Sexta-feira, 9 Novembro, 2018

SHIT & SHINE Bad Vibes LP

€ 19,95 LP Rocket Recordings

Shit & Shine podem ser um produto deste século mas a carga que transportam vem de outros tempos, como evidencia a presença ocasional de “King” Coffey, baterista de Butthole Surfers. Mas a energia primordial emana de Craig Clouse, espalhado já por incontáveis edições de constante iconoclastia. Cruza géneros sem pudor, privilegiando uma dinâmica forte, irrequieta, colocando no terreno a força punk da contestação e do niilismo. Num outro mundo, mais conformado, seria rock cibernético, mas a categoria “rock” desfaz-se em pó quando tocada, mesmo que levemente. “Bad Vibes” apresenta múltiplas esquinas onde observamos dub, Suicide, electro, industrial, techno, glitch e colagem arty a juntarem-se para mensagens de revolta e inconformismo. Punk punk punk.

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Sexta-feira, 9 Novembro, 2018

SPACEMEN 3 Taking Drugs To Make Music To take Drugs To 2LP

€ 25,50 2LP (2018 reissue) Space Age Recordings

OUVIR / LISTEN:
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O título revela todo um programa de intenções que a banda se encarregou de honrar ao longo dos anos. A edição original de 1986 tinha apenas 7 faixas, acrescentadas nesta nova remasterização quase para o dobro, com os habituais “outtakes” e versões diferentes, aproximando-se da imagem que, hoje em dia, o grupo quer dar de si mesmo. O rasto de Spacemen 3 é longo, já data de muito antes de a banda começar, mas o estatuto mítico que ganharam justifica-se pelo poder bruto dos riffs pré-históricos ainda mais amplificados e aplicados a canções monótonas, monocórdicas, icónicas! A tormenta que parece envolver constantemente o som é quebrada junto ao final, com a demo de “Repeater” a simular câmara de descompressão para regressarmos ao mundo real e voltarmos a ouvir outros sons.

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Sexta-feira, 9 Novembro, 2018

JLIN Autobiography CD / 2LP

€ 11,50 CD Planet Mu

€ 19,95 2LP Planet Mu

Esta colaboração com o coreógrafo Wayne McGregor assinala a aplicação da música de Jlin a uma dimensão corporal, algo que já parecia óbvio antes mesmo de o álbum estar concretizado. A grelha de percussão e o som de sintetizadores à distância transmitem, simultaneamente, uma experiência impessoal, seca, de como um corpo se pode mover em resposta a constantes paragens e arranques. “Unorthodox Elements” tem tanto de footwork como de Aphex Twin, e é acompanhado por outras faixas análogas que ameaçam qualquer estrutura como Godzilla mecânico a caminhar em direcção à baixa de Tóquio. Mas como é habitual em Jlin, os sons são auto-explicativos, não requerem qualquer enquadramento teórico / histórico. A sua forma e função são imediatamente captadas por quem se apresentar com disponibilidade. No turbilhão, alguns momentos mais íntimos são dispostos como folhas de árvore em cima de uma mesa, para recolha e uso pessoal de quem necessita de se afastar uns momentos (as duas partes de “Anamenesis” e os dois interlúdios). Exercício total de visita a zonas do corpo praticamente desconhecidas até serem forçadas a entrar em acção.

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Sexta-feira, 9 Novembro, 2018

ANA DA SILVA & PHEW Island CD / 2LP

€ 11,50 CD Shouting Out Loud

€ 23,95 2LP Shouting Out Loud


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Sexta-feira, 9 Novembro, 2018

BRUCE HAACK Preservation Tapes LP Telephone Explosion

€ 22,50 LP Telephone Explosion

Complicado fazer justiça à beleza muito particular das canções de Bruce Haack. Entre música para crianças, experiências com peyote junto de nativos americanos, interacção com a comunidade artística nova-iorquina no epicentro representado pela Juilliard School, invenção de instrumentos electrónicos e uma criatividade nunca cessante, o músico canadiano deixou um legado de música muito parcialmente representado nesta edição que reúne material inédito, de arquivo, cuidadosamente restaurado a partir de bobine. É suposto “Party Machine” ser a sua última gravação, em 1982 (faleceu em 1988), uma colaboração (jnesperada?) com Russell Simmons da Def Jam, mas é apenas uma das faces apresentadas aqui. Uma face mais humana surge na chamada “Track 7″, canção de abandono em que a voz quase não soa tratada. As preocupações devocionais em outros trabalhos seus encontram expressão mais evidente em “Jesus Loves Me” e “God Be With You”, em que o canto sintético, paradoxalmente, injecta emoção na mensagem. 10 canções sempre estranhas, sempre emocionantes. Haack é Haack.

