Quinta-feira, 9 Março, 2017

JAY DANIEL Broken Knowz CD / 2LP

€ 15,50 CD Technicolour

€ 24,50 2LP Technicolour

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Jay Daniel apareceu logo brilhante pela associação com Kyle Hall, mas era notório que o seu valor é próprio. Chamar “Broken Knowz” ao álbum é uma piada em mais do que uma maneira, e todas se ligam ao contorcionismo rítmico exposto. Se pode, inegavelmente, ser exemplo da nova pertinência da cena broken beat de Londres, ainda e sempre com vontade de transformar linguagens do jazz, é também um reconhecimento da espécie de tribalismo ritual que a música assente em batida sempre veicula. “$hake It Down”, por exemplo, não é mais do que puro tambor, contratempos e panorâmicas que confundem o ritmo cardíaco, com sequência em “Boolin”, num regime de pára-arranca que contraria em grande medida a tendência da música de dança para a uniformidade rítmica. As teclas em “Yemaya” acrescentam outro tipo de virtuosismo e puxam uma conclusão talvez polémica: é um disco de jazz. Livre.

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Quinta-feira, 9 Março, 2017

RAMZI Phobiza Vol. 2 “Noite” 12″

€ 10,50 12″ Mood Hut

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Com o volume 1, Ramzi conquistou um bom espaço na Exotica moderna produzida em 2016, misturando natureza e máquinas para chegar a um som híbrido entre dança e New Age. O volume 2 de “Phobiza” sai apropriadamente na Mood Hut, novo paraíso baleárico no Canadá, e volta a partir em viagem mas por locais inventados na hora, um misto de diferentes culturas, ambientes, latitudes que se juntam numa nova afirmação de identidade. Na faixa “Fuma” ouve-se “Fuma fuma para tirar a ressaca”, em bom português, acentuando o facto já conhecido de haver uma réstia de Portugal em praticamente todo o mundo conhecido (e, neste caso, até desconhecido). O disco avança, pausado, em estado de suspensão, de quase sonho, mas uma irrealidade fácil de ouvir. Ainda assim, ou talvez por isso, confunde os nossos sistemas porque, na aparente familiaridade, esconde-se algo para o qual falta uma definição.

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Quinta-feira, 2 Março, 2017

THE WIRE #397 (March 2017) REVISTA

€ 6,50 REVISTA The Wire

A sempre desejada secção The Primer é dedicada ao transe marroquino, algo já bem conhecido pelos viajantes da Beat Generation em décadas passadas, no século XX. A transcendência pela persistência, o ritmo como libertação. Ainda assim, um dos escritos mais conhecidos a interessar-se pelo Norte de África, Paul Bowles, recolhia a opinião de um funcionário que dizia que a música que ele queria ouvir já não existia, já não existiam tribos e essa música selvagem era o que eles, supostamente as autoridades, estavam a tentar destruir. Se o autêntico, o genuíno, é muitas vezes difícil de contactar, mais ainda hoje em dia, há pelo menos uma réstia de mensagem pura a conseguir passar. Noutro local, Áine O’Dwyer fala sobre espiritualidade na música, Aurora Mitchell fala sobre outro tipo de hipnose ao ouvir “15 Barras” de DJ Nigga Fox. Há um bom destaque à música experimental feita no Canadá; a Invisible Jukebox é com o pianista Alexander Hawkins; há epifania dupla com Nate young e John olson dos Wolf Eyes e um oceano de música e outros estímulos artísticos para conhecer / explorar e permitir que empurrem os nossos limites mais para a frente. Até ao mês seguinte.

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Quinta-feira, 2 Março, 2017

THE WIRE #396 (February 2017) REVISTA

€ 6,50 REVISTA The Wire

Run The Jewels na capa, a coincidir com o terceiro álbum, e então podemos ler sobre o seu sentido de comunidade, como Killer Mike se envolveu na eleição presidencial por Bernie Sanders e isso se traduziu numa mensagem que ele sentiu ter passado à sua comunidade. Ainda o sentido de improviso no percurso de RTJ, com El-P a dizer que vão tentando construir sobre o que já construiram antes, é tão simples quanto isso. Talvez mais complexa a leitura da Invisible Jukebox com Rashad Becker, que recentemente vimos actuar no Teatro Maria Matos. Não dança house, encontra mais interesse em techno, teoriza sobre a emoção estranha dos DAF (o primeiro disco que comprou foi “Der Räuber Und Der Prinz”), não tem grande interesse em reggae, apesar de ter trabalhado regularmente com a Basic Channel e respectiva família. Fala abertamente da música que, para si, tem significado, e é esta honestidade que sai das páginas da revista para a nossa cabeça. mas a verdadeira âncora nesta edição é o artigo sobre a “Nova Vanguarda Jazz Lisboeta”, 6 páginas que captam as movimentações de um grupo de músicos e activistas que mantêm o sangue a correr, bem fluído, com pouco ou nenhum compromisso das respectivas visões artísticas. Nem seriam necessárias as habituais rubricas, monte de críticas e património cultural que nos é disponibilizado por esta revista sempre consistente.

