Segunda-feira, 12 Fevereiro, 2018

YASUAKI SHIMIZU Kakashi CD / LP

€ 17,95 CD (2017 reissue) Palto Flats / WRWTFWW

€ 23,95 LP (2017 reissue) Palto Flats / WRWTFWW

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“Kakashi” é um disco que cria e destrói a sua própria energia. Imensamente confuso consigo, criando e aventurando-se por géneros que na lógica da coisa não fazem muito sentido. Pode-se falar em ambient-jazz, em pop, em bandas-sonoras de anime, em rock e música experimental mas nada disso justifica o que acontece neste álbum de Yasuaki Shimizu. É uma novela de enredos, um novelo sem fim que só se compreende a si mesmo. Por vezes é nervoso, noutras histérico e emocionante, em algum momento há uma paz que consolide a magnífica orquestração de ideias que aqui concretiza. Tudo é calculado e explosivo. E quando acaba? Quer-se mais. Volta-se ao início. Porque não há outro álbum como “Kakashi”. Uma maravilha que é finalmente reeditada, graças à ligação Nova Iorque(PaltoFlats)-Geneva (WRWTFWW), que trouxe no ano passado “Through The Looking Glass” de Midori Takada.

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Quarta-feira, 10 Janeiro, 2018

DAMON WILD Cosmic Path CD

€ 14,95 € 11,95 (-20%) CD Infrastructure

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Damon Wild precisou de quase 10 anos para editar um álbum, depois de construir uma reputação bem sólida no circuito techno da década de 90. Entre alguns bangers e exercícios mais laboratoriais, contribuiu para a ideia de neutralidade techno ligada a uma condução de energia mais do que elaboração de narrativas. “Cosmic Path” inevitavelmente revisita todos os trilhos já abertos, seguro na convicção de que o techno chegou aos nossos dias com uma vitalidade incomparável. Damon Wild esteve lá antes, durante, e seguirá para a afterlife com uma mão forte nos comandos. “Cosmic Path” entra em 2018 como aquele cometa que regressa regularmente ao nosso céu: é sempre um evento.

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Quarta-feira, 10 Janeiro, 2018

JOANNE ROBERTSON & DEAN BLUNT Wahalla MLP

€ 21,50 LP Textile RDS

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM

Em Joanne Robertson, Dean Blunt encontrou a sua Inga Copeland para as suas incursões pop-psych. Era ela que se ouviu em “The Redeemer” e aqui volta a encaixar nessa fatia do universo de Dean Blunt com a singelidade que lhe é conhecida. Ao contrário dos restantes álbuns editados neste ano, “Walhalla” encaixa no vazio deixado por “Black Metal” como uma espécie de continuação para a sua carreira. Ou seja, não são restos de génio deixados noutro momento na sua carreira e encontrados para edição em 2017, é uma pura aventura nova, entre o psych-folk e a indie-pop dos Teletubbies.


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Quarta-feira, 10 Janeiro, 2018

V/A Pop Ambient 2018 CD / LP

€ 12,50 CD Kompakt

€ 16,50 LP Kompakt

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Com “DJ-Kicks”, “Pop Ambient” é certamente uma das séries de compilações com maior longevidade. O conceito é estanque, mas por aqui tem desfilado alguma da música ambiental mais profunda deste século. A palavra “pop” no título retira algum peso que o termo “ambient” possa colocar previamente no ouvinte. Há uma propensão épica a dominar a intensidade ambiental na música deste volume, mais uma vez, algo que reflecte talvez o exemplo prévio da soberba trilogia de Wolfgang Voight na Mille Plateaux, concluída no ano 2000 com “Pop”.

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1.Fresco & Pfeiffer – “Splinter” 2.Yui Onodera – “Prism” 3.Chuck Johnson – “Brahmi” 4.Triola – “L’Atalante” 5.The Orb – “Sky’s Falling” 6.Kenneth James Gibson – “Disinclined To Vacate” 7.Kaito – “Travelled Between Souls” 8.Mikkel Metal – “Shame” 9.T.Raumschmiere – “Eterna”

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Sexta-feira, 5 Janeiro, 2018

HIROSHI YOSHIMURA Pier & Loft LP

€ 24,95 LP (2017 reissue) 17853

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À semelhança de “Music For Nine Post Cards”, “Pier & Loft” só foi editado em território japonês, em cassete. Esta é a sua primeira edição em vinil, mais de três décadas após a sua edição original (1983). Se em “Music For Nine Post Cards” há uma tangente com o trabalho ambiental de Brian Eno – e aquele com curadoria de Eno -, em “Pier & Loft” o percurso de música ambiente mantém-se mas com uma toada muito mais cinematográfica em modo Vangelis-Blade-Runner. A escala escapa-se ao barroco, mas o teor sintético, a elevação dos sons e a construção das sobreposições fazem lembrar certos momentos do grego. Tal como em “Nine Post Cards” há um certo romantismo nos temas, umas espécie de execução apaixonada, estática, livre de qualquer vontade de altos e baixos. E a precisão fantástica de Hiroshi Yoshimura torna eterno cada segundo de “Pier & Loft”. É uma das definições mais bonitas de elegância.

