Quarta-feira, 7 Março, 2018

NICO MUHLY & TEITUR Confessions CD

€ 6,50 CD Nonesuch

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“Confessions” é um disco que explora as possibilidades do som de Nico Muhly e torna as suas composições numa espécie de livro aberto para a intimidade dos novos média. Primeira colaboração entre Nico Muhly e o vocalista Teitur, “Confessions” é uma fantasia pop misturada com o fantástico classicismo de Muhly. A voz de Teitur por cima daquelas secções de cordas aproximam isto tudo de um álbum espumado de Sufjan Stevens, contido para não chegar ao fim do mundo. A voz de Teitur arruma por vezes o lado mais barroco dos arranjos de Muhly e dá uma singularidade às canções, entre o onírico e uma espécie de pop dramática saudosista de uns certos anos 1980. O tempo passa e “Confessions” vai abençoando em cada tema. Era assim em 2016, é assim agora, com um preço especial.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Terça-feira, 4 Julho, 2017

SUFJAN STEVENS / NICO MUHLY / BRYCE DESSNER / JAMES McALISTER Planetarium CD / 2LP

€ 12,95 CD 4AD

€ 34,95 2LP 4AD

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Sufjan Stevens habituou-nos a excessos. “Planetarium” deixa o planeta terra e é uma viagem pela galáxia, onde Stevens dá as mãos a Nico Muhly, Bryce Dessner e James McAlister numa ópera cósmica possível. “Planetarium” é uma espécie de “The BQE” no espaço, uma aventura em que mais uma vez junta a composição com feitos pop que só ele consegue desvendar. Há algo de melancólico no planetário de Sufjan e companhia, como de singelo, circular e infinito. À medida que o disco avança, percebe-se que essa melancolia também pode ser cor, a cor que está sempre nos momentos mais radiantes de Sufjan Stevens.

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Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

NICO MUHLY Drones CD

€ 15,50 € 12,50 CD Bedroom Community  ENCOMENDAR

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Parece que foi ainda há pouco tempo – e foi! – que começámos a falar de Nico Muhly como alguém que prometia algo grandioso – dois discos fantásticos na Bedroom Community obrigaram toda a gente a decorar o seu nome. Mas, sem precisar de ajuda de ninguém, Muhly escalou uma carreira imparável que muitos conseguem durante uma vida. Seria fastidioso enumerar a quantidade de obras que entretanto escreveu, pelo que sabe bem voltar à casa-mãe – a Bedroom Community (que partilha com Sam Amidon, Ben Frost, Valgeir Sigurdsson, Paul Corley, Puzzle Muteson e Daníel Bjarnason) – e ouvi-lo a desbravar terreno virgem e novas ideias. “Drones” é a compilação de três obras/comissões – “Drones & Piano”, “Drones & Viola” e “Drones & Violin” – que procuram percorrer variações e harmonias dentro de uma estrutura fixa, como se fosse um drone. Nico Muhly compara estas peças ao que fazemos normalmente quando assobiamos por cima da vibração contínua de um aspirador: no fundo, o compositor procura homenagear e estilizar estes drones. Primeiro com o piano fortíssimo e determinado de Bruce Brubaker, depois com a viola da incontornável Nadia Sirota, e por último com o violino de Pekka Kuusisto. No final, ópus soberbo que parece conter a miríade de ideias possíveis que gravitam não só na sua cabeça como na cabeça de todos os seus parceiros na editora – “Drones In Large Cycles” parece conter, por essa razão, os espíritos de Valgeir Sigurdsson e Ben Frost. “Drones” não tem a dimensão de “Mothertongue”, mas documenta na perfeição a genialidade e inquietude de um dos mais brilhantes e prometedores músicos da sua geração.

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Segunda-feira, 18 Agosto, 2008

NICO MUHLY Mothertongue CD

€ 12,50 CD Bedroom Community

SSó pelo currículo, Nico Muhly tem um percurso que já chama a atenção. Bjork, Bonnie “Prince” Billy, Philip Glass e Antony são alguns dos nomes com quem já colaborou. “Mothertongue” é o segundo álbum e o se o primeiro (“Speaks Volumes”) não puxou pela atenção dos mais distraídos, este já lhe deu direito a imensos destaques, incluindo um profile na prestigiada New Yorker. Dividido em três partes (“Mothertongue”, “Wonders” e “The Only Tune”), “Mothertongue” é uma invulgar incursão na música contemporânea, porque a trata como música pop. Steve Reich, Terry Riley e Philip Glass são referências óbvias, Muhly evoca-os desfigurados em arranjos glaciares, num excesso de pormenores que no aglomerado transformam o espaço da sua música num local tanto aprazível quanto fantasmagórico. A produção, mais uma vez a cargo de Valgeir Sigurdsson, talvez remeta para o universo gélido da Islândia (pense-se em Sigur Rós) numa primeira abordagem, mas as próximas darão para ver que há algo de muito maior ali, não só distinto, com propriedade, mas, perdoe-se a redundância, mesmo Maior. Imaginem Colleen, em versão masculina, imaginem o mundo abstracto analógico dos Books, pensem na arte da colagem de Steve Reich, e amplifiquem tudo isto numa mente mais arrojada, ambiciosa, que faz da música contemporânea (e clássica, já agora) um instrumento pop todo-o-terreno. Uma das melhores surpresas do ano.

[...] Nico Muhly é, aos 26 anos, mais um nome a ter em conta no panorama da música contemporânea nova iorquina. «Mothertongue» é o seu disco mais interessante de sempre. 4/5 in In’/DN (Nuno Galopim, 02/08/08)

[...] Aos 27 anos, o compositor Nico Muhly é um dos criadores mais aplaudidos daquela parte incerta em que a música erudita contemporânea se mete com a música popular e fica difícil distinguir os corpos.(…) A suite “Mothertongue” sublinha os dotes de Muhly como cientista de estúdio. 4/6 in Time Out Lisboa (Jorge Manuel Lopes, 30/07/08)

[...] Através do tratamento de sons concretos, de manipulação minimal, dos detalhs digitais, e de “erros” convertidos em descobertas, assiste-se ao fervilhar de um pulsar orgânico fascinante. 4/5 in Blitz (Pedro Dias da Silva, 01/08/08)

[...] Álbum flexível, arrojado, entusiasmante. 4/5 in Público/Ípsilon (Vitor Belanciano, 01/08/08)

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