Terça-feira, 19 Junho, 2018

SNAKEFINGER’S VESTAL VIRGINS Night Of Desirable Objects CD

€ 15,95 CD (2017 reissue) Klanggalerie

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Night Of Desirable Objects

“There’s No Justice In Life” fica como grande representação do absurdo que tudo isto parece ser, por vezes. O quarto e último álbum, editado pouco antes da morte prematura de Snakefinger é também dominado pelo carismático refrão de “Bless me For I Have Sinned” e a sua bem sacada quebra de guitarra a interromper temporariamente o que é, na prática, um hino. Passando por espirituais (“Jesus Gave Me Water”), jazz (“Move”), funk sintético (“Golden king”) e uma muito larga interpretação do que é o rock (ou antes, do que são as suas possibilidades), “Night Of Desirable Objects” revela as últimas ideias vivas deste grande iconoclasta dos 70s e 80s.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Terça-feira, 19 Junho, 2018

SNAKEFINGER Chewing Hides The Sound CD

€ 15,95 CD (2017 reissue) Klanggalerie

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Chewing Hides The Sound

Praticamente um álbum de Residents, cuja autoria conjunta surge na maioria das canções do álbum. No entanto, a abertura pertence a “The Model” dos Kraftwerk, passada por harmonias-Residents e a voz de Snakefinger, tão desapaixonada como Ralf & Florian e com incrível entoação pós-punk como Tuxedomoon. Aparentemente terá sido a primeira versão editada de “The Model”. O estilo pomposo dos Residents é indisfarçável em “Kill The Great Raven”, mas o non sense, as pontuações rock de guitarra, as cores electrónicas como BBC Radiophonic Workshop ao serviço de um deus da guitarra, tudo é demasiado único para não ser levado a sério. Dito isto, o humor sarcástico é uma das características mais óbvias nesta música (como na dos Residents), e isso criou um género pelo menos desde Zappa. E, claro, dos próprios Residents, bem lá atrás no tempo. Iconoclasta, esforçado na sua diferença, a alargar claramente as vistas do rock, “Chewing Hides the Sound” entra pela casa como aquele convidado inconveniente que, depois de sair, deixa saudades porque simplesmente mudou toda a dinâmica que conhecíamos.

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Terça-feira, 19 Junho, 2018

SNAKEFINGER Greener Postures CD

€ 15,95 CD (2017 reissue) Klanggalerie

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A emancipação do guitarrista Snakefinger em relação aos Residents era complicada. Se, por um lado, o grupo é co-autor de muitas das canções de Snakefinger (este álbum não é excepção), por outro lado é o som da guitarra de Snakefinger que faz com que consigamos identificar o som de Residents muito depressa. O génio peculiar desta associação brilha intensamente em “Greener Postures” (1980), num fôlego que percorre o ska em dub de “The Man In The Dark Sedan” à percussão escura em “Jungle Princess” até ao vanguardismo pop surreal em “Save Me From Dali” e a aproximação ao som pós-punk da época em “Living in Vain”. !!! Como bónus, nove faixas ao vivo.

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Terça-feira, 19 Junho, 2018

SNAKEFINGER Manual Of Errors CD

€ 15,95 CD (2017 reissue) Klanggalerie

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Um passo numa direcção um pouco mais convencional, em 1982, embora o convencional aqui seja, talvez, Zappa ou Beefheart (com quem, aliás, o teclista Eric Drew Feldman trabalhou). Passo também numa certa independência criativa em relação aos Residents, cujo input autoral é bem menor em “Manual Of Errors”. Snakefinger exibe a sua guitarra em diversos contextos de estilo e pela primeira vez com a sua banda Vestal Virgins (incluía o supra-nomeado Feldman). Definição mais concreta de art-rock em “You Sliced Up My Wife”, feito de paragens e recomeços, e uma oscilação entre no wave e new wave, quase sempre com Snakefinger em modo nonsense bem apurado.

