Sexta-feira, 4 Outubro, 2013

FOUR TET Kool FM 12″

€ 8,50 12″ Text

As raízes do hardcore britânico, jungle e uma certa dureza Rave estão a aparecer um pouco por todo o lado em 2013: DJ Sotofett, Demdike Stare, Ripatti (Vladislav Delay) e outros convocam o Break Beat para novo contexto, injectando um outro tipo de aspereza na música de clube actual. Kool FM era o nome de uma influente rádio pirata britânica que começou a emitir em 1996 e ainda continua, com nome ligeiramente alterado, mas apenas na net. Conhecida sobretudo pela dedicação ao drum & bass, moldou mais do que uma geração de ouvintes, produtores e aspirantes a produtores. Kieran Hebden (Four Tet) faz aqui a sua homenagem, começando certinho com 4/4 ameaçador para, depois de uma pausa, largar pedaços cortados de Amen break (já de si cortado na origem) e “Hey!” de um MC com alguém no público, lá atrás, a exclamar “yeeessss”. A faixa mantém o compasso 4/4 sempre em baixo, a partir daí, trazendo a rave para cima. Vira-se para o lado B (“Bliss Mix”) e ouve-se pura tensão ambiental apenas cortada pela promessa do MC de que algo extra vai acontecer. Quando ele diz “Check”, no entanto, já praticamente se percebe que é só um teste, perfeito neste disco para transmitir o lado obscuro da Rave, quando o beat desaparecia num vácuo de ambiente espacial para ajudar as pessoas no comedown, por muito paranóico que este pudesse ser.


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Quinta-feira, 3 Outubro, 2013

R STEVIE MOORE Personal Appeal CD / LP

€ 15,50 € 12,95 CD Care In The Community

€ 21,50 € 19,50 LP Care In The Community

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Dizem as contas que esta é a compilação número 42 da carreira de R Stevie Moore. Espantados? Basta olhar um pouco com atenção para perceber que a maioria dos discos que tivemos do génio-Moore são compilações. Porque no catálogo de R Stevie existem inúmeras canções para construir álbuns, imensas canções para tirar do contexto e criar outro. E canções que simplesmente estão à espera para serem ouvidas. As compilações de R Stevie não são best ofs, são apanhados de uma carreira que viveu em alguma obscuridade durante décadas e que nos últimos anos tem-se dado a conhecer graças ao feliz interesse que se gerou em volta da sua pessoa, especialmente depois de inúmeros amigos lhe terem feito elogios (à cabeça estará sempre Ariel Pink) e concedendo oportunidade a que R Stevie Moore tenha parte do que merece, como grande escritor de canções pop, como alguém que durante uma vida inteira nunca hesitou em experimentar e que ainda hoje continua a fazê-lo. Como um adolescente com o cérebro a fervilhar, mas ainda melhor do que a maioria dos arquitectos da pop/rock que surgem por aí. “Personal Appeal” é composto por quinze canções que, juntas, ficam como uma espécie de colagem de canções que são elas colagens. É um disco órfão das canções mais rock de R Stevie, cheio de canções do seu laboratório lo-fi, onde o eco na voz é quase uma segunda casa e a presença de sons estranhos uma melodia que encontramos na estranheza afável que oferece nestas peças únicas. É uma compilação incomum de R Stevie Moore. Ou seja, é uma compilação de R Stevie Moore, o melhor escritor de canções que conhecemos este século, vindo do outro século. E que ainda está vivo e a espalhar a sua onda de Pai Natal alucinado por todo o lado.

