Terça-feira, 26 Junho, 2018

BARK PSYCHOSIS Codename: Dustsucker CD

€ 11,95 CD (2018 reissue) Fire Records

OUVIR / LISTEN:
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Dois álbuns separados por 10 anos (1994-2004) formam uma obra sui generis mesmo no contexto riquíssimo da pop britânica. Parecendo concentrar a herança psicadélica dos 60s, ambientalismo Brian Eno dos 70s, pós-rock dos 90s e uma ideia transversal de canções sensuais, atmosféricas (um pouco Felt com produção mais cósmica), os Bark Psychosis vagueiam num limbo de difícil definição. Este segundo álbum, de 2004, mantém-se tão irrestível como o foi a primeira abordagem a “Hex”, o álbum anterior. Experimentem nada sentir com a audição de “400 Winters”, espécie de versão mega sexy de Cocteau Twins. Transcendente, por vezes. Em elevação.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

OREN AMBARCHI Grapes From The Estate 2LP

€ 23,50 2LP (2018 reissue) Black Truffle

OUVIR / LISTEN:
Grapes From The Estate

Mantra de drone e pulsações graves em acumulação, numa composição subtil, evolutiva, com tempo para se expandir calma e naturalmente. Alguma percussão muito discreta (escovas no tambor) numa espécie de ambiente Twin Peaks íntimo; dedilhar cristalino de cordas, elegante, e um certo retorno, mais à frente, a uma sonoridade que costumávamos conhecer como pós-rock. Álbum originalmente editado na Touch em 2004, reeditado em vinil pela Southern Lord 2 anos depois, conhece uma década depois nova atenção. Em retrospectiva trata-se mais ainda de um passo importante no percurso de Oren Ambarchi. Elegante, intemporal.

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Segunda-feira, 5 Fevereiro, 2018

FLEXTONE 10th Anniversary Box: Flextone plus Unreleased Material 2CD

€ 17,95 2CD (RI 023CL) Rather Interesting

Exemplares originais SELADOS da reedição de 2004 / Original 2004 re-release. SEALED. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR ÁLBUM ORIGINAL (CD 1) / LISTEN TO ORIGINAL ALBUM (CD 1)
Flextone

As 15 faixas extra no segundo CD desta reedição não precisam sequer de ser invocadas para justificar a mesma. Trata-se de material não usado nos álbuns ou versões diferentes (como o estudo para “Silver Sound”, uma outra edição da Rather Interesting que vocês deveriam ter). “Flextone” é um dos primeiros discos em que Atom TM coloca no terreno o seu funk sintético, em que a carga de batida se encontra com uma galeria de discretos ambientes etéreos. Primeiros passos, em 1994, de um léxico pessoal 1000 vezes actualizado de forma brilhante nos anos seguintes. Espreitem sem reservas o nosso stock Rather Interesting. Esta é a reedição de 2004, numerada e assinada.


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Segunda-feira, 25 Setembro, 2017

154 Strike 2LP

€ 22,50 2LP (2017 reissue) NWAQ

[audio:http://www.flur.pt/mp3/APE-LP01-2017-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/APE-LP01-2017-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/APE-LP01-2017-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/APE-LP01-2017-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/APE-LP01-2017-5.mp3]

Já eramos vivos em 2004, ano da edição original deste álbum de 154/Newworldaquarium. “Sniper” ainda se mexe numa ideia mais cavernosa de techno, tal como o apropriadamente intitulado “Themurderpeople”, ainda activo na rede industrial, mas acaba por não ser nenhum destes sons que define “Strike”. Essa definição encontramo-la logo na abertura, nos 10 minutos de “Sun”, expressão bem bonita do som techno holandês que olhava fixamente para Detroit. Mudanças diminutas no groove de cada faixa, ambiência forte mas difusa, espalhada em vapor de baixa fidelidade, num álbum que, se não entra para a História, é apenas porque tenta bastante passar discreto, desviado das luzes até das pistas de dança.

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Quarta-feira, 12 Outubro, 2016

ROSS 154 Until My Heart Stops… / Kaoz 12″

€ 9,50 12″ (2016 repress) M>O>S

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MOS0002-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MOS0002-2.mp3]

A incrível quantidade e qualidade das produções house e techno saídas dos Países Baixos continua a gerar emoção. Editoras como a Djax, R&S ou Eevolute, por exemplo, seguiram a par do que acontecia de mais relevante na cena. A década de 90 foi especialmente rica em inovação e Jochem Peteri esteve lá desde relativamente cedo. Talvez mais conhecido como Newworldaquarium, esse nome sempre críptico, gravou como Ross 154 vários discos muito espaçados no tempo, incluindo este “Until My Heart Stops…” em 2004. O maxi foi reeditado algumas vezes, sobrevivendo intacto até ao ano de 2016, quando temos o privilégio de poder voltar a apresentá-lo. As harmonias e beats secos característicos da filiação em Detroit brilham intensamente numa composição, como é tradicional, sempre emotiva; “Kaoz”, no lado B, sobe a parada, forte nos pratos de choque, groove em espiral, muita ficção científica e clássico tambor de Chicago, magnífico híbrido. Recomendado!