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Sexta-feira, 9 Novembro, 2018

AUTECHRE Incunabula 2LP

€ 28,50 LP (2016 repress) Warp

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM:
Incunabula


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Sexta-feira, 9 Novembro, 2018

APHEX TWIN Richard D James Album CD / LP

€ 14,95 CD Warp

€ 24,50 LP (2012 repress) Warp

OUVIR / LISTEN:
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Sexta-feira, 9 Novembro, 2018

KRISTIN HERSH Possible Dust Clouds CD / LP

€ 11,50 CD Fire Records

€ 20,50 LP Fire Records

O primeiro álbum de Throwing Muses, em 1986, fez parte integrante da mudança que ocupava a editora 4AD nesses tempos, recebendo talento americano e fugindo para o rock de forma mais aberta do que até então. Quase uma década mais tarde, Kristin Hersh seguia a solo, ainda com a 4AD. Numa carreira sólida e regular, chega ao décimo álbum em plena forma inconformista, entregue a processos naturais que, segundo a própria, incluem a separação clara entre a sua pessoa e a sua outra pessoa que escreve canções. Confessa ainda que frequentemente não se recorda sobre o que escreveu em canções passadas (consequência, em grande medida, de uma condição médica de que sofre). Talvez essa espécie de amnésia seja precisamente o que mantém visceral o rock que sai das suas mãos, barulhento, primordial, a voz arranhada como que desassociada da pessoa, uma mera personagem encarregue de expôr as suas observações, preocupações e desejos. Kristin Hersh sai do estúdio para a realidade e deixa-nos mais uma obra de que se vai lembrar pouco. É, portanto, nosso papel garantir a perpetuação do registo.

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Sexta-feira, 9 Novembro, 2018

EDEN AHBEZ Eden’s Island LP Fântome Phonographique

€ a confirmar LP (2018 reissue) Fântome Phonographique

EM BREVE / SOON


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Quinta-feira, 8 Novembro, 2018

YVES TUMOR Safe In The Hands Of Love CD / 2LP

€ 14,95 CD Warp

€ 27,95 2LP Warp

OUVIR / LISTEN:
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O Yves Tumor de estúdio é um caso singular pós-Hype Williams de encontro entre a música experimental vanguardista e a pop. O tempo em que Sean Bowie esteve a colaborar com James Ferraro, há vários anos, num momento em que Ferraro estava a dar uma volta à sua carreira – e que também estava próximo de Dean Blunt dos Hype Williams, via Hippos In Tanks -, serviram para clarificar este desejo de experimentar na pop pastoral e construir o seu próprio caminho para a soul lúdica que se ouve em “Safe In The Hands Of Love”. Se em “Serpent Music” fascinava pelas voltas que as suas composições davam, uma espécie de nuvem freeform que brincava entre a electrónica experimental, a música ambiente e um R&B desafogado, na sua estreia na Warp Yves Tumor encanta pela clareza e energia com que nos desafia para as suas canções. No press release lê-se que isto é soul futurista, produto da ficção científica. Descrição bastante genérica, e muitas vezes usadas, que liga bem com o que se ouve aqui. Porque é a mesma ficção científica do Tricky dos 1990s, uma dor e incerteza de fim de século que Sean Bowie falsifica em 2018. A verdade da música de Yves Tumor vive nesse jogo entre o falso, o irreal, a incerteza, a ideia bem jogada de que não se sabe até que ponto as canções são emoção ou exagero: e em qualquer um dos extremos funciona muito bem. “Safe In The Hands Of Love” é um disco de tortura, como descrevê-lo de outra forma? Já “Serpent Music” era assim. Um desafio e um desfiar da pop. É com álbuns deste calibre que ainda temos a certeza de que a Warp está em forma.

