Sexta-feira, 19 Fevereiro, 2016

V/A / MOODYMANN DJ-Kicks CD / 3LP

€ 14,95 CD !K7

€ 32,50 3LP !K7

[audio:http://www.flur.pt/mp3/K73227-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/K73227-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/K73227-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/K73227-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/K73227-5.mp3]

Moodymann anunciou claramente que esta não é uma compilação para diggers, e assim encontramos na lista de faixas nomes como Flying Lotus, Les Sins (Toro Y Moi), Cody Chesnutt, Nightmares On Wax, Little Dragon e outros geralmente fora do campeonato de obscuridades que associamos a Moodymann, Theo Parrish e outros DJs de Detroit. Mas independentemente disso Moodymann mantém um nível forte de militância na mensagem que passa através da música e, além disso, várias das faixas são edits seus, o que torna esta compilação bem mais especial. Canções, beats, blackness, melodia, groove, Moodymann entrega uma selecção para toda a gente, não há grande margem para alienação.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

CD (mixed):
01. Yaw – Where Will You Be
02. Cody ChesnuTT – Serve This Royalty
03. Dopehead – Guttah Guttah
04. Jitwam – Keepyourbusinesstoyourself
05. Talc – Robot’s Return (Modern Sleepover Part 2)
06. Beady Belle – When My Anger Starts To Cry
07. Shawn Lee feat. Nino Moschella – Kiss The Sky
08. Jai Paul – BTSTU
09. Flying Lotus feat. Andreya Triana – Tea Leaf Dancers
10. Nightmares On Wax – Les Nuits
11. Rich Medina feat. Sy Smith – Can’t Hold Back (Platinum Pied Pipers Remix)
12. Julien Dyne feat. Mara TK – Stained Glass Fresh Frozen
13. Little Dragon – Come Home
14. Andrés feat. Lady – El Ritmo De Mi Gente
15. Fort Knox Five feat. Mustafa Akbar – Uptown Tricks (Rodney Hunter Remix)
16. Daniel Bortz – Cuz You’re The One
17. José González – Remain
18. Big Muff – My Funny Valentine
19. Les Sins – Grind
20. Tirogo – Disco Maniac
21. SLF & Merkin – Tag Team Triangle
22. Joeski feat. Jesánte – How Do I Go On
23. Kings Of Tomorrow feat. April – Fall For You (Sandy Rivera’s Classic Mix)
24. Soulful Session, Lynn Lockamy – Hostile Takeover
25. Anne Clark – Our Darkness
26. Peter Digital Orchestra – Jeux De Langues
27. Noir & Haze – Around (Solomun Vox)
28. Marcellus Pittman – 1044 Coplin (Give You Whatcha Lookin 4)
29. Lady Alma – It’s House Music
30. Daniela La Luz – Did You Ever

3LP
A1 Yaw – Where Will You Be
A2 Flying Lotus feat. Andreya Triana – Tea Leaf Dancers
A3 Les Sins – Grind
B1 Noir & Haze – Around (Solomun Vox)
B2 Julien Dyne feat. Mara TK – Stained Glass Fresh Frozen
B3 Jitwam – Keepyourbusinesstoyourself
C1 Dopehead – Guttah Guttah
C2 Talc – Robot’s Return (Modern Sleepover Part 2)
C3 Peter Digital Orchestra – Jeux De Langues
C4 Jai Paul – BTSTU
D1 Beady Belle – When My Anger Starts To Cry
D2 Daniel Bortz – Cuz You’re The One
D3 Joeski feat. Jesánte – How Do I Go On
E1 Nightmares On Wax – Les Nuits
E2 SLF & Merkin – Tag Team Triangle
E3 Lady Alma – It’s House Music
F1 Tirogo – Disco Maniac
F2 Kings Of Tomorrow feat. April – Fall For You (Sandy Rivera’s Classic Mix)
F3 Soulful Session, Lynn Lockamy – Hostile Takeover

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Quinta-feira, 18 Fevereiro, 2016

HARMONIA Deluxe LP

€ 19,95 LP (2015 reissue) Gronland

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Cluster (Roedelius & Moebius) e Neu! (Michael Rother) juntos como Harmonia. Dois álbuns editados, ambos essenciais e bastante diferentes. Este “Deluxe”, editado em 1975, um ano depois de “Musik Von Harmonia”, conta com a participação de Mani Neumeier (Guru Guru) e é um álbum próximo de um ideal pop daquilo que se sentia na electrónica alemã da altura. As vozes neste disco relembram Kraftwerk, mas há um toque suave nos instrumentais, um gosto por um progresso lento e uma percussão que marca compassos quase oníricos, em perfeita sintonia com o som das guitarras. Há algo de misterioso em cada canção que se cria com a cadência lenta dos temas que quase contradiz o lado batimento-cardíaco da percussão que sugere algo a subir, uma explosão prestes a acontecer: e não acontece. E isso revela um lado de aventura dos Harmonia, dispostos a explorar as estruturas e o know-how da electrónica e da pop de então. É um disco que revela os 80s antes de tempo sem os detalhes que inundaram este género nessa década.

