Quinta-feira, 22 Outubro, 2015

JODIE LANDAU / WILD UP You Of All Things CD

€ 15,50 € 12,50 CD Bedroom Community

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Tem apenas 23 anos, ou talvez até sejam 24, não sabemos ao certo: mas a exactidão pouco interessa. Jodie Landau é um puto novo, muito novo, e pelo que se ouve aqui, e pelo que se fala por aí, deve ser mais um desses pequenos génios que tem a lata de achar que pode fazer o lhe apetece. Por isso, “You Of All Things” é uma obra – de estreia – que rasga coisas e traz ideias novas. Escrita contemporânea, feita em torno da voz – a sua, pueril e angelical – e a do coro islandês Graduale Nobili – que se notabilizou com “Biophilia” de Bjørk -, onde cordas (do ensemble wild Up) e gargantas levantam-nos o queixo para olharmos o céu. Há um feeling religioso quê bê nestas composições mas raramente se sente a entidade a olhar-nos. Mas vozes em uníssono atiram-se quase sempre para um estado de espírito adorador de qualquer divindade. Feito de paisagens ambientais, como suites, com pedaços operáticos e de câmara que lembram em momentos tanto a pop alternativa de Bjørk ou Kate Bush, “You Of All Things” foi construído na base-mãe da Bedroom Community, e mostra música séria de um nome para seguir o rasto, tal como fizemos uma vez com Nico Muhly. Uma estreia valente; e um disco muito bonito.

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Quinta-feira, 16 Julho, 2015

EMILY HALL Folie à Deux CD

€ 15,50 € 12,50 CD Bedroom Community

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Emily Hall é o novo elemento que se junta à família da Bedroom Community mas não é um novo nome na música. Bem pelo contrário: compositora licenciada pela universidade de York e pelo Royal College Of Music de Londres, Emily compôs para inúmeros ensembles e orquestras, como a London Sinfonietta ou o Brodsky Quartet, e tem no seu currículo uma ópera, o que sempre impressiona, e colaborações inesperadas com Mira Calix (neste disco, por exemplo) ou Mara Carlyle. “Folie À Deux” é o seu trabalho mais recente, estreado este ano e que agora aparece na Bedroom Community em formato discográfico. Escrito com Sjón – um escritor islandês que ficou conhecido do lado da música pela sua colaboração com Björk (e Sugarcubes) – tendo em mente as vozes de Sofia Jernberg e Allan Clayton, “Folie À Deux” aborda o lado turbulento das relações, entre a paranóia e o total divórcio da realidade. O título refere-se, inclusivamente, ao termo psiquiátrico, que caracteriza a partilha de episódios ilusórios entre duas pessoas próximas. Fala-se de tensão, electricidade no ar, e é isso que “Ode To The Pylon”, que abre o disco, parece impor de imediato, recorrendo a uma harpa electro-magnética, construída de propósito para esta obra, que coloca os nossos sentidos em modo alerta. A restante partitura suaviza o ambiente sonoro e escorre como pop de câmara com arranjos simples mas eficazes, em que as vozes, sem registo operático forçado, tornam as canções elegantes e coloridas. Valgeir Sigurdsson é o produtor de serviço para grande parte das produções da Bedroom e aqui não é excepção: cordas subtis, arestas essenciais e um lado ambiental islandês (assim assumimos) que nos dá espaço e contemplação. Disco muito bonito e especial que não cabe na maior parte das prateleiras que temos em casa: não estamos a falar do objecto físico, claro, e por isso o elogio está feito.

