Quinta-feira, 21 Junho, 2018

URSULA K. LE GUIN & TODD BARTON Music & Poetry Of The Kesh LP

€ 22,95 LP (2018 reissue) Freedom To Spend

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Tudo inventado: o povo Kesh, a sua poesia e a sua música em instrumentos também inventados por Ursula K. Le Guin, conhecida sobretudo como autora de ficção científica. Ao escutar a sua voz, recitando e cantando em Kesh, pairam sombras de “Avatar”, o filme, também por semelhantes considerações ecológicas que Le Guin incluiu no seu livro “Always Coming Home” (1985), que serviu de base às gravações neste LP. Introspecção freak sempre em busca de um mundo melhor, cânticos e celebrações, uma possibilidade de experimentarmos o contacto com um povo imaginário através de um legado muito concreto. Escutar a maior parte do disco implica quase necessariamente a observação de um respeito por esta tradição inventada. Adicionalmente, segue como testemunho de uma outra tradição, esta musical, de proximidade com a natureza e uma forte procura de limpeza de alma, reforçada naqueles anos 60 em que a contracultura parecia indicar o caminho certo.

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Quinta-feira, 21 Junho, 2018

KAMASI WASHINGTON Heaven And Earth 2CD / 4LP

€ 16,95 2CD Young Turks

€ 58,95 4LP Young Turks

Com “The Epic” ficou claro que quando Kamasi Washington se dedica a algo, tem de ser em grande. Tanto que “Harmony Of Difference”, o EP que saiu no ano passado, mais parecia um álbum, não pela sua duração mas pela estrutura e evolução que transmitia: “Harmony Of Difference” foi tudo menos um entreposto entre “The Epic” e este “Heaven And Earth”. Ao longo de duas horas Kamasi Washington cria uma viagem com um destino com várias paragens, pode-se falar de um roteiro de jazz, mas isso dá mais uma ideia de álbum-cruzeiro do que realmente a transversalidade e génio que aqui acontece. Caminhos de Coltrane, Hancock, Don Cherry e a fase pesada de Miles Davis cruzam-se, mas o que torna Kamasi Washington tão atractivo, apelativo e relevante nos dias que correm é o arriscar em fórmulas aparentemente simples que rodopiam para algo mais complexo, ao comando do saxofone ou não. Soa a música ligeira sem o ser, é jazz enquanto também é mascarado de jazz, reveste-se de um sentido pop sem perder a base da sua fundação. Acima de tudo sente-se uma banda a tocar, um comando, uma ordem e uma lógica que tornam as suas ideias – e realizações – invencíveis nesta década. É estranho soar a refresco quando tudo já foi feito, mas Kamasi tem esse talento. Já se pode ter ouvido tudo, mas ainda não se ouviu Kamasi Washington. Irresistível.


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Quinta-feira, 21 Junho, 2018

GANG GANG DANCE Kazuashita CD / LP

€ 11,95 CD 4AD

€ 21,95 LP 4AD

Sete anos passaram desde “Eye Contact” mas certas coisas mantêm-se na música dos Gang Gang Dance. Do noise e da música experimental no início dos 2000s, Brian Degraw e Lizzi Bougatsos encontraram um posto na música de dança, principalmente a partir de “Saint Dymphna”, que já tem 10 anos. “Kazuashita” faz valer o presente, encostado às redescobertas recentes de alguma música japonesa de outras décadas e do fascínio do balearico nas viagens da Music From Memory, sem perder a componente muito Yoko Ono de Bougatsos e da própria sonoridade dos GGD. E, tal como noutros momentos, são uma banda sem nostalgia, com um amor por reconverter os sons ao presente e educa-los para um público que ouve sem medos. “Kazuashita” é, por isso, um álbum de paisagens, de mundo, que convida a uma viagem com modos muito imprevisíveis: é ouvir “Lotus” e fechar os olhos. A paragem fez (muito) bem aos Gang Gang Dance.