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Quinta-feira, 18 Fevereiro, 2016

BERT JANSCH Avocet LIVRO + CD

€ 13,95 LIVRO + CD (2016 reissue) Earth Records

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A Earth Recordings começa a ter um catálogo respeitável de reedições de folk. Tem-nos trazido artistas e álbuns que de alguma forma foram secundarizados. Apesar da discografia de Bert Jansch ser explorada regularmente, e com boas reedições, e de “Avocet” já ter tido uma reedição neste século, esta edição é uma daquelas essenciais. Porque se faz acompanhar de um respeitável livro e porque “Avocet” é um daqueles segredos na discografia de Jansch. É um disco singular na sua carreira, à volta de pássaros (mas não se ouvem pássaros) e é a vários níveis um dos mais bem realizados da sua discografia. Todo instrumental, a guitarra de Jansch afasta-se do seu som normal e por vezes faz-se acompanhar com instruções que estão mais próximas da electrónica do que da folk. Contudo, não é um disco cuja composição se aproxime da música de contemporânea, é folk, dedilhada em modo contemplativo road movie.

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Quinta-feira, 18 Fevereiro, 2016

STEVE WARNER Steve Warner CD

€ 11,95 CD (2016 reissue) Earth Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EARTHCD009-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EARTHCD009-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EARTHCD009-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EARTHCD009-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EARTHCD009-5.mp3]

Há algo em Steve Warner que cativa nos primeiros segundos. Soa a familiar, a familiar de uma forma boa. Soa a tantas coisas que já ouvimos, contemporâneas desta edição privada de 1979, ou não. Ouve-se T-Rex, Bobb Trimble, Brian Eno, e muito mais, no formato muito despido, quase só guitarra e voz: e a voz de Steve Warner é mel. Canção após canção a surpresa acontece. Há diversos momentos neste algum homónimo de puro deleite (“Summer”, “Lightning Over The Meadow” ou “Fireflies”) e as canções irradiam uma felicidade rara: Steve Warner parece mesmo feliz por estar a cantar e a fazer isto, gravar um álbum para o qual teve de pedir dinheiro emprestado. E apesar de haver sons ao longo do disco que evidenciam a época em que foi feito (curiosamente, nada nos atira para a Austrália), há qualquer coisa que se entrelaça com o hoje e que cai numa actualidade: é um disco que poderia ter sido feito no século XXI. É a maior surpresa que a Earth nos deu até ao momento, é uma daquelas descobertas que vão ficar. Grande disco.

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Quinta-feira, 18 Fevereiro, 2016

DENNIS BOVELL Dub 4 Daze LP

€ 16,95 LP Glitterbeat

[audio:http://www.flur.pt/mp3/GBLP028-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBLP028-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBLP028-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBLP028-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBLP028-5.mp3]

Dennis Bovell foi um nome fundamental para a expansão do dub e reggae em Inglaterra, não apenas com a sua banda Matumbi mas com todo o trabalho de produção que fez ainda bem lá atrás na década de 70. Mãos fortes e conhecedoras em boa parte da evolução do reggae nas Ilhas Britânicas, começando talvez no período mais militante da cena roots, mas também passando pela alegada invenção inglesa do Lovers Rock, solidificando na arte do dub e culminando na explosão para o exterior através da sua influência no punk e no que veio a seguir (famosa a sua ligação, enquanto produtor, ao álbum “Cut” das Slits, um favorito nosso e vosso, a avaliar pelo número de exemplares que já vendemos). Não sendo uma compilação, “Dub 4 Daze” é construído a partir do imensurável arquivo de riddims e misturas que Bovell foi acumulando ao longo de décadas, e o som que nos chega é o que mais desejamos: clássico dub com todo o espaço que isso convoca e também o risco de se trabalhar sempre na crista dos sons, ou seja, há que saber quando eles devem ocupar o seu espaço. É tudo bastante fluído (vários produtores de dub aplicavam o seu trabalho de estúdio ao vivo, enquanto corria a fita original), funky e no ponto. Ninguém sai desiludido.

