Quarta-feira, 19 Abril, 2017

JULIE BYRNE Not Even Happiness CD / LP

€ 12,50 CD Basin Rock

€ 16,95 LP Basin Rock

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BR001CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BR001CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BR001CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BR001CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BR001CD-5.mp3]

Editado no início deste ano, “Not Even Happiness” é uma das mais felizes descobertas de 2017. Passou-nos despercebido na altura do seu lançamento, mas agora estamos completamente rendidos. Não é o primeiro álbum de Julie Byrne, mas este tem tomado de arrombo quem o ouve. A voz de Byrne é cristalina e, contudo, carrega uma maturidade e um sonambulismo que são únicos e andavam algo ausentes com esta força no universo da folk há uns anos. Ela sabe como ocupar espaço com o seu som, a voz, as letras e a guitarra conseguem estar nas nuvens e na terra ao mesmo tempo. Transporta para outro lado, mas há uma permanente sensação de lucidez que é estonteante. Se há uns anos apareceu Angel Olsen, de certa forma com as mesmas promessas e realizações, em 2017 há Julie Byrne. Mas há mais candura aqui, um tacto e uma forma de respirar canções que cria laços com Leonard Cohen, Nico, Linda Perhacs e Vashti Bunyan. “Not Even Happiness” bate logo e bate também como sendo especial, único. É um dos grandes acontecimentos deste ano. Em breve receberemos o CD e a nova prensagem do vinil.

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Quinta-feira, 30 Março, 2017

THE WIRE #398 (April 2017) REVISTA + CD

€ 6,50 REVISTA + CD The Wire

Residents na capa é excitante, desde logo. O que será possível acrescentar à desinformação que sempre se gerou em torno da banda? Ou existirão vislumbres da verdade? O “curador” dos residents, Homer Flynn, afirma que a banda poderia existir para sempre, uma vez que não é tanto uma entidade corpórea mas mais um espírito. Nunca deixou de ser fascinante, o percurso dos Residents e o imaginário que foram tecendo, a sua mitologia própria e a exploração dedicada das cavidades onde a maioria não entra. Outros destaques nesta edição: Georgia, Invisible Jukebox com Slimzee, Maja Osojnik, olhar sobre Vancouver, Pan Daijing, Johann Diedrick, Tactile Paths, Brother Ah, Seymour Wright, e o habitual bando de críticas e apreciações de discos, livros, arte, música ao vivo. Adicionalmente, o número 43 da série “Tapper” de CDs com 21 faixas para ouvir igual número de artistas para descobrir. Vejam quantos já conhecem.


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Quinta-feira, 30 Março, 2017

STEVE JANSEN The Extinct Suite CD

€ 11,50 CD Steve Jansen

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SJ02CD-1.mp3]

Não é frequente poder ouvir um álbum de Steve Jansen, apenas ele, e na verdade este é apenas o terceiro. “The Extinct Suite” baseia-se no anterior “Tender Extinction”, mas Jansen não escolheu remisturá-lo nem entregá-lo a ninguém para o fazer. Em vez disso, isolou certas partes orquestrais e ambientais, recombinou-as com novas secções e espalhou o resultado ao longo de uma única peça de 55 minutos. A música é solene, cinemática, pessoal mas de uma forma discreta, pouco interessada, aparentemente, em pompa. Embalados na narrativa, com imagens a correr por dentro dos olhos, memórias de filmes que já vimos e outros que nunca vimos, assim percorremos esta suite, longe, muito longe, da pop dos Japan mas próxima de algumas criações mais esotéricas do seu irmão David Sylvian. Mas enquanto Sylvian tende a moldar o seu som em tons mais frios e desapaixonados, quando cria ambientes longos, Jansen soa mais clássico e – se é que faz sentido colocarmos assim as coisas – mais próximo do mundo.

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Quinta-feira, 30 Março, 2017

SUN ARAW The Saddle Of The Increate CD / 2LP

€ 12,95 CD Sun Ark

€ 21,95 2LP Sun Ark

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SA047CD -1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SA047CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SA047CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SA047CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SA047CD-5.mp3]

Seja qual for a verdadeira história na base deste álbum, é com olhos abertos de virgem que devemos partir para qualquer novo disco de Sun Araw. “The Saddle Of The Increate” é abundante em imprevisibilidade, e esta é muito ao de leve dirigida pela voz mergulhada num efeito e em tom que recorda as palavras de ordem de Devo. É talvez uma interpretação muito sui generis de blues do deserto, e algum do espaço aberto está, de facto, na música, só que é precisamente em tudo o que não conseguimos nomear que reside a verdadeira aventura. Pedaços de música que se encontram quase casualmente, sugestões de groove, paragens súbitas e coisas que surgem do ar. É um álbum contemplativo, ao seu modo, e muito orgânico, quase que dá para seguir a sua respiração. Sem medo.