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Quinta-feira, 2 Março, 2017

THE GIST Embrace The Herd LP

€ 16,00 LP Rough Trade (ROUGH 25 / VR 22450)

Exemplares originais da prensagem holandesa de 1982 / Original 1982 Dutch pressing. EXC. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Love At First Sight
Simian
Public Girls
Fretting Away
Clean Bridges

The Gist soam exactamente ao que eram: um prolongamento dos Young Marble Giants. Stuart e Philip Moxham continuam aqui a compôr e cantar sobre a complexidade das coisas simples, tornando simples o que parece complexo. A riqueza (e pureza) destas canções fica ainda mais cristalizada com as vozes de Alison Statton, Wendy Smith (em tempos dos Prefab Sprout), Debbie Pritchard e até Vivien Goldman, mas The Gist enraízam-se numa terra muito fértil de ideias musicais que precedem as vozes. Eternamente numa Primavera esperançosa, as canções sugerem ócio e um olhar reflexivo sobre a vida, quando o tempo está nas nossas mãos. Exemplares originais da prensagem holandesa, vinil excelente, capa pode revelar que esteve muitos anos numa prateleira mas não apresenta defeitos.

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Quinta-feira, 2 Março, 2017

DONNIE & JOE EMERSON Still Dreamin’ Wild: The Lost Recordings 1979-81 CD / LP

€ 16,50 € 9,95 CD Light In The Attic

€ 23,50 € 13,50 LP (+ mp3) Light In The Attic

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A história de “Dreamin’ Wild” é algo conhecida. Dois irmãos, durante a sua adolescência, gravaram um álbum em casa que passou despercebido. Há uns anos o coleccionador Jack Fleischer descobriu o disco, através do seu blog a música dos irmãos chegou aos ouvidos de Ariel Pink que depois fez uma versão de “Baby” (que conta com a participação de Dâm-Funk). No mesmo ano os Hype Williams também fizeram uma versão da canção. A reedição da Light In The Attic não tardou. A história parecia acabar aqui. Não. A LITA vai fundo, descobriu que os irmãos tinham cerca de 70 canções gravadas entre 1979-81 que nunca tinham sido editadas. E é assim que se conta a história deste “Still Dreamin’ Wild”, um best-of do que ficou no baú. A surpresa é que acaba por ser um álbum totalmente diferente de “Dreamin’ Wild”, uma espécie de desabrochar da timidez que existia nas canções do seu álbum. Como se a história do rock se fizesse através de Donnie e Joe Emerson, nesta selecção de canções atiram-se completamente ao rock FM, a entrar nos 1980s. Parece que ouviram Fleetwood Mac, parece que quiseram fazer canções como os Fleetwood Mac faziam na altura de “Fleetwood Mac / Rumours / Tusk”, com a ideia de as meterem a tocar na rádio. Parece exagero, não é: é hit atrás de hit. “Dreamin’ Wild” era ouro, isto é ouro em cima de ouro. OURO.

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Terça-feira, 28 Fevereiro, 2017

COLIN NEWMAN Not To 2CD / LP

€ 13,95 2CD (2016 reissue) Sensient Sonics

€ 14,95 LP (2016 reissue) Sensient Sonics

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“Lorries” soa aos Wire clássicos em 1979. Mas estamos em 1982 e Colin Newman parte numa direcção genericamente mais pop, talvez antecipando o som dos próprios Wire mais para meio/final da década. Mas as canções são quase sempre meio desviadas do centro, equilibrando a notória melodia com elementos de contraste que funcionam como entrada segura no mundo alternativo. A ambiência espectral de “5/10″ parece sugerir uma pausa, ecoada pouco depois pela canção-título, movida pelo baixo. “Indians!” é um grande momento disco-not-disco, aproximando-nos do final do álbum (mais duas canções ainda) com a sensação de termos acedido a um património inestimável ideias e, mais do que isso, canções que delas resultam. 22 faixas extra no CD duplo, enauqnto o LP preserva o alinhamento original.