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Quinta-feira, 26 Abril, 2018

JOE HENDERSON / ALICE COLTRANE The Elements CD Concord

€ 7,50 CD (2017 reissue) Universal

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Em “The Elements” Joe Henderson começa um período muito criativo e exploratório na sua carreira. Editado originalmente em 1973 na Milestone, este disco tem uma formação de luxo: Alice Coltrane, Charlie Haden, Kenneth Nash e Michael White. Quatro temas, um para cada elemento, “The Elements” começa com o mais convencional dos temas, “Fire”, e abre-se a pura magia daí para a frente. O baixo é suave e faz a cama perfeita para o som de saxofone subtilmente alterado (por vezes com overdubs), a harpa de Alice Coltrane cria uma prancha contínua para todos os outros sons saltarem e mergulharem suavemente na água. Um portento finalmente reeditado em vinil.

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Sexta-feira, 20 Abril, 2018

V/A Uneven Paths: Deviant Pop From Europe 1980-1991 2CD / 2LP

€ 18,50 (preço pré-encomenda) 2CD Music From Memory

CD EM BREVE / SOON

€ 26,50 2LP Music From Memory

Década de enormes contrastes no circuito pop, a de 80. Habituados que estamos aos nomes do costume e a tipos de sonoridade que o mainstream promovia (e a evolução tecnológica também), é preciso ter vontade em procurar diferente para se conseguir ter acesso ao imenso património mais ou menos oculto que esses anos produziram. Há uma clara maneira de estar associada à pop “esclarecida” da década, mais conotada com uma certa melancolia, quando não cultivo mesmo da tristeza, ambição artística mais elevada. Algumas editoras, geralmente no centro-oeste da Europa simbolizavam esses aspectos: 4AD em Inglaterra, por exemplo, NATO em França, Les Disques Du Crépuscule na Bélgica. A mistura entre pop claramente melódica com jazz e a vanguarda da improvisação criava novas soluções. “Uneven Paths” acrescenta um certo foco no exotismo e apresenta um conjunto alargado de canções suspensas num tempo que, apesar de tudo, apesar de estes músicos terem editado e actuado, foi mais imaginado do que efectivo. Isso é muito bonito.

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Quarta-feira, 4 Abril, 2018

TRANSLLUSION The Opening Of The Cerebral Gate CD

€ 6,95 CD Tresor

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Continuando (encerrando?) o período de atenção a James Stinson (The Other People Place, Lab Rat XL, etc.) e Drexciya, recuperamos este álbum de 2001 a propósito da recente reprensagem em vinil triplo de “The Opening Of The Cerebral Gate” (de cujo stock aguardamos ainda confirmação). O som parece provir de bem mais longe do que 2001, toda a carga tecnológica aqui soa basilar, respeitante a códigos muito antigos. Ainda firmemente enraizado na cultura electro, Transllusion vagueia um pouco para o lado, mantendo a reconhecível cadência perfeitamente sincopada da caixa de ritmos e complementando-a com sequências extremamente sintéticas e mais próximas de um certo psicadelismo do que outros projectos de James Stinson. Óptima fantasia robótica válida para a eternidade ou, pelo menos, até deixar de ser fantasia, parece-nos.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

SHINICHI ATOBE Butterfly Effect 2LP DDS

€ 23,95 2LP DDS

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Tivéssemos feito uma lista de 2014 com os nossos melhores do ano, “The Butterfly Effect” teria entrado lá. Na lista de electrónica, sim, num top genérico dos melhores do ano, estaria nos lugares cimeiros. Porque é que só falamos dele agora? Simples, sempre que o recebemos esgotou num ápice. Sempre que chegávamos àquela altura semanal de escrever a Lust já não tínhamos cópias. Recebemos mais esta semana. Shinichi Atobe não é um nome novo, há mais de uma década lançou um 12” incrível na Chain Reaction e desapareceu. Regressou no ano passado à editora dos Demdike Stare e a qualidade manteve-se intacta. O tempo passou, a sensibilidade de construir camadas robustas de géneros (e sensações) em cada tema não. Sim, há uma costela Chain Reaction aqui. Mas também foi amenizada pelos costumes que se criaram na electrónica entretanto. Lembra-nos às vezes “This Bliss” de Pantha Du Prince, mas deixá-lo aí é muito injusto. A comparação surge talvez pela forma imediata com que cruza o techno com outros caminhos e o traduz numa linguagem simples. A repetição, melhor, os padrões que cria na estrutura base das canções são melodias simples e orelhudas. Só que depois o padrão é revestido por pormenores complexos que torna cada audição uma descoberta. E é aqui que “The Butterfly Effect” se distingue de quase toda a competição, há um trabalho meticuloso que é surpreendente de tema para tema, onde o barroco é bem-vindo porque nos abre portas para outras sensações. É um álbum de sons familiares, reconfortantes e, por isso, convida-nos sempre a uma nova audição. Complexo e viciante, foi um mimo para os nossos ouvidos na recta final de 2014. Daqui a umas semanas devemos receber exemplares da edição em vinil, terceiro repress (e não conseguimos nenhuma cópia até agora). Não deixem fugir isto.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