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Sexta-feira, 5 Janeiro, 2018

LOLINA Lolita 10″

€ 10,50 10″ Ed. Autor

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A música de Inga Copeland vive num bonito limbo. A existência pós-Hype Williams tem sido muitíssimo relevante e talvez seja através dela que se encontra a linha que une grime, música concreta e aventuras intensamente abstractas no campeonato da música de dança. A sua existência enquanto Lolina tem proporcionado experiências que desafiam o elemento sónico da música de dança com o noise e é maravilhoso como tem evoluído em cada lançamento. O seu álbum ao vivo em Paris, editado em 2016, é uma poderosa demonstração disso e as três faixas presentes neste “Lolita” são um corredor de ideias que urgem digerir. Absolutamente essencial.


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Sexta-feira, 5 Janeiro, 2018

SUPERSTAR & STAR Mastermind EP MLP

€ 16,50 MLP Porridge Bullet

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A singularidade de certos actores no mundo da música torna-os instantaneamente num assunto que liga todas as antenas. A parte instantânea é associada ao assunto, para o instantâneo existir é preciso assunto. E o assunto demora tempo a ser criado. Vamos recuar algum tempo e pensar que para alguns artistas começarem finalmente a ser admirados foi preciso existir assunto: Jandek, Moondog, Space Lady ou Doug Hream Blunt. Em alguns casos foi a consistência, o secretismo e uma base série de admiradores que criaram a vitória (Jandek), noutros a história de vida foi essencial para as reedições após a morte vencerem (Moondog) e há aqueles casos em que não sabemos se são figuras que realmente existem ou não (Doug Hream Blunt). Doug Hream Blunt existe, mas o confronto com o facto de não existir (porque parece tudo tão irreal) aproxima-nos da música. E do resultado. Superstar & Star estão no mesmo campeonato. Temos razões para acreditar que não existe (a música parece uma concepção perfeita de um Dean Blunt/Hype Williams ou de algum seu discípulo) e temos razões mais fortes para acreditar que existe. Tem um nome, Neville Lawrence, que é o Superstar, e há a sua mulher, Ann Lawrence, que é a Star, Neville já veio tocar à Europa (e é possível que faça uma digressão ainda este ano), há um documentário a ser feito sobre si, tem uma cara e um corpo que existem nos imensos vídeos que têm aparecido no YouTube ao longo da última década. E os seus vídeos chegaram a fazer parte de um certo culto de VHS. Graças a Tapes (que agora reside em Lisboa), o trabalho de Superstar & Star tem ganho outro público. E ainda bem. O que Neville faz na sua ingenuidade/ilusão/desilusão é uma magnífica destruição involuntária de vários conceitos. Em simultâneo. Há o crooner de rastos, um Stevie Wonder com um groove desamparado, uma Madonna despida de preconceitos, em loop desvairado, o produtor da nova-soul em busca dos beats mais maravilhados. Na sua capacidade lo-fi, Superstar faz isso tudo. E faz com uma mensagem de amor, com a luta de quem não tem nada a perder e de quem vive convencido de que por se chamar Superstar, é superstar. Só que é mesmo. Não no reino do fantástico, mas do real, onde do nada surge um relâmpago como este que acorda e liga as convenções mais disparatadas de forma a fazerem sentido. “Mastermind EP” apresenta um conjunto de hits seus já conhecidos, só que com uma boa masterização e num formato físico que confere aquela solidez de seriedade que Superstar precisa. Porque isto é bem a sério. Sabem aquele vazio cá dentro que estão a sentir neste momento? É porque vos falta Superstar & Star. Nós estamos curados há algumas semanas.

