Quinta-feira, 17 Maio, 2018

BRIAN ENO Music For Installations CAIXA 6CD

€ 66,50 CAIXA 6CD UMC

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Não é estranho pensar que boa parte do trabalho ambiental de Brian Eno se relaciona extremamente bem com o espaço e até com uma noção de tempo suspenso. A noção de preenchimento espacial é aqui mostrada de forma expansiva, ao longo de seis CDs que juntam composições “funcionais”, destinadas a acompanhar obras de outras artes ou a serem elas mesmas a própria instalação. De qualquer forma, são composições adequadas a locais específicos, quer tenham sido de facto compostas ou apenas geradas de acordo com sistemas previamente estabelecidos ou software previamente programado para criar música que se reproduz e altera a si própria sem intervenção de qualquer compositor. O título “Music For Installations” é bastante auto-explicativo mas, para além da funcionalidade, esconde música que, desligada do contexto original, vai ser reanimada de incontáveis maneiras de acordo com o ouvido de quem escuta. Vai servir outros propósitos e vai, inclusivamente, deixar de ser música de Brian Eno para ser apropriada por nós em narrativas muito particulares. O próprio Eno abriu a porta a esta ideia de liberdade da música quando utilizou o termo “ambiental” para designar música livre, até, de deixar uma marca. Os longos minutos de convívio com esta edição em 6 CDs podem ainda, de certa maneira, operar algumas modificações na nossa noção de tempo. Ajudar, mesmo, a desacelerá-lo e/ou expandi-lo. Uma necessidade da época.

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Segunda-feira, 12 Fevereiro, 2018

BRIAN ENO Before And After Science CD / LP

€ 7,50 CD (Original Masters Series) Virgin / EMI

€ 24,95 LP Virgin (2017 Remaster)

Lugar de duas das melhores canções de sempre (“By This River” e “Spider And I”), “Before And After Science” é um passo em frente em relação a “Another Green World” na construção de canções. Assumem um papel de constante mudança, transformam-se ao longo da sua duração. Como se do nada partíssemos para o todo e daí para outra coisa qualquer, sempre diferente.


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Segunda-feira, 12 Fevereiro, 2018

BRIAN ENO Another Green World CD / LP

€ 8,95 CD (Original Masters Series) Virgin / EMI

€ 24,95 LP Virgin (2017 Remaster)

Talvez o melhor álbum de transição de sempre. Eno afasta-se do formato canção dos dois discos anteriores (“Here Come The Warm Jets” e “Taking Tiger Mountain (By Strategy)”) e começa a entrar em território ambiental. São poucas – mas incríveis – as canções pop e o resto é quase um sonho esgazeado de canção pop a metamofosear-se para um som que é infinito, inesgotável. Obra-prima.


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Segunda-feira, 12 Fevereiro, 2018

BRIAN ENO Taking Tiger Mountain (By Strategy) CD / 2LP

€ 8,95 CD (Original Masters Series) Virgin / EMI

€ 33,50 2LP Virgin (2017 Remaster)

Continuação directa de “Here Come The Warm Jets”, mais escuro e menos festivo, onde Eno continua a explorar e a desenvolver a sua ideia de canção pop, aqui já a mostrar sinais de mutação para outra coisa qualquer.


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Segunda-feira, 12 Fevereiro, 2018

BRIAN ENO Here Come The Warm Jets CD / LP

€ 8,95 CD (Original Masters Series) Virgin / EMI

€ 24,95 LP Virgin (2017 Remaster)

Primeiro álbum a solo de Brian Eno, após a sua saída dos Roxy Music. “Here Come The Warm Jets” é uma instituição dentro do glam rock, canções como “Needles In The Camel’s Eye” ou “Baby’s On Fire” são hoje celebrações-mor desse género.


