Quinta-feira, 7 Março, 2019

COSEY FANNI TUTTI Tutti CD / LP

€ 12,95 CD CTI

€ 25,50 LP (blue vinyl) CTI

OUVIR / LISTEN:
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“Tutti” foi gravado como acompanhamento de uma exposição retrospectiva do colectivo COUM (pré-Throbbing Gristle), em 2017, o mesmo ano da publicação da autobiografia de Cosey. Agora ela explica que o título “Tutti” se refere simplesmente ao facto de a música no álbum resultar de gravações que percorrem toda a sua carreira e vida, desde projectos artísticos a sons recolhidos em casa. O processamento transforma estas oito peças num prolongamento natural da estética industrial mais electrónica, suavizando tecnologicamente ângulos anteriormente aguçados numa espécie de techno mais esotérico que faz ressoar Maurizio / Chain Reaction num contexto de arte conceptual desligada da pista de dança. Rara aparição de voz em “Heliy”, brilhando, com a sensualidade que reconhecemos, por cima da pulsação sem batida que dá identidade a esta faixa. Álbum extremamente pessoal que funciona como túnel que percorre épocas, com os sons indistintos a formarem o todo homogéneo que se capta durante o percurso. Sem throwbacks, “Tutti” existe em limbo próprio.

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Quinta-feira, 3 Maio, 2018

CTI Core: A Conspiracy International Project CD

€ 11,95 CD (2003 reissue) Conspiracy International

OUVIR / LISTEN:
Unmasked w/ Robert Wyatt
Over Abyss w/ Lustmord
Future Shock w/ Monte Cazazza
Trapezoid w / Joe Potts & John Duncan
Feeder w/ Coil

Projecto agregador de mentes com quem Chris & Cosey se relacionavam, aquando da edição original em 1988. Recuperámos o CD na reedição de 2003, esquecida do mercado. “Is every moment forever? Or never?” é uma frase carismática, cantada por Cosey em “Unmasked” – com Robert Wyatt discretamente em fundo, não deixa de soar a uma canção pop de Chris & Cosey. Com Lustmord mergulhámos fundo num mar de lava escuro e industrial, completo com vozes do Além e uma cadência marcial / ritual mais em linha com o que os fãs mais tradicionalistas esperariam; “Future Shock”, com Monte Cazazza, expõe os elementos da Electronic Body Music da época, o braço mais dançável de toda a cena industrial que, para quem conhecia ambos os mundos, se cruzava com a house a sair de Chicago na mesma época. destaque natural, ainda, para a colaboração com os Coil, nesta fase em que se recupera tanta da sua música incrível. “Feeder” recorda um pouco “The First Five Minutes After Death” ou, pelo menos, alguns ambientes mais soturnos, semi-orquestrais, no álbum “Horse Rotorvator”, mas abre para um mantra ritual de percussão, em que celebração e devoção se misturam através das vozes utilizadas e da forma como surgem na mistura de som.

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Quarta-feira, 24 Janeiro, 2018

COSEY FANNI TUTTI Time To Tell LP

€ 21,50 LP + 16 page booklet (2017 reissue) Conspiracy International

OUVIR / LISTEN:
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[Deluxe Edition, Clear Vinyl]

Cosey praticamente criou um estilo de investigação e divulgação do sexo e erotismo através do seu trabalho físico, concreto, enquanto mulher de aluguer e modelo fotográfico, e também artístico / conceptual. Aliás, o seu trabalho pago servia para reunir material depois utilizado em exposições. Os 20 minutos da faixa “Time To Tell”, com a voz de Cosey, parecem ser a descrição da sua actividade, incluindo procedimentos, reflexões e resultados, um monólogo explicativo que poderá funcionar como a derradeira palavra sobre a carreira de Cosey Fanni Tutti nos seus primeiros anos de artista assumida. “Ritual Awakening” parece antecipar partes de “Allotropy”, a peça superior a 40 minutos que Chris & Cosey gravaram em 1985 para acompanhar um trabalho video de Jan Smith-Merritt e Stephen Hill. Aqui são 11 minutos de ambiente íntimo, de novo com a voz de Cosey no centro. “The Secret Touch” reflecte o género de som ritual praticado por alguns nomes ligados ao circuito de música industrial, facilmente desmentido (o nome “industrial”) quando se escutam mais semelhanças com Jon Hassell (e até com música contemporânea mais próxima dos nossos tempos) do que Throbbing Gristle. Bonita revisitação de uma obra muito pessoal, com o mesmo alinhamento de três faixas da reedição em CD de 1993.

