Quarta-feira, 27 Fevereiro, 2019

KING KONG PARADISE Atsusa Mo Samusamo… LP

€ 26,50 LP (2019 reissue) Studio Mule

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1984. King Kong Paradise mandam um álbum exótico de pop, reggae e sweetness baleárica, directo ao coração de amantes de Antena, Linda Di Franco e até Donald Fagen. Feito no Japão. Estranho como deve ser, um combo desta natureza transcende as secções onde pode ser colocado. “Reggae Voodoo” carimba a obsessão particular de alguns músicos japoneses com a cena reggae, acrescentando aqui uma precoce (e discreta) linha ácida. Roots, à sua maneira, bizarro e culturalmente misturado, como hoje gostamos. Termina com um mantra assertivo de percussão, com shakers a comandar a atenção.

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Quarta-feira, 7 Novembro, 2018

THE DURUTTI COLUMN Without Mercy 2LP

€ 24,50 2LP Factory Benelux

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Não é a primeira vez que a influência de Tony Wilson (Factory Records) parece ter guiado a criatividade de Vini Reilly. Este álbum de 1984 resulta de uma proposta para gravar “música clássica moderna” e não tanto a pop etérea que garantiu a Durutti Column nome na eternidade. Os acordes iniciais de piano na primeira parte de “Without Mercy” estão desde logo em linha com a recuperação de uma sensibilidade romântica que outros nomes exploravam com diferente intensidade na editora 4AD, por exemplo. A guitarra insere-se num outro contexto, acompanhada de mais cordas e sopros, para uma sonorização idealizada do poema “la Belle Dame Sans Merci” (explicado o título “Without Mercy”), de Keats. A composição original dividia-se em 19 andamentos, separados em dois lados de vinil, aqui fielmente reproduzidos e melhorados. A reedição é acrescentada do EP “Say What You Mean, Mean What You Say” (1985), completo na versão em CD (auádruplo) e de faixas dispersas (algumas ao vivo) acrescentadas ainda de dois concertos, ocupando o terceiro CD (Londres) e o quarto CD (Londres). Muito sonho para acontecer, potenciado pelos tons frequentemente suplicantes da música de Durutti Column, para sempre à beira do coração partido ou, em alternativa, da esperança inabalável num novo amor.

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LP1
A1. Without Mercy I
B1. Without Mercy II

LP2
C1. All That Love and Maths Can Do
C2. Duet
C3. Estoril a Noite
C4. Favourite Descending Intervals
C5. A Little Mercy
D1. Mercy Theme (Live in London 1984)
D2. A Little Mercy (Live in London 1984)
D3. Mercy Dance (Live in London 1984)

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Terça-feira, 26 Junho, 2018

LARAAJI Vision Songs – Vol. 1 CD

€ 14,95 CD (2018 reissue) Numero

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O lado vocal de Laraaji no seu caminho de devoção. Esta cassete de 1984 encontra lugar em qualquer época necessitada de espíritos que elevem a disposição para outras paragens. Este primeiro volume de “Vision Songs” mostra canções sobretudo motivacionais, com letras circulares, algumas entoações mântricas. De alguma forma que não conseguimos explicar eficazmente, uma canção como “Om Namah Shivaya” espelha a poesia áudio de Gil Scott-Heron. A semelhança pode ser meramente de tom, mas a vontade de deixar clara, inequívoca, uma mensagem forte é evidente. Depois, “Today Is This Magic Quality” parece resumir a aposta no Presente comum a várias orientações espirituais para melhorar a nossa estadia por aqui. A caixa-de-ritmos discreta, praticamente apenas com o som dos pratos, atravessa várias das canções enquanto ritmo, diríamos quase respiração, de base. Ecos, vapores, nuvens a abrir para outra consciência. “All of a sudden it’s a different self, it’s a different purpose, it’s a different direction.”