ZOMBY Mercury’s Rainbow 2LP

€ 24,95 2LP Modern Love

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Numa altura em que se começa a descobrir a influência de uma certa cultura (a dos videojogos e da anime) na mente de alguns produtores europeus, seja pela recente edição da compilação “Diggin In The Carts” da Hyperdub ou pela reedição de “Ghost In The Shell” pela We Release Whatever The Fuck We Want há alguns meses, esta compilação de trabalhos efectuados por Zomby entre 2008-2009 tem um oportunismo incrível. Incrível porque se consegue vislumbrar o trabalho de Zomby reduzido a um esqueleto, transformando uma paleta de sons reconhecíveis do universo dos videojogos em música de dança frenética e urgente. Se há dez anos este trabalho era visionário e, talvez, menos compreensível, agora serve a sua função de oferecer uma leitura mais clara do restante trabalho de Zomby (fica mais claro de onde vêm certos sons, ritmos, construções) e de mostrar de como a influência japonesa tem estado presente na mente de diversos produtores de dubstep, grime e da electrónica em geral (fora do campo da dança/pop) da última década. Há todo um processo diferente em “Mercury’s Rainbow”, um encadeamento de ideias livres e que ainda hoje, quase dez anos depois, parece música do futuro. Zomby criou visões sónicas de como certa música da sua infância poder-se-ia instalar no futuro, trabalhando a mecânica de certos sons (simples, directos, que provocam uma reacção imediata) com uma alta definição e melodias que estavam ausentes nos sons originais: ou, melhor, na paleta de sons, melodias, encadeamentos, que o influenciaram. A urgência do melhor Zomby está compactada em pequenos momentos, em relações que cria com sons de videojogos e que procuram o instinto do ouvinte. No fundo, este torna-se num peão no universe de Zomby, uma bola a ser empurrada por flippers e com direcção incerta. Provavelmente na altura em que Zomby produziu estes temas o mundo não estivesse pronto para absorver o vanguardismo destas produções. Agora ainda é música de vanguarda, mas há todo um contexto em volta e um conhecimento do corpo completo das produções de Zomby: e, por isso, a descoberta destes temas são oportunos e oferecem direcções para o rumo que a electrónica está a tomar. Estes sons instalaram-se na cabeça dos produtores que hoje têm 20/30 anos e obviamente estão instalados na sua música, cada vez mais presentes e notórios à medida que o mundo absorve a importância desta influência. Obrigatório viver isto agora para encarar o futuro mais próximo da electrónica/dança.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

ANGOPHORA Scenes LP

€ 15,95 LP Ken Oath

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Uma das editoras esteticamente lá ao pé da Mood Hut, a receber carinho por aqui desde “Coarsica” de Caravan, no ano passado. A partir de Sydney, e a abrir o espaço australiano perante quem escuta, “Scenes” navega pacificamente não apenas o vasto interior mas as zonas costeiras onde a praia se estende para nós. De novo – já o escrevemos em relação a outros discos de pop instrumental – uma certa presença da West Coast escandinava com os Studio (o álbum “West Coast” é de 2006), mas Angophora não repetem o que se passou antes a não ser que consideremos repetidas as harmonias que instantaneamente nos conquistam. Álbum sóbrio e de elegância sem esforço.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

SPACE AFRIKA Somewhere Decent To Live LP

€ 18,95 LP Sferic

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

HUERCO S. For Those Of You Who Have Never (And Also Those Who Have) 2×12″

€ 20,50 2×12″ Proibito

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Huerco S. produz na zona de confluência entre música para dançar e atmosferas dub muito gaseadas. A editora de Anthony Naples volta a quebrar a linha de maxis com outro álbum (o anterior havia sido “Body Pill”, do próprio Naples) que pode ser mais ou menos encarado como manifesto de uma atitude perante a música electrónica, dependendo do envolvimento de quem escuta. Todas as referências clássicas entram e saem do écran de visibilidade (Basic Channel, Chain Reaction, ambientalismo ritualista, glitch da Mille Plateaux, etc.), compondo um disco que também pode encaixar no universo de editoras esotéricas como a Pre-Cert Home Entertainment e alguns fumos de Hype Williams. Exploração introvertida com muita coisa para dizer ao ouvido.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