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Terça-feira, 19 Junho, 2018

PROC FISKAL Insula CD / 2LP

€ 12,50 CD Hyperdub

€ 17,50 2LP Hyperdub

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Na multiplicidade de samples que compõem a introdução de “Insula” encontra-se o clássico “something wonderful…” de “2001: Odisseia No Espaço”, abrindo a porta à curiosidade. “Insula” não é, como o título indica, uma manobra isolada. Na verdade, procura ligação (desde logo afectiva) com um legado de música electrónica britânica assente na década de 90, todo o período extremamente fértil da IDM lançada pela Warp e outras editoras sintonizadas com um novo mundo pós-dança. Daí para diante, passando pela inevitável speed garage até ao dubstep, Proc Fiskal recolhe dados para elaborar as dezasseis faixas em “Insula” e foca bastante a atenção nos motivos melódicos que chegam assim a 2018 com vibração mais digital mas com a sua alma – aparentemente – intacta. Podemos mesmo encarar “Insula” como um tributo a uma linha musical histórica sem que o álbum corra o risco de ficar negativamente associado a um sentimento nostálgico.

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Terça-feira, 19 Junho, 2018

ERIC RANDOM & THE BEDLAMITES Time-Splice CD

€ 15,95 CD Klanggalerie

Pedaço forte de música gravada em Manchester por Eric Random e os Bedlamites. Ele foi uma das figuras importantes no período pós-punk, andou na estrada com os Buzzcocks, formou os Tiller Boys com Pete Shelley e gravou para a Doublevision dos Cabaret Voltaire, onde saíram o LP e o EP reunidos neste CD. Em 1984, ano da edição dos dois discos, Eric Random já tinha trilhado um caminho híbrido que incorporava dub, Oriente e os ambientes mais desolados da cena industrial- “Dream Web Of Maya” e “Himalayan Sun” são talvez os exemplos mais categóricos, com um quê de Suns Of Arqa. “Mad As Mankind” foi gravado nos estudios dos CV (Western Works) e produzido por Stephen Mallinder e Richard Kirk. “Time-Splice”, o álbum, representa impecavelmente uma versão exótica, pouco ou nada florida, de música de dança. “Hardcore” pode ser a representação pop, aqui, e sabemos que esta é uma afirmação discutível. Dub bem profundo em “Second Sight”, na linha de Bill Laswell ou Jah Wobble – o baixista Wayne Sedgeman era dos Suns Of Arqa. Disco quase perfeito em que a percussão é muito solta e marca outros tempos em relação à norma pop/rock. Dispensável, talvez, a versão limpa de “Mad As Mankind” gravada em 2012, que encerra o CD. Tudo o resto tem nota bem alta.

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Terça-feira, 19 Junho, 2018

HULA Murmur CD

€ 15,95 CD (2018 reissue) Klanggalerie

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Hour By Hour, Tear-Up, Ghost Rattle, Delirium, Pleasure Hates Language, Cold Kiss, Red Mirror, Hard Stripes