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Terça-feira, 19 Junho, 2018

ERIC RANDOM & THE BEDLAMITES Time-Splice CD

€ 15,95 CD Klanggalerie

Pedaço forte de música gravada em Manchester por Eric Random e os Bedlamites. Ele foi uma das figuras importantes no período pós-punk, andou na estrada com os Buzzcocks, formou os Tiller Boys com Pete Shelley e gravou para a Doublevision dos Cabaret Voltaire, onde saíram o LP e o EP reunidos neste CD. Em 1984, ano da edição dos dois discos, Eric Random já tinha trilhado um caminho híbrido que incorporava dub, Oriente e os ambientes mais desolados da cena industrial- “Dream Web Of Maya” e “Himalayan Sun” são talvez os exemplos mais categóricos, com um quê de Suns Of Arqa. “Mad As Mankind” foi gravado nos estudios dos CV (Western Works) e produzido por Stephen Mallinder e Richard Kirk. “Time-Splice”, o álbum, representa impecavelmente uma versão exótica, pouco ou nada florida, de música de dança. “Hardcore” pode ser a representação pop, aqui, e sabemos que esta é uma afirmação discutível. Dub bem profundo em “Second Sight”, na linha de Bill Laswell ou Jah Wobble – o baixista Wayne Sedgeman era dos Suns Of Arqa. Disco quase perfeito em que a percussão é muito solta e marca outros tempos em relação à norma pop/rock. Dispensável, talvez, a versão limpa de “Mad As Mankind” gravada em 2012, que encerra o CD. Tudo o resto tem nota bem alta.

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Terça-feira, 19 Junho, 2018

HULA Murmur CD

€ 15,95 CD (2018 reissue) Klanggalerie

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Hour By Hour, Tear-Up, Ghost Rattle, Delirium, Pleasure Hates Language, Cold Kiss, Red Mirror, Hard Stripes

Por onde começar? Naturalmente, terá de ser Sheffield, a cidade industrial no norte de Inglaterra que gerou mais música influente do que conseguimos nomear: Cabaret Voltaire, ABC, Pulp, Clock DVA, Human League e Heaven 17, Moloko, LFO e a Warp Records, etc. Hula são um produto claro desse caldeirão criativo no tempo em que a cena industrial se fundia com pós-punk. Aliás, o espírito comunitário manifesta-se logo na génese: três membros fundadores de Hula partilhavam habitação com Stephen Mallinder dos Cabaret Voltaire numa villa chamada Hula Kula (também o título de um lado B dos Roxy Music). O colectivo foi sendo acrescentado, ao longo dos anos, nunca fechando portas a colaborações e projectos paralelos. Mark Albrow tem carreira nas artes plásticas; Alan Fisch (substituído por Nort já em “Murmur”) tocou bateria nos Cabaret Voltaire; mas talvez o mais transversal, para comunicar a ideia, seja Mark Brydon. Tocou baixo e percussão no primeiro álbum dos Hula (“Cut From Inside”, 1983). Em “Murmur” ele vem creditado como co-autor da capa, e isso ilustra bem o modo como estes músicos e artistas se misturavam. Brydon estaria envolvido mais tarde na equipa de produção Fon, que deu origem a um estúdio e à editora Warp. Mais à frente fundou os Moloko com Róisín Murphy. A banda misturava-se com artes visuais, produzindo o álbum “Shadowland” em 1986, bem mais abstracto. Em 1984, porém, “Murmur” revela uma banda com instrumentos tradicionais, sim (guitarra, bateria e baixo), mas com utilização cirúrgica de técnicas de corte e sampling / manipulação de fita e, na voz, uma indecisão que nunca ouvimos, desta forma, em nenhuma outra banda, entre o que quase poderia ser pop, funk, e uma obscuridade voluntária, cultivando um lado negro mais ligado ao industrial. Ron Wright partia muitas vezes em mantras repetitivos, como acontece aqui em “Tear Up”, uma das faixas icónicas desta fase de Hula. O músculo funk – bateria e baixo – parecia replicar o que se conhecia dos A Certain Ratio, também do norte de Inglaterra (muito exposto à soul e r&b norte-americanos), só que com outra complexidade e orientação nos arranjos. talvez menos Brasil e mais galeria de arte. “Ghost Rattle” cita “Murder In The Clean States”, uma das faixas de “Cut From Inside”, simplesmente usando o título como parte da letra. “Pleasure Hates Language” é tão rico em detalhe que se pensa como era possível replicar ao vivo este equilíbrio entre electrónica, artifícios de estúdio e um set up ao vivo. Muito mais para dizer sobre uma das bandas fetiche há demasiados anos aqui na Flur. Não há abordagem fácil para os Hula, não há hits nem grandes melodias para cantar, mas os mantras de Ron Wright, uma vez apreendidos, ficam a circular na cabeça. Uma das bandas mais vitais e ao mesmo tempo menos conhecidas daquele período em Inglaterra. Década de 80 do outro lado do espelho. Edição muito acrescentada com os singles da época, na íntegra: “Fever Car”, “Get The Habit” e “Walk On Stalks Of Shatterd Glass” (deste apenas uma das versões está incluída).

