Quinta-feira, 6 Dezembro, 2018

DON CHERRY Organic Music Society 2LP

€ 23,95 2LP (2012 reissue) Caprice

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM:
Organic Music Society

Editado originalmente em 1972 e gravado na Suécia, “Organic Music Society” é um dos discos mais emblemáticos de Don Cherry, onde junta uma série de músicos (Naná Vasconcelos, Tommy Koverhult, Tommy Goldman, Bengt Berger, Okay Temiz, entre muitos outros) para um percurso cósmico, que se desencontra do jazz, e procura as músicas do mundo, de uma forma espiritual, cósmica, num estado intenso de constante “procura”. Esta procura reside no facto de “Organic Music Society” desvendar o novo sem ter conhecimento do que está a fazer. Há barreiras que se quebram entre aquilo que se viria a conhecer como música cósmica nos anos 1980, ou de como a “world music” começou a ter os seus encontros com o ocidente nas décadas seguintes. Aqui não há amarras nem a preocupação de género. Um corredor espiritual, finalmente reeditado em condições.

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Terça-feira, 4 Dezembro, 2018

CAMILA FUCHS Heart Pressed Between Stones CD / LP

€ 12,50 CD ATP / SVS

€ 16,95 LP ATP / SVS

Projecto conjunto entre Camila de Laborde e Daniel Hermann-Collini (SVS Records), “Heart Pressed Between Stones” é o segundo álbum de Camila Fuchs, um desafio entre a pop e a experimentação, na senda de Björk, com a confiança de quebrar o lado mais arcaico entre o que se considera “pop” vs. “experimentação. Em qualquer um dos seis temas de “Heart Presses Between Stones” há um desejo de deixar os temas respirar, de deixar que tudo cresça com o à-vontade da viagem que se quer proporcionar. A voz de Camila é a estrada mas também os sinais, um guia para uma aventura que recusa a catalogação de experimentação. É música destinada a ser ouvida sem preconceito, que convida a entrar num belíssimo compromisso entre o futuro, o novo, e o presente. Destemida e intemporal, Camila é claramente dona de um palco maior.

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Terça-feira, 4 Dezembro, 2018

SADE Never As Good As The First Time / Keep Hanging On 7″

€ 5,00 7″ Epic (A7061 7)

Exemplares originais da prensagem holandesa de 1986 / Original 1986 Dutch pressing. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Never As Good As The First Time
Keep Hanging On

Versão mais curta, para single, em relação à que conhecemos do álbum “Promise” (1985). No video, Sade cavalga em passo veloz através da planície, dando espaço à letra nostálgica sobre os bons tempos. Juniores e seniores são sequenciados no video para passar a mensagem “Never as good as the first time.” O habitual lado B instrumental em singles de Sade mostra a versão ao vivo de “Keep Hanging On”, gravação pristina, baixo e bateria bem marcados. Reaparece mais tarde no maxi de “Paradise”, em 1988, mas é aqui que esta faixa de puro groove urbano sofisticado tem a sua première.

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Terça-feira, 4 Dezembro, 2018

V/A Testimony 12″

€ 12,50 12″ Knekelhuis

Tempos de ambiguidade cronológica trazem música sem barreira temporal fixa. As quatro faixas neste EP somam pontos de categoria num plano exótico, semi-ritual, industrial, drogado e explorador. Magnífica replicação do passado nebuloso ou reencantamento dos mesmos espíritos para necessidades actuais. Todas as quatro faixas ficam a navegar num limbo conceptual que assinala décadas antigas. Job Sifre puxa Ike Yard; Patricia Kokett puxa Tubeway Army sem a voz de Gary Numan e com visão suficiente para produzir sério techno em 1980; Maoupa Mazzocchetti talvez Pacific 231 ou Vox Populi, Sabla pode cruzar Jon Hassell com Chris & Cosey. Tudo bom.


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Terça-feira, 4 Dezembro, 2018

MJ LALLO Take Me With You 2LP

€ 30,50 2LP Séance Centre

OUVIR / LISTEN:
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Colecção de música gravada entre 1982 e 1997, em casa, por MJ Lallo. Explorações ambientais no limite da atmosfera, olho na Terra e outro no Espaço. Belíssimos mantras electrónicos com destaque frequente para a voz errante da própria autora, percorrendo a mesma linha que atribuímos a momentos de Laurie Anderson ou Joan La Barbara, mas vai embora em trânsito intergaláctico com a maior das facilidades. Noutras ocasiões, a pop baleárica de Antena, prefigurando até o que, mais recentemente, é feito por Peaking Lights e assim. Bem expresso em “Alien Angels”, uma das canções mais estranhas, logo pelo tratamento da voz e pela ousadia de pretender um groove onde a maioria talvez não oiça mais do que dissonância. A voz tende a fundir-se com sintetizador, em jeito de Todd Rundgren (“Born To Synthesize”). Descobrimos, enfim, o passado e o presente de MJ Lallo, especializada em voice over / narração, com estúdio fixo desde 1983, onde ainda ensina a sua arte e prepara futuros profissionais. Bem dentro do ramo mas muito fora da percepção comum.