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Quarta-feira, 7 Novembro, 2018

KORAY KANTARCIOGLU Loopworks LP

€ 14,95 LP Discrepant

Editado originalmente em cassete em 2016, “Loopworks” apresenta Koray Kantarc?o?lu’s, artista turco que trabalha frequentemente com som e imagem, que aqui decidiu pegar em samples de discos do seu país natal, das décadas de 1960 e 1970, para criar enigmas sonoros. É fácil cair na armadinha sonora que sugere Leyland Kirby / Caretaker numa primeira audição de “Loopworks”; pela sugestão de “haunted ballroom” ou pelo lado rarefeito do som que parece jogar com o tempo e espaço. A manipulação de Koray é substancialmente diferente, a forma como trabalha os sons, os esticas, repete, mete-os em loop, os destrói em nenhum momento activa o sentimento de memória que é essencial para se conviver com a música de Kirby, por exemplo. Em “Loopworks” os sons procuram a dinâmica de espaço, o assombro de uma nova vida e a beleza de florescer: para ir a extremos, a música de Kirby procura a morte, decadência, o desaparecer, a de Koray a vida, o nascimento, a luz. Esse lado mais luminoso, tão evidente em temas como “263 Loop m v2”, torna este álbum numa raridade, pela escassez com que a memória e o passado procuram um infinito bom de uma forma tão positiva. E, tal como se diz no início, cada canção é um enigma sonoro, mais do que “ambiente” ou uma exposição diferente de “field recordings”, “Loopworks” é uma mensagem encriptada de palavras (ou sons) bonitas com a melhor luz de inverno. Se ainda andam a dormir com as edições da Discrepant, este é um bom momento para acordar: alguns dos discos mais ambiciosos de 2018 que vivem nos limbos da electrónica têm o selo da Discrepant. Só neste mês saíram duas raridades, este “Loopworks” e o assombroso “Tropical Gothic” de Mike Cooper.

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Quarta-feira, 7 Novembro, 2018

THE DURUTTI COLUMN M24J (Anthology) 2CD / 2LP+7″

€ 13,95 2CD Factory Benelux

€ 24,50 2LP + 7″ Factory Benelux

OUVIR / LISTEN:
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Se nos seguem há tempo suficiente talvez não seja necessário ler mais. Esta antologia de Durutti Column abarca faixas dos álbuns “The Return of the Durutti Column”, “LC”, “Another Setting”, “Short Stories for Pauline”, “Without Mercy”, “Circuses and Bread”, “The Guitar and Other Machines”, “Vini Reilly”, “Obey the Time”, “Treatise on the Steppenwolf” e “A Paean to Wilson”. Adicionalmente, as primeiras gravações ao vivo registadas profissionalmente, em 1980, e faixas gravadas já este século (incluídas no single, na versão em vinil). Arco narrativo longo para um dos projectos pop mais inegavelmente sui generis e pessoais (na medida em que tudo se concentrava na pessoa de Vini Reilly). Paixão e desalento em medida semelhante são as sensações fortes que a sua música transmite, numa oscilação certamente íntima com o curso da sua vida.

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CD1
1. Sketch for Summer
2. Conduct
3. Lips That Would Kiss
4. For Belgian Friends
5. Danny
6. Messidor
7. The Beggar (live)
8. Prayer
9. Mercy Theme (Duet)
10. Estoril a Noite
11. College
12. All That Love and Maths Can Do
13. Pauline
14. Arpeggiator
15. Catos con Guantes
16. Otis
17. Love No More
18. My Country

CD2
1. Home
2. Art and Freight
3. My Only Love
4. A Beautiful Thought (Pt 1)
5. The Title On the Cover
6. Bruce
7. The Missing Boy
8. Anthony (Favourite Descending Intervals)
9. A Paean to Wilson I: Or Are You Just a Technician?
10. A Paean to Wilson II: Chant
11. A Paean to Wilson IX: Darkness Here
12. Glimpse
13. Detail for Annik (live 1980)
14. Sketch for Summer (live 1980)
15. Requiem for a Father (live 1980)

LP1
A1. Sketch for Summer
A2. Lips That Would Kiss
A3. For Belgian Friends
A4. Danny
A5. Messidor
B1. Mercy Theme (Duet)
B2. Estoril a Noite
B3. All That Love and Maths Can Do
B4. Catos con Guantes

