forte, a reverberação do beat impõe uma lei. Após o início da repetição de um motivo vocal, a faixa ganha efectivamente uma aura de Poder. “Viemos Do Congo” passa rápido demais, a batucada tribal oferece sustento para muito mais, sobretudo com os cortes de melódica (soa como tal) a intensificarem o groove. Bom! Depois, Lilocox estende o tapete rítmico pelo qual é conhecido, bate duro em cada quebra de “To Ligado” e segue em frente sempre sem quartel. Maboku faz “Laranjas” sozinho, é um hino de festa com as buzinas todas que a sua intenção rave conseguiu arranjar. Braços no ar, para não baixar. “No Momento” começa e termina sem que consigamos pôr-lhe rótulo. Lilocox em modo extraterrestre com padrões rítmicos que nunca ouvimos. “Grito Das Crianças” fecha o disco, tarraxo sintético triste e emblemático de um campo de experimentação muito rico, do qual estamos a conhecer apenas um segmento. CDM abrem parte do seu livro que, entretanto, como percebe quem tem ouvido os seus sets online, tem muito (e excitante) conteúdo adicional desde que este EP ficou pronto no ano da graça de 2014.

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Quinta-feira, 7 Agosto, 2014

TIA MARIA PRODUÇÕES Tá Tipo Já Não Vamos Morrer 12″

€ 8,95 12″ Príncipe

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Ataque sentimental bastante directo do grupo de produtores que se reúne sob o nome Tia Maria Produções. Puto Márcio fez a coisa, chamou pessoal que gostava de ouvir, e a editora juntou 6 faixas neste EP que redefine uma noção portuguesa de pop enquanto, em termos de calor, suplanta o próprio Verão de 2014. DJ Télio abre o disco com “7 Maravilhas” concentradas numa malha romântica para dançar. Beleza e simplicidade na construção melódica que contrasta com o beat bem carregado. Ele não volta a aparecer, mas Lycox está presente duas vezes – primeiro com “O Tempo Da Vida”, canção instrumental perfeita no modo como convoca a saudade (de quê?), África e uma noção distante de rave. O peso ambiental nesta música é forte e tudo o resto navega sob a orientação de perito plenamente formada aos 16 anos de idade por Lycox. “Underground” tem a sua assinatura, também, e puxa a memória rave (nossa) mais para cima. Um manifesto de apresentação sintética numa pista de dança que vai passar a existir apenas agora! B.Boy fecha o lado A com o tradicional tarraxo “de fim de lado”: “Moh Cota” segue sempre arrastado, disparos de laser a espalhar luz no meio do fumo intenso que o resto da música larga. No lado B, B.Boy e o fundador Puto Márcio escrevem o “Hino Da Noite” em linhas universais, assentando mais fundações para a cena afrohouse enquanto o jogo de percussão brilha com subtileza. Márcio fecha o disco com uma declaração de amor ao grupo. Imaginem house clássico de Chicago, com a caixa-de-ritmos pura, natural, mas com quase metade de BPMs. Estamos a ouvir algo que é quase folk por natureza, música terna, de alguma forma profundamente portuguesa e ao mesmo tempo de uma terra longe daqui. Tudo maravilhoso, aponta à imortalidade.

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Quinta-feira, 28 Novembro, 2013

BLACKSEA NÃO MAYA / PIQUENOS DJs DO GUETTO s/t 12″

€ 8,95 ESGOTADO / SOLD OUT 12″ Príncipe

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Capa pintada à mão por Márcio Matos / Hand-painted sleeve by Márcio Matos.