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Quarta-feira, 28 Novembro, 2018

VON CALHAU! “Batcabelo” CASSETE

€ 5,95 CASSETE C16 (Edição limitada a 75) Porta

OUVIR / LISTEN:
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Gravado ao vivo a 9 de Dezembro de 2017 no Passos Manuel, Porto. Dois excertos retirados da performance em que Marta Von Calhau faz headbanging com o cabelo a atingir um tambor: “Batcabelo”. Duração total de 16 minutos em dois lados. Drone, pulsação analógica, cabelo, tambor, electricidade, zona industrial, zumbido e pressão é tudo o que precisam de saber. Ali antes do final chamam a polícia. Como sempre (achamos), óptimo.


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Terça-feira, 27 Novembro, 2018

AFRO NATIONAL African Experimentals (1972-1979) LP

€ 20,50 LP Africa Seven

Difícil não ficar conquistado logo na primeira “Jokenge”. Totalmente em alta ainda com a segunda, “Push Am Forward”. Afro National arrancam em 72 para um corpo de trabalho que, nesta antologia, revela a diversidade dos seus grooves: afrobeat, highlife, psych, quase-disco. Raiz muito africana, pouco ocidentalizada. Mais à frente, “Gowa” começa com break estendido, antes da tradicional batida em shuffle se assumir como motor. Destaque para o jogo de vozes. Sulay Abu Bakarr, Patricia Wilson e outros membros originais da banda regressaram em 2012, 40 anos após o início, para a gala anual da Noslina: associação de nacionais da Serra Leoa nos Estados Unidos, reconhecido assim o seu sucesso anterior com canções que se tornaram populares no país, como “Sonjo”.


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Quarta-feira, 9 Maio, 2018

FILHO DA MÃE Água-Má CD / LP

€ 9,95 CD Lovers & Lollypops

€ 13,50 LP Lovers & Lollypops

Nos discos de Filho da Mãe (Rui Carvalho) encontram-se histórias seguras e bem-definidas com realizações claras dos caminhos que resolve percorrer. O modo como afirma a sua guitarra e a linguagem que pratica nasce, contudo, de uma estranheza com os locais onde decide gravar. Foi assim desde o começo, com “Palácio”, disco gravado em casa do seu amigo, e companheiro de armas nos If Lucy Fell, Makoto Yagyu, depois em “Cabeça”, entre Montemor-O-Novo e o Gerês, ou quando foi para Amares resolver as ideias para “Mergulho” no Mosteiro de Santo André de Rendufe. “Água-Má” segue a tradição, num movimento entre Portugal Continental (Lisboa, no estúdio HAUS) e as ilhas madeirenses, onde esteve durante uma semana em residência no primeiro trimestre de 2018.
“Água-Má” é sinónimo de alforreca e os tentáculos do ser marinho talvez sirvam de analogia para o dedilhar na guitarra de Filho da Mãe, ou a transparência da criatura como uma referência aos jeitos límpidos e lúcidos das composições que aqui apresenta. É um álbum que começa na “Praia”, uma vertiginosa corrida de alguém que foge com todas as certezas, e termina em “Casa”, onde larga a guitarra e deixa “Água-Má” repousar num registo de tranquilidade em modo field recordings, ficando a sensação de caminho percorrido e dever cumprido.
A distância entre essa “Praia” e a “Casa” é o fulgor de “Água-Má”. Filho da Mãe ficciona lugares e situações narrados por alguém que sabe impor o seu próprio tempo e história. Depois de uma corrida para Praia, cai bem a calma, segurança e brandura de um “Não Me Voltes Atrás”; as incertezas de “Não, Não Danço” seguram a galopada de “Nem Chuva, Nem Cães”. E em cada canção ouve-se a respiração de Rui Carvalho, uma marcação do tempo e da proximidade com que quer que oiçamos as suas canções. É uma partilha do seu espaço íntimo com o do ouvinte, um refrão constante que acompanha as melodias da guitarra e se funde com os sons em redor, ouvidos em alguns temas, e que humanizam a estética singular de Filho da Mãe. Os locais onde Rui Carvalho grava constroem a história dos seus álbuns e os locais só ficam mais ricos por ouvirem as aventuras que neles viveu com a sua guitarra.

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Quarta-feira, 12 Abril, 2017

THE NORMAL Warm Leatherette / TVOD 7″

normal warm leatherette

€5,50 7″ Mute

OUVIR / LISTEN:
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A sensação é frequentemente de que o punk começou a fazer verdadeiro sentido quando o acesso a instrumentos electrónicos permitiu democratizar ainda mais a criação de música e, até, retirá-la de estúdios ou salas de ensaio directamente para o quarto de cada um. Se há que escolher um hino para simbolizar com toda a propriedade esta atitude, tem de ser “Warm Leatherette”. Saiu em 1978, o autor é Daniel Miller, que com este single efectivamente fundou a Mute Records (número de catálogo é o 001). No mesmo ano de “Man Machine” dos Kraftwerk, este é o lado não-romântico e desapaixonado da relação homem-máquina (“I don’t need no TV screen, i just stick the aerial into my skin” em “TVOD”, o lado B), prelúdio da vaga synth-core que se aproximava, reflexo de tempos cinzentos e tensos, cantar sobre tecnologia e materiais, esperar por um futuro pouco radioso. Este disco é um marco histórico.

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