LP2
C1. Prayer
C2. Otis
C3. Love No More
C4. Home
C5. A Beautiful Thought
D1. Anthony (Favourite Descending Intervals)
D2. A Paean to Wilson I: Or Are You Just a Technician?
D3. A Paean to Wilson II: Chant
D4. A Paean to Wilson IX: Darkness Here
D5. Glimpse

7″
E1. Albatross (live in Nottingham 2004)
F1. Spooky Tune (live in Manchester 2011)

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Quarta-feira, 7 Novembro, 2018

THE DURUTTI COLUMN Without Mercy 2LP

€ 24,50 2LP Factory Benelux

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Não é a primeira vez que a influência de Tony Wilson (Factory Records) parece ter guiado a criatividade de Vini Reilly. Este álbum de 1984 resulta de uma proposta para gravar “música clássica moderna” e não tanto a pop etérea que garantiu a Durutti Column nome na eternidade. Os acordes iniciais de piano na primeira parte de “Without Mercy” estão desde logo em linha com a recuperação de uma sensibilidade romântica que outros nomes exploravam com diferente intensidade na editora 4AD, por exemplo. A guitarra insere-se num outro contexto, acompanhada de mais cordas e sopros, para uma sonorização idealizada do poema “la Belle Dame Sans Merci” (explicado o título “Without Mercy”), de Keats. A composição original dividia-se em 19 andamentos, separados em dois lados de vinil, aqui fielmente reproduzidos e melhorados. A reedição é acrescentada do EP “Say What You Mean, Mean What You Say” (1985), completo na versão em CD (auádruplo) e de faixas dispersas (algumas ao vivo) acrescentadas ainda de dois concertos, ocupando o terceiro CD (Londres) e o quarto CD (Londres). Muito sonho para acontecer, potenciado pelos tons frequentemente suplicantes da música de Durutti Column, para sempre à beira do coração partido ou, em alternativa, da esperança inabalável num novo amor.

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LP1
A1. Without Mercy I
B1. Without Mercy II

LP2
C1. All That Love and Maths Can Do
C2. Duet
C3. Estoril a Noite
C4. Favourite Descending Intervals
C5. A Little Mercy
D1. Mercy Theme (Live in London 1984)
D2. A Little Mercy (Live in London 1984)
D3. Mercy Dance (Live in London 1984)

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Quarta-feira, 7 Novembro, 2018

CHARLES DITTO Basso Continuo: Cyberdelic Ambient And Nootropic Soundscapes (1987-1994) LP

€ 21,50 LP Passat Continu

A primeira faixa chama-se “Pop” e é o próprio Charles Ditto quem afirma, no texto de promoção, desconstruir “estruturas pop minimalistas”. Filtrando tudo aquilo que o entusiasmava (Eno, Cluster, os minimalistas, ragas indianos, música tradicional Escandinava e do Extremo Oriente, etc.), o compositor (entretanto com grau académico) gravou e editou por sua conta dois LPs de que se extrai a música que agora escutamos. “Basso Continuo” documenta o alvor da tecnologia MIDI e a maravilhosa ressonância futurista, exótica, da música que daí resultava. Parte de uma certa tradição norte-americana de Space Music, forte no underground dos 80s e ainda dos 90s, reflectindo ainda por cima os grandes espaços do Oeste (Ditto baseou o seu percurso no Texas), estes sons contornam expectativas, oferecendo com clareza cristalina a deslocação sensorial que no fundo procuramos com a música: outro espaço, outro tempo. A força dupla (mas não contrária) da tradição e da tecnologia digital raramente soa tão ajustada como neste grupo de composições. Incursão muitíssimo inspirada por mundos de fantasia perfeitamente habitáveis. Óptimo álbum.