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Quinta-feira, 3 Outubro, 2013

TUXEDOMOON At Twilight CD

€ 14,50 € 12,50 CD Les Disques Du Crépuscule

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Os clássicos funcionam assim, não é? Os anos passam, voltamos a ouvi-los e nunca se desgasta o amor que temos por eles. Na verdade, às vezes, até parece que nos bate ainda mais porque a memória amplifica a nostalgia. Os Tuxedomoon são um desses exemplos, reforçado pelo facto de continuar, ainda nos dias de hoje, escondido da maioria das pessoas. Somos nós que temos que ir tem com eles. “At Twilight” não traz muitas novidades – é uma compilação – senão o reencontro com a sua música, com os singles editados pela Les Disques Du Crépuscule, para onde gravaram entre 1981 e 1983. Os extras são importantes porque são temas que estiveram apenas noutras compilações e, sobretudo, demos – “Heaven Or Hell” é simplesmente incrível! – que nunca foram perfeitamente terminadas e aproveitadas. Blaine Reininger, Winston Tong, Steven Brown, Peter Principle e Bruce Geduldig no uso supremo das suas faculdades; ou seja, essencial, como sempre. Para sempre!

1. Ninotchka 2. Again 3. Time To Lose 4. Music #2 5. Blind 6. The Cage 7. This Beast 8. Shelved Dreams 9. The Ghost Sonata 10. Weihnachtsrap 11. Birthday Song (demo) 12. Watching The Blood Flow (demo) 13. Heaven Or Hell (demo)

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Quinta-feira, 3 Outubro, 2013

BARNES & BARNES Voobaha CD

€ 7,50 CD Collectors’ Choice Music

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Costa Oeste dos EUA, década de 70 + referências habituais para dois adolescentes: mulheres nuas, filmes de terror, BD (Robert Crumb, Marvel pré-super-heróis), ficção científica. Algures entre Devo e os Residents, esta pop esquizofrénica largamente baseada no entertenimento rock & roll dos 50s e bubblegum dos 60s atinge níveis absurdos de bizarria, se o que procuramos é uma canção direita. Letras que podiam ser cantadas pela família Addams (“Boogie Woogie Amputee”, por exemplo) e um nunca acabar de nonsense resultaram em dezenas de canções que apenas foram transformadas em disco já no final da década (1978). “Voobaha” é o álbum de estreia (1980) e aqui vem adicionado de 12 extras, incluindo algumas versões originais como a de “Boogie Woogie Amputee” (1973) mas também “Granny And The Kid” (2005). Dentro do álbum propriamente dito ouvimos alguns óptimos exemplos de pop electrónica muito desviada, não só na linha satírica de Residents mas também Flying Lizards, Sparks, Fun Boy Three e uma ou outra experiência mais ousada de Godley & Creme. “The Lumanian Love Song”, “Linoleum”, “Party In My Pants”, “Fish Heads” (o primeiro single), “Something’s In The Bag” e “Cemetery Girls” são clássicos perdidos da cena Cold Wave sintética da época. Muito bom preço, livreto com texto na primeira pessoa por Bill Mumy (um dos Barnes, o outro era Robert Haimer), explicando o percurso, motivações e estranha popularidade. A História nunca é bem como nós julgamos. Reedição de 2006 descoberta para vocês.

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Quarta-feira, 2 Outubro, 2013

JOANA SÁ Elogio Da Desordem CD

€ 12,95 CD Shhpuma

Há uma natural dificuldade em pegar num disco de Joana Sá e discorrer sobre ele. Porque uma obra de Joana Sá é muito maior do que a música que escutamos, porque um CD acaba por ser uma representação, circunscrita no tempo, a uma ideia que tem por hábito ramificar-se em muitos campos artísticos. Basta termos a sorte de vermos um concerto seu – não por mero acaso, hoje há um, no Maria Matos, estreando este “Elogio” – para testemunharmos como se espraiam estas ideias todas – vídeo, luz, instalações, palavras e um piano (semi-)preparado com um rigor demoníaco. “Elogio Da Desordem” até poderia ironizar esta multiplicidade de recursos e outputs, mas refere-se ao olhar muito pessoal sobre os mundos de Joana Sá – a pianista e compositora chama também a esta obra um “monólogo interior” – e do modo como ela os exterioriza. Tal como “Through This Looking Glass”, esta é uma composição ambiciosa, narrativa, que se vai estendendo como um filme, construindo quadros e situações definidas, vergando à sua maneira as linguagens eruditas submetendo-as aos arbítrios da improvisação e da experimentação. Incorpora excertos de textos de Gonçalo M. Tavares e utiliza uma panóplia impressionante de dispositivos de alarme, sirenes, campainhas que nos despertam a atenção e ampliam o universo sonoro do seu piano artilhado. É verdade que ao vivo podemos ter tudo, mas em disco também temos muito: edição ultra-cuidada, artesanal, que impressiona quando se mede com outros discos numa loja. Mas não impressiona para quem sabe como Joana Sá deixa a sua marca no mundo.