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Quarta-feira, 11 Janeiro, 2017

BRIAN ENO Reflection CD / 2LP

€ 15,50 CD Warp

€ 23,95 2LP Warp

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WARPCD280-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD280-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD280-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD280-4.mp3]

O melhor Brian Eno ambiental é aquele que passa despercebido. O que integra a sua música num habitat. De repente ela torna-se parte do cenário, inclui o ouvinte no cenário, como se a música criasse tudo à volta. Em vários dos seus discos deu o testemunho desse elemento da música como aspecto fundador, criador. O melhor é que é algo que não transcende, mas que faz parte, que assume o seu papel e carácter humano e que em parte alguma diz ao ouvinte que é uma dádiva. Afinal, o ouvinte é uma peça fundamental para a música de Brian Eno ser funcional. Muitas vezes o ouvinte não sabe disso. O desconhecimento é uma questão de percepção, do facto da música de Eno ser tão facilmente assimilada. Não tem a ver com aprendizagem. O melhor que Brian Eno pode fazer em 2017 quando lança um novo disco ambiental é mostrar que ainda o sabe fazer. É impossível colocar “Reflection” lado-a-lado com dogmas do passado: porque há uma história, há um elemento fundador. Mas é um álbum que toma conta de espaços, cria o seu próprio ambiente, enfia-se na vida do ouvinte como um aspecto natural. Ao longo desta hora (ou infinitamente, em repeat) são vários os momentos em que a abstração de ouvir um disco – ou algo – é total. E quando por vezes se dá conta de que realmente é isso que está a acontecer, é motivo para se soltar um sorriso, ser feliz. Afinal Eno colocou-nos num sítio bonito. Em vários, até. “Reflection” é mais um deles.

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Segunda-feira, 12 Setembro, 2016

BRIAN ENO & DAVID BYRNE My Life In The Bush Of Ghosts CD

€ 8,50 CD (remastered 2006)


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Sexta-feira, 13 Maio, 2016

BRIAN ENO The Ship CD / CD ( LTD) / 2LP

€ 15,50 CD Warp

€ 18,95 CD (Limited, Hardback) Warp

€ 25,95 2LP (+mp3) Warp

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WARPCD272-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD272-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD272-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD272-4.mp3]

Prossegue a relação entre Brian Eno e a Warp, com um álbum cujo conceito pode ficar perdido em meio ao poder da música. Se crêem já ter dado todo o vosso amor aos ambientes de Eno, é sempre bom reavaliar o que de diferente ele nos vai mostrando, na continuidade do seu trabalho (e a última parte de “Fickle Sun” soa carinhosamente próxima de algo que poderia ter sido gravado para “Before And After Science”, por exemplo). Na verdade, “The Ship” soa quase a uma compressão de várias sonoridades gigantes do século XX, algumas prolongadas para este: Scott Walker mais tardio, conceptual e ruidoso, Fennesz, Laurie Anderson, inevitavelmente o próprio Eno, aqui um pouco inspirado pelo permanente mistério do naufrágio do Titanic. Há efeitos na sua voz, há a sua voz natural, outras vozes, textos profundos, ambiência muito dinâmica, contemporaneidade congelada no tempo. Talvez a ausência de barreiras no percurso deste músico genial esteja mesmo expressa nessa última parte de “Fickle Sun”, subintitulada “I’m Set Free”.

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Quinta-feira, 16 Abril, 2015

JON HASSELL & BRIAN ENO Fourth World Vol. 1: Possible Musics CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD (2014 reissue) Glitterbeat

€ 19,50 € 17,50 LP (2014 reissue) Glitterbeat

[audio:http://www.flur.pt/mp3/GBCD019-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBCD019-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBCD019-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBCD019-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GBCD019-5.mp3]