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Quarta-feira, 7 Novembro, 2018

HARUOMI HOSONO Cochin Moon CD / LP

€ 16,50 CD (2018 reissue) Light In The Attic

€ 29,95 LP (2018 reissue) Light In The Attic

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Embora esteja nos créditos como colaborador, Tadanori Yokoo pouco mais fez do que o design e a imagética para este disco, banda-sonora para um filme fictício de Bollywood. Este é o primeiro álbum completamente electrónico de Hosono, apesar de ser o quinto na sua carreira (e anterior ao primeiro dos Yellow Magic Orchestra). Com a colaboração de Hiroshi Satõ, Ryuichi Sakamoto e Hideki Matsutake, Hosono conseguiu aqui um conjunto de seis temas absolutamente fenomenais que superam muitas das redescobertas que temos feito na electrónica dos anos 1970. Há uma complexidade assombrante na composição, uma viagem por melodias que transpiram magia e nos fazem, pela primeira vez em muito tempo, não pensar em library quando consideramos a electrónica desses anos 1970. É uma viagem cósmica que vale a pena descobrir, este é daqueles álbuns que ainda mal aparece nos radares. Não deixem escapar, agora em reedição oficial.


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Quarta-feira, 7 Novembro, 2018

HARUOMI HOSONO Hosono House CD / LP

€ 16,50 CD (2018 reissue) Light In The Attic

€ 29,95 LP (2018 reissue) Light In The Attic

OUVIR / LISTEN:
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Apesar do número de reedições ser bem maior do que dois, apenas “Cochin Moon” e “Hosono House” chegaram à Europa via estas reedições da Light In The Attic: os outros, infelizmente, são exclusivos do mercado norte-americano – nós sabemos que é uma coisa estranha de se dizer em 2018, mas é mesmo isso que aconteceu, não temos forma de arranjar os restantes três álbuns. Dito isto, “Cochin Moon” e “Hosono House” não poderiam estar mais distantes. “Hosono House” é o primeiro álbum a solo de Hosono e é gesto que guarda tanta inocência como fascínio por uma cultura que lhe estava distante. “Hosono House” é um doce alimentado pela pop/folk psicadélica norte-americana dos anos 1960, especialmente aquilo que se fazia na costa oeste. Diz-se “doce” porque vai além da mera curiosidade e bizarria que normalmente se atribuem a estas coisas, isto é, de bandas de outros continentes a replicarem aquilo que lhes soa a exótico e cool vindo do mundo anglo-saxónico. Hosono foge a essa replicação, constrói apenas em volta desse imaginário e da criatividade que absorvia dessa música: encontra a sua “americana” com versos em japonês e a delicadeza da cadência da sua voz. É toda uma nova estrada para a psicadelia dos 1970s.

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Quarta-feira, 7 Novembro, 2018

DEMDIKE STARE Passion 2LP

€ 25,50 2LP Modern Love

Nos dois álbuns de Burial, “Burial” e “Untrue”, a música electrónica/dança encontrou um cenário futurista que servia as necessidades de um novo século, lançando as bases para a construção e desconstrução que surgiria na década seguinte – até hoje – da música de dança britânica dos anos 1990s. Construir sobre o mesmo, sendo o mesmo um passado que uma geração lembra com saudosismo – ou só está na memória – e que para outra nem sequer fez parte do seu passado, por isso é fruto de fantasia, imaginário. Burial não foi o início e, sim, o catalisador de um processo que dá voltas e voltas a sim mesmo, constrói, desconstrói, e parece regozijar com a ausência de uma cena fresca: como se a rejeição do “já foi tudo feito” fosse trabalhar no mesmo – não se confunda isto com revivalismo, é totalmente diferente. Nesse mundo pós-Burial os Demdike Stare têm sido dos activistas mais viris deste repensar da música de dança, principalmente a partir da série “Testpressing”: antes, curiosamente, pareciam imaginar música do passado que nunca existiu. Ei-los agora, novo álbum, “Passion”, a atacar várias frentes, sem o maravilhamento de outro tempo, ou o ocultismo, mas entregues a uma atitude punk-electrónica de destruição do jungle, d’n’b ou do dancehall. Se até aqui passaram algum tempo a reconstruir os 1990s à sua maneira – “Testpressing” e “Wonderland” –, em “Passion” adivinham o futuro um pouco como Burial fez com os seus dois álbuns. Não há apocalipse, falsa tensão pré-milenar (o que teria a sua graça), mas uma forma funcional de conjugar esses estilos em música que tem tanto de vanguardista como funcional. O que tem o seu quê de bonito: durante uma década anda-se às voltas de soluções de como recriar um estilo que esteve confinado a um tempo, estilo de vida, tornando-o cerebral, quase inacessível à medida que os “testes” avançavam, e agora aparece a solução-translúcida. “Passion”, com o seu frenesim e urgência, é o tesouro que todos andavam à procura. A música dos Demdike Stare já não é passado ou futuro: é fantasia.