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Quinta-feira, 30 Março, 2017

LAETITIA SADIER SOURCE ENSEMBLE Find Me Finding You CD / LP

€ 12,95 CD Drag City

€ 17,95 LP Drag City

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DC672CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC672CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC672CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC672CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DC672CD-5.mp3]

Difícil desligar Laetitia Sadier de todo o vasto e glorioso passado dos Stereolab, mas isso também porque parte do som da banda tem a sua assinatura óbvia. Este quarto álbum em nome próprio mantém o charme do sotaque francês e, de alguma forma, soa mais espacial e panorâmico, embora dentro das regras Space Age que Sadier ajudou a identificar. Baladas, bossa nova, orgasmos múltiplos de Moog e pop trazida pela brisa sempre primaveril, uma espécie de eterna adolescência esperançosa que os tons e as cores desta música tão bem transmitem. Esperançosa na vida em geral e na política em particular (a canção de abertura chama-se “Undying Love For Humanity”. A mistura feliz entre a suave electrónica e instrumentos acústicos representa um permanente estado de graça que Laetitia Sadier preserva como se de uma espécie em extinção se tratasse (e talvez seja nesse patamar que se encontre a sua noção de socialismo). Bonito, sempre.

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Quarta-feira, 29 Março, 2017

JEFF CHANG Can’t Stop Won’t Stop: A History of the Hip-Hop Generation LIVRO

€ 6,50 LIVRO Ebury Press

paperback, 560 páginas, 12,4 x 19,6 cm.

A cronologia começa em 1968, e Jeff Chang percorre-a com autoridade, para trás e para a frente, ao longo das mais de 500 páginas deste livro de referência quando se quer saber o que é e de onde vem o hip hop. Abordando questões políticas e sociais, de planeamento urbanístico (ou falta dele), guerras de gangs, um olho inevitável na Jamaica (Kool Herc, que também escreve a introdução, é jamaicano e oficialmente tido como momento zero na história da cultura hip hop), as batalhas de sound systems (Bambaataa e Flash, etc) e, de um modo geral, todas as ruas e avenidas por onde a cultura se disseminou e ganhou raízes que hoje reconhecemos como profundas, apesar de, na época, vários nomes fortes do meio musical acharem que rap era uma moda e não teria sustento. Isso é abordado por Tim Lawrence no seu livro “Life and Death on the New York Dance Floor, 1980-1983″, onde cita Jeff Chang e coloca, assim, “Can’t Stop Won’t Stop” num patamar de relevância mais elevado enquanto pilar bibliográfico da cena. O livro lê-se como um bom documentário repleto de entrevistas e imagens de época aqui obviamente substituídas por relatos firmes de como as coisas aconteceram. Tarefa para várias semanas, passando pelo arranque, a solidificação, as divisões estilísticas, os tumultos e intolerâncias (o caso Rodney King, por exemplo), resistência ao Poder, violência Leste-Oeste, bling e massificação. Documento.

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Terça-feira, 28 Março, 2017

LULA PENA Archivo Pittoresco CD

€ 13,95 CD Crammed Discs

“Arquivo Pittoresco” é apenas o terceiro álbum de Lula Pena, depois de “Phados” (1998) e “Troubadour” (2010). Parece pouco para alguém que, de certa forma, tem estado presente nas últimas duas décadas, mas é um número que expressa, em parte, o carácter metódico e, por outro, a segurança que quer quando regista o trabalho e as canções que desenvolve ao longo dos anos. Ao terceiro álbum a Crammed encontrou-a, editora que a veste bem, habituada a editar peixes que nadam sozinhos nos seus próprios lagos. A música e a voz de Lula Pena são únicas, as suas interpretações orgânicas e não obedecem a fronteiras, há uma fluência continua entre uma folque tradicional e jeitos mais ligados à pop. Ao longo de “Arquivo Pittoresco” (onde canta em português, francês, inglês, espanhol, grego, italiano) há um encontro completo com o universo de Lula Pena, um que se realiza em cada canção e que oferece um raro sentimento de plenitude.