PRIMITIVE WORLD White On White LP

€ 18,95 LP Ecstatic

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Máquinas a bater no espaço, ritmos inconformados e movimentações de espaço 2D para 3D com uma precisão magnífica. “White On White” é um álbum de movimentos precisos, onde os sintetizadores criam padrões rítmicos e incomuns e estranhamente viciantes. Este álbum de Primitive World parece uma estrutura de ferro que está constantemente a ser moldada aos nossos ouvidos, um trabalho sempre em progresso, ou movimento, mas preciso e vigoroso. No fundo, há algo aqui de Futurismo, os sons indicam um fascínio pela máquina, pela velocidade, pela industrialização: a rapidez das coisas. E lança eficazmente a questão: será que a música acompanha essa rapidez das coisas? A resposta não é dada e o lado orgânico dos beats – quase como se a máquina se tornasse humana – tornam a pergunta mais misteriosa e, claro, fascinante. Porque “White On White” fala de música de arquivo, dos sons de library e da música contemporânea com uma propriedade que não sentíamos desde os “Black Mill Tapes” de Pye Corner Audio. E também sentimos o caos organizado dos Hype Williams (talvez mais via Inga Copeland) e o techno rebarbado dos Black Dice. “White On White” não é um disco. É uma máquina de precisão. Um exercício de poder. Obrigatório.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

CV & JAB Zin Taylor’s Thoughts Of A Dot As It Travels A Surface LP

€ 21,50 LP Shelter Press

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À semelhança da compilação “Mono No Aware”, “Zin Taylor’s Thoughts of a Dot as it Travels a Surface” de CV & JAB (Christina Vantzou e John Also Bennett) é uma experiência intencional e desafiante em volta da música ambiente. Aqui, contudo, a música evita a narração de uma história, qualquer coisa de embalar, e brinca com harmonias e sensações, embala o ouvinte para um espaço cativante e sonicamente único. Pode-se sentir a sensação de se estar dentro de um filme de Lynch, sim, mas mais valioso do que isso é a entrada de um universo que aconchega o ouvinte e o acorrenta a um romantismo que parece já não existir na música electrónica. E, mesmo que exista, CV & JAB convencem-nos do contrário. No fundo, é a paixão e o trabalho que sentimos quando ouvimos os trabalhos de Chris & Cosey, o encosto a uma nova dimensão e a redução de todos os filtros a zero. É música nova, onde um piano é uma casa vazia e uma flauta um som de desespero. Abstracto, alegórico e cor de cristal. Um diamante.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

VAKULA Metaphors 2LP

€ 20,50 2LP Leleka

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Vakula regressa à terra cósmica de ninguém que visitou em discos anteriores – lembramo-nos de “Voyage To Arcturus”. A sensibilidade daquele a quem alguns se referem como “um dos grandes da Deep House Consciente” (algo assim) permite-lhe abordar géneros distintos com impressionante à-vontade. A carga esotérica em “Metaphors” estabelece um clima de intimidade com o Eu, se nos quisermos concentrar no som. A luz envolta em negro, na capa, simula o olho de HAL 9000 (“2001: Odisseia No Espaço”), o que sugere imediatamente questões existenciais. Música como veículo é uma ideia antiga à disposição de cada um, e manifesta-se com força elegante em todas as cinco faixas, sobretudo em ambas as versões (longas) de “Tale Of The Eternal Thought”. Garantam a viagem.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

CONJOINT Earprints 2LP

€ 22,95 2LP (2018 reissue) DDS

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A afinação no mercado de reedições motiva recuperações de discos relativamente próximos de nós no tempo mas que, por motivos vários, passaram abaixo do radar na sua época. Editado na Source (de Move D ) no ano 2000, “Earprints” foi o segundo de três álbuns deste combo de jazz electrónico: David Moufang (Move D), o pianista Karl Berger (tocou, entre outros, com Don Cherry), Jamie Hodge (editou na Plus 8 de Richie Hawtin tão longe quanto 1993 e 1994) e o guitarrista Gunter Kraus. A eterna referência da banda que toca na cantina de Mos Eisley no primrieo “Star Wars” é válida para convocar a imagem de um jazz sideral, de elevador, que assume com naturalidade o seu papel de música de fundo enquanto se insinua com classe perante nós.