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Quinta-feira, 29 Maio, 2014

BEN FROST Aurora CD

€ 13,95 CD Bedroom Community / Mute

€ 24,95 LP+MP3 (LTD, gatefold, yellow vinyl) Bedroom Community

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Andámos anos a repetir que “By The Throat” era um dos grandes discos do ano, do ano passado, dos últimos anos, e já passou meia década desde esse portento de álbum. Foi com ele que Ben Frost meteu o seu nome lá em cima, num local inacessível para muitos. O que aconteceu depois disso resume-se a várias voltas ao mundo para concertos, uma dedicatória a Tarkovsky, bandas sonoras para cinema e dança, uma ópera, e um ano em que, graças à Rolex, ficou aluno e amigo de Brian Eno. De certo modo, está tudo isso aqui dentro de “Aurora” (simplifiquemos a grafia de “A U R O R A”), ao qual se junta, em doses mais generosas, o ADN que tem percorrido os seus outros trabalhos: o rock, na sua vertente demolidora – ou assassina, nas suas presumíveis palavras -, encosta-nos como nunca à parede, mexendo-nos as entranhas se formos agraciados com o sistema de som que isto tudo merece. Como sempre, tanto somos elevados na boca da besta, como recebemos o seu ronronar falsamente inofensivo. O medo invade-nos e paralisa-nos: a missão de Ben Frost está concluída! Gravado com explosões reais entre Tim Hecker, Paul Corley e Thor Harris, este é um estrondo para o qual “By The Throat”, afinal, não nos preparou. Uma força da Natureza!

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Quarta-feira, 16 Outubro, 2013

DANIEL BJARNASON Over Light Earth CD

€ 15,50 € 12,50 CD Bedroom Community

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Na Bedroom Community não se duplicam talentos. Cada novo membro parece completar uma espécie de A Team perfeita, adicionando qualidades a um pequeno grupo de músicos que parece não necessitar de nada para ir fazendo boa música a partir do quartel-general islandês. Daníel Bjarnason é o maestro da editora, aquele que voa mais alto, o que tem o poder de uma orquestra. Nico Muhly tem muitos super-poderes, mas Bjarnason liga os pontos todos num arranjo orquestral. Fruto de uma estadia na orquestra filarmónica de Los Angeles, a primeira parte deste disco é um díptico entitulado, justamente, “Over Light Earth”. Coisa séria, inspirada nas obras de Rothko e Pollock, faz uma orquestra parecer leve como uma pena. Depois, três temas, “Emergence”, entre a tensão, silêncio e um som que ocupa todo um grande auditório. No final, cinco temas para “Solitudes”, o seu primeiro concerto para piano, posteriormente retrabalhado pela electrónica de Ben Frost e Valgeir Sigurdsson, são pinceladas ricas de texturas e dramatismo. Tal como o óptimo disco de James McVinnie e Nico Muhly, “Cycles”, a Bedroom Community parece encontrar na nova clássica uma árvore cheia de ideias.

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Quarta-feira, 16 Outubro, 2013

JAMES McVINNIE Cycles CD

€ 15,50 € 12,50 CD Bedroom Community

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Há qualquer coisa de divino num órgão de igreja. Ou então é toda esta educação religiosa encapuzada que nos converte em devotos apreciadores destes sons que ecoam na pedra e voltam para os nossos ouvidos como farpas místicas inebriantes. Seja por que razão for, é um prazer ouvir composição moderna – e não só – para órgão de tubos, possivelmente um dos maiores instrumentos que existe e, mais do que certo, um dos menos utilizados. E se havia alguém para conseguir escrever algo e deslumbrar-nos, esse alguém teria que ser Nico Muhly, o hiper-activo compositor norte-americano que faz parecer todos os compositores do mundo uma raça de preguiçosos. Não vamos sequer enumerar o que ele anda a fazer – nem é esse o propósito deste texto -, porque o que interessa é “Cycles” e as suas treze peças onde se vai tentando tocar no céu e no imaterial. É interessante que a escrita não seja exclusiva para o órgão e inclua outros instrumentistas, dando volume e importância à empreitada de Muhly, e fazendo com que o órgão adquira valor próprio, solitário mas também acompanhante. E é também isso que nos dá um disco belíssimo: “Slow Twitchy Organs”, o quarto tema, aproxima-nos de espaços reconhecíveis com a inclusão da viola de Nadia Sirota; “Seven O Antiphon Preludes” inclui o tenor Simon Wall, fazendo-nos crer no poder da liturgia; e “Beaming Music” um diálogo entre órgão e percussão abre portas pouco convencionais. Excepcionalmente bem gravado, “Cycles” é um disco belíssimo, pouco tradicional, mas que transpira tr! abalho e devoção. Se tiverem meio de reproduzir este disco em casa convenientemente, vão acreditar que as vossas paredes podem falar. Escutem-nas e falam com elas.

