Segunda-feira, 14 Janeiro, 2019

HIA & BIOSPHERE Polar Sequences CD / 2LP

€ 10,95 CD Biophon

€ 20,95 2LP Biophon

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Música gravada ao vivo em Outubro de 1995, editada originalmente em 96, parte da encomenda conceptual do Polar Music Festival. Apresentação e gravação em Tromsø, cidade-base de Biosphere, a partir de sons captados na região e em parceria com The Higher Intelligence Agency, autor do clássico de groove ambiental dub “Colourform” em 1993. Mas HIA + Biosphere resulta em algo substancialmente diferente, enraizado na – podemos chamar-lhe assim – tradição de jams analógicas dos 90s. Sem aproximação, aqui, a formatos house ou techno, uma faixa como “Countdown To Darkness” evoca mundos semelhantes trilhados por Move D ou alguns projectos ambiciosos na editora Fax (para a qual tanto Robert Bird como Geir Jenssen gravaram). No outro lado do conceito, “Meltwater” parece sonorizar o degelo, em estado natural, durante 9 minutos, tornando até pacífica esta manifestação de desmoronamento que é simultaneamente sinal de nova vida a despontar. O álbum termina com “Fjellheisen [September 19th 1995]“, provavelmente a captação da deslocação em telecabine para o terminal no topo do monte Fjellheise, onde o concerto aconteceu e para onde os espectadores eram transportados por esse sistema aéreo. Documental e imersivo.

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Sexta-feira, 13 Julho, 2018

THE FIRES OF ORK The Fires Of Ork 1 + 2 2CD

€ 12,50 2CD (2018 reissue) Biophon

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Compilação integral dos dois álbuns (1993 e 2000) deste projecto de Geir Jenssen (Biosphere) e Pete Namlook, cabeça-chefe da editora Fax, absolutamente incontornável na cena electrónica da década de 90, desde logo pela quantidade gigante de discos no seu catálogo. A herança prog de Namlook combina-se com a base mais house dos primeiros discos de Biosphere mas também se fundem numa escalada ambiental épica (“Gebirge” tem 21 minutos, traduz-se do alemão como “montanhas”), referência bastante directa aos ambiciosos lados inteiros de vinil gravados pela chamada “Escola de Berlim” (Tangerine Dream, Klaus Schulze, etc.). “Talk To The Stars” acompanha o despontar do transe psicadélico, género especialmente atractivo, após a revolução rave, para músicos prog/psych como Steve Hillage (ex-Gong) ou os Eat Static (ex-Ozric Tentacles). Com âncoras em “Gebirge” e nos 18 minutos de “The Facts Of Life”, esta edição expande a noção ambiental sintonizada com os tempos e, na verdade, segue também em linha com a actual revisitação de formas de dança muito UK por parte de uma turma multinacional que cresceu a ouvir esses sons. “Sky Lounge” captura ainda uma outra característica de final dos 90s – a procura de sofisticação espelhada numa cultura Wallpaper de lounge de aeroporto e vida boa com vistas amplas para outros países. Dois álbuns de épocas diferentes, numa mesma década, que encontram uma espécie de tempo permanente na avaliação que fazemos hoje em dia.

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Quinta-feira, 19 Abril, 2018

BIOSPHERE Shenzhou 2CD

€12,50 2CD (2017 reissue) Biophon

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O módulo espacial chinês Shenzhou foi lançado pela primeira vez em 1999 e, se este álbum de 2002 não representa propriamente um tributo, haverá certamente uma identificação com a palavra, traduzida para algo como “veículo divino”. A música pacífica, circular, no álbum, referencia mais obviamente, até, Claude Debussy, cuja música encontra espaço de entrada, em “Shenzhou”, através de samples tratadas e fundidas com a visão de Biosphere. Mais emoção do que ciência, num álbum agora acrescentado de mais música num segundo CD.


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Quinta-feira, 1 Fevereiro, 2018

BIOSPHERE Compilation 1991-2004 2CD

€ 12,50 2CD Biophon

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Compilação em CD duplo que acaba por ser parte da operação de reedições de Biosphere na sua própria editora Biophon. Em vez de reunir faixas dos álbuns, Geir Jenssen optou por juntar música dispersa por várias compilações no período 1991-2004. Conseguimos traçar claramente a progressão desde o enamoramento pelos sons produzidos em Inglaterra no período de arranque rave até uma personalidade mais sua, paradoxalmente diluída em paisagens ambientais neutras e monocromáticas. Legado riquíssimo na música electrónica dos últimos quase 30 anos, acessível a partir destes recantos esquecidos pelo mercado.