Antes de fazer 35 anos de vida em 2015, eis uma reedição que é tão justa como precisa. Este tipo de obras-primas deviam ser adquiridas por todos os governos para integrarem o seu programa escolar. Sim, é tão importante quanto isto. “Possible Musics” é o terceiro álbum de Jon Hassell, e intromete-se, um pouco sorrateiramente, na série “Ambient” de Brian Eno. Na verdade, a presença do inglês é muito subtil, embora seja muito complicado menosprezar subtilezas nas acções de Eno. Mas o que ouvimos aqui é Jon Hassell puro e magnânime, continuando a impor as suas regras quarto-mundistas – a união da tradição dos três nossos mundos e a tecnologia -, criando uma poderosa obra que iria mexer com grande parte – a que interessa – das fusões mais contemporâneas. Contagiante, primário, visionista, fusionista, “Possible Musics” é um cardápio universal de sensações, o som da Terra a respirar connosco, uma etapa evolutiva da nossa consciência neste planeta. “A dívida que tenho para com Jon Hassell” é o famoso texto de Brian Eno de 2007 para o Guardian; está dentro deste “Possible Musics” para que todos possamos perceber a correcta genealogia destas coisas. Absolutamente imprescindível, desde 1980.

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Quarta-feira, 15 Abril, 2015

BRIAN ENO My Squelchy Life (RSD 2015) 2LP

€ 28,95 2LP (Record Store Day 2015) Opal

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Quarta-feira, 18 Fevereiro, 2015

FRIPP & ENO Live In Paris 28.05.1975 3CD

€ 24,50 3CD Opal

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Quinta-feira, 4 Dezembro, 2014

BRIAN ENO The Drop (Expanded Edition) 2CD / 2LP

€ 19,95 2CD (Expanded 2014 reissue) All Saints

€ 21,50 2LP (2014 reissue) All Saints

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WAST024CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST024CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST024CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST024CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST024CD-5.mp3]

Qual o tempo e o modo de Brian Eno? Década de 70 com Roxy Music, álbuns pop a solo, início do trabalho ambiental? Década de 80 com aprofundar da marca ambiental e colaborações várias? Década de 90 com ensaios na grelha já estabelecida da música de dança? Paramos aí, que é o tempo em que acontecem os quatro álbuns reeditados agora pela All Saints.
Em 1997, o que haveria ainda de exploratório para Eno? Talvez o esquema mental com que aborda cada disco. “The Drop” é organizado como se alguém muito de fora, de longe (do Espaço?) interpretasse jazz. Sente-se ainda uma espécie de conforto MIDI nos sons, isso contribui para a perspectiva alienígena. Não há propriamente uma tentativa pop mas também não há, de todo, uma contenção hermética dentro de um conceito. A música que nos chega é, de certa forma livre, vagueia um pouco por territórios quarto-mundistas já conhecidos de Eno e alguns seus associados. Na verdade, trata-se de um permanente mapeamento de zonas mais ou menos familiares mas que continuam a ocultar detalhes que é necessário a um músico como Eno revelar a quem o escuta. O polimento sintético é constante, neste álbum, como se o som real fosse submetido a um tratamento de photoshop para realçar as suas cores naturais, sim, e colocar lá algumas que porventura não existem na natureza. “The Drop” é, assim, título para um universo irreal. Como extras, no CD, um conjunto de temas da mesma época, anteriormente disponíveis em edição limitada acessível a quem visitasse a exposição “77 Million Paintings”, no Japão, em 2006.

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Quinta-feira, 4 Dezembro, 2014

BRIAN ENO The Shutov Assembly (Expanded Edition) 2CD / 2LP

€ 19,95 2CD (Expanded 2014 reissue) All Saints

€ 21,50 2LP (2014 reissue) All Saints

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WAST032CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST032CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST032CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST032CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST032CD-5.mp3]