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Quinta-feira, 26 Abril, 2018

DORIS NORTON Personal Computer LP

€ 21,50 LP (2018 reissue) Mannequin

Record Store Day 2018


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Quinta-feira, 8 Março, 2018

MAURICE DEEBANK Inner Thought Zone LP

€ 9,95 LP (2013 reissue) 1972 Records

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Em plena operação de reedição de álbuns de Felt, nada mais apropriado do que convocar a única edição de Maurice Deebank a solo. A descrição jornalística do álbum como “80s psych” ajusta-se bem a este disco lindíssimo de guitarra (baixo e sintetizador mínimos, no acompanhamento, zero bateria). Deebank moldou estruturalmente o som dos primeiros discos de Felt e, mesmo que a voz de Lawrence esteja inteiramente ausente em “Inner Thought Zone” (1984), percebemos num ápice que a guitarra preenche todos os espaços necessários. O título do disco remete para uma experiência (de composição, mas também nossa, de audição) íntima, de pesquisa e observação de processos internos. Sem qualquer reserva, não só para fãs de Felt mas também de Vini Reilly ou, até, do universo (também centrado em guitarra) de Dif Juz e outras construções etéreas da 4AD. Bom preço!

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Quinta-feira, 8 Março, 2018

WALLY BADAROU Echoes CD

€ 9,50 CD (2018 reissue) Music On CD

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Obra-prima de discrição em 1984 por este músico habituado a sessões de topo nos estúdios Compass Point e com nomes como Talking Heads, Grace Jones, Mick Jagger, Level 42, Marianne Faithfull, Black Uhuru, Joe Cocker e vários outros. CV impressionante que também revela a competência de Wally Badarou, especializado em sintetizadores mas com uma abrangência estilística impressionante. “Echoes” demonstra isso generosamente mas também um tipo de maravilhosa música genérica dos 80s que muitos procuram ainda reproduzir num circuito pop mais obscuro da actualidade. O sintetizador brilha com clareza neste álbum exótico de virtuosismo electrónico e musicalidade sem vergonha do lugar-comum. Se detectamos padrões demasiado familiares, rapidamente surgem sons que hoje soam especialmente alienígenas e deslocam a sensibilidade para zona incerta. Paisagístico como em “Canyons” ou “Rain” mas este é também o álbum que inclui o muito celebrado hit “Chief Inspector”, um instrumental (como todos neste disco, aliás, salvo um discreto vocoder algures) com créditos de boogie que tanto fica bem num set de Baldelli como de Dâm-Funk.