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Quarta-feira, 14 Junho, 2017

BIOSPHERE The Petrified Forest MCD / MLP

€ 9,95 CD Biophon

€ 15,50 LP Biophon

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BIO30CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO30CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO30CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO30CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO30CD-5.mp3]

Tem-se tornado mais aparente, na música de Geir Jenssen, a busca de inspiração em obras eminentemente visuais, mais distante do que parecia ser a pura inspiração do manto branco invernoso que associamos ao norte da Escandinávia, quando ouvimos a sua música mais ambiental. “The Petrified Forest” baseia-se num filme de 1936, realizado por Archie Mayo, com Betty Davis, Leslie Howard e Humphrey Bogart. Virtualmente impossível entender a ligação da música que ouvimos com a narrativa conhecida do filme. Alguns excertos de vozes fornecem vagas pistas mas a interpretação de Biosphere parece ir mais no sentido de musicar paisagens e cenários, mais do que acções. Isso, afinal, não é assim tão diferente do que fez nos seus álbuns de mais profunda ambiência. Aqui, as batidas lentas e vaporosas embrenham-se no tapete ambiental e, no final, ficamos com a forte sensação de nos ter sido oferecida uma viagem panorâmica.

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Terça-feira, 29 Novembro, 2016

BIOSPHERE Cirque 2CD

€ 12,50 2CD (2016 reissue) Biophon

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BIO26-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO26-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO26-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO26-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO26-5.mp3]

Para muitos de nós, o ano 2000 ainda está bem presente. Foi então que a Touch editou “Cirque”, agora parte de um processo continuado de reedições feitas pelo próprio Geir Jenssen. O álbum encontra a sua expressão no gelo ambiental que Biosphere tão bem fabrica / captura / molda nas suas composições. uma faixa como “Iberia Eterna” representa bem o tipo de cápsula sonora em que parecemos mergulhados ao ouvir os seus discos menos rítmicos, como se escutássemos os sons do exterior separados por um chão de gelo sob o qual nos encontramos (e a última faixa chama-se “Too Fragile To Walk On”). Consegue ver-se algo do que se passa mas sempre pouco definido. Ritmo, algo próximo de batidas, é muito económico neste disco, movendo apenas duas das onze faixas na edição original (aqui contida dentro do primeiro CD). O segundo CD mostra versões “finely tuned” de “When I Leave” e “Algae & Fungi” junto com quatro inéditos longos resultantes de gravações feitas no mesmo período. Quem conhece a história dispensa, provavelmente, estas palavras. A música em “Cirque” afecta emoções e sentimentos mais do que o intelecto.

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Quinta-feira, 4 Agosto, 2016

BIOSPHERE Patashnik 2CD / 2LP

€ 12,95 2CD Biophon

€ 18,95 2CD Biophon

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BIO4CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO4CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO4CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO4CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO4CD-5.mp3]

Prossegue a operação de reedição dos primeiros álbuns de Biosphere. Geir Jenssen saiu dos Bel Canto para ficar conhecido como um dos nomes que definiu a electrónica associada à cultura rave na década de 90. “Patashnik” foi editado originalmente em 1994 e representa de forma bem perfeita a oscilação entre temas de dança e outros ambientais, contemplativos. Algumas intenções de ambiente são reforçadas pelo uso de samples (geralmente de filmes), fornecendo matéria para preencher o imenso espaço que, na época, servia especialmente como metáfora de expansão da mente. Adicionalmente, uma faixa como “SETI Project” já revelava a influência do drum & bass num formato anteriormente dominado, sobretudo, pela batida constante da house e techno (embora, como se sabe, a cisão entre house e hardcore já fosse mais que evidente, nesse ano de 94). Doze faixas extra na edição em CD reforçam a perspectiva, ampliam o horizonte, tornando-o mais nítido, como as palavras em bold. “Patashnik” subsiste como um objecto (chamemos-lhe assim) num cruzamento fulcral para a história da música electrónica.

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Segunda-feira, 27 Julho, 2015

BIOSPHERE Microgravity (Expanded) 3LP

€ 42,50 3LP (2015 reissue) Biophon

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BIO003-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO003-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO003-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO003-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO003-5.mp3]

“You know the moon, you know the stars…” é a já clássica abertura com essas palavras e entoação que ficam na cabeça. Em 1991, lá bem em cima no mapa da Noruega, Geir Jenssen (que já era conhecido pelos Bel Canto) mandava um manifesto inclusivo de praticamente todos os aspectos da cultura rave. Ambientalismo, blip, new beat, house, dub techno, breakbeat. A reedição expandida de 2015 inclui um álbum extra de material da época, acrescentando mais profundidade a este vislumbre pelo túnel do tempo. “Microgravity” é um dos momentos seguros desses anos em que o termo Ambient ganhava nova conotação fora do eixo de Brian Eno. “Baby Satellite” é não só Warp como tem mecânica similar a Delkom (um dos projectos ex-DAF) mas Biosphere soa suficientemente distante de cenas concretas e não apenas pela distância geográfica. “Microgravity” não tem o que se pode identificar como clara marca de autor – o seu valor está na justa medida com que captura os sons correctos na altura correcta e, com isso em mente, partimos para uma experiência bastante gráfica de como a procura no / por Espaço se processava. O álbum permanece sugestivo de um salto para cima, mais do que uma mera banda sonora para clubes ou “salas de descanso”. Mesmo “Ectozone”, extra nesta reedição, talvez a faixa mais directa para pista de dança, sugere momentos fora do globo terrestre. Uma boa narrativa não perde gás com os anos.

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