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Quarta-feira, 2 Outubro, 2013

BRUCE GILBERT and BAW Diluvial CD

€ 14,50 € 12,50 CD Touch

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Em 2011, Bruce Gilbert, um ex-Wire, colaborou com David Crawforth e Naomi Siderfin (Beaconsfield ArtWorks, um projecto artístico de ambos, no activo desde 1994) num trabalho de soundscape em torno do tema da subida dos mares durante esta época de mudanças climáticas. Muito processamento sonoro, claro, de Gilbert e Crawforth, partindo de algumas partituras e indicações de Siderfin, ajudando-nos a distanciar do tema, mas sem que isso perturbe a fruição de “Diluvial”. Aliás, esta é a parte mais abstracta da obra, pois “Diluvial” existiu como uma exposição de imagens e som. Sete temas que aludem à jornada da Criação, usando sons do mar, de cursos de água e chuvas, que criam um cenário aquático ambiental, bem distante do que Chris Watson, por exemplo, faz das suas gravações de campo, embora nos dê a mesma serenidade e confiança que o mundo vai ser um local melhor por causa da música que fazemos com ele. Com um óptimo sistema de som, “Diluvial” vai provocar-vos incríveis infiltrações em casa.

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Quarta-feira, 2 Outubro, 2013

HEBRONIX Unreal CD

€ 16,50 € 11,95 CD ATP

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Hebronix é Daniel Blumberg, outrora conhecido a bordo dos Cajun Dance Party e, posteriormente, com mais relevância, nos Yuck. Pelo meio disto tudo ainda conseguiu ser Oupa – um projecto muito bonito em torno do piano – solo! – e de baladas. Hebronix tem a marca-de-água de Blumberg – canções que anunciam o Sol, melancólicas, com exemplar bom gosto indie vintage nos arranjos. Não tem o poder de arranque de Yuck, mas Hebronix conquista-nos com o tempo e com a suavidade das suas canções – algo que até nem esperaríamos num álbum produzido por Neil Haggerty dos Royal Trux. Blumberg nunca foi um revolucionário e “Unreal” não podia deixar de apelar à tradição. Bem-vindos aos anos 90.


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Quarta-feira, 2 Outubro, 2013

LINDA MARTINI Turbo Lento CD / LP

€ 14,50 CD Rastilho / Universal

€ 21,50 LP (Ed. Limitada) Rastilho

Falar hoje, em 2013, dos Linda Martini, é falar do fenómeno, do impacto que têm numa indústria que parece desligada de todos os mecanismos que conhecíamos até aqui. Interessa a música, obviamente, mas como em todos os casos que ganham vida própria, paralela ao sistema – seja ele qual for -, a história sobrepõe-se e introduz ruído. Felizmente que a sua produção nunca pareceu muito interessada em rentabilizar outra coisa senão a sua música e os seus – sempre – esgotados concertos. Rock, intenso, épico, letras elípticas e, por vezes, de espessura pouco convencional para o formato, fazem dos Linda Martini um caso isolado de solidez. “Turbo Lento” é apenas o terceiro álbum nos seus dez anos de carreira, mas este é finalmente o álbum de consagração. E por isso o mais exigente, mesmo que a banda o tente negar e tenha conseguido passar ao lado da pressão. Dentro do disco nota-se arrumação sem que isso condicione a violência da sua música e palavras – embora, às vezes, apeteça que haja mais espaço desocupado para algumas ideias crescerem sem o frémito eléctrico. Pedro, André, Cláudia e Hélio prometem estar juntos para sempre e é bem provável que seja esse optimismo que lhes permite ter esta confiança e, até, desafio. Quando “Turbo Lento” se prepara para terminar, eis que aparece “Volta”, o enorme single que deveria ter aberto o álbum – vejam aqui, simbolicamente, um sinal do seu inconformismo perante o poder e a responsabilidade de subirem mais um degrau.