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Quinta-feira, 6 Junho, 2013

PIERRE-ALAIN GIRAUD Everything Everywhere All The Time / The Whale Watching Tour 2DVD

€ 25,50 € 23,50 2DVD (Edição Limitada) Bedroom Community

Na semana passada estávamos a elogiar a editora por causa do novo e óptimo álbum de Valgeir Sigurdsson, e esta semana fechamos o ciclo olhando – literalmente – para a sua música. Em dois DVDs, fechados num saco de vácuo (sim, edição limitada, não se atrasem!), está um documentário de Pierre-Alain Giraud que mostra a vida de Ben Frost, Nico Muhly, Sam Amidon e o próprio Valgeir em digressão na “Whale Watching Tour” – entrevistas, ensaios, gravações em estúdio e a habitual confusão muito particular de muitas semanas a conviverem num autocarro. Parte desta digressão passou por Lisboa, em 2009, no Teatro Maria Matos, por isso podem ainda procurar esse ‘easter egg’ especial. O segundo DVD foca-se no palco, num dos concertos, durante quase 2 horas – Nadia Sirota (viola), Una Sveinbjarnardóttir (violino), Borgar Magnason (contrabaixo) e Helgi Jónsson (trombone e voz) formam o resto do ensemble que brilhou nesta noite no National Theatre da Islândia, mas também em tantas outras salas da Europa. Como complemento, há ainda um concerto de Daníel Bjarnason para ver. A isto junta-se um livro de 16 páginas. Para quem tem alguns dos discos da Bedroom Community, eis um documento imprescindível.

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Sexta-feira, 24 Maio, 2013

VALGEIR SIGURDSSON Architecture Of Loss CD / LP

€ 14,95 € 12,50 CD Bedroom Community

€ 14,50 LP Bedroom Community

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A sério: dá um gozo incrível ir seguindo as peças e as ligações deste pequeno mundo chamado Bedroom Community, uma editora que gosta de ser uma família para os seus músicos. À medida que vão editando mais discos, vamos percebendo, sorrateiramente, a importância dos músicos na criação dos outros, forjando uma imagem cada vez mais detalhada dos seus graus de afinidade e da arte que daí surge. Valgeir é o pai da Bedroom Community e quem, numa primeira fase, mais contribuiu para o cruzamento dos músicos. Com os seus poderes na arte dos arranjos orquestrais, ele vai sendo uma figura-sombra nessa matéria e na produção de quase todos os álbuns da editora – nesse sentido, mais até que Nico Muhly, embora este seja o nome mais visível de todos. No terceiro trabalho para a Bedroom, Valgeir recompõe a banda sonora de “Architecture Of Loss”, um bailado de Stephen Petronio. A viola de Nadia Sirota é central em grande parte dos temas – tal como Muhly, é uma das importantes convidadas -, mas é o espaço livre, solto, silencioso, carregado de ambivalências, que sobressai com imponência arrepiante, fazendo às vezes lembrar bons momentos experimentais de Max Richter. Música rica, cheia de sensações, que nunca se deixa cair nas ratoeiras da música de suporte – parece, até, demasiado arriscada e angulosa para o que se ouve habitualmente em dança contemporâea. Se se lembram dos seus dois álbuns anteriores com afecto, este é, sem qualquer dúvida, o melhor e mais maduro álbum de Valgeir até hoje, bem como um dos grandes álbuns da Bedroom Community. Dêem-lhe espaço e tempo e verão.

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Quinta-feira, 4 Abril, 2013

NADIA SIROTA Baroque CD

€ 15,50 € 12,50 CD Bedroom Community

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O aviso da editora alerta-nos para o facto deste disco – e por causa do seu título – não conter música do século XVII. Repetimos esse aviso: não tem música do século XVII; tem música do século XXI. Música tocada agora, com composições de agora. Nadia Sirota tem sido um elemento essencial para alguma música da editora, e chegou a vez da retribuição oferecendo-lhe 6 composições escritas para sua arte, para a sua viola clássica. Nico Muhly, Daníel Bjarnason e Paul Corley são os conhecidos autores da Bedroom Community que tão bem a conhecem – Nadia está nos seus discos e quase sempre nos seus concertos -, Judd Greenstein, Shara Worden e Missy Mazzoli são os compositores forasteiros. Música intrincada, complexa, mas habilmente encantatória, mostrando de forma subtil (e às vezes de forma brutal) grande parte dos atributos da norte-americana. Curiosamente, é a prata da casa que melhor música lhe dá, o que não é uma surpresa já que é quem a melhor conhece: a composição de Muhly é soberba, tal como a de Paul Corley, cada vez mais um nome a reter na galáxia Bedroom Community. Para descobrir e usufruir com atenção e dedicação.

