Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

MIKE COOPER Tropical Gothic LP

€ 14,95 LP Discrepant

Activo desde finais da década de sessenta e com uma obra musical e visual espantosa, Mike Cooper continua a renovar-se, hoje, quando já vai para lá dos setenta anos. Um viajante pelo mundo real, tem procurado novos sons para reencontrar a sua música e a dos outros, explorando a sua colecção de guitarras da forma mais adequada que encontra. Perante um disco como “Tropical Gothic” é relativamente fácil pensar na sua música actual com a naturalidade das influências da electrónica que outros exploram nas suas viagens: do universo da Touch a Jan Jelinek, passando, claro, pelo trabalho único da Discrepant nesse campo. Os discos que Mike Cooper tem editado na Discrepant são, e não há outra forma de o dizer, essenciais. “New Kiribati” era uma óptima revisitação ao seu trabalho de final dos 1990s, “Reluctant Swimmer” uma viagem infinita da exploração do som da guitarra até ao formato pop (por via de versões de canções de Van Dyke Parks e Fred Neil). Chegamos a “Tropical Gothic” e não há outra forma de ver a sua música senão como folk. Electrónica de lado, field recordings também, o que acontece em “Tropical Gothic” é uma interpretação única de Mike Cooper de como a sua guitarra descobre os sons locais e os reinventa à sua maneira. O folclore vem com a sua própria forma, mas é de folclore / folk que se trata. Música carregada de imagens, momentos, “Tropical Gothic” é um bilhete para uma viagem entre a contemplação, tradição, o terror, o medo (isto não quer dizer que assuste) e a descoberta (quando “Running Nakes” começa a tocar é só sorrisos, caramba!). São os trópicos sem os clichés, o fascínio sem filtros. Isto aos setentas e muitos é obra. Essencial e revelador de um génio que, se se desconhece, urge descobrir. Tudo é raro e transparente no universo de Mike Cooper. Sentimo-nos abençoados pela sua música. Inacreditável como ainda faz música tão jovem, oportuna, original. Só o seu génio se repete.


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Quinta-feira, 8 Fevereiro, 2018

MIKE COOPER Reluctant Swimmer / Virtual Surfer LP

€ 14,50 LP Discrepant

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Há muitos anos que começar a ouvir um álbum de Mike Cooper é um processo de permanente descoberta. Por mais que se leia sobre o que se vai ouvir, é impossível adivinhar o que os ouvidos de cada um vão decifrar e de como avaliar o efeito de satisfação quando Cooper surpreende com a sua lógica sonora única. Nos dois temas de “Reluctant Swimmer / Virtual Surfer” há uma caminha de som de vários minutos até nos entregar aquilo a que associaríamos a uma canção de voz e guitarra (e quando Mike Cooper vai por aí, é dos seres humanos vivos mais puros a fazê-lo). “Virtual Surfer” acaba com uma versão de “Dolphins”, tão inesperada quanto onírica. E não, não a vão sentir a chegar mesmo agora sabendo que ela está lá. Essa é uma das virtudes, aliás, a beleza de Mike Cooper.

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Quinta-feira, 11 Fevereiro, 2016

MIKE COOPER New Kiribati LP

€ 20,50 LP Discrepant

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CREP21-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CREP21-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CREP21-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CREP21-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CREP21-5.mp3]

Originalmente editado em CDR em 1999, numa altura em que os CDRs ainda não estavam totalmente na moda – estávamos quase lá – como forma de edição, “New Kiribati” é um disco que acaba por fazer sentido reaparecer agora, numa altura em que muito trabalho de Mike Cooper neste âmbito tem vindo a ser editado e descoberto. Gravado em Roma, “New Kiribati” constrói uma ponte curiosa com “Fratello Mare”, disco recentemente editado na Room40: ambos os discos aproveitam-se muito de field recordings para construir uma abstração nas peças de Cooper. E se por um lado há os efeitos e esses sons, por outro há a guitarra, que ora é cenário ou actor principal, e a forma como Cooper joga com isso, mesmo dentro de alguns temas, é fabulosa e oferece um fluxo constante e dinâmico de sons, melodias, que ora tocam no psicadélico ora num lado mais formal da música electrónica (embora nada aqui seja realmente música electrónica).

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Quinta-feira, 17 Setembro, 2015

MIKE COOPER Fratello Mare LP

€ 28,95 LP (+ mp3) Room40

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“Fratello Mare” é como que uma ode ao mar. Tema que tem estado presente nalguns dos últimos álbuns de Mike Cooper. A inspiração vem de locais que o músico visita e onde decide gravar, reunindo algumas field recordings que servem como uma espécie de manta sonora para o trabalho que faz na sua lap steel. Este disco foi gravado nalgumas ilhas do sudeste asiático e nas Caraíbas e para além de se encontrar sons desses locais na guitarra de Cooper, há como que um esforço para tornar universal essa linguagem. Os sons das field recordings preenchem a imaginação, proporcionam espaço para os nossos ouvidos conduzirem o cérebro para ideais paradisíacos, enquanto a guitarra é o motor que nos move por essa idealização. Há qualquer coisa na forma como Mike Cooper nos entrega a música que torna este disco num amor à primeira vista. Não há rodeios e as imagens são simples, directas, convencionais enquanto também conseguem ser poéticas. Mágico e delirante.

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Quinta-feira, 3 Julho, 2014

STEVE GUNN & MIKE COOPER Cantos De Lisboa CD / LP

€ 14,95 CD RVNG Intl.

€ 26,95 LP RVNG Intl.

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RVNGNLFRKWYS11-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNLFRKWYS11-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNLFRKWYS11-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNLFRKWYS11-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNLFRKWYS11-5.mp3]

O título não engana. Há cerca de um ano Steve Gunn esteve na Europa, e em Lisboa (antes de tocar no Out.fest), com Mike Cooper, com quem passou algum tempo a ensaiar e a gravar para este maravilhoso “Cantos de Lisboa”, o último volume da série FRKWYS que já nos trouxe uniões tão simbólicas e com sentido como Sun Araw com os Congos ou Blues Control com Laraaji. Ou seja, a RVNG não o faz aleatoriamente, faz com o sentido, seja pelos músicos e o encontro de gerações, seja na vontade de traduzir o que certa zona no globo os inspira. Desta vez Lisboa é o epicentro desta plataforma de colaborações e serviu de inspiração para um daqueles discos a duas guitarras que não ouvíamos há algum tempo. E não sabemos se é de Lisboa ou se de outra coisa qualquer, mas a guitarra de Gunn faz lembrar o Ben Chasny de “School Of The Flower”, e é surpreendente como, habitualmente é bastante corrida e solta, se prende a um lado mais espirituoso e primitivo de Cooper. E apesar de serem fundamentalmente diferentes, há uma sintonia brilhante nas sete canções que aqui oferecem, como se ambos em Lisboa tivessem encontrado um universo perfeito que souberam pôr a funcionar. Não é por ter Lisboa no título e Steve Gunn que adoramos. É por ser um dos álbuns mais cristalinos que ouvimos nos últimos anos.

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