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Quarta-feira, 2 Outubro, 2013

V/A Abstract Fusion 3 CD

€ 18,50 € 9,95 CD Track Mode

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Track Mode foi a editora que Larry Heard manteve activa entre os últimos anos da década de 90 e os primeiros 00, mantendo também viva a chama deep house. Para além do próprio Larry Heard, encontramos nesta compilação de 2001 alguns nomes ainda activos, alguns deles subiram mesmo o jogo para outros níveis, como Rick Wade, Alton Miller, Kai Alce, Glenn Underground e Theo Parrish. Material clássico na estrutura musical de tradição jazz que se mostrou bastante influente nos 90s, mas também forte em ambiente paisagístico de Detroit e no reaproveitamento de algumas deixas valiosas do período Disco. Muito pouco a desperdiçar nestas 12 faixas que não precisam de qualquer boost actual para impacto extra. Aliás, é precisamente por capturarem tão bem a intemporalidade ou cristalização do género que pouco haveria a fazer em termos de transformação. Tivemos o CD em 2002 a preço TOTAL, conseguimos agora ser felizes o suficiente para resgatar exemplares novos e fazê-los rodar com autoridade mais de uma década depois. A música popular tende a funcionar por ciclos, neste caso trata-se de um ciclo permanentemente aberto. House não morre.

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1.Brett Dancer – “Created Space” 2.Larry Heard – “We Come In Peace” 3.Dorian Gigg – “NYC” (dub) 4.Glenn Underground – “Smile” 5.Kemetic Just – “Zoned Out” 6.Arnica Montana – “Eau De Malte” (Ambient mix) 7.Frankie Valentine – “Dub O Dub Rub” 8.Alton Miller – “Conversation” 9.DJ Heart – “Gonna Do” 10.Rick Wade – “Black Acid” 11.Kai Alce – “Surrounded” 12. Theo Parrish – “Root Beer Float”

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Quarta-feira, 25 Setembro, 2013

RIPATTI (V. DELAY) EP 01 12″

€ 11,95 12″ Ripatti

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A primeira edição de Sasu Ripatti (verdadeiro nome de Vladislav Delay) na editora que tem o seu apelido surge depois da colaboração com Mark Fell na série Sensate Focus. Por isso mesmo é difícil não a encarar como produto de um mesmo período de inspiração no legado da cena UK Bass e Garage deste século. Ritmos quebrados não são novidade para Ripatti, nem sequer uma sensibilidade de clube (ele também grava como Luomo), mas este formato coloca-o numa linha de produção experimental para pista de dança que tem vindo a crescer em tempos recentes, enquanto o mainstream se mostra cada vez mais exageradamente comercial. As típicas vozes cortadas (também as conhecemos logo desde o brilhante primeiro álbum de Luomo, “Vocalcity”) são colocadas a uso no lado A mais pop, enquanto no lado B têm processamento extra e ajudam no groove que sustenta a sua versão do que seria um hit hardcore da cena jungle em 91/92.