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Sexta-feira, 2 Novembro, 2012

PAUL CORLEY Disquiet CD

€ 15,50 € 12,50 CD Bedroom Community  ENCOMENDAR

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A editora islandesa, pensada desde o início como um grupo de amigos próximos, vai alargando os seus membros com a cautela necessária para não desvirtuar o conceito original. Mesmo que nem sempre a música pareça ter o mesmo código genético – Sam Amidon não terá muito a ver com Nico Muhly, mas o inverso já foi verdade em “Mothertongue” -, os pontos de contacto surgem, devagarinho, obrigando-nos a tecer um mapa de afinidades que ultrapassa a música em si. Paul Corley é o novo membro da Bedroom Community mas só quem não lê as entrelinhas dos discos é que o pode desconhecer e ficar surpreso com esta estreia: esteve no “By The Throat” de Ben Frost e no “Draumalandid” de Valgeir Sigurdsson, e está omnipresente nas operações da editora desde 2007. Terá aprendido muito lá, mas também o suficiente para estar também noutra gema – “Revedeath 1972″ de Tim Hecker. As referências são exemplares e “Disquiet” não desanima quem especulou em demasiado. Disco fabuloso, na esteira de alguns momentos ambientais mais tenebrosos de Ben Frost, imbuído de um classicismo surdo, cheio de detalhes ricos e nutritivos vindos de quem gosta de polir a música até à perfeição. Paul Corley, com tanto para dar deste calibre, não poderia fugir à Bedroom Community. Fantástico álbum de estreia.

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Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

NICO MUHLY Drones CD

€ 15,50 € 12,50 CD Bedroom Community  ENCOMENDAR

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Parece que foi ainda há pouco tempo – e foi! – que começámos a falar de Nico Muhly como alguém que prometia algo grandioso – dois discos fantásticos na Bedroom Community obrigaram toda a gente a decorar o seu nome. Mas, sem precisar de ajuda de ninguém, Muhly escalou uma carreira imparável que muitos conseguem durante uma vida. Seria fastidioso enumerar a quantidade de obras que entretanto escreveu, pelo que sabe bem voltar à casa-mãe – a Bedroom Community (que partilha com Sam Amidon, Ben Frost, Valgeir Sigurdsson, Paul Corley, Puzzle Muteson e Daníel Bjarnason) – e ouvi-lo a desbravar terreno virgem e novas ideias. “Drones” é a compilação de três obras/comissões – “Drones & Piano”, “Drones & Viola” e “Drones & Violin” – que procuram percorrer variações e harmonias dentro de uma estrutura fixa, como se fosse um drone. Nico Muhly compara estas peças ao que fazemos normalmente quando assobiamos por cima da vibração contínua de um aspirador: no fundo, o compositor procura homenagear e estilizar estes drones. Primeiro com o piano fortíssimo e determinado de Bruce Brubaker, depois com a viola da incontornável Nadia Sirota, e por último com o violino de Pekka Kuusisto. No final, ópus soberbo que parece conter a miríade de ideias possíveis que gravitam não só na sua cabeça como na cabeça de todos os seus parceiros na editora – “Drones In Large Cycles” parece conter, por essa razão, os espíritos de Valgeir Sigurdsson e Ben Frost. “Drones” não tem a dimensão de “Mothertongue”, mas documenta na perfeição a genialidade e inquietude de um dos mais brilhantes e prometedores músicos da sua geração.