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Sábado, 25 Março, 2017

JORGE LIMA BARRETO Neo Neon: Workstation Solos MCD

€ 5,95 MCD Plancton Music

OUVIR / LISTEN:
Equinox I
Solstice I
Equinox II
Solstice II I

Quatro peças que percorrem os solstícios e equinócios, gravadas no ano 2000. Jorge Lima Barreto com produção de Vitor Rua e remasterização de Rafael Toral para esta edição de 2003 na pouco activa mas sempre consequente Plancton. Se não é bem um disco de Telectu, reproduz com total clareza a estética minimalista derivada do jazz, enquanto se firma numa simplicidade exótica e atraente, como água pura a escorrer pela rocha. Os tons circulares e cristalinos da música parecem completar a ambiência das obras de Silvestre Pestana fotografadas para a capa. Maravilhoso e sem tempo, verdadeiramente.

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Sábado, 25 Março, 2017

ANOHNI Paradise MCD / 10″

€ 10,95 MCD Rough Trade

€ 18,50 10″ Rough Trade

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RTRADSCD833-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RTRADSCD833-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RTRADSCD833-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RTRADSCD833-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RTRADSCD833-5.mp3]

“Paradise” é um complemento ao álbum do ano passado, “HOPELESSNESS”. Não é material que ficou de fora do longa-duração e, sim, uma extensão de preocupações especialmente vincadas nesse trabalho e naquilo que apresentou imediatamente a seguir. É preciso considerar a performance que apresentou em Maio no ano passado na Park Avenue Armory em Nova Iorque, “Paradise” estende essa mensagem, de uma forma visível na capa (com a presença dos participantes nesse trabalho) e pelo teor das canções. A produção fica mais uma vez a cargo de Daniel Lopatin (Oneohtrix Point Never) e Hudson Mohawke e é uma afirmação fortíssima da mudança, resistência e persistência que estavam presentes no álbum anterior.

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Sábado, 25 Março, 2017

SLEAFORD MODS English Tapas CD / LP

€ 12,50 CD Rough Trade

€ 23,50 LP Rough Trade

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RTRADCD925-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RTRADCD925-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RTRADCD925-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RTRADCD925-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RTRADCD925-5.mp3]

Há algo de efectivamente simples e ready-made na música dos Sleaford Mods. São um produto de outro tempo, a sua música cria relações com outras décadas e atitudes da música popular vinda do Reino Unido. O punk, pós-punk e os The Fall podem ter ficado noutra década (embora os The Fall ainda estejam em todo o lado e em todo o tempo), mas a objectividade dos Sleaford Mods continua a fazer sentido. A sua música é operária, mas é operária num sentido muito século XXI, a forma como protesta e se protesta é adequada aos tempos em que vivemos e é uma reinvenção – ou continuação – de um certo ideal britânico que se tem e que ainda se vive. “English Tapas” é mais um capítulo de um duo que, por estas alturas, se pode dizer que está pouco preocupado em mudar, reinventar-se, enfim, em crescer. Porque o que é belo, e único, nos Sleaford Mods é que continuam a escrever o mesmo livro, a dar mais canções e atitude numa fórmula que pegaram e que recriam sem vergonha. Isso é especial e forte neles. E quando se consegue algo assim, tão puro, não é preciso inventar.

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Sexta-feira, 24 Março, 2017

V/A Lunar Landing CD

€ 6,50 CD Innovative Communication (IC2222-2)

Exemplares originais SELADOS da edição alemã de 1994 / Original 1994 German release. SEALED. Includes original “Apollo 11″ Eagle sew-on patch. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
SOFTWARE “Space Design”
MIND OVER MATTER “dawn”
SYMBIAN “The Art Of Skywatching”

Poucas editoras como a Innovative Communication (co-fundada por Klaus Schülze em 1978-79) sintetizam tão bem o sentimento futurista da década de 80. Arrancou a partir da música cósmica de final de 70s em direcção a território new Age, ao longo dos 80s e já para dentro da década seguinte. “Lunar Landing” comemora os 25 anos da chegada à Lua, oferecendo uma viagem segura, para quem sente amor pelo som digital bem forte e na fronteira do que muitos consideram aceitável em termos de gosto. Não há que recear esta música claramente ilustrativa do tema (Espaço) e que captura a clareza cristalina de tanta electrónica de época, quando a própria natureza do som ainda inventava o futuro. As faixas de música alternam com excertos das comunicações de rádio originais entre a missão Apollo 11 e o Centro de Operações na Terra, para intensificar a ligação ao tema. Exemplares de armazém ainda selados, incluíndo reprodução do emblema original da missão (ver capa), pronto para coser numa peça de roupa à escolha. The Eagle has landed.