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Quarta-feira, 25 Setembro, 2013

MIKA VAINIO / JOACHIM NORDWALL Monstrance CD

€ 14,50 € 12,50 CD Touch

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O mundo da electrónica é generoso em colaborações, já se sabe. E graças a deus, Mika Vainio é um dos mais trabalhadores músicos que existem. Mas com Joachim Nordwall ainda não havia uma ligação, apesar da música que ouvimos aqui ser fruto de uma experiência bem sucedida que remonta a 2010, quando se aventuraram no estúdio dos Einstürzende Neubauten. Não foi apenas um delírio electrónico, o que se passou; tanto Vainio como Nordwall aproveitaram as condições do local para largarem métodos tradicionais e apostarem num revival bem especial. Como se o fantasma dos Neubauten andasse por lá, corroendo as gravações e o metal de “Monstrance”. O resultado é mesmo uma pequena tempestade eléctrica, semi-rock, semi-digital, onde vem ao de cima o poder sonoro que Nordwall e Vainio possuem. Parece o fim do mundo, mas na verdade é um mundo novo.

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Quinta-feira, 12 Setembro, 2013

V/A Dubstep Allstars: Vol. 11 – Mixed By J:Kenzo

€ 15,50 € 12,50 CD Tempa

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E a saga continua, como se o Dubstep fosse eterno – uma faculdade que parece assistir a todos os géneros no Reino Unido. Volume número 11 da Tempa – depois de Plastician ter dado o volume 10 no início deste ano – para ir documentando o que se passa, agora nas mãos e ouvidos de J:Kenzo, justamente um dos “novos” dentro da família, e que por isso se espera que tenha um olhar fresco sobre a produção actual. Editou um álbum apetitoso no ano passado, também na Tempa, e por isso o prémio surge com este “Dubstep Allstars”, a sua estreia nestas coisas de álbuns-compilação-misturados. Seco, directo, poderoso, aqui e ali ácido q.b., esta selecção pontua pela noção de continuidade e por não se desviar muito de um objectivo. Nem sempre é bom, mas aqui sabe mesmo bem este sentimento de “dever cumprido”. É um dos mais focados e sólidos volumes da série.

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1. Kryptic Minds & Killawatt – Cunning Juncture 2. Amit feat. Rani – Don’t Forget Your Roots 3. Kaiju feat. Flowdan – Hunter 4. SP:MC – Declassified 5. Jubei & Consequence – Ungrounded 6. Ulterior Motive – Tien 7. Skeptical – Something In The Sound 8. Ipman – Non-Integer Multiple 9. Thelem – Synthetic Artifacts 10. Killawatt – Unit 51 11. Asylum – Body Burn 12. Amit – Acid Trip 13. J:Kenzo – Ricochet 14. Killawatt & Ipman – Dark Place 15. TMSV – Haze 16. Sleeper – Ritual 17. J:Kenzo – Cause & Effect 18. Icicle – Caffeine 19. LX One – Reflect 20. J:Kenzo – Enter Valarak 21. J:Kenzo – Bloodlines 22. Ipman & Kilawatt – Jigsaw Dub 23. DJ Madd – Murder Dub

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Terça-feira, 3 Setembro, 2013

WALTON Beyond CD / 2LP

€ 15,95 € 11,95 CD Hyperdub

€ 19,95 € 16,50 2LP Hyperdub

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Mais uma conquista da Hyperdub, que vai diversificando o seu raio de acção – o dubstep já não se regenera como convém a uma editora que tem de viver para além de Burial. Sam Walton vem de Manchester, tem apenas 22 anos, é a sua estreia no formato longo, depois de alguns interessantes maxis nos últimos dois anos. Como sempre, estas movidas electrónicas juntam de tudo um pouco e por isso temos que voltar a falar em bass, grime, uk funky, house, garage, etc. Se é verdade que há uma lista enorme de exemplos que misturam isto tudo, também é verdade que Walton parece mais determinado que muita concorrência. “Help Me Out” é brilhante e mostra os largos horizontes de Walton – house super ácido mas soulful nas entrelinhas -, enquanto outros temas mostram o quanto Walton está à vontade nos vários géneros que mistura. Nem sempre isto resulta, pela falta de coerência, mas a potência de grande parte do álbum faz desta estreia um disco importante dentro do seu contexto. Para nós foi uma surpresa e, pela recepção nas ilhas britânicas, “Beyond” já está apontado como um dos discos mais importantes do ano.