Qual o tempo e o modo de Brian Eno? Década de 70 com Roxy Music, álbuns pop a solo, início do trabalho ambiental? Década de 80 com aprofundar da marca ambiental e colaborações várias? Década de 90 com ensaios na grelha já estabelecida da música de dança? Paramos aí, que é o tempo em que acontecem os quatro álbuns reeditados agora pela All Saints.
Editado no mesmo ano de “Nerve Net”, “The Shutov Assembly” parecia querer garantir a quem seguia Brian Eno que ainda não estava tudo explorado na zona ambiental, aquela que, possivelmente, mais carisma lhe deu na História da Música. Era frequente Sergei Shutov trabalhar a sua arte ao som de música de Brian Eno, que não era assim tão fácil de obter atrás da Cortina de Ferro. Aqui, digamos que Eno retribui o gesto. Ao reunir música sua, gravada entre 1985 e 1990, para enviar a Shutov, apercebeu-se de um fio condutor que lhe falava como um álbum completo. O título é, assim, literal, é uma reunião de música para Shutov, ela própria utilizada previamente por Eno em obras multimédia. É fácil notarmos as nuances sónicas em relação à série “Ambient”. Este som é muito da década de 80, há um tom cristalino artificial que é notório. Mais perto do final dos extras (apenas presentes na edição em CD), ouvimos ainda mais diferença e uma certa ligação estética a “Nerve Net”, num grupo de três faixas: “Big Slow Arabs”, “Storm” e “Rendition”, três exercícios rítmicos tensos. Eno encontra sempre assunto.

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Quinta-feira, 4 Dezembro, 2014

BRIAN ENO Nerve Net (Expanded Edition) 2CD / 2LP

€ 19,95 2CD (Expanded 2014 reissue) All Saints

€ 21,50 2LP (2014 reissue) All Saints

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WAST031CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST031CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST031CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST031CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST031CD-5.mp3]

Qual o tempo e o modo de Brian Eno? Década de 70 com Roxy Music, álbuns pop a solo, início do trabalho ambiental? Década de 80 com aprofundar da marca ambiental e colaborações várias? Década de 90 com ensaios na grelha já estabelecida da música de dança? Paramos aí, que é o tempo em que acontecem os quatro álbuns reeditados agora pela All Saints.
“Nerve Net”, de 1992, faz uma incursão em terreno mais amplo, depois de a música de Eno ter passado por um longo período mais introspectivo. Talvez “My Life In The Bush Of Ghosts” seja o antecedente mais próximo do que aqui escutamos, pela óbvia comparação rítmica. Robert Fripp, Benmont Tench, Roger Eno e John Paul Jones são os convidados mais conhecidos mas, como em várias outras ocasiões, Eno junta um leque de músicos em quem confia para concretizar a sua visão. “Nerve Net” soa agora, em retrospectiva, como um álbum muito do seu tempo, não querendo significar que é datado mas sim que documenta várias correntes fortes na época em que a música de dança começava realmente a tomar conta de um grande sector da pop. Justiça, no entanto: “Nerve Net” não é um disco para dançar mas ocupa-se do ritmo de forma análoga ao que Material faziam sensivelmente na mesma época. Um pouco de vanguarda nova-iorquina (“Wire Shock”), Quarto Mundo (“Pierre In Mist”, “Juju Space Jazz”), pressão cibernética (“Fractal Zoom”, “What Actually Happened?”), a sempre magnífica voz de Eno e, pelo meio, a pista do que ouvimos de extra nesta reedição: “My Squelchy Life”, que começa por ser uma faixa em “Nerve Net”, dá nome ao álbum nunca editado que deveria ter saído em 1991 e que nos é oferecido no segundo CD (não aparece na edição em vinil). Na época, Eno considerou-o menor e o disco foi abortado antes da edição, embora existam bootlegs provavelmente derivados dos exemplares promocionais que seguiram para a imprensa. Enquanto álbum, assenta perfeitamente na sequência pop de Eno a solo. Oiçam “Tutti Forgetti” para um gosto totalmente “My Life In The Bush Of Ghosts”; “Stiff” é Eno 100% clássico; “Everybody’s Mother” transmite calafrios de ficção científica; “Little Apricot” recupera a delicadeza ambiental. O todo forma um álbum de pleno direito. O tempo é bom conselheiro.