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Sexta-feira, 9 Dezembro, 2011

BEN FROST & DANÍEL BJARNASON Sólaris CD

€ 14,50 € 12,50 CD Bedroom Community  ENCOMENDAR

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O festival Unsound, em Cracóvia (e também em Nova Iorque), costuma desafiar alguns músicos mais afoitos para refazerem as suas partituras à luz da música da Sinfonietta Cracovia. Em 2010 calhou a Ben Frost e Daníel Bjarnason seguirem o tema desse ano e, mais do que criarem uma versão da música de ambos, decidiram erguer toda uma nova obra em torno de “Sólaris”, uma das obras-primas de Andrei Tarkovsky. Conhecendo os gostos e as movimentações de Frost, as imagens de “Sólaris” não poderiam ser mais do que inspiradoras para um sucessor de “By The Throat”. A ajuda de Bjarnason é essencial, criando toda a teia acústica que suporta o peso da electricidade (digital e não só) de Frost. Parte sombria, parte luminosa, esta banda sonora percorre com detalhe os ambientes e intenções do filme, criando um espelho rico e poderoso que sobrevive – não seria de esperar outra coisa – como uma obra isolada. Talvez a arte de Bjarnason não tenha sido ainda apreendida pelo público, mas com “Sólaris”, e com a ajuda imprescindível de um dos mais talentosos músicos actuais, a sua música vai ser finalmente exposta a um maior número de adeptos de novas músicas. Podem existir muitas bandas sonoras artificiais para filmes clássicos, mas este “Sólaris” vai certamente brilhar no meio de todas as outras

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Sexta-feira, 8 Julho, 2011

PUZZLE MUTESON En Garde CD

€ 14,95 € 12,50 CD Bedroom Community  ENCOMENDAR

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Quem é Puzzle Muteson? Não sabemos, de facto. Talvez o próprio nome indique que o mistério faça parte da sua estratégia. Passando esse facto, o que nos liga de imediato ao álbum é o facto de a sua estreia acontecer na editora de Ben Frost, Nico Muhly e amigos. O que significa que a produção fica automaticamente assegurada: o que acontece na Bedroom Community, fica na Bedroom Community. Voz frágil, sem tempo definido, assegura a liderança de arranjos celestiais – cortesia de Valgeir Sigurdsson e Nico Muhly -, e histórias de cavalos, ursos polares, amor e os seus inevitáveis desgostos. Há espírito folk, há grandes hipóteses de estarmos perante um grande escritor de canções, e há um álbum que parece um rochedo frágil num mar picado. Esta intermitência entre força e fragilidade dá a Puzzle Muteson uma humanidade determinante para nos ligarmos emocionalmente a “En Garde”. Ah, é verdade: ele habita a ilha de Wight. Embora não seja grande informação, corrobora muitas das coisas que dizemos aqui. Óptima estreia de alguém desconhecido que promete ser muito conhecido.

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Sexta-feira, 26 Março, 2010

SAM AMIDON All Is Well CD

€ 14,95 € 12,50 CD Bedroom Community  ENCOMENDAR

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Foi um disco que passou um pouco ao lado de toda a gente, tal como quase todos os primeiros discos dos quatro magníficos da Bedroom Community. A projecção universal de Nico Muhly e os concertos em quarteto ajudaram a voltassemos a ouvir e a escutar a música com outra atenção e dedicação. Se estiverem nessa categoria, voltem a ouvir “All Is Well”, uma colecção impressionante de canções folk tradicionais interpretadas pela voz à beira do colapso de Sam Amidon, pelo seu banjo circular e pelos arranjos orquestrais new-music de Nico Muhly. Foi na altura um enorme álbum, é ainda hoje um disco valioso demais para ficar escondido.

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Sexta-feira, 26 Março, 2010

SAM AMIDON I See The Sign CD

€ 14,95 € 12,50 CD Bedroom Community  ENCOMENDAR

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Para quem quer refazer a música à sua maneira, Sam Amidon parece conseguir, pelo menos, criar o seu próprio mundo e as suas próprias regras, o que já é dizer muito quando se aborda um género como a folk. Se no primeiro álbum as suas brilhantes versões mostravam o ADN original das suas matrizes, em “I See The Sign” a ambição tomou conta de Sam e o resultado ultrapassa as melhores previsões. É claro que quem teve a oportunidade de ver o quarteto da Bedroom Community ao vivo saberá mais ou menos o que se passa aqui: arranjos de Nico Muhly, guitarra de Ben Frost, produção de Valgeir Sigurdsson e um som imenso, envolvente, dominador e rico. E se quiserem maximizar tudo, eis que aparece na ficha técnica o nome de Shahzad Ismaily, uma referência incontornável e recorrente sempre que se procura música sem fronteiras – Will Oldham, John Zorn, Niobe, Laurie Anderson, White Magic são alguns dos locais onde podemos escutar a sua influência. No final, é óbvio que já não podemos falar de folk, apesar de notarmos nalgumas das canções o lado trovador das melodias ou a voz circular de Amidon; há pop, muita pop, por aqui, algumas canções épicas, algumas cantigas de embalar, “Relief” de R. Kelly e alguns originais do próprio músico. Talvez Nico Muhly seja a estrela da companhia, mas Sam Amidon tem, agora, dois discos incríveis e algo únicos nesta constelação sonora imensa que nos rodeia.