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Quarta-feira, 7 Março, 2018

FELT The Strange Idols Pattern And Other Short Stories LP

€ 29,95 LP (2018 reissue) Cherry Red

Segundo álbum, um dos dois editados em 1984, passo em frente em relação à arrebatadora atmosfera de “Crumbling The Antiseptic Beauty”. bateria normalizada, canções mais escorreitas como “Roman Litter” ou “Spanish House”. A entoação Lou Reed é jogada com – há quem escreva – a influência dos Television, mas a renda complicada da guitarra de Maurice Deebank, com Lawrence em guitarra secundária e sobretudo a entregar uma voz impossivelmente estilosa, todo esse conjunto faz dos Felt uma tradição em si mesmos. Os pequenos instrumentais “Sempiternal Darkness” e “Imprint” não se limitam a cortar a sequência de canções pop, eles de facto elevam este edifício a um plano supra-indie. Se isto fizer sentido para vocês.


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Quarta-feira, 7 Março, 2018

FELT The Splendour Of Fear LP

€ 29,95 LP (2018 reissue) Cherry Red

Editado em 1984, tal como “The Strange Idols Pattern And Other Short Stories”, este álbum puxa alguns contrastes para a frente. O título glorifica o medo (com ou sem ironia), enquanto lá dentro há uma canção chamada “The World Is As Soft As Lace”, reconhecimento deliberadamente naive de um mundo bonito na incerteza, porque “If I knew all about this world Do you think I’d stay here that’s absurd”. Enorme presença ainda de Maurice Deebank na guitarra, realçando o espaço neste álbum maioritariamente instrumental. Pode ser assustador, este vazio de palavras, mas é bonito e está pronto a receber as nossas emoções pessoais.


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Quarta-feira, 24 Janeiro, 2018

ANTHONY BRAXTON / DEREK BAILEY Royal 2LP

€ 24,50 2LP Honest Jon’s

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Quarta-feira, 24 Janeiro, 2018

STEVE ROACH Structures From Silence LP

€ 23,95 LP (2017 reissue) Telephone Explosion Records

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Não se vislumbra um fim neste percurso de reedições de música ambiental, dado que o património existente é vasto e obscuro. Para além de edições mais visíveis existe um número incontável de cassetes, LPs de edição privada e, não menosprezar, títulos só disponíveis no circuito New Age de terapias várias. “Structures From Silence” saíu nos EUA e Europa em CD, vinil e cassete, no ano de 1984. Era o terceiro álbum de Steve Roach, que prosseguiria uma carreira longa em contraste aparente com a sua anterior ocupação como piloto de motas. Incorporando o vasto espaço norte-americano na sua abordagem musical, em particular a Califórnia, onde nasceu, Steve Roach opta neste álbum por estruturas circulares, cristalinas, desligadas de qualquer noção de sombra ou aridez que encontramos noutros sectores de música ambiental. As três faixas desenvolvem-se em modo meditativo com um tom sempre inspirador de continuidade, isto é, a música parece levar-nos a qualquer parte, suavemente, depositando-nos num melhor estado de ser. Nesse sentido podemos chamar-lhe terapêutica.

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Sexta-feira, 22 Dezembro, 2017

GIOVANNI VENOSTA Olympic Signals LP

€ 28,95 LP Soave

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SV07-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SV07-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SV07-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SV07-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SV07-5.mp3]


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Quarta-feira, 5 Julho, 2017

K.U.K.L. The Eye CD

€ 10,50 CD (2002 reissue) One Little Indian

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ÁLBUM COMPLETO / FULL ALBUM


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Quarta-feira, 5 Julho, 2017

FLUX OF PINK INDIANS The Fucking Cunts Treat Us Like Pricks & Taking A Liberty CD

€ 10,50 CD One Little Indian

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ÁLBUM COMPLETO / FULL ALBUM


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Quinta-feira, 25 Maio, 2017

ANNIE ANXIETY Soul Possession LP

€ 20,50 LP (2017 reissue) DAIS

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DAIS093LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DAIS093LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DAIS093LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DAIS093LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DAIS093LP-5.mp3]