Blacksea Não Maya (Margem Sul, Fogueteiro) e Piquenos DJs do Guetto (Portela, maioritariamente) juntaram-se há muitos meses nas noites mensais da editora Príncipe no Musicbox, centro de Lisboa. Da convivência, solidificação do trabalho das crews e da própria noite, surgiu naturalmente o plano lógico de representar em disco o que estava a acontecer no terreno. Quinta edição Príncipe, para alargar o espectro, mostrar música incrível a ser produzida em casas familiares (BNM são quase todos família, PDDG juntam-se na Casa Da Mãe) fora dos radares a que estamos habituados, noções de herança africana muito muito diferentes não só da linha mais comum de kuduro ou batida que acabam por ser faces mais visíveis como também diferentes de quaisquer adaptações conhecidas ao consumo europeu ou branco. DJs Kolt, Perigoso e Noronha (BNM), Firmeza, Maboku e Lilocox, todos assinam produções neste disco, todos transportam no corpo e na cabeça a sua vocação genuína, e por isso estes sons são não só únicos e apenas possíveis em Lisboa por causa do Passado de Portugal mas também comoventes e livres de qualquer interesse puramente antropológico. Esqueçam isso. “Afrooloove” (DJ Kolt) e “África Congo” abrem e fecham o lado B.N.M. com sentimento africano muito presente, beats complexos, harmonias irresistíveis e uma beleza completamente exposta na superfície. Pelo meio, DJ Perigoso mostra em duas faixas o lado de assalto sónico mais suado, simultaneamente físico e mental. DJ Firmeza abre o lado B com dedicação a Príncipe numa malha devastadora de fisicalidade e amor pelo Tambor; logo a seguir, “Remeche As Coisas” soa literalmente a uma reorganização, e a assinatura “DJ Firmeza na casa!” parece querer dizer que ele está de facto em casa a arrumar o quarto. Tomem atenção à construção percussiva. É o quê? Mais para a frente, DJ Maboku faz chorar com a maneira como integra um groove de flauta na batida house quebrada que tão bem sabe fazer. É indescritível de bonito. Ele está lá também na última faixa, juntamente com Lilocox e Firmeza: “O Vento Uma Verdadeira Amizade” soa a funaná em house, mas isso é a nossa cabeça a tentar arranjar referências. De novo: esqueçam isso. Esta música é verdadeiramente romântica, africana e universal, pós-rave, não-house e o que lhe quiserem chamar, mas a segurança de que existe tal e qual como é fornece um conforto que não sabemos bem explicar. Disco importantíssimo em 2013, na década e, arriscamos, em toda a linha contínua de música de origem africana a ser produzida em Portugal pelo menos desde a descolonização. O termo é pesado mas é mesmo assim. Temos muita sorte.

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Sexta-feira, 26 Julho, 2013

DJ NIGGA FOX O Meu Estilo 12″

€ 8,50 ESGOTADO / SOLD OUT 12″ Príncipe

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A acção positiva da editora Príncipe ao longo do último ano e meio (desde que saíram os primeiros maxis de DJ Marfox e Photonz) através das festas mensais no Musicbox, em Lisboa, deu os frutos esperados. Mais DJs e produtores até agora reservados aos amigos e a uns poucos sortudos começaram a ser visíveis e audíveis fora do círculo íntimo. Nigga Fox (Rogério Brandão) é um belo exemplo, ascenção meteórica na mitologia Príncipe por dica de Marfox, rebentou imediatamente, e no melhor sentido, com qualquer dúvida sobre material futuro, sustentável, para garantir vida a uma editora com estas características tão locais. “O Meu Estilo” faz a ponte praticamente perfeita entre a raiz africana destes beats com a vivência mais ocidental e software / hardware japonês ou igualmente ocidental. Mundo global não falha, por muito que custe senti-lo, neste momento em que vai minando a saúde de vários países, mas “O Meu Estilo” torna absolutamente local esta absorção de origens, influências e dia-a-dia. O contagiante motor destas 5 faixas faz chocar peças possivelmente nunca antes pensadas em conjunto desta forma: beats techno com breaks africanos e dissonância de alguns compositores vanguardistas do séc. XX, tensão quase constante e, quando chega a “Só Nós 2″, tarraxo bonito mesmo no final, coordenação suprema de esforços para dançar e amar ao mesmo tempo. Nigga Fox entrega tesouro. Limitado a 300 exemplares pintados e carimbados à mão.