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Sexta-feira, 5 Janeiro, 2018

V/A Pantsula! The Rise Of Electronic Dance Music In South Africa 1988-1990 CD / 2LP

€ 13,95 CD Rush Hour

€ 18,95 2LP Rush Hour

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Não é de desprezar a comparação sónica com algumas faixas mais housey na série “Digital Zandoli”, manifesta-se aqui a mesma inevitável brisa tropical. “Pantsula!”, no entanto, concentra-se na África do Sul e na música produzida em torno da popular dança com o mesmo nome do disco. Música sobre vida, resistência (nunca menosprezar os efeitos do Apartheid na cultura local) e expressão de rua, produzida com base electrónica mas – e é notório quando se escuta – distante dos padrões ocidentais já então estabelecidos. Na verdade, procurava-se no hemisfério Norte reproduzir as características que tornavam esta música exótica. Aqui bem explícita uma das fontes da constante interacção entre Norte-Sul ou, noutros exemplos, Oriente-Ocidente, quando a tecnologia acaba por influenciar decisivamente a identificação e, até, a criação de um género. Forte, sentimental corrente de África reajustada pela Rush Hour para tempos mais globais..

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The Equals – “New Lover” (5:02)
Jazino – “Ushelakanjani” (3:34)
Jivaro – “What Next” (dub mix) (3:50)
SYB – “Jika Magogo” (3:51)
Scotch Band – “Watsotasama” (4:53)
Kakappa – “Sisonke” (4:51)
Spirro – “Ma Hero” (dub mix) (4:58)
The Hard Workers – “Ayoba-yo” (4:47)
Ayobayo Band – “Sorry Bra” (4:03)
Rush – “Sobohla Manyosi” (3:52)
Chaka – “Via Tembisa” (5:00)
La Viva – “Go Siami” (5:01)

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Quinta-feira, 28 Dezembro, 2017

ANNEA LOCKWOOD Tiger Balm / Amazonia Dreaming / Immersion LP

€ 23,50 LP Black Truffle

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BT028-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BT028-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BT028-3.mp3]

Indisponível há mais de três décadas, Oren Ambarchi através da sua Black Truffle reedita esta peça minimal-concreta-reichiana de Annea Lockwood, cujo trabalho tem vindo ao de cima através de uma série de edições e reedições nos últimos tempos. “Tiger Balm” é o prato principal, peça magnífica, que respira imenso as lições da música concreta mas ultrapassa as suas claras barreiras para uma batida intensamente orgânica, criando caminho para alguma música ambiente que começaria a surgir na década de 1980. Os sons que se ouvem recriam a natureza e mexem connosco, pela semelhança à realidade via simulacro. É uma daquelas peças em que se tem de mergulhar mesmo a fundo. E ouvir bem alto. No lado B duas peças posteriores, ambas com interpretação de Dominic Donato, “Amazonia Dreaming” e “Immersion”.

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Quarta-feira, 27 Dezembro, 2017

NOT WAVING Good Luck CD / 2LP

€ 10,95 CD Diagonal

€ 21,50 2LP Diagonal

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A editora de Alessio Natalizia (Not Waving), a Ecstatic Recordings, talvez ofereça mais coordenadas para a sua música do que inicialmente se suspeitava. Juntamente com Powell, Not Waving tem trabalhado na intensa cruzada entre o rock transgressor das décadas de 1970 e 1980 com a música de dança britânica das décadas de 1980 e 1990. “Good Luck” é de longe o seu álbum mais visionário, algures entre o electro e um pós-industrial, completamente partido e destituído das suas ideias de raízes. É música do século XXI, portanto. Há uma urgência eficaz em cada um dos temas deste seu novo trabalho, uma transgressão da história e das raízes da dança para criar um álbum de rock sem guitarras. “Good Luck” é rock violento e viciante como não se ouvia desde o EP homónimo de Powell. E essa urgência, que contagia e liberta, é aquela que se ouvem em muitos dos discos que Alessio reedita na sua Ecstatic, com a transformação certa para uma linguagem presente. Para ouvir bem alto e sem limitações. Um dos grandes discos do ano passado. Que nos bateu tarde, sim, mas que vai ficar aqui para sempre.

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Quarta-feira, 27 Dezembro, 2017

HIROSHI YOSHIMURA Music For Nine Post Cards CD

€ 12,95 CD (2017 reissue) Empire of Signs

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Editado pela primeira vez fora do mercado japonês, “Music For Nine Post Cards” é uma belíssima peça de música que poderia integrar a série “Ambient” de Brian Eno. Editado originalmente em 1982, os nove postais de Hiroshi Yoshimura são paisagens que fundem elementos mais clássicos – Satie – com uma lógica de música concreta de extensão da dinâmica do som. Há um prolongamento do desenho, das notas, que se estende para lá da presença física. Qualquer som em “Music For Nine Post Cards” parece contar uma história, história que funciona num registo delicado e sereno, quase filosofando sobre a dinâmica existencial da música ambiente. Puro e efusivamente sónico. Apetece dizer que tudo teria mudado se tivéssemos ouvido este disco há mais tempo.