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01–No Artist – O-Tone NASA: Launch Of Apollo 0:18
02–Symbian – The Ultimate Challenge 6:09
03–No Artist – O-Tone NASA: Trans-Lunar-Injection-Burn 0:06
04–Software – Space Design 7:26
05–No Artist – O-Tone NASA: Last Contact Before Passing Behind Moon 0:16
06–Patrick Kosmos – Sinking Islands 4:54
07–No Artist – O-Tone NASA: After Lunar Orbit Insertion From Behind Moon 0:15
08–Software – Syn-Code-A 6:09
09–No Artist – O-Tone NASA: Description Of Moon 0:20
10–Passe Simple – Ofond 2:23
11–No Artist – O-Tone NASA: Placing Eagle’s Low Point 0:14
12–George Bishop – Wings 6:45
13–No Artist – O-Tone NASA: Eagle Has Landed 0:16
14–Derring & Sakaide – The Wind Rose’s Secret 5:34
15–No Artist – O-Tone NASA: Description Of Tranquility Base From Eagle 0:19
16–Mind Over Matter – Dawn 5:49
17–No Artist – O-Tone NASA: Armstrong Sets Foot On Moon 0:04
18–Burkard Schmidl – Aries 4:47
19–No Artist – O-Tone NASA: One Small Step For Man… 0:11
20–Symbian – The Art Of Skywatching 4:55
21–No Artist – O-Tone NASA: Armstrong Reads Inscription On Eagle’s Leg 0:07
22–Software – Solar Winds 5:48
23–No Artist – O-Tone NASA: Phone Call With President Of The United States 1:18

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Quinta-feira, 23 Março, 2017

FILHO DA MÃE Mergulho CD / LP

€ 9,95 CD Ed. Autor

€ 13,50 LP Lovers & Lollypops

Depois de “Palácio” (2011) e “Cabeça” (2013), Filho da Mãe (Rui Carvalho) refugiou-se no Mosteiro de Rendufe, em Amares, para gravar o seu terceiro álbum, este “Mergulho”, fruto de uma residência artística proporcionada pela associação Encontrarte-Amares. Contudo, não é um disco de refúgio ou de cabeça enfiada no ar, é um de interacções com o espaço, expansivo, permeável, aberto e receptivo a divagações, ainda que curtas. As frases de Rui Carvalho soam mais curtas, concisas e directas. Apesar disso, estão sujeitas a uma maior liberdade de sentimentos e sensações, há menos tempestade e maior propensão a um desejo de deixar o ouvinte folhear, ler e ouvir as canções como quer. Há espaço para respirar, é algo que se sente como mais maduro.

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Official video – Filho da Mãe / Mergulho – "Júpiter" from FILGUEIRAS.MIGUEL on Vimeo.

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Quinta-feira, 23 Março, 2017

OLUKO IMO Praise-Jah 12″

€ 21,95 12″ Invisible City

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ICE012-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ICE012-2.mp3]

Faltam algumas palavras, de facto, para podermos fazer justiça ao disco. Se Oluko Imo foi manager de Fela Kuti e tocou com ele, isso só acrescenta brilho à sua vida artística, com a qual já nos tinhamos cruzado por ocasião da reedição, em 2011, pela Soundway, do álbum da Black Truth Rhythm Band. Está tudo tão certo em “Praise-Jah” (aqui na versão longa) e respectivo instrumental que facilmente se fabrica na cabeça um loop com o refrão e a linha de baixo. O sintetizador entra a espaços, quase timidamente, e sela este acordo realizado no Céu.