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Quarta-feira, 17 Fevereiro, 2016

GOLDEN TEACHER meets DENNIS BOVELL At The Green Door 12″

€ 9,50 12″ Optimo Music

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OM26-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OM26-2.mp3]

Negócio perfeito e seguro: Golden Teacher vão buscar um dos responsáveis pela força do dub em Inglaterra e, no processo, partilham uma influência directa na sua música (dub) enquanto prestam homenagem a um dos grandes. O som da banda fica assim mais fantasmagórico, pesado, científico e irreal. “Like A Hawk”, especialmente, demonstra a intersecção com reggae, partindo da matriz house analógica do original. As vozes ficam sem sexo, ganham contornos de grandes feiticeiras/os. “Instigator” é mais lento, segue princípios semelhantes, algo mais hipnótico e ritualista paira na atmosfera. Podemos perder-nos nesta música, debaixo destas toneladas. É um esforço que compensa.


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Quarta-feira, 17 Fevereiro, 2016

V/A Cease & Desist: DIY! Cult Classics From The Post Punk Era 1978-1982 2LP

€ 19,95 2LP Optimo Music

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OMDIYLP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OMDIYLP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OMDIYLP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OMDIYLP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OMDIYLP-5.mp3]

Há qualquer coisa de terrivelmente especial que nos faz regressar uma e outra vez a este período na música. O som, sim, sempre, mas toda a aura de experimentação, regras a serem quebradas e uma sensação de muita liberdade. JD Twitch dos Optimo fez um magnífico trabalho ao apresentar esta colecção de faixas incríveis sempre no limite do que é pop, punk, dub e improvisação. Apesar dos nomes desconhecidos, descobre-se por exemplo que Charles Bullen dos This Heat tocou no single de People In Control; Dorothy foi editada pela Industrial Records dos Throbbing Gristle (e não é descabido reparar na sua voz como reflexo de Cosey) e “Softness”, talvez estranhamente, é das faixas mais pop nesta compilação; “Private Plane” de Thomas Leer é um clássico minimal synth no digging desta época. Não exagermaos ao dizer que é tudo essencial. Outros highlights incluem os Cro-Tones, synth punk com algum skank, justificado pela edição na editora Rock Steady; “Violence Grows” mostra os Fatal Microbes antes de Honey Bane ter descolado a solo (não esqueçam nunca o seu “Guilty”). Ênfase em bandas escocesas, e a riqueza é impressionante. Nem cabemos em nós.

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Quarta-feira, 17 Fevereiro, 2016

KOBOSIL We Grow, You Decline CD / 2LP

€ 12,50 CD Ostgut Ton

€ 19,50 2LP Ostgut Ton

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OSTGUTCD35-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OSTGUTCD35-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OSTGUTCD35-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OSTGUTCD35-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OSTGUTCD35-5.mp3]

Primeiro álbum de Kobosil e o título deixa logo algo amargo, não olhando a qualquer eventual contexto. Conhece-se como, em certa medida, a Ostgut Ton e o clube Berghain cultivam um lado negro, sombrio, no modo como apresentam a música electrónica em que acreditam. Em geral soa como algo espartano, duro, para iniciados. Kobosil, não sendo excepção, grava um álbum suficientemente diverso para tocar em vários planetas. Muito clássico, como em “The Living Ritual” e “To See Land”, submerso em “Reflection”, vodu canibalesco em “The Exploring Mountain”, talvez mais Berlim em “Aim For Target” e, de resto, bastante subterrâneo, longe da vista. Techno exploratório, de banda larga, ao aproximarmo-nos percebemos imediatamente se é para nós.

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Quarta-feira, 17 Fevereiro, 2016

TÓZÉ FERREIRA Música De Baixa Fidelidade CD

tozé ferreira

€ 8,95 CD Plancton Music

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PLANCTONRE001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PLANCTONRE001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PLANCTONRE001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PLANCTONRE001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PLANCTONRE001-5.mp3]