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Quinta-feira, 4 Dezembro, 2014

BRIAN ENO Neroli – Thinking Music Part IV (Expanded Edition) 2CD

€ 19,95 2CD (Expanded 2014 reissue) All Saints

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WAST012CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST012CD-2.mp3]

Qual o tempo e o modo de Brian Eno? Década de 70 com Roxy Music, álbuns pop a solo, início do trabalho ambiental? Década de 80 com aprofundar da marca ambiental e colaborações várias? Década de 90 com ensaios na grelha já estabelecida da música de dança? Paramos aí, que é o tempo em que acontecem os quatro álbuns reeditados agora pela All Saints.
1993: Eno ruma ao infinito, de novo. Enquanto peça ininterrupta de quase uma hora de duração, “Neroli” reestabelece a mestria ambiental já conhecida, procurando que a música tenha presença suficiente para recompensar a atenção que lhe prestamos mas que seja, também, discreta o suficiente para não exigir essa atenção. “Neroli” progride através de pulsações de tons suaves, criando uma atmosfera algo líquida capaz de induzir máximo torpor e conforto. Esta música foi – digamos assim – testada em maternidades como auxiliar de relaxamento, indutora de calma em crianças recém-nascidas. É notório um certo tactear do som pelo espaço, e a cada toque na superfície corresponde um curto período de reflexão sobre a natureza da superfície que se acabou de tocar. O álbum original é acompanhado, nesta reedição, por uma peça inédita de 1992: “New Space Music” tem mais peso, parte da experiência do drone para navegar num outro sector da ‘mood music’, mais exigente para a percepção, mais impositivo e sólido. A duração destas peças faz com que esta reedição aconteça apenas, naturalmente, em CD, de forma a não se quebrar o transe da audição contínua que os lados de um LP não permitiriam.

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Quinta-feira, 10 Julho, 2014

ENO / HYDE High Life CD

€ 14,95 CD Warp

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WARPCD255-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD255-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD255-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD255-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD255-2.mp3]

Segundo fôlego, pouco após “Someday World”, agora numa barragem polirrítmica descrita pelos músicos como tendo sido inspirada por Steve Reich e Fela Kuti. Ninguém dorme no terreno e, se há uma certa África a respirar no álbum, “Lilac”, a partir do meio, é quase textualmente Underworld em rock africano. Muita textura inesperada nesta colaboração substancialmente diferente de “Someday World”, revelando a incessante produção de Brian Eno como uma das grandes dádivas musicais à Humanidade. “High Life”, título directamente referencial do estilo africano que fundou o afrobeat, nem sequer é bem um disco pop ou, se o é, pisa outros degraus também, e é fácil ver nele uma vontade em alienar potenciais ouvintes. No entanto, para quem segue Brian Eno, nada na música em que está envolvido é particularmente alienante, passando à categoria de enriquecedor quando se dá o caso de estarmos a ouvir música dele que não seja propriamente o que esperaríamos. “Cells And Bells”, no final, une celestialmente o ambiente-Eno com a perfeita e reconhecível voz sintética de Hyde. Única via possível, aqui, é escutar.

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Sexta-feira, 9 Maio, 2014

BRIAN ENO & KARL HYDE Someday World CD / 2LP

€ 14,50 CD Warp

€ 22,50 2LP + mp3 Warp

€ 27,50 2LP + mp3 + art print Warp

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WARPCD249-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD249-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD249-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD249-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD249-5.mp3]