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Sexta-feira, 26 Julho, 2013

NIAGARA Ouro Oeste 12″

€ 8,50 ESGOTADO / SOLD OUT 12″ Príncipe

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Mesmo mesmo lá atrás, Photonz e Niagara, juntamente com Marfox, estiveram na génese do pensamento de viabilidade que fez nascer a editora Príncipe Discos. “Ouro Oeste” poderia ter acontecido antes, mas tudo foi conjugado para que representasse não apenas alguns favoritos da editora mas também uma determinada fase dos próprios Niagara, cujo ritmo de produção é elevado e abençoado. Os sets ao vivo deste trio (António, Alberto e Sara) com base em Loures, em locais como o bar Capela, no Bairro Alto, por exemplo, faziam tremer de prazer quem treme de prazer ao ouvir música de dança gerada ao vivo com mãos a mexer em botões. Lindo. A manifestação de criatividade de Niagara já tinha sido fixada em disco num mini-CD para a editora Dromos, mas “Ouro Oeste” retira-os talvez de um contexto mais conotado com a vaga (boa, atenção) de projectos nacionais pós-Loosers para os colocar numa zona única dentro do circuito de música de dança. Favorito antigo, aqui, é “Caracas”, faixa de groove por excelência quando se tem oportunidade de ouvir como deve ser todas as camadas de som. Complexa, feliz, intuitiva, perfeita na sua intenção melódica. “Urmeiras” faz o dub acontecer mesmo mesmo lá em baixo (mais uma vez, é preciso ouvir com atenção) enquanto o brilho panorâmico das harmonias faz o trabalho de conquista. “Onda Blue”, outra favorita bem do início, e “Kraftor” manobram a complicada mecânica de Niagara de forma incrível e excitante. Não sabemos se tem de se chamar house ao que ouvimos, temos só a certeza de que o trio construiu pacientemente uma identidade que não conseguimos, neste momento, comparar a ninguém a não ser, possivelmente e por afinidade de um ou outro som, apenas, ao espírito geral que a editora Future Times costuma passar. Portugal, anos 10 do séc. XXI, que cenário fantástico de possibilidades. Limitado a 300 exemplares pintados e carimbados à mão.

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Sexta-feira, 18 Novembro, 2011

PHOTONZ WEO / Chunk Hiss 12″

€ 7,50 12″ Príncipe

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Chegou o momento e parece loucura ter chegado nesta fase da vida da indústria, do mercado, das pessoas. Príncipe é uma nova editora baseada em Lisboa, gerada a partir de uma confluência de energias e entusiasmo de gente da Flur, Filho Único e Escravos de Zonk (próxima noite – Lounge, em Lisboa, Sábado 19 de Novembro). Capas e rótulos desenhados por Márcio Matos, já sabem o que esperar. Masterização feita por Tó Pinheiro da Silva, figura desmesuradamente importante na música popular gravada em Portugal durante as passadas três décadas – engenheiro de som, músico, produtor ou masterizador em grande largura do espectro das edições discográficas portuguesas – Sérgio Godinho, Heróis do Mar, António Variações, Banda do Casaco, Rodrigo Leão, Sétima Legião, B Fachada, Manuela Moura Guedes e tantos outros nomes.
É um modo particular de participarmos numa afirmação de identidade especialmente importante nos dias que correm. São coisas feitas por nós, a partir de trabalho de gente próxima de nós, inspirada por gente que fez o mesmo antes de nós.

Photonz revelam uma das suas bombas certificadas, “WEO”, quase um grito de guerra no centro de um som que enche o espaço da pista. “Chunk Hiss” parece revisitar as paragens à beira-mar recentemente mostradas no disco de Sangue de Cristo (Photonz + Tiago), um longo desenvolvimento a partir da orla costeira em direcção ao interior – interpretado como quiserem. Mas a relativa melancolia de Sangue de Cristo é substituída por uma postura mais assertiva e sintética, no sentido laboratorial de procurar a síntese dos elementos justos para conseguir um efeito prático. Ambas as faixas neste disco deixam espaço à reflexão, para quem gosta de seguir o som, mas não ignoram – digamos – a raiz da questão: transformar os elementos químicos primordiais em nova energia rítmica.

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