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Terça-feira, 28 Fevereiro, 2017

COLIN NEWMAN Provisionally Entitled The Singing Fish 2CD / LP

€ 13,95 2CD (2016 reissue) Sensient Sonics

€ 14,95 LP (2016 reissue) Sensient Sonics

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O segundo álbum a solo de Newman, editado pela 4AD em 1981, mostra uma clara fuga à pop, ou antes, uma subversão desta no seu próprio terreno. De novo um tipo de produção que recorda o que Martin Hannett fez com os Joy Division e New Order (mais aparente, talvez, em “Fish 5″), mas esse é um só elemento neste conjunto de canções quase exclusivamente instrumentais, entre peças ambientais e outras que exploram uma abordagem vanguardista e exótica na composição de canções. Próximo também de certas experiências dub dos XTC, registadas em “Explode Together”. Álbum livre, belo manifesto da personalidade inicial da 4AD. O CD duplo inclui 20 faixas extra, 15 das quais inéditas. O LP respeita o alinhamento do original.

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Terça-feira, 28 Fevereiro, 2017

COLIN NEWMAN A-Z 2CD / LP

€ 13,95 2CD (2016 reissue) Sensient Sonics

€ 14,95 LP (2016 reissue) Sensient Sonics

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Tido como um álbum que sintetiza e prossegue o que os Wire tinham feito nos seus três primeiros álbuns, “A-Z” abre a carreira a solo de Colin Newman já bem dentro da cena cold wave, estando assim mais próximo de “154″ (Wire). Sintetizadores, dissonância, ecos, uma certa atmosfera Martin Hannett e até algo que quase se juraria ser uma semente para canções épicas dos Pixies, tudo está organizado para que o álbum se firme na sua época não só como produto arrojado do que acontecia então, também por responsabilidade dos Wire e dos trabalhos a solo dos seus membros, mas também pela indicação forte do que seriam alguns caminhos a seguir na pop independente. O CD duplo inclui 17 faixas extra, o LP restringe-se ao alinhamento original.

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Terça-feira, 28 Fevereiro, 2017

BASIL KIRCHIN Silicon Chip 7″

€ 9,95 7″ Trunk

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Basil Kirchin não é estranho no catálogo da Trunk, dedicada à exotica britânica como nenhuma outra editora. A edição de “Silicon Chip”, gravado em Hull em 1979, aproveita o facto de a cidade ser a Cidade Da Cultura no Reino Unido em 2017, mas esse detalhe nem sequer é importante na avaliação da música, uma espécie de híbrido Disco/Synth Pop bem sério, longe do que se calhar é mais comum nos chamados “novelty records” da época: humor. Com partes de Buggles e Silicon Teens, mas também com dose extra de laboratório, o single fixa esse tempo de transição não apenas musical mas também tecnológica, abrindo logo ali a década de 80 e proporcionando, para além da canção no lado A, vários elementos soltos que, provavelmente, resultam das mesmas sessões. Funcionam autonomamente como jingles. Musique non-stop; techno pop.

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Terça-feira, 28 Fevereiro, 2017

RICHARD OSBORN Endless CD / LP

€ 11,95 CD Tompkins Square

€ 18,95 LP Tompkins Square

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As ondas na capa e o título “Endless” sugerem um fluxo eterno que Osborn apanhou do “free raga style” de Robbie Basho (com quem estudou). A “música descoberta enquanto é tocada” provoca um constante maravilhamento perante o resultado. É uma das razões que afastam esta música da mera rotulação “folk”, abrindo espaço por entre as cordas para novos caminhos serem abertos. Se o som, no geral, não parece dobrar barreiras, é porque não é aí que reside a acção e sim na narrativa pessoal que Richard Osborn inscreve na gravação, através dos seus dedos. As três composições no lado B são acrescentadas de uma leve percussão que automaticamente concede um ambiente oriental à escuta. Música de grande intimidade que nada tem por onde falhar.