Não existe propriamente um limite estilístico para a música de Brian Eno. Da pop glam mais extravagante com Roxy Music à música mais “discreta” de sempre, Eno inventou fórmulas, refrescou a pop, deu ânimo ao punk, inspirou a cold wave, fabricou música ambiental, escreveu, fotografou, filmou. O seu impressionante legado não é transparente neste novo disco com Karl Hyde, carismático vocalista dos Underworld, que deu ao mundo mantras culturais e geracionais em faixas do álbum “Dubnobasswithmyheadman” (1994) e, especialmente, o famoso “Lager lager lager!” em “Born Slippy”, algum tempo depois. Que esperar de “Someday World”? Talvez um disco menos pop do que na realidade é, mas que significa isso? Eno traz, entre outros, Andy MacKay dos Roxy Music, Will Champion dos Coldplay, John Reynolds (produtor de Sinead O’Connor) e outros. Isto continua sem nos dar pistas.

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Terça-feira, 6 Agosto, 2013

FRIPP & ENO Evening Star LP

€ 16,00 LP Polydor (2343094)

Reedição provavelmente dos anos 80 em excelente estado / Re-release dating probably from the 80s. NM!

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=REkbY-eEuus?hl=en"><img src="http://www.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=HEjrwq6aeLI?hl=en"><img src="http://www.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>


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Sexta-feira, 23 Novembro, 2012

BRIAN ENO Lux CD

€ 14,50 CD Warp  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WARPCD231-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD231-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD231-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD231-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD231-5.mp3]

E, inesperadamente, ou não, Brian Eno volta às paisagens ambientais primitivas que criou. Sem querer impor-nos uma funcionalidade específica para esta sua composição, “Lux” parece materializar-se como algo que existe na natureza e que nunca nos leva a questionar a sua presença. A música ambiental de Eno parece estar à nossa volta antes dela começar, a familiaridade dos seus padrões fluídos faz parte da memória auditiva que temos. E se isso é uma conquista que ninguém alguma vez lhe pode tirar, também é verdade que as suas composições – ou derivações – tanto nos dão algo de nosso, reconhecível e reconfortante, como nos pedem para evoluirmos – afinal, esse também é o lado criativo da natureza. “Lux” nasceu de uma instalação e talvez isso se note demasiado – sobretudo quando, nesta mesma semana, falamos de “Uncommon Deities” de Jan Bang e Erik Honoré. Eno está empenhado em cruzar plataformas, desmultiplicar sons e cores, ampliar escalas, e quando ouvimos “Lux” num disco faz-nos crer que um mundo de possibilidades fica reduzido a algo demasiado frágil para explicar todo o conceito. Parece ser um sacrilégio pedir mais, mas a música – e, em especial, a música ambiental – já se alimentou demasiado das invenções de Eno para que se consiga, sem acidentes, voltar ao local da partida.

 

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Quinta-feira, 30 Junho, 2011

BRIAN ENO and the words of RICK HOLLAND
Drums Between The Bells CD

€ 14,95 CD Warp  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WARPCD214-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD214-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD214-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD214-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD214-5.mp3]

Os textos de Rick Holland (com quem Brian Eno está em contacto criativo desde os 90s) fluem com grande liberdade por sobre a música composta por Eno, que toca boa parte dos instrumentos. Não sendo exactamente um álbum conceptual, “Drums Between The Bells” assenta nos textos para a criação de ambientes muito diversos, parecendo por vezes tratar-se de um disco diferente, não só porque as vozes (e respectivo tratamento na produção) são diferentes (Eno também canta) mas a própria música define realidades diferentes. Em momentos como “The Real” somos transportados para uma paisagem ambiental poética reminiscente de Laurie Anderson. “A Title” podia ser vintage 1979 editado na Sky (Alemanha); há excessos de percussão como em “Sounds Alien”, uma proposta bizarra que soa a um edit Disco colocado em cima de um mantra heavy metal. “Multimedia” é uma espécie de hip hop aquático. Muita diversidade de ideias num novo disco do aparentemente inesgotável Brian Eno, músico sempre disponível para novos mundos e para canalizar energias frescas a partir do seu impressionante legado (como em “Cloud 4″).


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