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Terça-feira, 13 Agosto, 2013

PRINS THOMAS Sot Kloe / Sur Svie 12″

€ 8,50 12″ Full Pupp

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Também anunciado como “2 – The Limited Bonus Tracks!”, este maxi mostra o que foram efectivamente sobras do segundo álbum de Prins Thomas. Mas falar em sobras parece fraco quando o material não só não desaponta como se revela um todo coeso (duas faixas longas que se complementam). “Sot Kloe” em bom modo motorik com algum ácido a acontecer, Prins Thomas quase vintage, e depois “Sur Svie”, que soa como uma versão super-desacelerada, estilo Hype Williams, de “Sot Kloe”. Tudo apontado à cabeça, bongos, linha ácida só perceptível a ouvido treinado, sintetizadores em deriva no Espaço, um épico para criar ambiente e segurar as pessoas no mesmo lugar enquanto viajam extensivamente. Não há contradição, aqui.


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Terça-feira, 30 Julho, 2013

A CERTAIN RATIO I’d Like To See You Again CD

€ 14,50 € 11,50 CD Factory Benelux

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1982. A Factory a recuperar da perda de Joy Division com New Order absolutamente sólidos, neste período, Durutti Column e A Certain Ratio como outras pedras basilares do som do Norte. Por esta altura já muita gente tinha derretido a pose empedernida de estátua grega para aceitar a contaminação do funk, encontrando assim os ACR um contexto de dança que eles próprios ajudaram a criar, em Inglaterra, a partir da forte influência soul e do sentimento pós-punk de eterna reinvenção. Exótico e com funk, “I’d Like To See You Again” encontra-se, nesta reedição, com excertos dos singles “Knife Slits Water”, “Guess Who” e “I Need Someone Tonite” – 5 faixas extra para fechar a zona 82-83 em que o Disco já era mutante há algum tempo mas ainda havia muito por fazer. “I Need Someone Tonite”, em particular, prefigura um som inglês bastante recorrente nos 80s e leva os ACR até ao futuro – eles chegariam ao final da década já em sintonia com o novo paradigma de dança.

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Quinta-feira, 5 Maio, 2011

RICK “THE GODSON” WILHITE Analog Aquarium CD / 2LP

rick+wilhite

€ 12,95 CD Still Music

€ 20,50 2LP Still Music

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Um dos produtores responsáveis pela incrível fertilidade que a cena house tem mostrado nos últimos 5/6 anos. Como temos dito (repetindo o que outros já disseram), o amor pela house nunca deixou de gerar música importante desde que o género ganhou autonomia há quase 30 anos. “Analog Aquarium” é um dos mais recentes testemunhos do seu fôlego, originalidade (ainda possível) e compatibilidade com o formato álbum. Wilhite esteve no centro, em 2010, com a série “Vibes” na Rush Hour, mostrando essencialmente música de pessoas de quem gosta. Em 2011 renova o peso do seu próprio nome com um álbum em que, inevitavelmente, acolhe contribuições de Theo Parrish, Marcellus Pittman, Osunlade, Billy Love e outros. Os arranjos bizarros deslocam a música da pista de dança, transformam-na numa peça duradoura, elevada acima do solo, pronta a ser contemplada tanto quanto a ser incorporada numa noite de dança. Desde o muito tradicional “In The Rain” (tradicional no sentido em que a house de Detroit está associada a este género de base samplada a partir de malhas disco ou soul) ao contemplativo e espartano “Cosmic Jungle”, ainda espaço para um quase standard da Terra Paralela (“Blame It On The Boogie”) e um incrível erro da natureza como “Muzic Gonna Save the World”. De resto, quase nada falha. Talento e a sua aplicação prática – “Analog Aquarium” é um manifesto não escrito, sem teoria, apenas substãncia.

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