Por onde começar? Naturalmente, terá de ser Sheffield, a cidade industrial no norte de Inglaterra que gerou mais música influente do que conseguimos nomear: Cabaret Voltaire, ABC, Pulp, Clock DVA, Human League e Heaven 17, Moloko, LFO e a Warp Records, etc. Hula são um produto claro desse caldeirão criativo no tempo em que a cena industrial se fundia com pós-punk. Aliás, o espírito comunitário manifesta-se logo na génese: três membros fundadores de Hula partilhavam habitação com Stephen Mallinder dos Cabaret Voltaire numa villa chamada Hula Kula (também o título de um lado B dos Roxy Music). O colectivo foi sendo acrescentado, ao longo dos anos, nunca fechando portas a colaborações e projectos paralelos. Mark Albrow tem carreira nas artes plásticas; Alan Fisch (substituído por Nort já em “Murmur”) tocou bateria nos Cabaret Voltaire; mas talvez o mais transversal, para comunicar a ideia, seja Mark Brydon. Tocou baixo e percussão no primeiro álbum dos Hula (“Cut From Inside”, 1983). Em “Murmur” ele vem creditado como co-autor da capa, e isso ilustra bem o modo como estes músicos e artistas se misturavam. Brydon estaria envolvido mais tarde na equipa de produção Fon, que deu origem a um estúdio e à editora Warp. Mais à frente fundou os Moloko com Róisín Murphy. A banda misturava-se com artes visuais, produzindo o álbum “Shadowland” em 1986, bem mais abstracto. Em 1984, porém, “Murmur” revela uma banda com instrumentos tradicionais, sim (guitarra, bateria e baixo), mas com utilização cirúrgica de técnicas de corte e sampling / manipulação de fita e, na voz, uma indecisão que nunca ouvimos, desta forma, em nenhuma outra banda, entre o que quase poderia ser pop, funk, e uma obscuridade voluntária, cultivando um lado negro mais ligado ao industrial. Ron Wright partia muitas vezes em mantras repetitivos, como acontece aqui em “Tear Up”, uma das faixas icónicas desta fase de Hula. O músculo funk – bateria e baixo – parecia replicar o que se conhecia dos A Certain Ratio, também do norte de Inglaterra (muito exposto à soul e r&b norte-americanos), só que com outra complexidade e orientação nos arranjos. talvez menos Brasil e mais galeria de arte. “Ghost Rattle” cita “Murder In The Clean States”, uma das faixas de “Cut From Inside”, simplesmente usando o título como parte da letra. “Pleasure Hates Language” é tão rico em detalhe que se pensa como era possível replicar ao vivo este equilíbrio entre electrónica, artifícios de estúdio e um set up ao vivo. Muito mais para dizer sobre uma das bandas fetiche há demasiados anos aqui na Flur. Não há abordagem fácil para os Hula, não há hits nem grandes melodias para cantar, mas os mantras de Ron Wright, uma vez apreendidos, ficam a circular na cabeça. Uma das bandas mais vitais e ao mesmo tempo menos conhecidas daquele período em Inglaterra. Década de 80 do outro lado do espelho. Edição muito acrescentada com os singles da época, na íntegra: “Fever Car”, “Get The Habit” e “Walk On Stalks Of Shatterd Glass” (deste apenas uma das versões está incluída).

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Terça-feira, 19 Junho, 2018

LORAD GROUP Sul Tempo LP

€ 16,50 LP (2018 reissue) Lily Record

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Informação praticamente nula sobre grupo, editora e contexto. Registado na net com o ano de 1988, editado apenas em CD, é agora revisto para vinil com som cristalino e absolutamente contemporâneo. Disco incrível de fake jazz (mesmo princípio usado por Frank Zappa em “Jazz From Hell”, por exemplo) e exotica variada, com sentimento digital muito forte. Nesse final da década de 80 abriram-se novas possibilidades tecnológicas de criação e gravação de música com o mundo digital a avançar rápido. Suficientemente cativante para que músicos de um universo claramente rock como Colin Newman (Wire) tenham alterado notoriamente o seu som, ainda que temporariamente. No caso de Newman, o LP “It Seems”. “Sul Tempo” abre panorâmicas para uma zona de conforto e esperança no futuro, é uma espécie de LP de Library não assumido, preferindo a não conceptualização da música para apenas a apresentar límpida, com títulos não muito reveladores. Piano digital, ambiente em ondas, batida mega plástica. Lindo.

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Terça-feira, 19 Junho, 2018

LORD TUSK Communiqué 12″

€ 11,95 12″ MIC

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Lord Tusk aparece de tempos a tempos com discos quase sempre desviados das normas. Do mesmo poço de mistério de John T. Gast e Dean Blunt – com quem colaborou – Lord Tusk grava “Communiqué” como quem redesenha várias tradições em linhas sobrepostas. Dub, industrial, house e, como diz o press-release, Minneapolis Funk. Ouvimos até, nas vozes de “Don’t Be Shy”, uma certa postura 4AD dos primeiros This Mortal Coil. No entanto, a força está em como tudo isto não se apoia em nostalgia e sim numa pista de contemporaneidade que, neste EP, atira connosco para a frente. Como deve ser. Óptimo.