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Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

FENNESZ Venice (10th Anniversary Edition) 2LP

€ 24,50 € 20,50 2LP (10th Anniversary Edition) Touch

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TO53V-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO53V-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO53V-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO53V-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO53V-5.mp3]

É impossível pensarmos que depois de “Endless Summer” não haja mais génio e mais ideias de Fennesz, mas a fasquia colocara-se tão elevada que é preciso medir bem os movimentos para que tudo não colapse. Os olhos e ouvidos estavam todos neste regresso – embora ligeiramente falso, pois temos ouvido muito Fennesz por aí, com FennO’Berg, sobretudo – e a pressão às vezes funciona muito bem. Depois de ter sozinho colocado o contagem a zeros, em 2001, com “Endless Summer”, o austríaco volta a cozinhar um lento borbulhar digital cheio de natureza dentro, como se abríssemos uma caixa com um mundo miniatura em paz no seu interior. Nem mesmo as muralhas de som – que ao vivo são mais muralhas que nas audições que fazemos em nossa casa -, em “Circassian”, por exemplo, nos convencem que este não é um disco de pormenor e reconfortante proximidade. Nesse momentos é a guitarra que espoleta o rock que há na música de Fennesz. No restante percurso de “Venice” impera a calma, transitória – a presença de David Sylvian em “Transit”, apenas cunha essa passagem -, contemplativa, mágica. Numa altura em que prolifera a música de computador, quando já conseguimos ligar processos a sons, precisa-se, e muito, das ideias dentro da máquina. Por isso, “Venice” é, arriscamos, tão bom quanto foi “Endless Summer”.

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Quinta-feira, 11 Setembro, 2014

LOOSEFINGERS When Summer Comes 12″

€ 9,50 12″ (2014 repress) Alleviated

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ML-2222-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML-2222-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML-2222-3.mp3]

Continua a operação de reedições Larry Heard / Alleviated, com material cada vez mais recente mas sempre importante. “When Summer Comes” pode continuar como desejo, neste início de Setembro de 2014. O original de 2004 lamenta o facto de a pessoa amada apenas parecer aparecer quando está frio. Pede-se, como muitas vezes nestes casos, uma oportunidade. A canção é soberba e pergunta “Where are you going to be when Summer comes?”. As tonalidades espaciais, o próprio espaço que a voz transmite, seguram a música numa zona de conforto melancólico que não apetece abandonar, mesmo para além dos 9 minutos de duração. Simples e magnífico. Para um outro cenário, o lado B oferece “Acid Bounce” e “Transmission X”, lembrando como era em 86 e como se consegue preservar as escrituras originais sem esforço aparente. “Transmission X”, em particular, é música ácida de cruzeiro, o seu bounce sugere trance na pista de dança e muito ar a circular na cabeça.

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Sexta-feira, 5 Agosto, 2011

DESCOBERTAS EM CASA – Discos esquecidos em stock – parte 3

Como acontece frequentemente com arrumações, descobrem-se coisas boas de que já não nos lembrávamos. Neste caso, coisas de que achamos que vocês já não se lembram. Começámos a mostrar algumas, na perspectiva de que a música em que acreditamos não tem de ser (e não é) terrivelmente actual. Preços mais convidativos para facilitar a decisão : )

laj and qualkerman delia gonzalez & gavin russom

DELIA GONZALEZ & GAVIN RUSSOM
El Monte / Rise (DFA Rmx)
12″ DFA - 8.50 eur 5 eur

LAJ AND QUAKERMAN
Vinyl Frontier
12″ Hairy Claw – 8.50 eur 6 eur

2004: ainda faltava um ano para “The Days Of Mars”, o álbum de Delia Gonzalez e Gavin Russom que tanto celebrámos na altura. A convocação da energia celestial que “El Monte” sugere, ainda, mantém o seu poder celebratório como uma oração que exige braços levantados para o Céu. É tão bom assim. Todos os mais distintos fantasmas de língua alemã que dominaram o Cosmos nos anos 70 são sugados e reconvertidos em nova energia (vale a pena escutar a versão completa aqui). “El Monte” é também uma imagem de local místico por onde as almas precisam de passar a caminho do Nirvana. No lado B, DFA reformulam “Rise” com o tradicional beat associado a LCD Soundsystem, mantendo a expansividade do original bem controlada no enquadramento rítmico que nos faz marchar no tom certo. Ainda assim, é música para grandes espaços.
2007: na Hairy Claw (uma das editoras do pequeno império de Steve Kotey) reaparece uma faixa fundamental na cena disco-house dos 90s: “Vinyl Frontier” e “Lust In Space” tinham aparecido pela primeira vez num maxi da Kami Khazz (editora portuguesa gerida por Pedro Tenreiro e Rui Miguel Abreu), disponível apenas em white label. Esta é, para todos os efeitos, uma reedição. O beat 4/4 constante é enriquecido por percussão afro-latina, bleeps e pulsares alienígenas que tornam a música num assunto sério na pista de dança. Tão minimal quanto uma faixa desta natureza consegue ser sem desvirtuar o groove. brilhante. Duas versões disponíveis no disco. “Lust In Space” foi construída com base num instrumental dos Voyage e assegura o mesmo nível de minimalismo de “Vinyl Frontier”. Tudo bom.

El Monte / Rise (DFA Rmx)
[audio:http://www.flur.pt/mp3/DFA2132-1.mp3]
[audio:http://www.flur.pt/mp3/DFA2132-2.mp3]

Vinyl Frontier
[audio:http://www.flur.pt/mp3/HC06-1.mp3]
[audio:http://www.flur.pt/mp3/HC06-2.mp3]
[audio:http://www.flur.pt/mp3/HC06-3.mp3]


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