É bem possível que nós e muitos outros já tenhamos escrito algo semelhante em relação a outros discos, mas este é um álbum que parece representar uma época e uma maneira de fazer as coisas. Gente incrível a trabalhar aqui: Family Fodder, African Headcharge, Crass, para além da supervisão de Adrian Sherwood neste primeiro álbum de Annie Anxiety, cruzada com os Crass na sua Nova Iorque Natal e rapidamente integrada no enorme caldeirão pós-punk que fervilhava ainda em Inglaterra. A sua voz é muito reconhecível, desafia pelo tom, pelos textos e pelo modo como é tratada no contexto da música. “Soul Possession” pode ser encarado como dub industrial mas parece-nos, agora que escrevemos isso, redutor e desactualizado, de alguma forma. É um álbum de canções desajustadas, mesmo na época, muita experimentação a desafiar a noção de pop (e é, no fundo, do que se trata aqui – são canções), ângulos muito aguçados, cantos muito sujos. Difícil encarar de ânimo leve e termina com “Waiting For The Fun”, como se reconhecesse que a diversão é fugidia, volátil. Pesado, complicado e maravilhoso. Dose!

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Sábado, 25 Março, 2017

ANTÓNIO DUARTE A Arte Eléctrica De Ser Português: 25 Anos de Rock ‘n Portugal LIVRO

€ 14,95 LIVRO Livraria Bertrand

paperback, 214 páginas, 20,5 x 27,7 cm.

Exemplares originais da edição de 1984. NOTA: As páginas poderão descolar da lombada, se abertas em demasia, devido ao pouco reforço da encadernação original.

Portal aberto para duas dimensões de realidade portuguesa, em simultâneo. Em primeiro lugar para as décadas de 60 e 70, sobre as quais se debruça, maioritariamente, o autor, ao percorrer a ascenção e queda de vários conjuntos (termo entretanto caído em desuso); em segundo lugar para a década de 80, época em que o livro foi escrito, bem marcada na longa introdução de Jorge Lima Barreto e no tom geral da escrita de António Duarte. O autor deixa claro, desde logo, que se trata de um trabalho jornalístico e não literário, assente na (pouca) informação disponível na imprensa portuguesa sobre esses conjuntos e esses anos e, de resto, em entrevistas que ele próprio realizou com alguns dos nomes focados no livro, nomeadamente José Cid. A outra coisa que o autor deixa clara é a opinião vincada de que pouco de real valor aconteceu no rock português. Essa opinião é veiculada vezes sem conta a propósito de muitos dos músicos e conjuntos sobre os quais escreve, o que confere ao livro um tom que julgamos ser quase impossível de adoptar hoje em dia. E logo na introdução, Lima Barreto surge muito vocal em oposição a um sistema social e a um mercado da música que considera em nada servirem a criatividade, privilegiando a popularidade e a mediocridade. Mesmo salvaguardando a devida distância (conhecendo minimamente Jorge Lima Barreto), não deixa de impressionar como, ao longo de anos de convivência com esse sistema e esse mercado, sentimos certa afinidade com essa posição. O país sempre foi pequeno, ainda é, e se agora o olhar sobre o estrangeiro já passa por menos subserviente, tempos houve em que nos menosprezávamos sem piedade por comparação ao que se fazia lá fora (exemplo semi-patético: as roupas dos elementos do grupo Objectivo, que a própria editora, na promoção para imprensa, fazia crer que estavam muito à frente no panorama português porque eram “à Carnaby Street”. As novidades de Inglaterra definiam, desde os Shadows e os Beatles, quais as reproduções que iriamos fabricar por cá. Até bem dentro dos anos 80. Uma boa cura passa por assumir, primeiro, que se tem um problema.