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Sexta-feira, 26 Março, 2010

VALGEIR SIGURDSSON Draumalandid CD

€ 14,95 € 12,50 CD Bedroom Community  ENCOMENDAR

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“Dreamland” é um documentário sobre a paisagem natural da Islândia, sobre os seus recursos naturais e o modo como têm sido aproveitados, subaproveitados e destruídos. Valgeir Sigurdsson elaborou a sua banda sonora recorrendo à artilharia pesada da Bedroom Community: Nico Muhly e Daníel Bjarnason, a nova adição da editora, trataram das composições e arranjos orquestrais; Sam Amidon deu a voz e banjo para o tema de entrada; e Ben Frost intrometeu a sua electrónica em três temas. Depois, um leque de habituais convidados da música de todos eles, alguns dos quais têm sido companheiros regulares da “Whale Watching Tour”: as prodigiosas Nadia Sirota e Hildur Gudnadóttir em viola e violoncelo, respectivamente, ou o subvalorizado criativo Borgar Magnason em contrabaixo. Como quase todas as banda sonoras, “Draumalandid” segue o lado ambiental e orquestral, mas para quem conhece a arte destes músicos – todos eles! – sabe que a música cresce em camadas e texturas, com pianos preparados, electrónica fracturante e esquinas quando menos esperamos. Ouvir os discos da Bedroom Community tem-nos dado esse sentido de aventura e desafio, quando os géneros se fundem e geram híbridos que nos interpelam e deixam conquistados. Ouçam nos clips deste álbum, “Grýlukvæði”, o primeiro tema, composto por Valgeir com Muhly, Amidon e Frost, e “Past Tundra”, o terceiro tema, por Valgeir e Muhly, e percebam o que dizemos quando momentos de genialidade são tocados sempre que estes músicos se encontram. “Draumalandid” pode ser uma nova etapa na discografia de Valgeir Sigurdsson, mas só será inesperada se não conhecermos minimamente tudo que o músico e produtor tem feito pelos discos de tanta gente. E não se deixem levar pela etiqueta de ‘banda sonora’ – esta música merece mais do essa funcionalidade.


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Segunda-feira, 2 Novembro, 2009

BEN FROST By The Throat CD

€ 14,95 € 12,50 CD Bedroom Community  ENCOMENDAR

Neste seu novo álbum e em “Theory Of Machines” (de 2007, também na Bedroom Community) há uma referência a Michael Gira, o que demonstra que, por muito que queiramos situar Ben Frost no campo da música electrónica e ambiental, este seu amor pelo ex-Swans – no anterior álbum, o terceiro tema chama-se “We Love You Michael Gira”! – leva-o para o lado negro da força.  Nos instantes de acalmia, é o medo que nos petrifica e gela as emoções; nos momentos de intensidade sonora é a força bruta do metal que nos empurra contra a parede. A Wire avisou-nos que “Theory Of Machines” seria uma espécie de Arvo Part orquestrado por Trent Reznor, e em “By The Throat” voltamos a sentir-nos esmagados pela imensidão sonora de Ben Frost e pela sua arte em fundir sons acústicos e naturais num estúdio high-tech. Mas, para além da inebriante volúpia musical, este álbum comunica-nos uma narrativa potentíssima, quase cinematográfica – fala-se em David Lynch, mas preferimos, seguindo o artwork de “By The Throat”, lembrarmo-nos de “The Thing” de Carpenter. Produzido pelo próprio músico e pelo omnipresente Valgeir Sigurdsson, o álbum conta também com a ajuda do ainda mais omnipresente Nico Muhly, do colectivo islandês Amiina, de Jeremy Gara dos Arcade Fire e da banda de metal sueca Crowpath. Não é música para todos os ouvidos, mas não deixará de ser um dos grandes discos do ano para muitos de vocês. Imponente e especial.