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Terça-feira, 28 Fevereiro, 2017

BOBBY BEAUSOLEIL Lucifer Rising LP

€ 21,95 LP The Ajna Offensive

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Originalmente “Lucifer Rising” foi composto por Bobby Beausoleil como uma peça contínua. 45 minutos de uma aventura psicadélica, ambiental, concretizada na prisão, onde cumpria – e ainda cumpre, hoje com 69 anos – uma sentença devido a um crime cometido no verão de 1969 quando andava com a Família de Charles Manson. “Lucifer Rising” vive acima do mito dessa realidade. A história ajuda, mas a banda-sonora que realizou para o filme de Kenneth Anger é um ser superior à história de Beausoleil, embora não consiga viver sem ela: afinal o disco foi gravado na prisão, acabado em 1979 e editado em 1980. Esta edição da Ajna Offensive reproduz a peça sem cortes (apenas na transição do lado A para o B, claro), tal como foi criada. A edição foi feita e masterizada a partir dos originais e tenta ser o mais fiel possível às intenções do músico. “Lucifer Rising” é música do seu tempo, não só a norte-americana, mas tem também muitas ligações com a faceta cósmica do rock alemão da mesma altura e o lado sinfónico de algum prog-rock. Esse “lado sinfónico” existe em pequenas subtilezas e é concebido com rigor, sem tomar conta de qualquer momento ou distrair do lado mais ambiental da peça. É um magnífico exercício de música ambiente e cria um trajecto perfeito das evasões do psicadelismo mais normalizado, frequente nalgumas bandas-sonoras da década de 1970. A música é mais do que um serviço para o filme, é uma outra realidade. Um paraíso, um desafio. “Lucifer Rising”, após estes anos todos, ainda é uma bonita forma de tocar no céu.

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Terça-feira, 28 Fevereiro, 2017

TY SEGALL Ty Segall CD / LP

€ 12,95 CD Drag City

€ 17,95 LP Drag City

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A discografia de Ty Segall é um complexo labirinto. Daqui a umas décadas será interessante olhar para ela e perceber com mais lucidez as relações entre as edições, os instantes certeiros ao presente e aqueles discos que podem ser só apreciados à distância de ter tudo – um catálogo – na mão. O seu segundo álbum homónimo (o primeiro veio com a sua estreia em 2008) é um disco mais limpo que o anterior “Emotional Mugger”. Aqui, como é prática recorrente, Ty Segall aventura-se noutras praias e nos primeiros ecos do disco sente-se logo Marc Bolan/T.Rex. É uma marca que se alastra para as restantes canções, às tantas parece um tributo punk-Ty-Segall ao glam (o glam sempre esteve em muitos discos dele). Este “Ty Segall” é daqueles discos, como os bons dele (“Twins” e “Manipulator”, só para ir aos mais recentes), cuja história se conta no presente. Bate logo. O futuro só irá dizer maravilhas dele.

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Terça-feira, 28 Fevereiro, 2017

SIX ORGANS OF ADMITTANCE Burning The Threshold CD / LP

€ 12,95 CD Drag City

€ 17,95 LP Drag City

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Guardamos Six Organs Of Admittance / Ben Chasny num cantinho especial. Perde-se a conta aos seus discos, é verdade, perde-se também a ideia da forma como a sua sonoridade vai e vem, desencontra-se dos seus lugares e volta a encontrá-los. É como se estivesse sempre num processo de saída, de despedida, e de reencontro. Este “Burning The Threshold” toca na discografia de Six Organs Of Admittance de há uma década, com o amadurecimento dos anos em cima. A guitarra talvez não desfile com a mesma rebeldia, mas funciona numa linguagem de conforto, de experiência e maturidade, de quem tem muita estrada nos pés e muitas canções nas costas. É um disco que conta a beleza de regressar aos locais onde fomos felizes – e não é que não se tenha sido noutras fases de Six Organs -, com a certeza do que se está a fazer. Há algo de extremamente pacífico a acontecer em “Burning The Threshold”, uma segurança que se manifesta em confiança, enquanto sente o desafio de não ser o mesmo. E não é o mesmo, nunca poderia ser. É uma fonte que não se esgota e é um disco que volta a ensinar o prazer de ouvir Ben Chasny no seu melhor.

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Terça-feira, 28 Fevereiro, 2017

ULRICH SCHNAUSS / JONAS MUNK Passage CD / LP

€ 11,50 CD Azure Vista

€ 20,50 LP Azure Vista

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É um álbum conservador, talvez, no modo como junta guitarras e electrónica de forma quase manipuladora de emoções. O conforto do muro shoegaze, da bateria distante, das ondas de sintetizador, da proximidade a Durutti Column em “Anywhere But Here”, dos ecos pós-rock (?) da 4AD clássica (Cocteau Twins mas sem Liz Fraser), são pistas para que “Passage” encaixe pacificamente e sem esforço no nosso universo de referências. O álbum não tem, de todo, de decidir se é um álbum indie ou um álbum de electrónica ambiental, cabendo a nós encontrar o rumo que nos convém. Forte, no seu tradicionalismo.