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Quarta-feira, 28 Dezembro, 2016

SHADOW Sweet Sweet Dreams LP

€ 20,95 LP (2016 reissue) Jamwax

[audio:http://www.flur.pt/mp3/JAMWAXLP02-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JAMWAXLP02-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JAMWAXLP02-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JAMWAXLP02-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/JAMWAXLP02-5.mp3]


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Sábado, 24 Setembro, 2016

MANUEL GÖTTSCHING E2-E4 – 35th Anniversary Edition LP

€ 23,50 LP (2016 repress) MG.ART

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MGART904-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MGART904-2.mp3]

Como muitas outras peças de música, resultou de uma sessão privada que por acaso ficou gravada. Göttsching podia não ter registado este mantra de 59 minutos e simplesmente ter disfrutado no seu momento de iluminação da incrível elevação que esta música proporciona. Tudo aconteceu em casa, depois do regresso de uma tournée com Klaus Schulze, mas o alcance foi global. Em 2006, James Murphy (LCD Soundsystem) gravou «45:33» para a Nike e a justificação mais comum que ele próprio deu para ter aceite o convite foi que este era uma excelente oportunidade para fazer algo parecido ao que Manuel Göttsching havia feito com «E2-E4». Também em 2006, Joe Clausell intervém sobre originais de MG; no final de 2005, Prins Thomas chama simplesmente «Goettsching» a uma faixa; antes ainda, em 1989, surge a que é tida como primeira homenagem a «E2-E4», gravada em Itália por Sueño Latino (comum em produções italianas da época fazerem-se versões de clássicos da electrónica como Jean-Michel Jarre ou Vangelis) e revista em 91/92 por Carl Craig e Derrick May em Detroit. Vinte anos antes, em 1971, Göttsching gravava o primeiro álbum com Harmut Enke e Klaus Schulze sob o nome Ash Ra Tempel, durante toda a década de 70 uma referência constante na Música Cósmica produzida na Alemanha, apesar de o último álbum com esse nome ser de 1973. Os elementos dispersaram-se, alguns (incluindo MG) continuaram como Ashra e em projectos a solo.
MG grava em 1975 «Inventions For Electric Guitar» em seu nome e, mais pequeno, Ash Ra Tempel VI porque era o sexto álbum no conjunto da obra. Dois anos depois estreava o Episódio IV da saga «Star Wars» e o nome de R2D2 ficou para sempre como a base teórica para o título de «E2-E4», na verdade a jogada de abertura mais comum no xadrez. No final do seu contrato com a Virgin, Göttsching reconhecia que seria difícil editar o disco e, em 1982, o melhor que conseguiu foi uma reacção entusiástica de Richard Branson, entretanto desligado da Virgin-editora. «E2-E4» seria editado apenas em 1984, em LP, e só em 1990, com a edição em CD, a música foi realmente apreciada tal como tinha sido gravada: de uma só vez. Um take apenas e estava feito o mantra perfeito para todas as festas house, techno e trance que proliferaram nos anos 90. A densidade de textura, ambiência, o ritmo sugerido, são ainda hoje pilares que aguentam esta música em qualquer circunstância sem que se note sequer a idade, já que a electrónica utilizada não revela datação concreta. Como guitarrista, MG escolhe intervir apenas aos 30 minutos. Demorou tempo a convencer-se de que podia encarar a quase uma hora gravada como um álbum completo que acabou mesmo por substituir um outro que andava a planear há mais de um ano. O músico disse ainda que nunca tinha acontecido uma jam privada ficar perfeita, sem alterações abruptas de volume, efeitos técnicos ou tentativas falhadas. Teve de honrar o sucedido com uma edição integral da obra.

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Sexta-feira, 22 Julho, 2016

TCP TCP LP

€ 20,50 LP (2016 reissue) Disco Halal

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DHRE001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DHRE001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DHRE001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DHRE001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DHRE001-5.mp3]


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