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Segunda-feira, 11 Maio, 2015

CARTER TUTTI Carter Tutti Plays Chris & Cosey CD / 2LP

€ 16,50 € 12,50 CD Conspiracy International

€ 23,50 2LP Conspiracy International

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CTICD012014-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTICD012014-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTICD012014-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTICD012014-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTICD012014-5.mp3]

É normal pensarmos que Chris Carter e Cosey Fanni Tutti ficarão para a história como Chris & Cosey – voltamos a chamar a atenção para as reedições em LP de parte do seu catálogo; têm sido muito procuradas por aqui -, mas em 2015 esta é uma verdade algo frágil – o que é uma óptima novidade. Recordemos os fantásticos concertos como X-TG, e o fantástico disco “Desertshore / The Final Report” – que ainda temos na Flur; já só em formato 2CD, também limitado e quase a esgotarmos as últimas cópias – e, mais recentemente, a surpresa Carter Tutti Void, em que a dupla se juntou a Nik Void dos Factory Floor. De repente, um sopro de vitalidade que apetece encerrar de vez o livro Chris & Cosey e investir as fichas todas neste novo techno mutante que com Void parece abraçar o novo milénio com um entusiasmo raro. Mas porque pessoas interessantes têm ideias interessantes – e, na maioria das vezes, ideias mais interessantes que as nossas -, Chris e Cosey unem os dois mundos, confrontando-os. Helás! Novas versões de canções Chris & Cosey que ganham o tal ângulo novo, actualizado, sem que nada da herança se perca – como podia, se tudo conflui para as mesmas mentes criadoras. Músculo e máquinas em alegre simbiose que parecem trazer os anos 80 e 90 sem qualquer mácula para esta segunda década do ano 2000. Quem sabe, sabe.

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Segunda-feira, 1 Dezembro, 2014

CHRIS & COSEY Trance LP

€ 17,50 € 16,50 LP (2010 remastered reissue) Conspiracy International

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CTILP002-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP002-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP002-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP002-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP002-5.mp3]

“Trance” foi o segundo álbum, com Throbbing Gristle já no Além (do qual haveriam de regressar anos mais tarde). Mais rude do que o antecessor “Heartbeat”, este álbum soa mais integrado na cena industrial da época e menos na continuação cósmica de 70s. Mais próximo, até, de SPK do que TG. Peso ancestral que esta cultura gostava de carregar, com referências a povos extintos, cidades desaparecidas, dissonância alienante (“Lost”), marcha sintética (“The Giant’s Feet”), distorção e nuvens de poluição, quase tudo é anti-natural, distanciado, remoto e, mais importante, necessário. É claro que ainda existiam mundos por descobrir, terra por desbravar, estrelas por catalogar, e é impossível ignorar toda essa sugestão quando partimos, com vontade de ouvir música, para um disco como este. “Trance” é ao mesmo tempo um álbum importante no contexto da cena industrial, porque ajuda a fixar vários dos seus conceitos, e um álbum que aponta várias possibilidades em relação ao que muito rapidamente seriam clichés do género. Enquanto se integra procura ao mesmo tempo a saída.

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Segunda-feira, 1 Dezembro, 2014

CHRIS & COSEY Heartbeat LP

€ 17,50 € 16,50 LP (2010 remastered reissue) Conspiracy International

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CTILP001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP001-5.mp3]