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Terça-feira, 28 Fevereiro, 2017

VIKI VIKTORIA New Victorian LP

€ 18,50 LP Midwich Productions

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O disco surge de rompante no nosso horizonte e esta ex-aluna de Pauline Oliveros, artista multi-disciplinar que realmente coloca as mãos nas placas de circuitos para operar, transformar e redifinir parâmetros, ganha outra densidade, apesar de se lhe conhecerem gravações desde o início do século. Parte do mesmo caldeirão de Detroit que originou os Wolf Eyes, Viki Viktoria manda agora um álbum que distorce a noção de techno e o coloca numa espécie de Idade da Pedra, onde é obrigado a reafirmar-se pela sobrevivência da espécie. As duas faixas totalizam cerca de 30 minutos e são duas abordagens muito cruas e de mãos realmente sujas. O tom cibernético pesado convive como pode com a música de dança, gerando groove próprio numa materialização de um sonho molhado de Gavin Russom. Não que Viki soe como ele, é até mais ambiciosa na distãncia que percorre entre aqui e Além, mas a dedicação a um som real (enfim, se poderemos chamar isso a som proveniente de máquinas) é equiparável. “New Victorian” acaba por ser um título bem adequado para resumir o antigo que existe aqui, sendo que esse antigo é bruscamente colocado no presente como um antepassado nosso de muitos milénios aparecer na avenida principal de uma cidade capital moderna. Excitação.

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Sexta-feira, 23 Dezembro, 2016

CARLA DAL FORNO You Know What It’s Like CD

€ 11,95 CD Blackest Ever Black

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Antena, Kraftwerk, This Heat e Grouper encontram-se neste “You Know What It’s Like”, álbum de estreia de Carla Dal Forno. Foi uma das aventuras mais saborosas que nos caíram no colo no final do ano passado, esgotou rapidamente em loja e só agora recebemos mais exemplares. O lado mais industrial/gótico/80s da parte instrumental das suas músicas vem com uma pausa que é raro encontrar nestas aventuras contemporâneas. Dal Forno não vai apenas à memória, brinca com a própria elasticidade da memória e do tempo e regozija-se nessa espécie de recreio (o preto e branco da capa alude a isso). Desde o primeiro tema que lança uma teia, cria um ambiente do qual não dá vontade de sair: a sua música, além de ir ao passado, brinca com a própria noção do tempo, da realidade, faz o ouvinte perder-se nisso tudo. E quando é mais espectral, compassado, recria aquilo que o shoegaze deveria ser nestes tempos: sem atirar-se para a era de ouro do género, reinventando-o, sem estar presa a ele. É uma maravilha, daquelas para ficar em repeat.

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Quinta-feira, 22 Dezembro, 2016

IMMERSION Analogue Creatures Living On An Island CD

€ 11,50 CD Swim~

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Pequena ajuda para quem se perdeu nos anos 90: Malka Spigel (Minimal Compact) e Colin Newman (Wire) gravaram dois álbuns como Immersion, em 1994 e 1999, explorando toda a ambiência possível em torno da música de dança, uma opção agregadora, nessa década, para muitos músicos com vontade em sair da sua zona de conforto. A linha de baixo em “Nanocluster”, neste novo álbum, parece remeter directamente para “Oscillating” (o primeiro álbum), altura em que a ressonância dos graves e a expressividade do tapete ambiental se juntaram num género que foi rotulado como Ambient Dub. “Analogue Creatures Living On An Island” soa, curiosamente, menos tecnológico do que “Oscillating”, soa mais maturado, menos dependente de um contexto. Nota-se até a proximidade com um certo groove pós-punk dos Minimal Compact, equilibrado com a propensão muito celestial / cósmica dos sintetizadores. E “Slow Light”, no fim, mostra bem evidente a base do baixo, sustentando um mantra de guitarra lentamente abafado pelo poderoso ambiente que nos leva de volta a 1994 e ao som isolacionista que alguns projectos (como Main, de Robert Hampson) tornaram independente do som ambiental normalmente associado ao comedown das raves.

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