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Quarta-feira, 7 Novembro, 2018

ELIZA McCARTHY & MICA LEVI Slow Dark Green Murky Waterfall LP

€ 17,95 LP Slip

OUVIR / LISTEN:
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Nenhuma compositora – vamos chamá-la assim – conseguiu ao longo da última década afirmar-se de uma forma tão justificada na pop, electrónica e música clássica/contemporânea como Mica Levi. Começa a ser injusto separar as águas e é necessário assumir Mica Levi como um todo, seja a criar beats para Tirzah, a deslumbrar na pop-pastel como Micachu ou, ainda como Micachu, a adoçar a electrónica quebrada em “Feeling Romantic Feeling Tropical Feeling Ill” ou assinar duas das mais brilhantes bandas-sonoras desta década, “Under The Skin” e “Jackie”. “Jackie” foi uma das ocasiões em que trabalhou com a pianista Eliza McCarthy no passado recente, juntando agora seis composições conjuntas e originais neste “Slow Dark Green Murky Waterfall”. Se na pop Mica Levi sabe encerrar as suas criações em deleites de 3 minutos, quando compõe de uma forma mais clássica é exímia a criar música sem fim, com melodias que derivam facilmente para a fantasia e nos sugam para o espaço que cria: aqui é caloroso, pacífico, flutuante. O diálogo entre as duas é afinado, resolvido para não deixar pontas soltas e para criar diálogo para a peça seguinte: todas elas muito curtas e com uma sensação de infinidade natural. Drama e riso, por vezes a música das duas é um filme mudo para acontecer. Lindíssimo.

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Terça-feira, 6 Novembro, 2018

GARRETT Private Life II LP Music From Memory

€ a confirmar LP Music From Memory

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EM BREVE / SOON


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Terça-feira, 6 Novembro, 2018

URSULA BOGNER Recordings 1969-1988 LP

€ 13,50 CD Faitiche

€ 17,50 LP (remastered 2018) Faitiche

Editado originalmente há dez anos, “Recordings 1969-1988” foi uma brincadeira de Jan Jelinek numa altura em que se jogava muito com as descobertas de nomes desconhecidos / ou por descobrir da história da electrónica. A história de Ursula Bogner era de que Jelinek havia conhecido o seu filho – Sebastian Bogner – e que este o teria introduzido à música da mãe, que montou um estúdio em casa e que viveu sempre alheada da cena electrónica alemão, mas fascinada por ela e pela música concreta. A história convenceu durante um tempo, principalmente porque o início das reedições de library começavam a surgir e o som de Bogner juntava-se bem no grupo da BBC Radiophonic Workshop, principalmente ao trabalho de Daphne Oram e Delia Derbyshire que começava a ser redescoberto – e melhor trabalhado – na altura. Não demorou a descobrir que Bogner era Jelinek vestido de mulher e que o magnífico mundo de “Recordings 1969-1988” e, anos depois, de “Sonne = Blackbox” era uma farsa. Mas uma boa farsa, a música ficou, e ainda hoje este álbum de apresentação de Jelinek enquanto Bogner é uma assombrosa viagem por música electrónica simples, adornada pelo básico e pela descoberta do som puro dos sintetizadores. De certa forma, é composição musical arquivista de prime-time, com o problema de que é falsa. O maior golpe de Jelinek não foi ter-nos enganado, mas convencer-nos de que esta música valia a pena ouvir e de que era urgente há dez anos. Há dez anos e agora, “Recordings 1969-1988” continua a ser um dos seus discos mais preciosos e um complemento essencial à reedição recente de “Loop-finding-jazz-records”. Música de descoberta do passado que nunca existiu, o velho é afinal novo. Uma cartada de génio de Jelinek, uma “compilação” de sons assombrosos, especiais, que, na sua reedição, se faz acompanhar por quatro temas que, entretanto, foram saindo em 7”. Se escapou em 2008 – esgotou muito rapidamente -, este é o momento para encontrar / descobrir / redescobrir a magia orgânica-analógica de Bogner.

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