As extensas notas que acompanham esta reedição de 2002 explicam as motivações e sobretudo os detalhes técnicos das composições neste álbum. “Música de Baixa Fidelidade” foi, em 1988, um dos pontos altos no percurso editorial da Ama Romanta (Pop Dell’Arte, Sei Miguel, etc.), um disco completamente estranho a todas as realidades musicais da época em Portugal. Tózé Ferreira refere o seu longo flirt com a electro-acústica, iniciado com “De Natura Sonorum” (Bernard Parmegiani, 1975) em 1981 e culminado no curso de Sonologia no Conservatório Real de Haia, em 1986. Estudos, práticas e contactos durante o curso resultaram em testes ao vivo (com Rodney Waschka, cuja voz se ouve depois no álbum) e em “Música De Baixa Fidelidade”, disco contemporâneo de “Plux Quba” (Nuno Canavarro), também editado pela Ama Romanta. Em 1988 era fácil tentar classificar esta música como parte da cultura industrial, como acontecia com Osso Exótico, mas nenhum desses discos se integrava realmente nessa cultura. Mesmo sonicamente, e isso tornou-se claro. Hoje é mais fácil enquadrarmos estes sons não só na tradição electro-acústica, nos silêncios e contra-argumentações de sons acústicos, nas improvisaões assistidas por computador, na exploração do feedback, mas também, especialmente em “O Verão Nasceu da Paixão de 1921″, numa linha cósmica germânica dos 70s. Álbum fundamental para olhar um “outro” Portugal pelo menos desde Anar Band em 1977 (Jorge Lima Barreto e Rui Reininho), Telectu na primeira metade dos 80s, Nuno Canavarro e Osso Exótico no final dos 80s, Manuel Mota nos 90s e tantas outras experiências desenvolvidas sobretudo na década de 90 e, numa família mais próxima do rock, já neste século.

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Segunda-feira, 15 Fevereiro, 2016

PEDRO MAGINA 11 LP

€ 14,95 LP Maison Cannibale / Crash Symbols

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MAISONCANNIBALE002-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MAISONCANNIBALE002-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MAISONCANNIBALE002-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MAISONCANNIBALE002-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MAISONCANNIBALE002-5.mp3]

Houve um interregno mais longo do que gostaríamos entre o período de maior actividade de Pedro Magina, há alguns anos, e os dois últimos discos. Parece que passou demasiado tempo sem o calor a que estávamos habituados, mas isso é a vida, literalmente, a levar as pessoas para outras paragens, a terem necessariamente de gastar tempo consigo próprias. Magina está instalado em Barcelona há alguns anos e é de lá que nos envia esta comunicação. O que mudou? De certeza não a direcção emocional do autor – se algo está diferente parece-nos ser a maior expansividade da sua emoção característica. Há ecos de outras épocas suas, há inevitavelmente um quê de Aquaparque, há claramente mais luz e a sua voz orientada para ela. Nostalgia quase por defeito, isto é, programada directamente no sistema, integrada no ADN, e isso poderá ser a correspondência Magina / Portugal (sabemos como somos emotivos, no fundo). Oiçam “Hold My Hand Now”, por exemplo, para uma coisa perfeita que existe nos espaços entre o soft rock dos 80s, rave, algum virtuosismo de elevador e pop clássica. Épico. Os sons de Magina ficaram também mais – à falta de melhor expressão – modernos. Mais distante a ligação que se podia fazer com a cena cósmica alemã dos 70s. O piano martelado em “Mother And Son” sustenta uma canção com C grande. Mais à frente, o álbum fecha com brilho, deixando notas em suspensão para o que há-de vir.

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Quinta-feira, 22 Outubro, 2015

ARTHUR RUSSELL Another Thought 2LP

€ 33,50 € 24,95 2LP ARC Light Editions

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ALE001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ALE001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ALE001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ALE001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ALE001-5.mp3]

É fácil cair na confusão de que “Another Thought” é um álbum de Arthur Russell. Não é. É uma compilação póstuma (a primeira, foi editada originalmente em 1994). O que cria essa confusão é a solidez dos temas aqui reunidos e, claro, a sensação de que há um espírito de continuação em relação a “World Of Echo”. Além disso, “Another Thought” tem algumas das canções mais bonitas de Russell (de babar, “A Little Lost”, “This Is How We Walk On The Moon” ou “Keeping Up”), gravadas ao longo da sua última década de vida. Sabe-se que era um perfeccionista e que acima disso gravava praticamente tudo o que ia fazendo, daí existir tanto material que saiu depois da sua morte, ou até variações de material já conhecido, como é o caso do recente “Corn”, e isso fazer sentido dentro do seu universo: há substanciais diferenças na composição, não são outakes ou testes. Há uns anos “Another Thought” teve direito a uma óptima edição em vinil pela Arc Light Editions, da qual recebemos agora mais umas cópias. Sorrimos sempre que temos qualquer desculpa para falar de Arthur Russell, ainda mais quando é de um álbum como “Another Thought”. É uma das compilações do género mais bem pensadas e realizadas que nos lembramos, soa a um disco – daí, mais uma vez, a frequente confusão – e funciona quase como uma mensagem do além de Arthur Russell, como se quisesse fazer chegar estas músicas até nós. Porque são especiais para ficarem num arquivo qualquer, sem serem ouvidas. Mas como isto aconteceu e existe somos pessoas mais felizes por isso. A sério.

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