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Terça-feira, 19 Junho, 2018

SNAKEFINGER’S VESTAL VIRGINS Night Of Desirable Objects CD

€ 15,95 CD (2017 reissue) Klanggalerie

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN To FULL ALBUM:
Night Of Desirable Objects

“There’s No Justice In Life” fica como grande representação do absurdo que tudo isto parece ser, por vezes. O quarto e último álbum, editado pouco antes da morte prematura de Snakefinger é também dominado pelo carismático refrão de “Bless me For I Have Sinned” e a sua bem sacada quebra de guitarra a interromper temporariamente o que é, na prática, um hino. Passando por espirituais (“Jesus Gave Me Water”), jazz (“Move”), funk sintético (“Golden king”) e uma muito larga interpretação do que é o rock (ou antes, do que são as suas possibilidades), “Night Of Desirable Objects” revela as últimas ideias vivas deste grande iconoclasta dos 70s e 80s.

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Terça-feira, 19 Junho, 2018

SNAKEFINGER Chewing Hides The Sound CD

€ 15,95 CD (2017 reissue) Klanggalerie

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN To FULL ALBUM:
Chewing Hides The Sound

Praticamente um álbum de Residents, cuja autoria conjunta surge na maioria das canções do álbum. No entanto, a abertura pertence a “The Model” dos Kraftwerk, passada por harmonias-Residents e a voz de Snakefinger, tão desapaixonada como Ralf & Florian e com incrível entoação pós-punk como Tuxedomoon. Aparentemente terá sido a primeira versão editada de “The Model”. O estilo pomposo dos Residents é indisfarçável em “Kill The Great Raven”, mas o non sense, as pontuações rock de guitarra, as cores electrónicas como BBC Radiophonic Workshop ao serviço de um deus da guitarra, tudo é demasiado único para não ser levado a sério. Dito isto, o humor sarcástico é uma das características mais óbvias nesta música (como na dos Residents), e isso criou um género pelo menos desde Zappa. E, claro, dos próprios Residents, bem lá atrás no tempo. Iconoclasta, esforçado na sua diferença, a alargar claramente as vistas do rock, “Chewing Hides the Sound” entra pela casa como aquele convidado inconveniente que, depois de sair, deixa saudades porque simplesmente mudou toda a dinâmica que conhecíamos.

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Terça-feira, 19 Junho, 2018

SNAKEFINGER Greener Postures CD

€ 15,95 CD (2017 reissue) Klanggalerie

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A emancipação do guitarrista Snakefinger em relação aos Residents era complicada. Se, por um lado, o grupo é co-autor de muitas das canções de Snakefinger (este álbum não é excepção), por outro lado é o som da guitarra de Snakefinger que faz com que consigamos identificar o som de Residents muito depressa. O génio peculiar desta associação brilha intensamente em “Greener Postures” (1980), num fôlego que percorre o ska em dub de “The Man In The Dark Sedan” à percussão escura em “Jungle Princess” até ao vanguardismo pop surreal em “Save Me From Dali” e a aproximação ao som pós-punk da época em “Living in Vain”. !!! Como bónus, nove faixas ao vivo.

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Terça-feira, 19 Junho, 2018

SNAKEFINGER Manual Of Errors CD

€ 15,95 CD (2017 reissue) Klanggalerie

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Um passo numa direcção um pouco mais convencional, em 1982, embora o convencional aqui seja, talvez, Zappa ou Beefheart (com quem, aliás, o teclista Eric Drew Feldman trabalhou). Passo também numa certa independência criativa em relação aos Residents, cujo input autoral é bem menor em “Manual Of Errors”. Snakefinger exibe a sua guitarra em diversos contextos de estilo e pela primeira vez com a sua banda Vestal Virgins (incluía o supra-nomeado Feldman). Definição mais concreta de art-rock em “You Sliced Up My Wife”, feito de paragens e recomeços, e uma oscilação entre no wave e new wave, quase sempre com Snakefinger em modo nonsense bem apurado.

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