Quase como afirmação de identidade, a segunda canção em “Heartbeat” chama-se “This Is Me” e Chris Carter + Cosey Fanni Tutti cantam “here I am… gonna get you”. No final da existência dos Throbbing Gristle, este álbum soa nitidamente a uma exploração mais intensiva do que TG haviam feito em “20 Jazz Funk Greats” (cuja edição mais alargada aconteceu também em 1981). A interpretação desviada do universo synth pop ia mais no sentido de, através da tecnologia, marcar um distanciamento em relação ao formato rock e, por outro lado, procurar sons pouco ou nada utilizados, numa época em que o acesso às máquinas ainda significava uma vantagem decisiva para quem sabia tirar delas o melhor partido. Dito isto, a linha de baixo em “This Is Me” parece apoiar-se na utilizada em “Baby Let Me Kiss You” de Fern Kinney (1979, por sua vez apoiada na versão de King Floyd editada em 1971). O flow de energias parece nunca cessar e, pelo menos em dois outros momentos, Chris & Cosey pisam outros passos: “Moorby” e a sua construção de embalar recordam explicitamente Kraftwerk poucos anos antes, tal como “Just Like You” soa como Klaus Schulze ou Edgar Froese com um pouco mais de sombra. A herança cósmica vem também do próprio trabalho de Chris Carter, a solo, nos 70s. Tudo coordenado, solidificado e reprogramado para uma nova sensibilidade nos 80s, algo que, apesar de todas as referências que já referimos, ainda pode ser visto como pioneiro. Aqui está a fundação mais cristalizada de muito do som que se escutou na década seguinte e, mais relevante para nós hoje em dia, que se escuta agora de novo (oiçam “Moving Still” e tentem não pensar pelo menos um pouco em Oneohtrix Point Never). Não percam isto, porque neste álbum podem sentir claramente o romantismo com que esta música era feita + o espaço que abriu e do qual ainda usufruimos hoje.

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Segunda-feira, 1 Dezembro, 2014

CHRIS & COSEY Songs Of Love & Lust LP

€ 17,50 € 16,50 LP (2011 remastered reissue) Conspiracy International

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CTILP009-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP009-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP009-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP009-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP009-5.mp3]

Chega 1984 e Chris & Cosey começam realmente a experimentar a canção pop. Os exemplos da época eram, geralmente, demasiado açucarados para uma real vitória underground. Por outro lado, a Electronic Body Music ainda estava a aprender códigos até cristalizar numa fórmula desinteressante mais para o final da década. Mas uma faixa como “Walking Through Heaven” está ainda a lançar fundações importantes para a EBM, e “Love Cuts” incorpora a canção numa malha sintética dinâmica e futurista. “Driving Blind” e “Talk To Me” são momentos Kraftwerk, em que os robôs são mulheres de carne e osso como as que aparecem no video de “Addicted To Love” (Robert Palmer). Cosey não abandona a tradicional sensualidade do lado escuro. Em “Raining Tears Of Blood” encontramos, por exemplo, um modelo possível para Inga Copeland; “Tantalize” experimenta a arte da sedução mais directa, enquanto as luzes da auto-estrada correm rápido de ambos os lados do automóvel. E “Lament”? Cosey vulnerável. Este álbum alcança a luz ao fundo do túnel e ajuda a elaborar partes importantes do livro de estilos da pop e da electrónica, ainda em 1984, quando se poderia pensar que Kraftwerk, Human League e Depeche Mode já tinham comunicado tudo o que interessava na superfície.

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Segunda-feira, 1 Dezembro, 2014

CHRIS & COSEY Exotika LP

€ 17,50 € 16,50 LP (2011 remastered reissue) Conspiracy International

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CTILP016-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP016-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP016-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP016-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP016-5.mp3]

“Exotika” chega em 1987, plenamente inserido num circuito de música electrónica que abria os portões do industrial a múltiplas áreas. Começávamos a reconhecer sons das máquinas que vários projectos utilizavam e, nesta fase, também alguns produtores de house. A canção-título é ainda dos momentos mais preciosos de Chris & Cosey, encaixa algures entre pop baleárica mediterrânica e presets futuristas do industrial mais sofisticado. Num período em que também os SPK assumiam um lado pop e em que, de ambos os lados do Atlântico, se cimentava uma cultura palpável com as editoras Play it Again, Sam! (Bélgica) e Nettwerk (Canadá) a difundir um novo standard. Em “Exotika” lemos que o álbum foi inspirado em Les Baxter e Martin Denny, mas é inútil procurar contactos óbvios na superfície, não é de todo aparente. O passo mecânico da maior parte do álbum é aço frio mas moderno dos 80s, com “Beatbeatbeat” a sugerir que Grace Jones seria perfeita para o formato. Menos denso que os primeiros álbuns de Chris & Cosey, este é provavelmente mais hermético e inacessível, ligado a uma cultura industrial/EBM muito específica que, pelo menos na época, não comunicava facilmente com o resto do mundo. Exótico, assim.

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