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Quinta-feira, 29 Janeiro, 2009

VALGEIR SIGURDSSON Ekvílibríum CD

€ 14,95 € 12,50 CD Bedroom Community  ENCOMENDAR

 

Primeiro álbum para Valgeir Sigurdsson, sim, mas nunca uma estreia na música. Valgeir tem sido, possivelmente, o mais importante produtor islandês dos últimos anos, com aconselhamento técnico em discos de Bjork, Kronos Quartet, CocoRosie, entre muitos outros músicos tresmalhados pelo mundo. Sozinho, largado à composição, e com a ajuda sempre essencial de Nico Muhly nos arranjos orquestrais, Valgeir procura o espaço e um tipo de ambientalismo muito peculiar, mesmo quando são canções – com as vozes de Bonnie “Prince” Billy, J Walker e Dawn McCarthy – há uma liberdade tridimensional muito, digamos, islandesa. Electrónica nos ritmos, nos pormenores de decoração e no tapete ambiental, com muita arrumação para o lado acústico rendilhado por Muhly, fazem de “Ekvílibríum” uma estreia promissora para alguém que decidiu um dia criar uma editora de amigos e espantar meio mundo com a qualidade das suas amizades.


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Segunda-feira, 18 Agosto, 2008

NICO MUHLY Mothertongue CD

€ 12,50 CD Bedroom Community

SSó pelo currículo, Nico Muhly tem um percurso que já chama a atenção. Bjork, Bonnie “Prince” Billy, Philip Glass e Antony são alguns dos nomes com quem já colaborou. “Mothertongue” é o segundo álbum e o se o primeiro (“Speaks Volumes”) não puxou pela atenção dos mais distraídos, este já lhe deu direito a imensos destaques, incluindo um profile na prestigiada New Yorker. Dividido em três partes (“Mothertongue”, “Wonders” e “The Only Tune”), “Mothertongue” é uma invulgar incursão na música contemporânea, porque a trata como música pop. Steve Reich, Terry Riley e Philip Glass são referências óbvias, Muhly evoca-os desfigurados em arranjos glaciares, num excesso de pormenores que no aglomerado transformam o espaço da sua música num local tanto aprazível quanto fantasmagórico. A produção, mais uma vez a cargo de Valgeir Sigurdsson, talvez remeta para o universo gélido da Islândia (pense-se em Sigur Rós) numa primeira abordagem, mas as próximas darão para ver que há algo de muito maior ali, não só distinto, com propriedade, mas, perdoe-se a redundância, mesmo Maior. Imaginem Colleen, em versão masculina, imaginem o mundo abstracto analógico dos Books, pensem na arte da colagem de Steve Reich, e amplifiquem tudo isto numa mente mais arrojada, ambiciosa, que faz da música contemporânea (e clássica, já agora) um instrumento pop todo-o-terreno. Uma das melhores surpresas do ano.

[...] Nico Muhly é, aos 26 anos, mais um nome a ter em conta no panorama da música contemporânea nova iorquina. «Mothertongue» é o seu disco mais interessante de sempre. 4/5 in In’/DN (Nuno Galopim, 02/08/08)

[...] Aos 27 anos, o compositor Nico Muhly é um dos criadores mais aplaudidos daquela parte incerta em que a música erudita contemporânea se mete com a música popular e fica difícil distinguir os corpos.(…) A suite “Mothertongue” sublinha os dotes de Muhly como cientista de estúdio. 4/6 in Time Out Lisboa (Jorge Manuel Lopes, 30/07/08)

[...] Através do tratamento de sons concretos, de manipulação minimal, dos detalhs digitais, e de “erros” convertidos em descobertas, assiste-se ao fervilhar de um pulsar orgânico fascinante. 4/5 in Blitz (Pedro Dias da Silva, 01/08/08)

[...] Álbum flexível, arrojado, entusiasmante. 4/5 in Público/Ípsilon (Vitor Belanciano, 01/08/08)

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