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Sexta-feira, 22 Dezembro, 2017

MAX LODERBAUER Greyland MLP

€ 11,95 MLP Marionette

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Max Loderbauer tem estado tão consistentemente no centro de acções pertinentes que o seu nome não pode deixar de ser invocado quando se aborda música electrónica neste século (e no outro). “Greyland” navega com rigor mas sempre com emoção, como em “Heliopolis”, 5 minutos de romance analógico. Equilibrado entre um percurso cósmico e uma certa austeridade mais cinzenta, o disco encontra espaço para uma marcha mântrica bem redonda em “Artus” e uma memória forte do poder do glitch na batida cortada e “intervencionada” de “Who’s That Born”, replicando aquele pós-rock alemão que mudou muita coisa quando saíram os primeiros discos de Kreidler e To Rococo Rot. “Golden Crescent” soa a uma faixa ambiental de Autechre, elegante, contida e com um dinamismo invulgar. A semelhança está no timbre e na ondulação do som, e a faixa encerra este mini-álbum com uma perfeição esotérica familiar, sim, mas sempre desafiante.

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Quarta-feira, 8 Novembro, 2017

V/A Digital Zandoli 2 CD / 2LP

€ 13,95 CD Heavenly Sweetness

CD EM BREVE / SOON

€ 20,95 2LP Heavenly Sweetness

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HS169VL-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HS169VL-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HS169VL-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HS169VL-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HS169VL-5.mp3]

O segundo volume 2 de “Digital Zandoli” reaquece o local do primeiro, reaproximando-nos daquela zona do planeta para mais música estranha e dançável. Concentração nas Índias Ocidentais francesas e em derivações de zouk totalmente pop, sobretudo em crioulo, com brilho sintético da produção cristalina que pretende vender muitos milhares de discos. Com essa premissa, essa vontade de sucesso através de música alegre, temos o privilégio de ouvir o som de uma outra latitude e outra época e concluir que há ali muito para nós. A pancada seca de tarola em “Blanc E Noir”, por exemplo, contrasta com os outros sons mais redondos e sedutores e introduz, a ouvidos que gostam de explorar nuances, aquela estranheza de que falávamos. Desembrulhar – por assim dizer – este disco faixa a faixa oferece a possibilidade de acolhermos ideias pop com as quais não convivemos habitualmente. Mesmo que a vossa inclinação não seja o som MIDI característico dos primeiros anos da produção digital em massa, devem conseguir entrar pela pura musicalidade.

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1 – Coco, Fabert – Ban Di Fwan
2 – Wach’da – Confrontation (Instrumental)
3 – Michel Alibo – Fou, Jaloux
4 – Osmose – Melodi
5 – Juliane – Blanc E Noir
6 – Champagn’ – L’ Anmou Aw
7 – Jo Star – Demare Mwen
8 – Alex Rosa – Sistem
9 – Patrick Nuissier – Pou Qui Ca
10 – Vik’In (Very International Kadence In) – Tension La Ka Monte
11 – Joyeux De Cocotier – Pina Colada Coco Loco
12 – Djeminay – Sun Plash

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Quarta-feira, 23 Agosto, 2017

LINO CAPRA VACCINA Antico Adagio LP

€ 27,50 LP (2017 reissue) Die Schachtel

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Antico Adagio

Há discos que por mais que sejam reeditados, teimam a ser descobertos. É o caso deste “Antico Adagio”, cuja uma das várias reedições – a de 2014 – passou-nos completamente ao lado. Agora em 2017 é feita justiça via Die Schachtel (vamos falar mais dela nos próximos meses) e ficamos a conhecer este trabalho monstruoso de Lino Capra Vaccina, originalmente editado em 1978. Há que colocar de lado a colagem – e talvez o cansaço – da electrónica italiana dos anos 1970 que tem vindo a ser reeditada nos últimos anos: “Antico Adagio” é um álbum de pura electrónica avantgarde, muito à frente do seu tempo e com um arrojo na experimentação absolutamente visionário. Pouco há de primitivo aqui, há uma sensação de se jogar em casa e antecipar o futuro: o uso da percussão e da voz pode remeter para um lado freak/experimental muito rodado nessa década, mas aqui não há libertação, acaso, ousadia. Há um apreço pela composição, por experimentar e sedimentar novos campos na electrónica. É um disco que, quanto mais ouvido, faz entender mais como “música popular” do que qualquer outra coisa na sua abstração. É uma valente descoberta. Talvez meio atrasada nestes lados, mas ainda assim uma descoberta. De 1978 para hoje, para o futuro. Uma maravilha que ainda por cima vem numa edição lindíssima: e com o selo de limitada. Já temos poucas cópias.

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