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Sexta-feira, 16 Março, 2018

PEDRINHO Aleluia LP

€ 20,50 LP (2018 reissue) Mar & Sol

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A música de Pedrinho está listada nas duas compilações que, recentemente, mostraram Cabo Verde ao Mundo: “Space Echo” e “Synthesize The Soul”. desde logo, o seu nome fica fundamental. A espécie de funaná psicadélico em “Ei Se Vous Dancé”, com o wah-wah da guitarra a tornar o groove ainda mais matador, abre este álbum de forma exuberante e celebratória, mas reparem como os sopros instalam uma certa melancolia por cima da festa. Gravado em Lisboa, como acontecia com muitos músicos africanos que vinham para Portugal procurar vida melhor, “Aleluia” afina a tradição das ilhas para uma certa modernidade sem que isso corrompa de forma alguma o coração puro da música. Vida de trabalho, vontade de romance, palavras saídas da experiência e um álbum que termina com a própria faixa “Aleluia” num êxtase invulgar de guitarra que abre para o cântico “Aleluia! Viva África independente. Aleluia!” E a óbvia correspondência entre as palavras Aleluia e Alegria vai encerrando este disco com um sorriso universal. Bonito, este primeiro da Mar & Sol, o pessoal que, a partir de Lisboa, faz também a Ostra Discos.

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Sexta-feira, 16 Março, 2018

ALVA NOTO Unieqav CD / 2LP

€ 19,50 CD Noton

€ 31,50 2LP Noton

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Estamos em Março e tem sido um ano em pleno para a reconfiguração da editora de Carsten Nicolai. Três álbuns, todos eles fantásticos, e finalmente um em nome próprio. Este “Unieqav” enquadra-se na sua série “Uni” (“Unitxt” e “Univrs”), processo singular onde Alva Noto reconstrói a sua linguagem a um espaço próximo da música de dança. Tal como nos outros álbuns da série, a linguagem é mais solta e expressa em ácido via os beats-não-beats recorrentes do processo de trabalho de Alva Noto, além de contar com a colaboração (como é hábito) de Anne-James Chaton num dos temas. “Unieqav” é ficção científica de execução, um manual de ver, ouvir e interpretar código com ritmo. Profundo, solto e universal.

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Sexta-feira, 16 Março, 2018

BEAUTIFY JUNKYARDS The Invisible World of Beautify Junkyards CD / LP

€ 13,50 CD Ghost Box

€ 18,50 LP Ghost Box

Depois de um 7” na Ghost Box em 2016, os portugueses Beautify Junkyards regressam aos longa-durações com um belíssimo disco na editora inglesa. O terceiro álbum, “The Invisible World Of…” é um riquíssimo trabalho em volta de folk inglesa e do leste europeu anos 70 (há muita influência das bandas-sonoras que descobrimos via Finders Keepers aqui) e de Tropicália. A colaboração de Helena Espvall adiciona o tom ácido certo à folk que aqui exploram, talvez no disco mais Espers que colaborou após o final dos Espers. Bonito disco de nova-exótica, rico, fantasioso e outonal ainda com sol. Como se quer.


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Sexta-feira, 16 Março, 2018

KAORI SUZUKI Newsun CD

€ 12,50 CD Sounds Et Al

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“Newsun” remete-nos logo para “Vision Creation Newsun”, o fabuloso álbum de 1999 dos Boredoms. Embora as duas peças de Kaori Suzuki pouco devam ao som dos Boredoms – e, em particular, desse disco -, sente-se aqui uma nova vida na exploração da electrónica experimental e do uso de efeitos sonoros que distorcem a nossa sensação de espaço: o uso de estéreo ao longo das duas peças é de mestre. Mas Suzuki remete-nos para outros nomes da electrónica/experimental, à cabeça vem logo uma Éliane Radigue com um som muito mais preenchido, um Phil Niblock com uma visão mais além ou, mais contemporâneo, o controlo espacial de uma Kaitlyn Aurelia Smith e de Catherine Christer Hennix.

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