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Terça-feira, 7 Fevereiro, 2017

V/A Antologia De Musica Atípica Portuguesa LP

€ 19,95 LP Discrepant

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

Nem os nomes são habituais no universo que nos toca nem as inspirações originais são acessíveis a todos, mas a linha condutora deste primeiro volume – “O Trabalho” – gerou música nas margens, já que o termo Atípica só se justifica por oposição a Típica, Tradicional. Entre gravações de campo, resquícios de originais, filtragem pesada, clones irreconhecíveis (“Laurindinha” de Tiago Morais Morgado), “Sede E Morte” (Filipe Felizardo, com a voz mesmo ali à beira de acontecer), Calhau! e a sua cena gutural (sem trocadilhos, desta vez), narrativas mais naturais (“A Maria Cavaca”, de Peter Forest), reconstrói-se uma ideia de identidade, geralmente com atenção a uma certa melancolia que, já se sabe, é característica do ser português, mesmo num cenário de acção como são as canções de trabalho. Hauntology nacional.

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Live Low – “Antiplot” (2:31)
Negra Branca – “O Espatelar Do Linho” (5:31)
EITR – “Cicuta” (5:53)
Luar Domatrix – “Bocadinho De Alentejo” (3:47)
Gonzo – “Agora Baixou O Sol” (4:38)
Tiago Morais Morgado – “Laurindinha” (1:09)
Filipe Felizardo – “Sede E Morte” (5:53)
Gonzo & Luar Domatrix – “Ja La Gritam No Calvario” (1:54)
Calhau! – “Pecunibal” (4:02)
Peter Forest – “A Maria Cavaca” (7:44)

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Sexta-feira, 3 Fevereiro, 2017

TORNADO WALLACE Lonely Planet CD / LP

€ 12,50 CD Running Back

€ 19,50 LP Running Back

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RBCD09-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RBCD09-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RBCD09-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RBCD09-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RBCD09-5.mp3]

Segue vibrante, a história de música australiana relevante nos tempos que vivemos. Entre Melbourne e Berlim, “Lonely Planet” pode ser o guia, como o título sugere, que indica alguns locais pitorescos e tranquilos para a cabeça descansar. O álbum inventa coordenadas e preenche-as com música figurativa, as narrativas elaboradas para nós as vivermos em imaginação. Supremo poder ao pôr-do-Sol, mais resguardado durante o dia e no pleno da noite, “Lonely Planet” representa a boa saúde de uma cena musical sem nome definido mas que é, certamente, bem pós-Lindstrom & Prins Thomas, talvez ainda a grande referência dessa cena, com o seu primeiro álbum de 2005. Ecos, harmonias universais, tiques progressivos. Rockar, lentamente, até o primeiro sonho se manifestar

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Terça-feira, 15 Novembro, 2016

NORBERTO LOBO Muxama CD / LP

€ 13,50 CD Three:Four

€ 18,50 LP Three:Four

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TFR034-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TFR034-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TFR034-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TFR034-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TFR034-5.mp3]

Alguns percursos não têm de ser lineares. O anterior disco de Norberto Lobo, “Fornalha”, apontava uma direcção bem diferente dos seus anteriores lançamentos: parecia Lobo distante de Lobo, próximo de Arthur Russell. Este “Muxama” dá seguimento à sua vontade de experimentar, mas não dá um seguimento estético a “Fornalha”. Norberto Lobo decidiu compor um conjunto de temas tendo como base um pedal que adquiriu e o que se ouve em “Muxama” é o resultado dessas aventuras. Os seus discos chegaram-nos sempre como pequenos livros, obras que se têm de ouvir do início ao fim para concretizarem a imensidão a que se propõem. “Muxama” não é excepção, contudo é o disco em que, por agora, separar temas, ouvidos sem contexto, pode provocar reacções do género “o que é que se passa aqui?”. Não há um Norberto diferente aqui, há sim um Norberto que num primeiro contacto parece diferente. Ouvindo bem “Muxama”, sentir por inteiro a história que conta ao longo dos seus nove temas, percebe-se que o seu génio está intacto e que o lado mais agreste, ou experimental (se se preferir), deste disco é uma ilusão criada por primeiras impressões. À medida que o primeiro contacto se dilui, “Muxama” desvenda-se como uma obra igualmente rica e, talvez, aquela que está mais despida na discografia de Norberto Lobo: sente-se como nunca o guitarrista a explorar e a definir novos horizontes. Mesmo quando, por vezes, esses horizontes não parecem cenários completos, são vistas bonitas de se ouvir.

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